08/08/2026 16:22

Aliado de Castro, Bernardo Rossi quase triplica patrimônio em 12 anos e chega a R$ 2,1 milhões em bens; ex-secretário é candidato a deputado federal

Ex-secretário estadual de Meio Ambiente do gestão Cláudio Castro (PL) — e principal aposta do ex-governador do Rio para deputado federal nas eleições de 2026 —, Bernardo Rossi declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 2,13 milhões, quase o triplo do que tinha em bens há 12 anos.

Entre as eleições de 2014 e 2026, os bens do atual candidato do União Brasil na corrida por uma vaga na Câmara do Rio, passaram de R$ 737,8 mil para R$ 2,13 milhões, alta de 188,7%.

Entre os bens informados, chama atenção um prédio residencial avaliado em R$ 620 mil e um outro imóvel de R$ 400 mil.

A relação de bens reúne ainda um apartamento de R$ 277,1 mil, outro de R$ 260 mil e um veículo Discovery D300, ano 2023, declarado por R$ 330 mil. Também aparecem na lista cerca de R$ 177 mil em aplicações e fundos.

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Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

Na disputa de 2014, quando concorreu e foi eleito deputado estadual pelo então PMDB, Rossi declarou patrimônio total de R$ 737.861,00. Entre os bens estavam dois apartamentos, avaliados em R$ 250 mil e R$ 240 mil, além de R$ 165,8 mil em dinheiro em espécie, R$ 70 mil em crédito decorrente de empréstimo e saldos bancários.

Seis anos depois, em 2020, quando disputou a eleição para a Prefeitura de Petrópolis pelo PL, o patrimônio de Rossi subiu para R$ 1.254.388,53, alta de 70 % em relação a 2014 . Naquele ano, a declaração incluía uma casa e um outro imóvel na cidade da Região Serrana, avaliados em R$ 620 mil e R$ 260 mil respectivamente; um apartamento no Rio no valor de R$ 277,1 mil e um Land Rover Sport 2011 avaliado em R$ 90 mil, além de valores depositados em conta bancária.

De 2014 a 2026: aumento de 188,7% do patrimônio

Agora, em 2026, candidato a deputado federal pela União Brasil, Rossi declarou R$ 2.130.168,58 em bens. Em relação a 2020, a alta foi de 69,8%.

Considerando todo o intervalo entre 2014 e 2026, o patrimônio declarado por Rossi cresceu R$ 1.392.307,58, uma alta nominal de aproximadamente 188,7%.

A relação de bens foi informada pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral durante o registro da candidatura. As declarações são públicas e podem ser consultadas por qualquer eleitor no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2014 — Foto: Reprodução/Divulgacand

 

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Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand

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Eleições 2026: primeiro debate da disputa pelo governo do estado do Rio será neste domingo (09) com transmissão do TEMPO REAL

08/08/2026 17:00

O primeiro encontro entre os candidatos ao ⁠governo do estado do Rio nas eleições de 2026 está marcado para este domingo (9), às 20h. O debate terá transmissão especial do TEMPO REAL em parceria com a Band e marcará também a estreia do portal na cobertura de uma eleição estadual.

O debate será realizado na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, com transmissão ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo ⁠YouTube do TEMPO REAL.

Os candidatos confirmados são André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD) e Willian Siri (PSOL).

O público também poderá acompanhar a cobertura pelo Instagram do TR com transmissão e atualizações nos Stories.

Em 2024, o TEMPO REAL acompanhou as eleições municipais em todo o estado do Rio, ampliando já naquele época a cobertura eleitoral para além da capital.

Cobertura especial começa antes do debate

A partir das 19h, tem início a pré-transmissão no YouTube, com informações sobre os bastidores, a preparação para o encontro e os principais temas que devem marcar o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Guanabara.

A cobertura será realizada em uma operação integrada com a Band Rio, a BandNews FM Rio e as plataformas digitais do grupo, acompanhando desde os momentos que antecedem o debate até a transmissão ao vivo.

Com tradição na realização de debates eleitorais, a Band promove o encontro como um espaço para o confronto de ideias e para que os eleitores conheçam as propostas dos candidatos. A mediação será da jornalista Adriana Araújo.

Como vai ser o debate

O formato do debate consiste em três blocos de perguntas e respostas, confrontos diretos entre os participantes e espaço para considerações finais.

A ordem das perguntas será definida por sorteio, e o mediador apenas fará a condução do debate. Esgotados os tempos de cada candidato, o áudio do microfone será cortado.

Na sequência, haverá novos confrontos diretos com temas livres, seguindo o mesmo formato de tempo e controle por cronômetro.

No terceiro e último bloco serão feitas as considerações finais.

Serviço

  • Debate entre candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro
  • Data: domingo, 09 de agosto de 2026
  • Horário: 20h
  • Transmissão: Canal Band, BandNews FM e YouTube do TEMPO REAL
  • Pré-hora: 19h, com cobertura especial pelo YouTube do TEMPO REAL

Piloto brasileiro e três turistas colombianas da mesma família são as vítimas da queda de helicóptero no Rio; passeio foi com portas abertas e custou R$ 2.550

08/08/2026 16:48

As quatro vítimas da queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na manhã deste sábado (08), foram identificadas: o piloto brasileiro Alessandro Rocha; e três turistas colombianas da mesma família, Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Elas realizavam um passeio panorâmico em uma aeronave sem portas antes do acidente.

As três contrataram uma volta pelos pontos turísticos do Rio na modalidade “doors off” (sem as portas), que é oferecido pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP).

Búzios entra com ação judicial contra nove perfis no Instagram e pede a identificação dos administradores das páginas

08/08/2026 15:00

A Prefeitura de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, entrou com uma ação civil pública contra a Meta com o objetivo de identificar os responsável por nove perfis do Instagram que publicam notícias, críticas e conteúdos sobre a política e a administração municipal. Isso porque, de acordo com a prefeitura, tais perfis têm publicado informações falsas.

Protocolada no dia 1º de julho de 2026, a ação tramita na 2ª Vara do município e também pede a identificação de eventuais financiadores das páginas, a retirada de postagens consideradas falsas, a suspensão de contas inautênticas e o pagamento de indenizações. A primeira tentativa de obter essas medidas em caráter urgente, entretanto, foi rejeitada pela Justiça após manifestação contrária do Ministério Público. São réus a Facebook Serviços Online do Brasil e a Meta Platforms Inc., responsável pela operação do Instagram.

Os administradores dos perfis não foram incluídos no processo porque, segundo a prefeitura, não foi possível conseguir a identificação dos responsáveis. O processo tem como alvo informações relacionadas a nove contas. São elas: @buziosinformacoes; @politicanewsregiaodoslagos; @buziosnoticias; @fofoca_na_calcada; @gladysnunesbuzios; @acorda_buziosrj; @buziosnuecru; @mayfelixrj; @choqueibuzios.

Acusação de “estética pseudojornalística” e suspeita de “repetição” no Instagram

Em um anexo de 36 páginas, o município relacionou 31 publicações, sendo a maior parte — 14 conteúdos — atribuída ao perfil @buziosnuecru. Outras seis são do @buziosinformacoes, quatro do @acorda_buziosrj, duas do @fofoca_na_calcada e as demais estão distribuídas entre as outras páginas.

Na petição inicial, a gestão municipal afirma que os perfis empregam “estética pseudojornalística”, manchetes conclusivas, memes, montagens e acusações por associação para repercutir temas relacionados a hospitais, contratos, obras, programas públicos e agentes municipais. Além disso, o Executivo também alerta que a “repetição sincronizada” de narrativas parecidas entre contas diferentes poderia produzir uma aparência artificial de confirmação. A ação pretende descobrir se as páginas são independentes ou se compartilham administradores, equipamentos, contas publicitárias, meios de pagamento ou uma estrutura coordenada.

Trecho da ação civil pública
Trecho da ação civil pública que pede a investigação de nove páginas no Instagram sobre Búzios — Foto: Reprodução.

 

Na ação, a prefeitura também pede informações cadastrais, endereços eletrônicos, telefones, IPs, dispositivos utilizados, histórico de nomes, administradores atuais e anteriores, contas vinculadas, meios de recuperação, contas publicitárias e dados de pagamento. Com isso, a Meta também seria obrigada a elaborar uma tabela comparativa, indicando se os perfis compartilham telefones, dispositivos, endereços de IP, administradores, contas de anúncios, meios de pagamento ou gerenciadores de negócios.

Ação também requer anúncios e impulsionamentos e cita morte de criança como exemplo de fake news

As 31 publicações relacionadas pela prefeitura tratam de assuntos diversos. A lista inclui manchetes sobre prisões na Assembleia Legislativa, supostos acordos políticos, sucessão municipal, alterações no Fundo Municipal do Meio Ambiente, royalties, regularização fundiária, fiscalização urbana, lixo, uniformes escolares, número de secretarias e relações do prefeito Alexandre Martins com outras figuras políticas.

Entre os títulos questionados estão “Jantar clandestino em Búzios”, “Prefeito em campanha aberta para eleger a esposa”, “Os rostos por trás da destruição do Mirante Pai Vitório”, “A grande família de Búzios: secretarias viram cabides de empregos” e “Esgoto e migalhas pra você, luxo e viagens pra mim!”.

O caso descrito com maior detalhamento envolve uma publicação do perfil @choqueibuzios, divulgada em 29 de junho de 2026. O card trazia a manchete: “Urgente: criança de 2 anos morre após aguardar transferência para unidade de alta complexidade”.

De acordo com a prefeitura, Anthony Romanelli Pavuna, de dois anos e oito meses, foi atendido no Hospital Municipal Rodolph Perissé, inserido no sistema de regulação e transferido para um hospital em Araruama. O óbito teria sido confirmado quando o paciente já se encontrava na unidade receptora.

A administração municipal classifica o conteúdo como uma “falsidade contextual”. A tese é que a publicação, ao informar que a criança morreu após aguardar uma transferência sem mencionar que o procedimento efetivamente ocorreu, teria induzido o público a responsabilizar a rede municipal pela falta de remoção.

O município afirma possuir registros assistenciais que sustentam sua versão. A inicial, porém, apresenta a narrativa da prefeitura; caberá ao processo confrontá-la com os documentos e com a versão dos responsáveis pela publicação.

Criança de 2 anos
Trecho da argumentação da prefeitura de Búzios sobre a respeito da morte de uma criança de 2 anos — Foto: Reprodução.
Criança de 2 anos - parte 2
Trecho da argumentação da prefeitura de Búzios sobre a morte de uma criança de 2 anos — Foto: Reprodução.

O pedido de Búzios à Justiça

Em caráter urgente, antes da apresentação da defesa das empresas, a prefeitura solicitou:

  • Preservação integral dos registros dos nove perfis;
  • Entrega dos dados de titulares e administradores;
  • Identificação de anunciantes e financiadores;
  • Cruzamento técnico das informações das contas;
  • Retirada das publicações relacionadas no processo;
  • Interrupção de anúncios e impulsionamentos;
  • Suspensão temporária de contas que não fossem vinculadas a pessoas autênticas;
  • Proibição de distribuição paga por contas ainda não identificadas;
  • Multa diária de R$ 50 mil por obrigação descumprida.

A prefeitura pediu que a multa seja aplicada separadamente de acordo com o perfil, publicação, campanha ou conjunto de dados.

No julgamento definitivo, o município pretende obter a remoção permanente dos conteúdos considerados ilícitos, a desativação das contas comprovadamente falsas ou utilizadas continuamente para ilegalidades e a exclusão de cópias idênticas das publicações.

A ação também busca obrigar os responsáveis a publicar correções ou retratações por pelo menos 30 dias, além de ressarcir os custos que a prefeitura afirma ter suportado para responder às informações questionadas.

O valor desses danos não foi calculado. O município pede ainda indenização por dano moral coletivo, também sem indicar a quantia. Apesar da dimensão das pretensões, atribuiu à causa o valor provisório de R$ 1 mil.

Município afirma que ação não busca impedir críticas

Ao longo da petição, a prefeitura procura diferenciar críticas políticas de afirmações factuais que considera falsas.

“A presente ação civil pública não foi concebida para proteger o governo municipal do desconforto inerente à crítica”, afirma o documento. Em outro trecho, o município sustenta que “a fiscalização social, a imprensa crítica, a oposição política, a denúncia responsável, a sátira e o escrutínio severo dos atos administrativos integram o núcleo essencial da liberdade de expressão”.

Segundo a Procuradoria-Geral do Município, o problema começaria quando contas sem responsáveis publicamente identificados apresentam acusações graves como fatos comprovados, sem indicar fontes verificáveis.

A ação argumenta que o uso de pseudônimos não é necessariamente ilegal, desde que exista uma pessoa real identificável judicialmente. Também sustenta que o sigilo da fonte protege o informante, mas não elimina a responsabilidade de quem decide publicar, editar e impulsionar um conteúdo.

Chamado a se manifestar antes da decisão sobre a liminar, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou que os pedidos urgentes fossem rejeitados.

Promotoria afirmou que publicações deveriam ser mantidas

Em parecer apresentado em 5 de julho, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio afirmou que as publicações deveriam permanecer acessíveis para que a população pudesse conhecer os fatos e formar sua própria avaliação.

Segundo o promotor Rodrigo de Figueiredo Guimarães, a maioria dos conteúdos questionados já teria sido repercutida por outros meios de comunicação, incluindo informações sobre prisões de integrantes do Legislativo estadual, relações políticas do prefeito e críticas à gestão.

“As informações veiculadas nos posts […] não se mostram fantasiosas num primeiro momento”, afirmou o Ministério Público. Para a Promotoria, os conteúdos tratam de “fatos públicos, notórios e já publicados por outros meios de comunicação”.

O parecer também ressalta que autoridades e gestores públicos estão sujeitos ao escrutínio da população. Na avaliação do MPRJ, a prefeitura não demonstrou a probabilidade do direito alegado nem a existência de perigo de dano que justificasse a intervenção urgente.

Justiça nega todas as medidas urgentes

Em 8 de julho, o juiz Danilo Marques Borges acompanhou a posição do Ministério Público e indeferiu a liminar.

A decisão afirma que as publicações tratam de fatos de interesse público relacionados à administração municipal e à atuação de agentes políticos, assuntos submetidos ao “legítimo escrutínio da sociedade em um Estado Democrático de Direito”.

O magistrado considerou que não havia demonstração concreta da ilegalidade das postagens nem risco imediato de desaparecimento das provas.

“A pretensão de preservação compulsória de dados e conteúdos, sem a demonstração concreta de ilicitude das publicações ou de risco efetivo de perecimento da prova, demanda instrução processual e exame mais aprofundado”, registra a decisão.

Com isso, não foram autorizadas a preservação obrigatória dos registros, a identificação dos administradores, a retirada das publicações, a suspensão dos perfis ou as restrições aos impulsionamentos.

A decisão é provisória. O indeferimento da liminar não encerra o processo nem declara que todas as publicações são verdadeiras ou lícitas — significa apenas que o juízo não encontrou elementos suficientes para impor as medidas antes da apresentação das defesas e da produção de provas.

Pedido de reconsideração

Após a negativa, o Município de Búzios apresentou, em 19 de julho, um pedido de reconsideração parcial.

Na nova manifestação, a prefeitura deixou de insistir na retirada ampla das publicações. Passou a concentrar a pretensão em duas medidas: a suspensão de contas que a Meta não conseguisse vincular a uma pessoa autêntica e, subsidiariamente, a proibição de anúncios, monetização e impulsionamentos políticos enquanto seus responsáveis não fossem identificados.

“A gestão pública deve suportar crítica dura, injusta, irônica, hostil”, reconheceu o município no pedido.

A Procuradoria afirmou que a decisão poderia ser mantida na parte que recusou a indisponibilização generalizada dos conteúdos.

O argumento passou a ser o de que os perfis poderiam continuar publicando organicamente, mas não deveriam comprar alcance ou monetizar conteúdo político enquanto não houvesse uma pessoa identificável que respondesse pelas contas.

A prefeitura reiterou o pedido de multa de pelo menos R$ 50 mil por obrigação descumprida. Na íntegra processual disponibilizada, não consta decisão sobre essa tentativa de reconsideração.

Meta ainda não apresentou defesa sobre o conteúdo da ação

A Facebook Brasil foi citada eletronicamente, mas informou ao juízo, em 15 de julho, que a petição inicial não estava disponível nos autos acessíveis à empresa. A companhia pediu a habilitação de seu advogado e a devolução do prazo para apresentar defesa.

Em 24 de julho, o juiz determinou que a serventia retirasse eventual sigilo indevidamente atribuído à inicial e aos documentos, mantendo restrição apenas sobre materiais legalmente protegidos. O magistrado também devolveu integralmente o prazo de defesa, contado a partir da disponibilização efetiva do processo.

A certidão processual registra ainda que a Meta Platforms Inc. não chegou a ser citada diretamente porque não havia endereço indicado para a diligência.

Até a última movimentação incluída no documento, publicada em 28 de julho, não constava contestação de mérito da Facebook Brasil ou da Meta. Dessa forma, a íntegra analisada não contém a versão das empresas sobre os pedidos de identificação, preservação de dados, remoção de conteúdo e suspensão das contas.

Também não há manifestação individual dos administradores dos nove perfis, que não integram formalmente o processo até o momento.

Disputa seguirá com produção de provas

A ofensiva judicial permanece aberta, mas começou com uma derrota para a prefeitura: o Ministério Público se posicionou contra as medidas e a Justiça negou integralmente a urgência solicitada.

O julgamento definitivo ainda poderá examinar a autenticidade das contas, a veracidade de cada publicação, a existência de impulsionamentos, a eventual coordenação entre perfis e os danos alegados pelo município.

Até agora, porém, não há decisão reconhecendo que os perfis sejam falsos, coordenados ou financiados pela mesma estrutura. Também não existe pronunciamento judicial declarando ilícita qualquer uma das 31 publicações.

O processo coloca em lados opostos a tentativa do poder público municipal de identificar e responsabilizar páginas que considera inautênticas ou desinformativas e, de outro, a proteção constitucional conferida à liberdade de expressão, ao direito à informação e ao escrutínio público de autoridades. A definição dessa fronteira dependerá da análise individual das publicações e das provas que ainda serão produzidas.

Após seis anos fechado para reformas, Museu Nacional de Belas Artes, no Centro do Rio, reabre três galerias em setembro

08/08/2026 14:51

Após seis anos fechado para reformas, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), localizado na na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, reabre, em setembro, mais três galerias para o público. O espaço segue em obras e a reabertura completa está prevista para o fim deste ano. 

Mas, para quem deseja matar a saudade do espaço, já é possível voltar a visitar parte do acervo. A reabertura das galerias amplia as áreas disponíveis ao público e permite um reencontro gradual com o museu. Enquanto as intervenções continuam, os visitantes podem aproveitar a programação e conhecer as exposições que já estão abertas à visitação.

A Galeria de Moldagens 1 é um dos espaços que voltam a receber o público em setembro. É lá que está a “Vitória de Samotrácia”, réplica da famosa escultura grega helenística exposta no Museu do Louvre, em Paris.

Ao todo, a reabertura de três galerias devolve cerca de 650 m² do museu à visitação. Entre os espaços que também poderão ser percorridos está a Galeria Rodrigo Mello Franco, que receberá uma exposição com as novas aquisições do acervo, e a Sala Bernardelli, que será aberta integralmente. Em setembro, a sala também abrigará a mostra “Abolicionistas Brasileiras”.

Com informações do colunista Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”. 

Cultura sobre rodas: governo do estado fecha contrato de R$ 13 milhões para transporte gratuito a museus e teatros

08/08/2026 13:30

O governo do estado do Rio vai investir quase R$ 13 milhões para ampliar o acesso da população a museus, teatros e outros equipamentos culturais. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa formalizou contrato de R$ 12.978.000 com a empresa Elite Turística Ltda. para a prestação de serviços de transporte destinados ao Programa Passaporte Cultural e projetos correlatos.

Na justificativa técnica, a secretaria  afirma que o investimento também busca fortalecer a política de interiorização da cultura prevista na lei estadual nº 7.035/2015, ampliando o acesso da população aos equipamentos em todas as regiões do estado. O objetivo, segundo o órgão, é democratizar o acesso às atividades culturais, contemplando não apenas moradores da capital, mas também cidadãos de municípios mais distantes.

Publicado no Diário Oficial do Estado, o contrato nº 06/2026 prevê a operação contínua de transporte de pessoas, incluindo fornecimento de veículos, motoristas, manutenção, gestão logística, diárias e seguros de passageiros e dos automóveis. O serviço ficará sob responsabilidade da subsecretaria de Formação, Acesso a Equipamentos Culturais, Difusão e Inovação.

O contrato terá vigência de 12 meses, contados da divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas, com pagamento em 12 parcelas mensais de R$ 1.081.500.

Transporte gratuito para ampliar o acesso à cultura

De acordo com documentos do processo administrativo, a ampliação do serviço foi motivada pela limitação da estrutura anterior. A própria secretaria registra que a contratação vigente já não atendia à demanda do Passaporte Cultural, justificando o reforço no transporte para atender ao crescimento do programa.

A legislação estabelece que até 40% dos recursos destinados ao fomento cultural sejam aplicados na capital, garantindo que pelo menos 60% sejam direcionados ao interior e às demais regiões fluminenses. Também determina a reserva mínima de 1% dos recursos para ações voltadas às pessoas com deficiência.

O contrato foi firmado com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações.

COM FÁBIO MARTINS

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Queda de helicóptero na região da Vista Chinesa deixa ao menos quatro mortos

08/08/2026 12:31

Quatro pessoas morreram na queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na manhã deste sábado (08).

Segundo o Corpo de Bombeiros, que foi acionado às 11h11 para a ocorrência, as vítimas — um homem, piloto da aeronave, e três mulheres, passageiras — foram encontradas carbonizadas.

Ainda de acordo com a corporação, a identificação das vítimas ficará a cargo da perícia da Polícia Civil.

Pelo menos quatro pessoas morreram na queda de helicóptero na região da Vista Chinesa
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa — Foto: Reprodução/TV Globo

Destroços da aeronave, um Robinson 44, foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.

Há registro de fogo na região, e militares especializados em combate a incêndios florestais também foram mobilizados.

Para dar apoio às buscas do Corpo de Bombeiros, o ICMBio informou que um pequeno e restrito trecho da Estrada da Vista Chinesa, em frente ao pagode chinês da Vista Chinesa, foi interditado. A Vista Chinesa fica dentro do Parque Nacional da Tijuca

Helicóptero cai em área de mata de difícil acesso na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista; bombeiros tentam chegar ao local

08/08/2026 12:10

Um helicóptero caiu em uma área de mata de difícil acesso na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Norte do Rio, na manhã deste sábado (08).

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o quartel da região foi acionado às 11h11 para a estrada da Vista Chinesa, próximo ao Parque da Cidade.

A aeronave foi localizada pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas. Mas, de acordo com a corporação, o ponto da queda fica em uma área de difícil acesso. Equipes especializadas avançam pelo terreno para tentar chegar ao local.

Também há registro de fogo na região.

A ocorrência permanece em andamento.

*Em atualização 

Preso por estupro coletivo em Copacabana, filho de ex-subsecretário estadual é indiciado por outro caso durante festa em 2025

08/08/2026 11:58

Um dos réus preso pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, em 31 de janeiro deste ano, Vitor Hugo de Oliveira Simonin foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) por um outro caso, dessa vez, pelo estupro de vulnerável de uma jovem durante uma festa em Botafogo, em 2025.

Esse foi um dos casos denunciados após a repercussão do crime ocorrido no início deste ano. O pai de Vitor Hugo, que ocupava o cargo de subsecretário à época, foi exonerado depois que o episódio ganhou notoriedade. José Carlos Simonin era vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.

Indiciamento ocorreu na última quarta-feira (05)

Uma menor de idade, que estava alcoolizada durante uma festa em Botafogo, na Zona Sul do Rio, disse que Vitor Hugo a forçou a fazer sexo oral, apesar de ela ter dito repetidamente que não queria.

Moraes vota por manter preso ex-secretário de Castro acusado de ligação com o Comando Vermelho 

08/08/2026 11:16

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, em julgamento virtual na Primeira Turma, para que continue preso o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário municipal de Ordem Pública do Rio na gestão de Marcelo Crivella; ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário estadual de Esportes no governo Cláudio Castro. Ele é acusado de receber propina do Comando Vermelho (CV).

Moraes defendeu que o advogado, preso desde setembro de 2025, siga na prisão. Ele foi alvo das recentes operações Zargun e Anomalia — que também levaram à prisão do ex-deputado estadual TH Joias e que apuraram relações políticas da facção e tráfico de influência.

Segundo a Polícia Federal, Carracena integrava o núcleo político da organização criminosa ligada ao Comando Vermelho e repassava informações privilegiadas sobre operações policiais em áreas comandadas pela facção.

Ainda segundo as investigações, o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o “Índio do Lixão”, apontado como um dos chefes do CV, mantinha contato direto com o advogado.

Pedido da defesa de Carracena

O voto de Moraes foi dado no julgamento virtual de um pedido da defesa de Carracena. Além da liberdade do ex-secretário, os advogados querem que sejam consideradas ilícitas provas encontradas pelas investigações no celular do advogado. A alegação aponta que os dados foram extraídos do aparelho sem o acompanhamento de representantes da OAB e dos advogados de defesa.

Moraes, porém, afastou a alegação de que teria havido violação da cadeia de custódia das provas. Segundo o ministro, não existem “quaisquer indícios ou evidências concretas” que sustentem essa possibilidade. Ele também descartou a hipótese de que o sigilo das comunicações profissionais de Alessandro Carracena, na condição de advogado, tenha sido comprometido.

Além de rejeitar o recurso da defesa de Carracena, o ministro do STF votou por negar pedidos de outros investigados na Operação Anomalia. O ministro defendeu que se mantenham as prisões do policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira e que Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, continue detido em uma penitenciária federal.

Ainda participarão do julgamento os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Candidato a deputado federal pelo Missão chama Laje do Muriaé, no Noroeste Fluminense, de ‘município mais m*rda do estado’ e defende extinção da cidade

08/08/2026 10:17

O candidato Victor Antoun, nome do Partido Missão para deputado federal no Rio, provocou grande repercussão nas redes sociais ao fazer duras críticas a Laje do Muriaé, uma das menores cidades do Noroeste Fluminense. Em declaração pública, ele classificou o município como “o mais m*rda do estado”, e defendeu o fim de sua autonomia.

No vídeo divulgado em sua conta no Instagram, Vitor Antoun se referiu repetidamente ao local como uma “cidadezinha” e defendeu que municípios que não possuam condições de se sustentar financeiramente deveriam deixar de existir.

“Tu já parou pra pensar qual é o município mais m*rda do estado do Rio? “A cidadezinha se chama Laje do Muriaé”, disse o candidato.

Proposta prevê fundir municípios que ‘recebem mais recursos do que repassam’

No vídeo, o político e advogado carioca também afirma que 67% da população de Laje do Muriaé seria formada por “miseráveis”, e que a economia local dependeria basicamente da prefeitura, citando ainda a baixa geração de empregos e que “zero por cento da cidade tem cobertura de esgoto”.

O jurista — que afirma ser o “candidato do presidente Renan Santos — que vai disputar o posto de Presidente da República nas eleições de 2026 — no Rio —, também afirma que tentou descobrir quanto recebe o prefeito, mas não conseguiu porque o Portal da Transparência estava fora do ar.

Oficialmente, o município integra o Noroeste Fluminense e tinha população estimada em 7.584 habitantes até o ano passado. O PIB per capita registrado pelo IBGE foi de R$ 28.435,51 em 2023. Em 2024, a prefeitura contabilizou R$ 97,4 milhões em receitas brutas.

Dados usados no vídeo levantam dúvidas

Algumas das informações apresentadas por Victor Antoun, no entanto, precisam ser contextualizadas.

A afirmação de que “zero por cento da cidade tem cobertura de esgoto” parece misturar dois indicadores diferentes. Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico referentes a 2024, compilados pelo Instituto Água e Saneamento, apontam uma situação grave: o índice de tratamento do esgoto é zero. Isso não significa, entretanto, que não exista cobertura ou coleta.

A mesma base registra atendimento pelo serviço de esgotamento sanitário, mas aponta que o principal problema está no tratamento do material coletado.

Outro ponto é o Portal da Transparência. Apesar de o candidato afirmar no vídeo que o sistema “está fora do ar”, o portal da Prefeitura de Laje do Muriaé estava acessível em consulta neste sábado (08), com páginas de despesas, receitas, licitações, pessoal e outros documentos. Há registros no próprio sistema indicando atualizações em julho de 2026.

Já a declaração de que 67% dos moradores seriam “miseráveis” é feita sem nenhum tipo de indicação, no vídeo, sobre a fonte, ano ou critério utilizado para chegar ao percentual.

‘Vai deixar de existir’

Depois de apresentar as informações, o candidato revela a proposta que pretende defender. Segundo ele, “não faz o menor sentido continuar bancando uma cidadezinha como essa”.

“Se o teu município recebe mais do que ele repassa, ele vai deixar de existir”, afirmou, explicando que a cidade seria “fundida ao município rentável mais próximo”.

A medida, porém, não poderia ser executada simplesmente por decisão de um deputado federal. A Constituição estabelece que incorporação ou fusão de municípios depende de uma série de procedimentos, incluindo lei estadual, estudos de viabilidade e consulta prévia, por plebiscito, às populações dos municípios envolvidos.

‘Agora faça esse vídeo chegar em Laje do Muriaé’

O candidato termina o vídeo com um pedido aos seguidores: “Agora faça esse vídeo chegar em Laje do Muriaé”.

A estratégia coloca o pequeno município do Noroeste Fluminense no centro de uma provocação eleitoral incomum: ao invés de prometer levar recursos ou investimentos para a cidade, o candidato defende que ela simplesmente deixe de existir.

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