O ex-prefeito de Itatiaia Irineu Nogueira Coelho (MDB) foi condenado por injúria racial contra uma funcionária de uma padaria em Resende, no Sul Fluminense. A decisão é da 2ª Vara Criminal de Resende e foi proferida pelo juiz Diego Ziemiecki.
Segundo a sentença, o político chamou a vítima de “aquela negrinha” depois de ser advertido por ela de que não poderia mexer na vitrine do estabelecimento.
Irineu foi preso quando ainda exercia o cargo de prefeito da cidade, em 2023. A condenação estabelece pena de 2 anos e 6 meses de reclusão e 68 dias-multa. A prisão, no entanto, foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pelo pagamento de 10 salários-mínimos a uma entidade voltada ao combate ao preconceito racial.
Além da pena, o juiz determinou que o ex-prefeito pague à vítima 10 salários-mínimos por danos morais e arque com as custas do processo.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do jornal “O Globo”.
A Prefeitura do Rio publicou no Diário Oficial desta segunda-feira (21) o decreto que declara de utilidade pública, para fins de desapropriação, os imóveis localizados na Rua Cosme Velho, números 362 e 370.
A publicação é uma resposta direta ao acidente ocorrido no último sábado (19), quando o segundo pavimento de um casarão histórico na altura do número 315 desabou parcialmente, atingindo o imóvel vizinho e deixando uma mulher de 43 anos e sua filha, de 2 anos, feridas. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon, com ferimentos moderados.
Conforme antecipado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) em entrevista no fim de semana, a medida integra um plano de intervenção do município para garantir a preservação do patrimônio histórico da região e prevenir novos riscos estruturais. O decreto justifica a ação com base no “interesse público do planejamento urbano como instrumento de política pública eficiente e nas restrições ambientais e urbanísticas”.
De acordo com o prefeito, a intenção é dar uma nova destinação aos imóveis depois que eles forem incorporados ao patrimônio municipal. Cavaliere afirmou que uma das possibilidades é realizar leilões para que os espaços tenham novos usos.
Em ata aprovada em 3 de setembro, o Conselho Gestor do Fundo Soberano autorizou o empenho de R$ 28.180.023,22 para a segunda etapa das obras do parque urbano na antiga fábrica da General Eletric (GE), no Jacarezinho. A intervenção é executada pela Enge Prat Engenharia através do contrato nº 026/2025 da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio (Emop).
Governador disse que alugava a casa em Petrópolis
A verba cobrirá o exato montante necessário para atingir o valor global do contrato (R$ 36,1 milhões), já descontados os R$ 7,9 milhões liquidados antes de a obra entrar em suspensão ao fim do último exercício.
Em julho, reportagem do jornal “O Globo” revelou que a Enge Prat e outras empresas de Gomes viram o volume de contratos com o estado saltar de menos de R$ 2 milhões para R$ 355 milhões na gestão de Castro.
O ex-governador declarou, à época, que alugava o imóvel do empresário de forma regular, mas não apresentou o contrato de locação nem comprovantes de pagamento.
Emop mudou a comissão de fiscalização do contrato
A aprovação do recurso milionário veio acompanhada de movimentações internas na máquina pública para preparar a retomada do projeto. No mesmo dia da reunião do Fundo Soberano (3 de setembro), a Emop iniciou a substituição do gestor e de toda a comissão de fiscalização do contrato.
A mudança foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial em 11 de setembro e registrada no sistema SiafeRio no dia 15 — indicando que, embora o contrato ainda figure formalmente como “suspenso” no Portal da Transparência, o estado já reorganiza a estrutura para destravar os trabalhos no Jacarezinho.
Tempo Surreal (alerta de ironia): na era das canetas emagrecedoras e da IA, políticos chegam tão diferentes à eleição que TRE-RJ estuda colocar ‘antes e depois’ na urna
A combinação de canetas emagrecedoras, harmonização, filtros e inteligência artificial criou um novo problema para a Justiça Eleitoral: o eleitor finalmente decorou o número do candidato, mas já não sabe se a pessoa que aparece na urna é a mesma que viu no santinho.
Há casos em que a campanha começou com um rosto, passou pelo Instagram com outro e chegou à cabine eleitoral numa terceira versão, mais magra, rejuvenescida e com uma iluminação que nem a urna eletrônica estava preparada para processar.
Só colocando lado a lado as fotos do antes e do depois das canetas emagrecedoras e da IA
Diante da dificuldade, técnicos já discutiriam soluções simples, como incluir nas fotos a inscrição “imagem meramente ilustrativa” ou exibir, ao lado do candidato, a versão original enviada ao cartório eleitoral.
A medida teria ainda uma vantagem democrática: garantir que, mesmo depois de três meses de caneta, dois filtros de IA e uma equipe de marketing, alguma coisa do político continue reconhecível — além do número.
Uma diferença de apenas R$ 100 foi suficiente para colocar em xeque uma licitação milionária do Detran-RJ. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) determinou a suspensão de parte de um pregão destinado à compra de 700 leitores de impressões digitais para os postos de identificação civil do órgão, após identificar indícios de descumprimento das regras do edital.
A decisão, em caráter liminar em favor da empresa Priority Comércio e Locação de Máquinas Ltda, envolve o Item 6 do pregão eletrônico em questão, destinado à aquisição dos equipamentos de captura de impressões digitais que serão utilizados pelo Detran-RJ nos atendimentos de identificação civil — que ficará impedido de homologar o resultado do Item 6, celebrar contrato ou firmar ata de registro de preços até o julgamento definitivo da representação.
Disputa decidida por R$ 100
A disputa foi decidida nos detalhes. De acordo com os registros analisados pelo tribunal, a Qualyteck RJ Tecnologia em Informática apresentou lance de R$ 42.449.900,00, enquanto a Priority ofertou R$ 42.450.000,00. Separadas por apenas R$ 100, as duas propostas acabaram levando a concorrência para o TCE.
O problema é que o edital previa um intervalo mínimo de R$ 10 mil entre os lances do Item 6. Na representação apresentada à Corte, a empresa derrotada sustentou que a diferença de apenas R$ 100 entre as duas melhores ofertas não atendia às regras estabelecidas para a disputa.
Interpretação do edital levou à suspensão
O Detran-RJ argumentou que a exigência deveria ser aplicada apenas em relação aos lances apresentados pela própria empresa participante, e não na comparação direta entre concorrentes. Mas, em análise preliminar, o relator não concordou com essa interpretação.
Na decisão, o conselheiro Rodrigo Melo do Nascimento destacou que o edital é claro ao determinar que o intervalo mínimo de R$ 10 mil deve ser observado tanto nos lances intermediários quanto na proposta que assume a liderança da disputa. Para ele, a regra não se restringe à comparação entre os próprios lances de cada participante.
Em suma, o TCE concluiu que o lance vencedor teria sido apresentado em desacordo com as regras do edital. Há indícios de violação aos princípios da vinculação ao instrumento convocatório e da isonomia entre os participantes, ainda de acordo com o tribunal.
O Detran-RJ terá prazo de dez dias úteis para comprovar a suspensão do certame e prestar esclarecimentos à Corte. A empresa declarada vencedora também poderá apresentar sua manifestação antes da análise de mérito do caso.
O Partido Renovação Democrática (PRD) tentou registrar 18 candidatos a deputado estadual para as eleições de outubro, mas teve seus dois nomes principais barrados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ). Val Ceasa, que tenta a reeleição, e o herdeiro da Imperatriz Leopoldinense João Drumond tiveram suas candidaturas negadas por manterem supostas ligações com organizações criminosas.
Criado em 2023 a partir da fusão entre Patriota e PTB, o PRD apostou alto nos dois grandes “puxadores de voto” para ampliar sua presença na Assembleia Legislativa. E, justamente por colocar todas as suas fichas em Val e João, pode acabar saindo da eleição sem nenhuma cadeira na Casa.
Tribunal cita vínculos de João Drumond com investigados e contraventores
Neto do bicheiro Luizinho Drumond, João teve o registro de candidatura indeferido pelo TRE-RJ e, nesta quinta-feira (17), o Tribunal também rejeitou o recurso apresentado para tentar reverter a decisão.
E o julgamento considerou uma série de elementos ligados ao próprio candidato — e não apenas à sua ascendência. Entre eles estão relatórios de inteligência e provas obtidas durante a Operação Trampo, da Polícia Federal, além de registros sobre a presença de Drumond em áreas sob domínio do Comando Vermelho.
Val Ceasa é acusado de impedir demolição de mansão do traficante ‘Peixão’
Já o deputado estadual Val Ceasa teve o registro negado por manter uma suposta ligação com o Terceiro Comando Puro (TCP), facção que atua no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio.
Um dos pontos citados no processo é a atuação do deputado para tentar obter informações sobre a demolição do chamado “resort do Peixão”, imóvel atribuído ao traficante Álvaro Malaquias Santa Rosa. Segundo o Ministério Público, Val teria procurado a Polícia Militar para saber detalhes de uma operação que era mantida em sigilo.
A suspeita é de que o deputado tenha tentado impedir a demolição. Para isso, ele teria alegado que o imóvel seria usado para a “prestação de serviços sociais”.
E não sobrou só para Val. Durante o julgamento, os desembargadores também decidiram enviar as peças do processo ao Ministério Público Eleitoral para que seja apurado se o próprio PRD teve alguma responsabilidade ao lançar um candidato alvo de investigação policial para a disputa.
Val Ceasa também pode recorrer ao TSE mas, até lá, o partido deverá seguir na disputa sem seus principais nomes.
ATUALIZAÇÃO às 19h30, com nota enviada pela Prefeitura do Rio. A íntegra está publicada ao fim da reportagem.
Fora da tomada. Pelo menos temporariamente.
Uma licitação de R$ 82 milhões da Secretaria Municipal de Administração (SMA) para a compra de notebooks destinados a órgãos da Prefeitura do Rio foi suspensa pelo Tribunal de Contas do Município (TCMRio). Auditores identificaram fragilidades na pesquisa de preços que embasou o pregão e apontaram uma diferença potencial superior a R$ 22 milhões no principal lote da contratação.
E não é pouca coisa. Enquanto a SMA estimou o preço unitário em R$ 10.901, os técnicos do tribunal chegaram a um valor de referência de R$ 7.267,20. A diferença de R$ 3.633,80 por equipamento representa uma variação de 50% e produz um impacto potencial de R$ 22.155.278,60 na leva.
Já no segundo lote, destinado à compra de 1.009 notebooks de configuração superior, a diferença encontrada foi de apenas 1,6%, percentual considerado sem relevância significativa pelos auditores.
O certame previa o registro de preços para aquisição de notebooks com garantia técnica de 60 meses para a administração direta, autarquias e fundações municipais, com valor estimado de R$ 82.023.186,00. A sessão pública estava prevista para o dia 14 de setembro.
A decisão monocrática é do conselheiro Thiago Kwiatkowski Ribeiro, que acolheu parecer da 1ª Inspetoria Geral de Engenharia (1ª IGE). O órgão técnico concluiu, em análise preliminar, que a metodologia adotada pela secretaria para estimar os preços do pregão pode não refletir adequadamente os valores praticados no mercado.
Só três fornecedores na pesquisa
Segundo os auditores, a pesquisa de preços que embasou o orçamento da licitação foi elaborada exclusivamente a partir de cotações obtidas junto a três fornecedores privados, sem utilização de preços públicos, atas de registro de preços ou outras bases de referência previstas na legislação.
Para o TCMRio, a prática contraria os critérios previstos na Lei Federal nº 14.133/2021 e em normas municipais, que determinam que a administração utilize, sempre que possível, contratações públicas semelhantes e bancos oficiais de preços para formar o orçamento estimativo de uma licitação.
Ao reavaliar os valores, a equipe técnica montou uma nova cesta de preços utilizando referências de contratações públicas, dados de pregões eletrônicos e valores praticados pela própria fabricante dos equipamentos.
Com a medida cautelar, a Secretaria Municipal de Administração deverá apresentar esclarecimentos técnicos sobre os critérios adotados para definir os preços do edital, incluindo a memória de cálculo utilizada, as fontes consultadas e eventual justificativa para a adoção exclusiva de cotações privadas.
Caso a pasta conclua pela necessidade de revisar os valores estimados, será necessário alterar o edital e reabrir os prazos da licitação antes que o processo volte a andar.
O que diz a Prefeitura do Rio
A assessoria da Prefeitura do Rio enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A Prefeitura do Rio esclarece que o Tribunal de Contas do Município (TCM) não afirmou que existe sobrepreço na licitação. O Tribunal solicitou esclarecimentos sobre a metodologia utilizada, ressaltando que a comparação realizada pode não ser adequada em razão das diferentes especificações dos equipamentos. A Prefeitura prestará os esclarecimentos dentro do prazo estabelecido. O pregão está suspenso e nenhuma aquisição foi realizada.
As especificações técnicas dos notebooks previstas no edital são definidas e validadas pelo IplanRio, órgão técnico responsável pela política de tecnologia da Prefeitura, considerando critérios de desempenho e segurança da informação. Os equipamentos utilizados nas comparações possuem especificações técnicas distintas das previstas no edital.
Na pesquisa de mercado, foram consultadas sete empresas, das quais quatro declinaram de apresentar proposta. Também é importante esclarecer que o valor estimado é apenas o preço de partida do pregão eletrônico. Durante a disputa, os concorrentes apresentam lances sucessivos, com redução dos preços em busca da contratação.
Por fim, a ata de registro de preços não representa a compra imediata dos equipamentos. Ela estabelece preços e condições para eventuais aquisições futuras, conforme a necessidade de cada órgão. A Secretaria Municipal de Administração concentra esse tipo de procedimento para reunir demandas de diferentes áreas da Prefeitura, possibilitando ganho de escala, maior competição entre fornecedores e a busca por preços mais reduzidos, com potencial de economia para toda a administração municipal”.
Candidatos ao concurso público da secretaria municipal de Saúde de Volta Redonda relataram ter encontrado um malote de provas aberto durante a aplicação do exame neste domingo (20), no campus da Universidade Federal Fluminense (UFF). Segundo a ata de ocorrências do certame, os dois lacres do material aparentavam ter sido violados.
A situação provocou questionamentos entre os candidatos e mobilizou fiscais, a Comissão de Concurso e a Polícia Militar, que esteve no local para registrar a ocorrência. De acordo com o documento, o material foi retirado do local de armazenamento após o problema.
Candidata questionou violação do malote de provas
Em um vídeo gravado no local, uma candidata, que se identificou como enfermeira, relatou a situação e afirmou que foi alegado aos participantes que “o malote havia caído” e, por isso, teria se aberto. Segundo ela, no entanto, o saco que continha as provas apresentava o que descreveu como “um corte perfeito”.
Ela também reclamou dos transtornos provocados pela ocorrência, destacando que candidatos que estavam em sua sala de provas viajaram de diferentes cidades para participar da seleção, incluindo Angra dos Reis e Duque de Caxias.
Nas redes, outras pessoas que estavam na sala no momento em que que o malote aberto chegou relataram o episódio.
Nas redes, participantes relataram momento em que malote de provas chegou violado na sala – Foto: Reprodução/Redes Sociais
Ainda segundo a ata, um novo envelope com provas foi entregue à sala após a identificação do problema. Depois de conversas entre candidatos, fiscais e integrantes da comissão, foi autorizada a continuidade do concurso.
Novas provas também foram encaminhadas para outras salas.
Concurso oferecia 355 vagas para enfermagem
Segundo a candidata, o concurso público da secretaria de Saúde de Volta Redonda oferece 355 vagas efetivas na área de enfermagem. A taxa de inscrição foi de R$ 100.
Até o momento, não há informação sobre uma suspensão geral do certame ou qualquer informação de que as provas tenham sido acessadas antes do início do teste. O caso deverá ser analisado pela organização do concurso.
A reportagem do TEMPO REAL tentou contato com a Prefeitura de Volta Redonda, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto.
A Prefeitura do Rio entregou, neste domingo (20), as obras do programa Bairro Maravilha em Coelho Neto, na Zona Norte. A intervenção, que inclui pavimentação e reforma de praças e vias, recebeu um aporte de R$ 11,8 milhões.
Os trabalhos abrangeram a aplicação de 2,5 mil metros quadrados de pavimentação e a construção de 15,3 mil metros quadrados de novos passeios. Uma nova rede de drenagem pluvial, de 1,1 quilômetro, também foi instalada, na tentativa de resolver os problemas de alagamento que a região costuma enfrentar.
Além disso, segundo a prefeitura, 635 metros de tubulações de abastecimento de água também foram instalados em Coelho Neto como parte do pacote de obras.
Três praças locais passaram por revitalização completa, recebendo gramado novo, pintura, sinalização, alambrados reformados, novos playgrounds, academias ao ar livre e mobiliário urbano atualizado.
Com a conclusão das obras em Coelho Neto, o programa Bairro Maravilha chegou a 12 áreas contempladas na Zona Norte. Outros sete pacotes de obras do projeto seguem em andamento. Desde 2021, o programa já alcançou mais de 70 localidades em toda a cidade, somando investimentos superiores a R$ 1,1 bilhão, segundo a prefeitura.
A falta do nome de Benedita da Silva, do PT — candidata a senadora na coligação encabeçada pelo ex-prefeito Eduardo Paes — parece não ser exceção, mas quase a regra no material de campanha dos aspirantes do PSD a uma vaga de deputado federal e estadual.
Basta uma rápida consulta às redes sociais dos candidatos do partido de Paes.
Nos perfis de estrelas de primeira grandeza, como os deputados federais Daniel Soranz e Laura Carneiro, ao da suplente de vereadora Antônia Leite Barbosa, passando pelo do secretário de Administração da Prefeitura do Rio, Bernardo Egas, há pedido de votos para Paes e para o candidato a senador do partido, Pedro Paulo.
Propaganda de Soranz, com Paes e Pedro Paulo, mas nem sinal de Benedita – Foto: Reprodução das redes sociais
Mas para Benedita, necas.
Egas, por exemplo, resolveu recorrer ao bom e velho método da cartinha assinada para apresentar suas escolhas eleitorais. Na relação enviada a eleitores estão Marcelo Queiroz (PSDB) para federal, Guilherme Schleder (PSD) para estadual, Pedro Paulo e Paes.
A ligação com Queiroz é antiga: Egas foi secretário parlamentar no gabinete do deputado entre 2023 e junho de 2025 e hoje ocupa justamente a Secretaria de Administração da Prefeitura — substituindo o amigo.
A cartinha de Bernardo Egas, sem Benedita – Foto do leitor
Só houve um pequeno lapso de memória eleitoral. O Rio escolhe dois senadores, mas a cartinha de Egas parou em Pedro Paulo. Benedita da Silva ficou de fora.
Antônia Leite Barbosa, criadora da Agenda Carioca e suplente de vereadora pelo PSD, vai além. A moça até pede votos para Pedro Paulo. Mas, para a segunda vaga, vai de… Carlos Portinho, do PL — justamente a principal oposição ao seu partido.
Os federais do PSD são fiéis a Eduardo Paes e a Pedro Paulo. Mas postam com vários candidatos a deputado estadual — as famosas dobradas. Até com gente de outros partidos. Mas nada de Benedita.
Laura Carneiro publicou, em collab no seu perfil, a postagem de um adesivo de carro assinado por Flávio Pato, o qual o segundo suplente do PSD na Câmara do Rio pede votos para ela (claro), João Pires, Paes e Pedro Paulo.
Mas para Benedita, que é a segunda candidata ao Senado da chapa, nem um postzinho. Nem para fazer graça, a duas semanas do primeiro turno — o decisivo para a eleição dos deputados e senadores.
Como na expressão popular, a reta final da campanha é a hora do salve-se quem puder.
“Se a vida começasse agora…”. É bem assim, na toada da canção-tema do Rock In Rio, que Sergio Carvalho, orgulhoso portador de um crachá-relíquia da primeira edição do festival, está dando, aos 79 anos, o pontapé inicial em sua carreira musical. O ex-segurança e assistente de produção da fase áurea do Barão Vermelho acabou de finalizar a gravação de “Adeus! Vou-me embora”, feita em parceria com o também compositor Sidney Maestro. A música está sendo lançada nas plataformas digitais.
Crachá de Sergio no primeiro Rock In Rio, em 1985: verdadeira relíquia — Foto: Arquivo pessoal
O curioso é que Sergio, testemunha mais do que ocular da efervescência do Rock Brasil 80, foi buscar inspiração ainda mais longe, em suas origens, para compor. A música é um bolero suingado, mais ao estilo de quando Sérgio começou a dar seus primeiros passos na noite. Já a história da letra? Bem, é uma colcha de retalhos.
“A música surgiu três anos atrás. Eu estava pensando nas dores de amor dos compositores, das histórias que contavam, da experiência em busca dele. Vi muito daquilo. E resolvi tocar a ideia adiante”, conta ele.
Histórias com a banda pelo Brasil inteiro
E Sergio realmente viu muita coisa. Atuou diretamente no mercado musical de 1980 a 1988, sendo os últimos quatro anos dedicados ao Barão Vermelho. Rodou o Brasil inteiro com a banda. E viu muita coisa acontecer.
“Uma vez, estávamos com a banda em Andrelândia (SP). Uma pessoa subiu no palco para dançar. O Frejat fez sinal que deixasse. Depois que o cara desceu, passou um tempo e subiu mais um. Aí, o Frejat pediu para tirar. Levei o cara para trás do palco. Depois do show, estávamos jantando, e apareceu o cara com uns 15. Era filho de um dos sujeitos mais ricos da cidade. Vieram com umas facas. Nós pegamos as facas do restaurante e ficou aquela tensão. Mas, felizmente, não passou disso”, lembra.
Em pé, da esquerda para a direita: Fernando Magalhães, Maurício Barros, Frejat, Sergio Carvalho e Guto Gofi. Sentados: Peninha e Ezequiel Neves — Foto: Arquivo pessoal
O sumiço de Cazuza no meio de uma madrugada qualquer
Sergio, que é empresário e terapeuta em dependência química aposentado, relata que Frejat era um sujeito tranquilão. Já Cazuza, apesar de extremamente doce, era pipa voada.
“Uma vez, em Rondônia, chegamos para um show. O contratante avisou que podíamos fazer de tudo na cidade, menos ir a um bar chamado Copacabana. Tinha bandido, pistoleiro, o diabo por lá. Dá três da manhã, batem no meu quarto e dizem que o Cazuza sumiu. Eu já sabia onde ia achar. Fui até esse tal Copacabana, e Cazuza estava lá. Se divertindo, botando músicas na vitrola eletrônica, cantando, cheio de gente em volta”, conta.
Quarto fechado e máquina de escrever noite adentro
O ex-segurança da banda diz que tinha uma ótima relação com Cazuza. Lembra que o cantor não gostava que entrassem no seu quarto. Somente Sérgio, que passava nos corredores de hotel de madrugada e ouvia o barulho da máquina de escrever Olivetti Lettera 22, que era portátil.
“Cazuza viajava com uma bolsa daquelas de tenista. Enfiava roupas, tudo ali. E a máquina de escrever junto. Ele levava pra qualquer lugar”, relata.
Partida de futebol com direito a Gonzaguinha em campo
Se como segurança, Sérgio precisou tirar a banda de umas roubadas, como assistente de produção teve que jogar nas 11. Literalmente. O pessoal, com exceção de Cazuza, gostava de bater uma bola. E lá ia Sérgio arrumar um campinho e armar a pelada:
“Numa dessas, depois da passagem de som no Mineirinho (BH), achei um campo disponível com um pessoal batendo bola. Era o time do Gonzaguinha, que também curtia futebol”.
O baile perfumado do mito Emílio Santiago
Ao longo da carreira no mundo da música, Sergio colecionou curiosidades. Uma delas com o mítico Emílio Santiago, que considera um dos melhores intérpretes que já ouviu.
“Emílio tinha uns 40 perfumes no camarim, em todos os shows. Antes de vestir a camisa, ele escolhia de seis a oito para usar. Era uma gotinha em cada lóbulo da orelha, em cada mamilo e por aí vai”, conta.
Dos malucos do rock ao trabalho com terapia
De tanto lidar com “maluquez misturada com a lucidez”, como cantou Raul Seixas, Sergio acabou enveredando pela carreira de terapeuta em dependência química, após encerrar as atividades como empresário. Também deu por encerrado esse ciclo. E agora inicia um outro. Diz que tem pelo menos dez temas bem adiantados para se tornarem música nos próximos meses. Os planos para o futuro? Mais ou menos como na música do Barão preferida de Sérgio: “Pro dia nascer feliz”.
Sergio Carvalho está pronto para começar tudo de novo