O vice-presidente de Finanças do Flamengo, Flávio de Araújo Willeman, criticou, nesta terça-feira (3), a Medida Provisória do presidente Lula (PT) que proibiu as plataformas de apostas online (bets) no Brasil. Willeman, que também é secretário-chefe da Casa Civil do Estado do Rio de Janeiro, disse, em audiência no Supremo Tribunal Federal, que a medida trouxe insegurança jurídica, prejudica os clubes, ameaça 1,2 mil empregos no time da Gávea e prejudica também os esportes olímpicos.
“De acordo com a legislação vigente, o Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e com empregados com base nesses contratos. O Flamengo acreditou que o Brasil, após amplo debate no Congresso Nacional, regulou as apostas neste país e, portanto, confiou que essa atividade econômica teria perenidade que possibilitasse às instituições desportivas celebrar contratos e contrair obrigações com base nessa legislação”, declarou.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, convocou uma audiência pública sobre a questão das bets e foi pressionado por várias setores da sociedade por ter convidado interessados em manter os jogos de azar online funcionando no país. No entanto, em sua fala, Fux disse que as bets “devem ser banidas”.
“Não tive oportunidade de acrescentar ao voto a minha percepção de que as bets devem ser banidas (por ocasião de julgamento anterior sobre jogos de azar). Mas tenho dez colegas que vão apreciar”, afirmou Fux, relator na Corte de ações contra a medida provisória que proíbe as bets.
O representante do Fluminense, Matheus Reis e Montenegro, também criticou a proibição da forma como aconteceu.
“No Brasil, houve uma proibição de algo que era regulamentado e foi nos dado 10 dias. Dez dias. É impossível”, disse.





















































