A partir desta quarta-feira (06), alguns logradouros do Rio passam a homenagear personalidades como Gal Costa, Rubem Fonseca, Anderson Leonardo, Juca Chaves, MC Marcinho, entre outros. As publicações saíram no Diário Oficial do Município.
Gal Costa agora emprestará seu nome a um trecho da pista direita da Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, antes conhecida apenas como “Avenida Projetada”. Lenda da MPB e baiana de nascimento, mas carioca de coração, Gal morreu em 2022, aos 77 anos.
Uma praça que antes estava sem nome, no trecho final da Rua Fioravanti Di Piero, no Centro, recebeu o nome de Praça Rubem Fonseca. O romancista, contista e ensaísta, nascido em Juiz de Fora/MG, morreu no Rio em abril de 2020. Ele teria completado 100 anos em maio de 2025.
Em Campo Grande, na Zona Oeste, um trecho da Rua Rodolfo Bottino ganhou o nome de Rua Juca Chaves. Compositor, músico e humorista, Juca era carioca e morreu em março de 2023, em Salvador/BA. Ao longo de sua trajetória, lançou mais de 20 discos e levou milhares de pessoas a seus shows.
Além de Gal Costa, outros nomes da música recebem homenagens
Duas ruas, antes conhecidas apenas como “projetadas A e B”, na região da Estrada da Capoeira Grande, em Guaratiba, agora têm nomes de dois ícones da música que faleceram recentemente. São eles Anderson Leonardo, o eterno líder do grupo “Molejo”, e MC Marcinho, dono de vários hits do funk.
Ruas em Campo Grande também ganham novos nomes
Em Campo Grande, a Rua H, na região da Estrada da Cachamorra, passa a se chamar Rua Aziz Neto, em homenagem ao empresário do ramo de planos de saúde, morto em 2020.
Na mesma localidade, a antiga Rua Projetada B agora tem o nome de Rua Carmen Mayrink Veiga. A socialite morreu em janeiro de 2017.
Uma antiga rua sem identificação recebeu o nome de Rua Sami Jorge. A homenagem é ao ex-presidente da Câmara de Vereadores e ex-deputado estadual que morreu em 2015, aos 91 anos.
Já a antiga Rua H passa a se chamar Rua Isnar Ruas, em referência ao jornalista gaúcho morto em 2023.
Uma rua sem nome, na mesma região, agora é a Rua Jorge Aurélio Domingues, ex-presidente do Conselho Deliberativo do Botafogo, morto em 2019.
Outra rua sem nome agora passa a ser conhecida como Rua José Pinotti, ex-deputado federal paulista, falecido em 2009.
A antiga Rua H agora é Rua José Gregori. O ex-ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) morreu em 2023.
Um trecho da antiga Rua Leônidas agora é Rua Vasco Leitão da Cunha. Importante diplomata brasileiro, morreu no Rio em 1984.
Já um trecho da Travessa Leônidas ganhou o nome de Rua Luiz Gasparetto. A homenagem é ao escritor, psicólogo e médium psicopictográfico falecido em 2019. Ele era filho da escritora Zíbia Gasparetto.
Mais uma rua que não tinha nome agora é conhecida como Rua Salete Maccalóz, desembargadora que morreu em 2017.
Gal Costa agora é nome de avenida no Rio – Foto: Reprodução
O primeiro encontro entre os candidatos ao governo do estado do Rio nas eleições de 2026 está marcado para este domingo (9), às 20h. O debate terá transmissão especial do TEMPO REAL em parceria com a Band e marcará também a estreia do portal na cobertura de uma eleição estadual.
O debate será realizado na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, com transmissão ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo YouTube do TEMPO REAL.
Os candidatos confirmados são André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL), Eduardo Paes (PSD) e Willian Siri (PSOL).
O público também poderá acompanhar a cobertura pelo Instagram do TR com transmissão e atualizações nos Stories.
Em 2024, o TEMPO REAL acompanhou as eleições municipais em todo o estado do Rio, ampliando já naquele época a cobertura eleitoral para além da capital.
Cobertura especial começa antes do debate
A partir das 19h, tem início a pré-transmissão no YouTube, com informações sobre os bastidores, a preparação para o encontro e os principais temas que devem marcar o primeiro debate entre os candidatos ao Palácio Guanabara.
A cobertura será realizada em uma operação integrada com a Band Rio, a BandNews FM Rio e as plataformas digitais do grupo, acompanhando desde os momentos que antecedem o debate até a transmissão ao vivo.
Com tradição na realização de debates eleitorais, a Band promove o encontro como um espaço para o confronto de ideias e para que os eleitores conheçam as propostas dos candidatos. A mediação será da jornalista Adriana Araújo.
Como vai ser o debate
O formato do debate consiste em três blocos de perguntas e respostas, confrontos diretos entre os participantes e espaço para considerações finais.
A ordem das perguntas será definida por sorteio, e o mediador apenas fará a condução do debate. Esgotados os tempos de cada candidato, o áudio do microfone será cortado.
Na sequência, haverá novos confrontos diretos com temas livres, seguindo o mesmo formato de tempo e controle por cronômetro.
No terceiro e último bloco serão feitas as considerações finais.
Serviço
Debate entre candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro
Data: domingo, 09 de agosto de 2026
Horário: 20h
Transmissão: Canal Band, BandNews FM e YouTube do TEMPO REAL
Pré-hora: 19h, com cobertura especial pelo YouTube do TEMPO REAL
Piloto brasileiro e três turistas colombianas da mesma família são as vítimas da queda de helicóptero no Rio; passeio foi com portas abertas e custou R$ 2.550
As quatro vítimas da queda de um helicóptero na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, na manhã deste sábado (08), foram identificadas: o piloto brasileiro Alessandro Rocha; e três turistas colombianas da mesma família, Rocio Cubillos, Sofia Murillo e Wendy Manrique. Elas realizavam um passeio panorâmico em uma aeronave sem portas antes do acidente.
As três contrataram uma volta pelos pontos turísticos do Rio na modalidade “doors off” (sem as portas), que é oferecido pela empresa Voos Rio Panorâmico (VRP).
A duração prevista era de cerca de 20 minutos e incluía no roteiro o sobrevoo da Floresta da Tijuca, local onde o helicóptero caiu. De acordo com o próprio comprovante de pagamento, elas pagaram R$ 2.550 pelo passeio.
Bombeiros encontraram as vítimas carbonizadas
O helicóptero explodiu ao cair na encosta, e chamas se alastraram pela mata. De acordo com o Corpo de Bombeiros, agentes especializados em combate a incêndios florestais foram mobilizados e conseguiram controlar o fogo.
A operação mobilizou cerca de 40 militares, 11 viaturas e 4 unidades operacionais.
Entre as eleições de 2014 e 2026, os bens do atual candidato do União Brasil na corrida por uma vaga na Câmara do Rio, passaram de R$ 737,8 mil para R$ 2,13 milhões, alta de 188,7%.
Entre os bens informados, chama atenção um prédio residencial avaliado em R$ 620 mil e um outro imóvel de R$ 400 mil.
A relação de bens reúne ainda um apartamento de R$ 277,1 mil, outro de R$ 260 mil e um veículo Discovery D300, ano 2023, declarado por R$ 330 mil. Também aparecem na lista cerca de R$ 177 mil em aplicações e fundos.
Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Na disputa de 2014, quando concorreu e foi eleito deputado estadual pelo então PMDB, Rossi declarou patrimônio total de R$ 737.861,00. Entre os bens estavam dois apartamentos, avaliados em R$ 250 mil e R$ 240 mil, além de R$ 165,8 mil em dinheiro em espécie, R$ 70 mil em crédito decorrente de empréstimo e saldos bancários.
Seis anos depois, em 2020, quando disputou a eleição para a Prefeitura de Petrópolis pelo PL, o patrimônio de Rossi subiu para R$ 1.254.388,53, alta de 70 % em relação a 2014 . Naquele ano, a declaração incluía uma casa e um outro imóvel na cidade da Região Serrana, avaliados em R$ 620 mil e R$ 260 mil respectivamente; um apartamento no Rio no valor de R$ 277,1 mil e um Land Rover Sport 2011 avaliado em R$ 90 mil, além de valores depositados em conta bancária.
De 2014 a 2026: aumento de 188,7% do patrimônio
Agora, em 2026, candidato a deputado federal pela União Brasil, Rossi declarou R$ 2.130.168,58 em bens. Em relação a 2020, a alta foi de 69,8%.
Considerando todo o intervalo entre 2014 e 2026, o patrimônio declarado por Rossi cresceu R$ 1.392.307,58, uma alta nominal de aproximadamente 188,7%.
A relação de bens foi informada pelo próprio candidato à Justiça Eleitoral durante o registro da candidatura. As declarações são públicas e podem ser consultadas por qualquer eleitor no sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2014 — Foto: Reprodução/Divulgacand
Declaração de bens de Bernardo Rossi em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand
A Prefeitura de Armação dos Búzios, na Região dos Lagos, entrou com uma ação civil pública contra a Meta com o objetivo de identificar os responsável por nove perfis do Instagram que publicam notícias, críticas e conteúdos sobre a política e a administração municipal. Isso porque, de acordo com a prefeitura, tais perfis têm publicado informações falsas.
Protocolada no dia 1º de julho de 2026, a ação tramita na 2ª Vara do município e também pede a identificação de eventuais financiadores das páginas, a retirada de postagens consideradas falsas, a suspensão de contas inautênticas e o pagamento de indenizações. A primeira tentativa de obter essas medidas em caráter urgente, entretanto, foi rejeitada pela Justiça após manifestação contrária do Ministério Público. São réus a Facebook Serviços Online do Brasil e a Meta Platforms Inc., responsável pela operação do Instagram.
Os administradores dos perfis não foram incluídos no processo porque, segundo a prefeitura, não foi possível conseguir a identificação dos responsáveis. O processo tem como alvo informações relacionadas a nove contas. São elas: @buziosinformacoes; @politicanewsregiaodoslagos; @buziosnoticias; @fofoca_na_calcada; @gladysnunesbuzios; @acorda_buziosrj; @buziosnuecru; @mayfelixrj; @choqueibuzios.
Acusação de “estética pseudojornalística” e suspeita de “repetição” no Instagram
Em um anexo de 36 páginas, o município relacionou 31 publicações, sendo a maior parte — 14 conteúdos — atribuída ao perfil @buziosnuecru. Outras seis são do @buziosinformacoes, quatro do @acorda_buziosrj, duas do @fofoca_na_calcada e as demais estão distribuídas entre as outras páginas.
Na petição inicial, a gestão municipal afirma que os perfis empregam “estética pseudojornalística”, manchetes conclusivas, memes, montagens e acusações por associação para repercutir temas relacionados a hospitais, contratos, obras, programas públicos e agentes municipais. Além disso, o Executivo também alerta que a “repetição sincronizada” de narrativas parecidas entre contas diferentes poderia produzir uma aparência artificial de confirmação. A ação pretende descobrir se as páginas são independentes ou se compartilham administradores, equipamentos, contas publicitárias, meios de pagamento ou uma estrutura coordenada.
Trecho da ação civil pública que pede a investigação de nove páginas no Instagram sobre Búzios — Foto: Reprodução.
Na ação, a prefeitura também pede informações cadastrais, endereços eletrônicos, telefones, IPs, dispositivos utilizados, histórico de nomes, administradores atuais e anteriores, contas vinculadas, meios de recuperação, contas publicitárias e dados de pagamento. Com isso, a Meta também seria obrigada a elaborar uma tabela comparativa, indicando se os perfis compartilham telefones, dispositivos, endereços de IP, administradores, contas de anúncios, meios de pagamento ou gerenciadores de negócios.
Ação também requer anúncios e impulsionamentos e cita morte de criança como exemplo de fake news
As 31 publicações relacionadas pela prefeitura tratam de assuntos diversos. A lista inclui manchetes sobre prisões na Assembleia Legislativa, supostos acordos políticos, sucessão municipal, alterações no Fundo Municipal do Meio Ambiente, royalties, regularização fundiária, fiscalização urbana, lixo, uniformes escolares, número de secretarias e relações do prefeito Alexandre Martins com outras figuras políticas.
Entre os títulos questionados estão “Jantar clandestino em Búzios”, “Prefeito em campanha aberta para eleger a esposa”, “Os rostos por trás da destruição do Mirante Pai Vitório”, “A grande família de Búzios: secretarias viram cabides de empregos” e “Esgoto e migalhas pra você, luxo e viagens pra mim!”.
O caso descrito com maior detalhamento envolve uma publicação do perfil @choqueibuzios, divulgada em 29 de junho de 2026. O card trazia a manchete: “Urgente: criança de 2 anos morre após aguardar transferência para unidade de alta complexidade”.
De acordo com a prefeitura, Anthony Romanelli Pavuna, de dois anos e oito meses, foi atendido no Hospital Municipal Rodolph Perissé, inserido no sistema de regulação e transferido para um hospital em Araruama. O óbito teria sido confirmado quando o paciente já se encontrava na unidade receptora.
A administração municipal classifica o conteúdo como uma “falsidade contextual”. A tese é que a publicação, ao informar que a criança morreu após aguardar uma transferência sem mencionar que o procedimento efetivamente ocorreu, teria induzido o público a responsabilizar a rede municipal pela falta de remoção.
O município afirma possuir registros assistenciais que sustentam sua versão. A inicial, porém, apresenta a narrativa da prefeitura; caberá ao processo confrontá-la com os documentos e com a versão dos responsáveis pela publicação.
Trecho da argumentação da prefeitura de Búzios sobre a respeito da morte de uma criança de 2 anos — Foto: Reprodução.
Trecho da argumentação da prefeitura de Búzios sobre a morte de uma criança de 2 anos — Foto: Reprodução.
O pedido de Búzios à Justiça
Em caráter urgente, antes da apresentação da defesa das empresas, a prefeitura solicitou:
Preservação integral dos registros dos nove perfis;
Entrega dos dados de titulares e administradores;
Identificação de anunciantes e financiadores;
Cruzamento técnico das informações das contas;
Retirada das publicações relacionadas no processo;
Interrupção de anúncios e impulsionamentos;
Suspensão temporária de contas que não fossem vinculadas a pessoas autênticas;
Proibição de distribuição paga por contas ainda não identificadas;
Multa diária de R$ 50 mil por obrigação descumprida.
A prefeitura pediu que a multa seja aplicada separadamente de acordo com o perfil, publicação, campanha ou conjunto de dados.
No julgamento definitivo, o município pretende obter a remoção permanente dos conteúdos considerados ilícitos, a desativação das contas comprovadamente falsas ou utilizadas continuamente para ilegalidades e a exclusão de cópias idênticas das publicações.
A ação também busca obrigar os responsáveis a publicar correções ou retratações por pelo menos 30 dias, além de ressarcir os custos que a prefeitura afirma ter suportado para responder às informações questionadas.
O valor desses danos não foi calculado. O município pede ainda indenização por dano moral coletivo, também sem indicar a quantia. Apesar da dimensão das pretensões, atribuiu à causa o valor provisório de R$ 1 mil.
Município afirma que ação não busca impedir críticas
Ao longo da petição, a prefeitura procura diferenciar críticas políticas de afirmações factuais que considera falsas.
“A presente ação civil pública não foi concebida para proteger o governo municipal do desconforto inerente à crítica”, afirma o documento. Em outro trecho, o município sustenta que “a fiscalização social, a imprensa crítica, a oposição política, a denúncia responsável, a sátira e o escrutínio severo dos atos administrativos integram o núcleo essencial da liberdade de expressão”.
Segundo a Procuradoria-Geral do Município, o problema começaria quando contas sem responsáveis publicamente identificados apresentam acusações graves como fatos comprovados, sem indicar fontes verificáveis.
A ação argumenta que o uso de pseudônimos não é necessariamente ilegal, desde que exista uma pessoa real identificável judicialmente. Também sustenta que o sigilo da fonte protege o informante, mas não elimina a responsabilidade de quem decide publicar, editar e impulsionar um conteúdo.
Chamado a se manifestar antes da decisão sobre a liminar, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro recomendou que os pedidos urgentes fossem rejeitados.
Promotoria afirmou que publicações deveriam ser mantidas
Em parecer apresentado em 5 de julho, a 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva do Núcleo Cabo Frio afirmou que as publicações deveriam permanecer acessíveis para que a população pudesse conhecer os fatos e formar sua própria avaliação.
Segundo o promotor Rodrigo de Figueiredo Guimarães, a maioria dos conteúdos questionados já teria sido repercutida por outros meios de comunicação, incluindo informações sobre prisões de integrantes do Legislativo estadual, relações políticas do prefeito e críticas à gestão.
“As informações veiculadas nos posts […] não se mostram fantasiosas num primeiro momento”, afirmou o Ministério Público. Para a Promotoria, os conteúdos tratam de “fatos públicos, notórios e já publicados por outros meios de comunicação”.
O parecer também ressalta que autoridades e gestores públicos estão sujeitos ao escrutínio da população. Na avaliação do MPRJ, a prefeitura não demonstrou a probabilidade do direito alegado nem a existência de perigo de dano que justificasse a intervenção urgente.
Justiça nega todas as medidas urgentes
Em 8 de julho, o juiz Danilo Marques Borges acompanhou a posição do Ministério Público e indeferiu a liminar.
A decisão afirma que as publicações tratam de fatos de interesse público relacionados à administração municipal e à atuação de agentes políticos, assuntos submetidos ao “legítimo escrutínio da sociedade em um Estado Democrático de Direito”.
O magistrado considerou que não havia demonstração concreta da ilegalidade das postagens nem risco imediato de desaparecimento das provas.
“A pretensão de preservação compulsória de dados e conteúdos, sem a demonstração concreta de ilicitude das publicações ou de risco efetivo de perecimento da prova, demanda instrução processual e exame mais aprofundado”, registra a decisão.
Com isso, não foram autorizadas a preservação obrigatória dos registros, a identificação dos administradores, a retirada das publicações, a suspensão dos perfis ou as restrições aos impulsionamentos.
A decisão é provisória. O indeferimento da liminar não encerra o processo nem declara que todas as publicações são verdadeiras ou lícitas — significa apenas que o juízo não encontrou elementos suficientes para impor as medidas antes da apresentação das defesas e da produção de provas.
Pedido de reconsideração
Após a negativa, o Município de Búzios apresentou, em 19 de julho, um pedido de reconsideração parcial.
Na nova manifestação, a prefeitura deixou de insistir na retirada ampla das publicações. Passou a concentrar a pretensão em duas medidas: a suspensão de contas que a Meta não conseguisse vincular a uma pessoa autêntica e, subsidiariamente, a proibição de anúncios, monetização e impulsionamentos políticos enquanto seus responsáveis não fossem identificados.
“A gestão pública deve suportar crítica dura, injusta, irônica, hostil”, reconheceu o município no pedido.
A Procuradoria afirmou que a decisão poderia ser mantida na parte que recusou a indisponibilização generalizada dos conteúdos.
O argumento passou a ser o de que os perfis poderiam continuar publicando organicamente, mas não deveriam comprar alcance ou monetizar conteúdo político enquanto não houvesse uma pessoa identificável que respondesse pelas contas.
A prefeitura reiterou o pedido de multa de pelo menos R$ 50 mil por obrigação descumprida. Na íntegra processual disponibilizada, não consta decisão sobre essa tentativa de reconsideração.
Meta ainda não apresentou defesa sobre o conteúdo da ação
A Facebook Brasil foi citada eletronicamente, mas informou ao juízo, em 15 de julho, que a petição inicial não estava disponível nos autos acessíveis à empresa. A companhia pediu a habilitação de seu advogado e a devolução do prazo para apresentar defesa.
Em 24 de julho, o juiz determinou que a serventia retirasse eventual sigilo indevidamente atribuído à inicial e aos documentos, mantendo restrição apenas sobre materiais legalmente protegidos. O magistrado também devolveu integralmente o prazo de defesa, contado a partir da disponibilização efetiva do processo.
A certidão processual registra ainda que a Meta Platforms Inc. não chegou a ser citada diretamente porque não havia endereço indicado para a diligência.
Até a última movimentação incluída no documento, publicada em 28 de julho, não constava contestação de mérito da Facebook Brasil ou da Meta. Dessa forma, a íntegra analisada não contém a versão das empresas sobre os pedidos de identificação, preservação de dados, remoção de conteúdo e suspensão das contas.
Também não há manifestação individual dos administradores dos nove perfis, que não integram formalmente o processo até o momento.
Disputa seguirá com produção de provas
A ofensiva judicial permanece aberta, mas começou com uma derrota para a prefeitura: o Ministério Público se posicionou contra as medidas e a Justiça negou integralmente a urgência solicitada.
O julgamento definitivo ainda poderá examinar a autenticidade das contas, a veracidade de cada publicação, a existência de impulsionamentos, a eventual coordenação entre perfis e os danos alegados pelo município.
Até agora, porém, não há decisão reconhecendo que os perfis sejam falsos, coordenados ou financiados pela mesma estrutura. Também não existe pronunciamento judicial declarando ilícita qualquer uma das 31 publicações.
O processo coloca em lados opostos a tentativa do poder público municipal de identificar e responsabilizar páginas que considera inautênticas ou desinformativas e, de outro, a proteção constitucional conferida à liberdade de expressão, ao direito à informação e ao escrutínio público de autoridades. A definição dessa fronteira dependerá da análise individual das publicações e das provas que ainda serão produzidas.
Após seis anos fechado para reformas, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), localizado na na Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, reabre, em setembro, mais três galerias para o público. O espaço segue em obras e a reabertura completa está prevista para o fim deste ano.
Mas, para quem deseja matar a saudade do espaço, já é possível voltar a visitar parte do acervo. A reabertura das galerias amplia as áreas disponíveis ao público e permite um reencontro gradual com o museu. Enquanto as intervenções continuam, os visitantes podem aproveitar a programação e conhecer as exposições que já estão abertas à visitação.
A Galeria de Moldagens 1 é um dos espaços que voltam a receber o público em setembro. É lá que está a “Vitória de Samotrácia”, réplica da famosa escultura grega helenística exposta no Museu do Louvre, em Paris.
Ao todo, a reabertura de três galerias devolve cerca de 650 m² do museu à visitação. Entre os espaços que também poderão ser percorridos está a Galeria Rodrigo Mello Franco, que receberá uma exposição com as novas aquisições do acervo, e a Sala Bernardelli, que será aberta integralmente. Em setembro, a sala também abrigará a mostra “Abolicionistas Brasileiras”.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”.
O governo do estado do Rio vai investir quase R$ 13 milhões para ampliar o acesso da população a museus, teatros e outros equipamentos culturais. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa formalizou contrato de R$ 12.978.000 com a empresa Elite Turística Ltda. para a prestação de serviços de transporte destinados ao Programa Passaporte Cultural e projetos correlatos.
Na justificativa técnica, a secretaria afirma que o investimento também busca fortalecer a política de interiorização da cultura prevista na lei estadual nº 7.035/2015, ampliando o acesso da população aos equipamentos em todas as regiões do estado. O objetivo, segundo o órgão, é democratizar o acesso às atividades culturais, contemplando não apenas moradores da capital, mas também cidadãos de municípios mais distantes.
Publicado no Diário Oficial do Estado, o contrato nº 06/2026 prevê a operação contínua de transporte de pessoas, incluindo fornecimento de veículos, motoristas, manutenção, gestão logística, diárias e seguros de passageiros e dos automóveis. O serviço ficará sob responsabilidade da subsecretaria de Formação, Acesso a Equipamentos Culturais, Difusão e Inovação.
O contrato terá vigência de 12 meses, contados da divulgação no Portal Nacional de Contratações Públicas, com pagamento em 12 parcelas mensais de R$ 1.081.500.
Transporte gratuito para ampliar o acesso à cultura
De acordo com documentos do processo administrativo, a ampliação do serviço foi motivada pela limitação da estrutura anterior. A própria secretaria registra que a contratação vigente já não atendia à demanda do Passaporte Cultural, justificando o reforço no transporte para atender ao crescimento do programa.
A legislação estabelece que até 40% dos recursos destinados ao fomento cultural sejam aplicados na capital, garantindo que pelo menos 60% sejam direcionados ao interior e às demais regiões fluminenses. Também determina a reserva mínima de 1% dos recursos para ações voltadas às pessoas com deficiência.
O contrato foi firmado com base na Lei Federal nº 14.133/2021, a Nova Lei de Licitações.
Segundo o Corpo de Bombeiros, que foi acionado às 11h11 para a ocorrência, as vítimas — um homem, piloto da aeronave, e três mulheres, passageiras — foram encontradas carbonizadas.
Ainda de acordo com a corporação, a identificação das vítimas ficará a cargo da perícia da Polícia Civil.
Carros dos bombeiros na área da Vista Chinesa — Foto: Reprodução/TV Globo
Destroços da aeronave, um Robinson 44, foram localizados pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas.
Há registro de fogo na região, e militares especializados em combate a incêndios florestais também foram mobilizados.
Para dar apoio às buscas do Corpo de Bombeiros, o ICMBio informou que um pequeno e restrito trecho da Estrada da Vista Chinesa, em frente ao pagode chinês da Vista Chinesa, foi interditado. A Vista Chinesa fica dentro do Parque Nacional da Tijuca
Um helicóptero caiu em uma área de mata de difícil acesso na Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, Zona Norte do Rio, na manhã deste sábado (08).
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o quartel da região foi acionado às 11h11 para a estrada da Vista Chinesa, próximo ao Parque da Cidade.
A aeronave foi localizada pela equipe do Grupamento de Operações Aéreas. Mas, de acordo com a corporação, o ponto da queda fica em uma área de difícil acesso. Equipes especializadas avançam pelo terreno para tentar chegar ao local.
Um dos réus preso pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, em 31 de janeiro deste ano, Vitor Hugo de Oliveira Simonin foi indiciado pela 12ª DP (Copacabana) por um outro caso, dessa vez, pelo estupro de vulnerável de uma jovem durante uma festa em Botafogo, em 2025.
Esse foi um dos casos denunciados após a repercussão do crime ocorrido no início deste ano. O pai de Vitor Hugo, que ocupava o cargo de subsecretário à época, foi exonerado depois que o episódio ganhou notoriedade. José Carlos Simonin era vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos.
Indiciamento ocorreu na última quarta-feira (05)
Uma menor de idade, que estava alcoolizada durante uma festa em Botafogo, na Zona Sul do Rio, disse que Vitor Hugo a forçou a fazer sexo oral, apesar de ela ter dito repetidamente que não queria.
A delegacia ouviu testemunhas, que relataram que ele tentou tocar a vítima sem consentimento em diferentes momentos da festa. Segundo os depoimentos, ela teria contado, aos prantos, o que havia acontecido.
A adolescente reconheceu formalmente Vitor Hugo. Segundo o relatório final do inquérito, há “robustos indícios de autoria” contra ele.
Investigado em um terceiro caso
Vitor Hugo também é alvo de outra investigação. Em julho, a Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) da Zona Sul instaurou um inquérito após receber do Ministério Público do Rio (MPRJ) uma notícia de fato que apontava um possível estupro contra uma adolescente de 17 anos durante o pré-carnaval deste ano.
A investigação está em andamento e tramita sob sigilo.
A audiência do caso de estupro coletivo em Copacabana, que ocorreria na sexta-feira (07), foi adiada para a próxima quinta-feira (13).
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, em julgamento virtual na Primeira Turma, para que continue preso o advogado Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário municipal de Ordem Pública do Rio na gestão de Marcelo Crivella; ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário estadual de Esportes no governo Cláudio Castro. Ele é acusado de receber propina do Comando Vermelho (CV).
Moraes defendeu que o advogado, preso desde setembro de 2025, siga na prisão. Ele foi alvo das recentes operações Zargun e Anomalia — que também levaram à prisão do ex-deputado estadual TH Joias e que apuraram relações políticas da facção e tráfico de influência.
Segundo a Polícia Federal, Carracena integrava o núcleo político da organização criminosa ligada ao Comando Vermelho e repassava informações privilegiadas sobre operações policiais em áreas comandadas pela facção.
Ainda segundo as investigações, o traficante Gabriel Dias de Oliveira, o “Índio do Lixão”, apontado como um dos chefes do CV, mantinha contato direto com o advogado.
Pedido da defesa de Carracena
O voto de Moraes foi dado no julgamento virtual de um pedido da defesa de Carracena. Além da liberdade do ex-secretário, os advogados querem que sejam consideradas ilícitas provas encontradas pelas investigações no celular do advogado. A alegação aponta que os dados foram extraídos do aparelho sem o acompanhamento de representantes da OAB e dos advogados de defesa.
Moraes, porém, afastou a alegação de que teria havido violação da cadeia de custódia das provas. Segundo o ministro, não existem “quaisquer indícios ou evidências concretas” que sustentem essa possibilidade. Ele também descartou a hipótese de que o sigilo das comunicações profissionais de Alessandro Carracena, na condição de advogado, tenha sido comprometido.
Além de rejeitar o recurso da defesa de Carracena, o ministro do STF votou por negar pedidos de outros investigados na Operação Anomalia. O ministro defendeu que se mantenham as prisões do policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira e que Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, continue detido em uma penitenciária federal.
Ainda participarão do julgamento os ministros Flávio Dino, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.
Com informações da coluna do Guilherme Amado no “Amado Mundo”.