Após pedir vista e interromper o julgamento em abril, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), formou juízo e devolveu, no início da tarde desta terça-feira (30), o processo envolvendo como será definido o governador para um mandato-tampão no estado do Rio.
Com isso, cabe a Edson Fachin, presidente do STF, convocar o julgamento novamente. Hoje é o último dia de atividades no Supremo antes do recesso — a expectativa, portanto, é de que o julgamento seja retomado em agosto.
Desde abril, a Corte analisa se a eleição deve ser direta, ou seja, com voto da população, ou indireta, quando apenas os deputados da Assembleia Legislativa (Alerj) podem votar.
Quando o julgamento foi interrompido, o placar no Supremo estava em 4 a 1 para que a eleição ocorra por meio de voto indireto. Os ministros Luiz Fux, André Mendonça, Nunes Marques e Cármen Lúcia votaram a favor de a Alerj escolher o governador temporário do Rio. Apenas o relator, ministro Cristiano Zanin, votou pela realização de eleição direta.
à decisão do Supremo define como será escolhido o substituto de Cláudio Castro (PL), que renunciou ao cargo um dia antes de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Enquanto isso, o desembargador Ricardo Couto segue no comando do Executivo no estado.


