A Corregedoria da Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro (Seas) instaurou duas sindicâncias administrativas para apurar supostas irregularidades envolvendo servidores da pasta.
As investigações, publicadas no Diário Oficial, abrangem denúncias de uso indevido de veículo oficial, intimidação de uma cidadã, possível existência de “servidor fantasma“, fraude no controle de frequência e suspeita de prática de “rachadinha”.
Uma das apurações, aberta por meio da Portaria SEAS/CORREG nº 08, investiga a utilização irregular de uma caminhonete oficial do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).
Carro de luxo teria sido utilizado em desvio de finalidade
De acordo com informações levantadas pelo Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), o veículo, uma Toyota Hilux, foi fotografado estacionado em uma área comercial de Petrópolis, na Região Serrana.
A suspeita é de que o carro estivesse sendo utilizado para fins particulares por um oficial do Corpo de Bombeiros cedido à secretaria e conduzido por seu motorista.
Além do possível desvio de finalidade do bem público, a corregedoria também apura a denúncia de que o motorista ou o oficial teria intimidado uma cidadã ao utilizar a patente militar para ameaçá-la com a aplicação de uma multa de trânsito.
‘Funcionário fantasma’ com suposta atuação ao mesmo tempo em um jornal
A segunda sindicância, instaurada por meio da Portaria SEAS/CORREG nº 07, apura a conduta de um servidor comissionado da área de Educação Ambiental. A investigação foi aberta após uma auditoria da Controladoria-Geral do Estado (CGE), que classificou a lotação do funcionário como de “alto risco de ineficiência”.
A corregedoria busca esclarecer se o servidor recebia salário sem cumprir a jornada de trabalho e sem exercer as atividades previstas para o cargo.
Entre as suspeitas investigadas estão a atuação simultânea do servidor no jornal “O Fluminense”, em horário incompatível com o expediente na administração pública; possíveis fraudes no registro de frequência com a participação de chefias; a eventual exigência da devolução de parte do salário a terceiros, prática conhecida como “rachadinha”; e a análise do histórico de viagens nacionais e internacionais do investigado.
A responsável pela sindicância solicitou à Polícia Federal os registros de voos do servidor, com o objetivo de comparar as datas das viagens com os períodos em que ele deveria estar exercendo suas funções.
Os dois procedimentos são conduzidos pela servidora efetiva Juliana Bastos de Souza e têm prazo inicial de 30 dias para a conclusão.
Caso sejam identificados indícios de crime ou improbidade administrativa, as informações serão encaminhadas ao Ministério Público e à Corregedoria-Geral do Corpo de Bombeiros.




























































