A alteração na rotina de trabalho da Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) implantada em 2023 voltou ao centro do debate político e virou treta entre o candidato ao Palácio Guanabara e ex-prefeito da capital, Eduardo Paes (PSD), e o candidato a deputado federal Jones Moura (SDD), principal voz da categoria na política fluminense.
O estopim da controvérsia foi a entrevista de Paes ao “Fala Guerreiro Cast”, apresentado pelos hosts Rômulo Brito e Rafa de Martins. O candidato a governador defendeu a decisão da Prefeitura do Rio de aprovar uma reestruturação das jornadas de trabalho da Guarda Municipal, revogando o modelo consolidado na gestão de Marcelo Crivella (Republicanos) e restaurando o padrão histórico adotado nos mandatos anteriores de Paes.
No podcast, o ex-prefeito não citou o nome de Jones, mas ironizou a importância do ex-vereador e ex-deputado federal, acendendo ainda mais a polêmica.
“Aquele sindicalista, sujeito que já foi deputado… Até esqueci o nome dele agora”, disse Paes, completando, quando os apresentadores tentaram recordar que era Jones, sem sucesso. “É tão relevante que nem vocês lembram dele, né?”, ironizou, rindo.
“Não, Eduardo, você não se esqueceu do meu nome. Você se lembra muito bem. A categoria confia muito em mim porque ela entendeu melhor como que você trabalha”, respondeu Jones, em postagem nas redes sociais.
Entenda o X da questão
A controvérsia gira em torno do regime de plantões dos agentes municipais:
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O modelo de Crivella: Durante a gestão de Marcelo Crivella, a Guarda Municipal adotou majoritariamente a escala de 12×60 (12 horas de trabalho por 60 de descanso), um formato defendido por entidades de classe da categoria por permitir maior previsibilidade de descanso e conciliação da rotina pessoal.
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A mudança de Paes: Em julho de 2023, Paes alterou as regras e fixou novas escalas, restabelecendo regimes de trabalho como a jornada de 12×36 e turnos de 8 horas. Segundo o município, o objetivo da mudança foi ampliar a presença ostensiva de agentes da Guarda Municipal nas ruas nos horários de pico, otimizar o patrulhamento em pontos críticos da capital e garantir a operacionalidade da corporação.
A guerrilha política em torno da Guarda Municipal
Ex-vereador e ex-deputado federal originário das fileiras da própria Guarda Municipal, Jones Moura assumiu a dianteira das críticas à medida do ex-prefeito. Moura acusa o governo municipal de ter promovido um retrocesso nas conquistas trabalhistas dos guardas, argumentando que a alteração unilateral prejudicou a qualidade de vida e a saúde mental dos agentes.
Por outro lado, Paes e outros integrantes de sua administração defendem que a gestão do uso da força de segurança urbana é prerrogativa do Executivo e que a escala ajustada prioriza o interesse público e a segurança do cidadão carioca.
Em suas redes sociais e agendas de campanha, Jones Moura vem subindo o tom contra Paes, cobrando a revisão do decreto e prometendo usar sua atuação parlamentar para pressionar pela volta de regimes de trabalho mais favoráveis à categoria.




















































