Após manifestação feita nesta quinta (10) na Praça da Águia, no Centro Histórico de Petrópolis, na Região Serrana, os profissionais que atuam na educação municipal anunciaram que farão uma paralisação de 48 horas nos dias 23 e 24 de setembro. A decisão veio depois de uma reunião na sede da Secretaria Municipal de Educação, local onde o grupo realizou o protesto.
O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) defendeu no protesto desta quinta (10) melhores condições de trabalho. Entre as principais reivindicações estão o reajuste salarial, o pagamento do piso nacional do magistério, o aumento do vale-alimentação e a regularização dos enquadramentos funcionais. Segundo o Sepe, os profissionais defendem uma correção superior a 13%, enquanto a prefeitura apresentou, segundo os manifestantes, uma proposta de reajuste de 4,64%, com pagamento a partir de janeiro.
Diretora do Sepe Petrópolis, Alexandra Werneck afirmou ao TEMPO REAL que a decisão da assembleia desta quinta (10) tem o objetivo de seguir o diálogo com a Prefeitura de Petrópolis e ouvir uma contraproposta que o Executivo municipal venha apresentar.
“Nós queremos dialogar com a prefeitura até para ouvir o que ela tem a nos apresentar. Então, para não prejudicar os alunos, decidimos nesta assembleia que a paralisação seja nos dias 23 e 24 para dar a oportunidade da realização de uma contraproposta a nós. E não defendemos apenas melhores salários, condições de trabalho e outros benefícios. Queremos o fim da terceirização. O setor da educação em Petrópolis não tem concurso para algumas áreas, como inspetor de disciplina, cuidador, cozinheiro e auxiliar de serviços gerais. Queremos que o prefeito também apresente um plano de carreira que valorize todos os profissionais do setor. E o nosso movimento defende melhor dignidade aos aposentados da nossa categoria, que não recebem na mesma data que os profissionais da ativa”, afirmou, acrescentando que o movimento defende que as reivindicações sejam para todos os servidores públicos municipais, e não apenas os da educação.
O proteste desta quinta (10) foi definido após assembleia realizada em 26 de agosto. Na ocasião, os profissionais aprovaram por unanimidade a entrada em estado de greve.
Em nota, a Prefeitura de Petrópolis explicou que segue em negociação com a categoria. Afirmando que “a proposta apresentada pelo município foi resultado de um amplo processo de diálogo, com diversas reuniões que resultaram em um acordo aprovado por todos os representantes das categorias de servidores, Sisep (Sindicato dos Servidores Públicos de Petrópolis), aposentados, Guarda Civil, fiscais, incluindo o sindicato dos profissionais da educação”, a pasta explicou que “não compreende o recuo da categoria neste momento. A mudança de postura surpreende a administração, sobretudo porque o sindicato participou ativamente de toda a construção da proposta e já havia sinalizado adesão aos termos acordados e do projeto de lei que seria enviado à Câmara”.


















































