A defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) se movimenta na Justiça para tentar garantir a campanha eleitoral. Uma petição apresentada ao Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), assinada por nove advogados do ex-governador— entre eles o ex-ministro do TSE, Admar Gonzaga Neto — tenta afastar a possibilidade de tornar o político inelegível.
Na noite de segunda (10), a Justiça do Rio determinou que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sejam comunicados sobre a suspensão de direitos políticos, por oito anos, do candidato ao governo.
A petição da defesa de Garotinho contesta a vigência do efeito da suspensão. O documento já tinha sido apresentado ao juiz Ricardo Cyfer, da 4ª Vara da Fazenda Pública da Capital, mas ele decidiu desconsiderar e manteve o pedido de execução da sentença. O pedido, no entanto, segue entre os documentos do processo.
Defesa contesta a decisão e aponta argumentos
Os advogados de Garotinho argumentam que o início da sanção não pode ser confundida com a data da posterior certificação formal do trânsito em julgado e pede que o fim do processo reconhecido seja a data “correspondente ao esgotamento do prazo do último recurso juridicamente apto a impedir a formação da coisa julgada em 01.08.2018, conforme os atos processuais constantes dos autos”.
A defesa requer que a suspensão dos direitos políticos por oito anos seja declarada extinta, “pelo integral cumprimento”. E, caso o juiz entenda necessário mais prazo para a definição do marco temporal, que seja determinada a elaboração de certidão circunstanciada da cadeia recursal, “antes de qualquer comunicação destinada à execução da sanção de suspensão dos direitos políticos”.
Com informações do colunista Lauro Jardim, do Jornal “O Globo”.




















































