O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), sancionou a lei que cria o Programa Municipal de Democratização do Acesso à Cultura nas Favelas. A medida foi publicada nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial do município.
De autoria do vereador Salvino Oliveira (PSD), a legislação estabelece medidas para ampliar a participação de moradores de favelas em atividades e espaços culturais da cidade, como teatros, cinemas, espetáculos, museus e exposições.
Entre as medidas previstas está a possibilidade de a prefeitura firmar parcerias com produtores culturais, empresas e organizações da sociedade civil para reservar um percentual de ingressos a preços populares exclusivamente para moradores de favelas.
Incentivo à cultura nas favelas
A lei também prevê a criação de pontos físicos para venda e retirada de ingressos dentro das comunidades, preferencialmente em equipamentos públicos já existentes. A ideia é descentralizar a comercialização e facilitar o acesso dos moradores a eventos realizados em diferentes regiões da cidade.
Além de ampliar o acesso aos equipamentos culturais, o programa também busca estimular a produção dentro das próprias comunidades. A legislação permite que o município fomente a produção e a circulação de eventos culturais nas favelas, com apoio técnico e logístico do poder público.
O programa prevê ainda ações de divulgação e sensibilização sobre o direito à cultura como política pública, além do estímulo à economia criativa nas favelas por meio da circulação de público.
“Cultura também é direito, e o lugar onde uma pessoa mora não pode determinar quais experiências culturais estarão ao alcance dela. A gente precisa aproximar os moradores das favelas dos teatros, cinemas, museus e outros espaços culturais da cidade, mas também fortalecer a produção cultural que já existe dentro desses lugares. Democratizar a cultura é fazer com que ela circule mais, chegue a mais pessoas e reconheça as favelas também como territórios de produção e criação”, afirma o vereador Salvino Oliveira.
Pela nova legislação, são consideradas favelas as localidades reconhecidas pelo Instituto Pereira Passos (IPP) ou por outro órgão oficial de planejamento urbano do município.
Filha da ex-vereadora Verônica Costa, Jeniffer Costa gravou um vídeo defendendo a mãe e divulgou nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (25). Verônica foi presa na quinta-feira (24), depois de ter sido condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. A filha da “Mãe Loira do Funk” começou dizendo que “o abusador virou vítima”, referindo-se a Márcio. Ela pediu que as mulheres “resistam”, classificando a mãe como símbolo da luta feminina e dizendo que a mãe é inocente.
“A minha mãe não é uma bandida”, desabafou.
Verônica Costa apareceu algemada à irmã após ser transferida para o presídio de Benfica. Foto: Reprodução de TV
Risco de ser morta enquanto estava casada
Jeniffer disse ainda que Verônica corria risco de morrer enquanto estava no relacionamento.
“Eu quero falar que a minha mãe é o símbolo da resistência das mulheres. Era ela ou era ele. A minha mãe poderia estar morta, eu poderia estar fazendo esse vídeo chorando ou no enterro da minha mãe. E eu quero falar isso para todas vocês, mulheres. Resistam, resistam, porque você acabou de ver que uma mulher foi encontrada morta na mala na França. Toda hora tem uma mulher morrendo, toda hora tem um pai e uma mãe chorando, tem um filho chorando.”, disse.
Avisos da família e denúncias de violência doméstica
A filha ainda disse que Verônica foi avisada sobre não continuar no relacionamento.
“E eu sei que muitas das vezes as pessoas ouvem, não fica com essa pessoa e aconteceu com a minha mãe. A minha avó falou várias vezes, não fica com esse homem, minha filha. A minha mãe estava literalmente apanhando, ele tinha apontado uma arma para a minha mãe, ele tentou tirar a vida da minha mãe.
A minha mãe foi atrás da polícia por ajuda. Se você vir, antes de o abusador ter acusado a minha mãe, a minha mãe já tinha uma queixa contra ele, porque ele tinha uma arma atrás da minha mãe. Então, por mais que, como filha, eu não sei como eu estou fazendo esse vídeo, mas que isso seja de alerta para todas vocês, mulheres. Não fiquem com medo do que está acontecendo com a minha mãe, porque a minha mãe lutaria por todas vocês, minha mãe nunca deixou de lutar. Sempre nos vídeos, sempre fazendo prevenção da violência contra as mulheres. Eu quero que vocês olhem para si, sabe por quê? O que não tem jeito é quando a gente morre, quando a gente não está aqui. Mulheres, não desistam”.
A jovem acrescentou ainda que tem recebido apoio dos parentes neste momento difícil para a família.
“Eu quero agradecer todos os familiares que estão com a minha mãe nesse processo. A minha tia, o meu tio, o meu outro tio. Sabe por quê, gente? Porque a gente precisa da nossa família para nos defender, quando as coisas estão ruins, quando você está sofrendo e você não sabe, quando você está correndo risco de morte”.
Remédios controlados usados para dopar: ‘Ela não conseguia levantar’
Jeniffer acusou Márcio de tentar controlar Verônica administrando remédios controlados durante o tempo em que eles se relacionaram.
“Agora, eu quero falar eu como filha, né? Para vocês, são dez anos agora, mas vocês sabem quantos anos eu não tenho minha mãe? Os 10 anos que a minha mãe estava casada com o marido dela, eu quase não tenho memória da minha mãe. A minha mãe é do médico, ele dava muito remédio para a minha mãe dormir à noite. Ela tinha muitas vezes, muitas das vezes, falta no trabalho. Ela não conseguia levantar, só ficava deitada por muitos anos, todos os anos que a minha mãe ficou casada com ele. Eu acho que uma das memórias que me marcaram foi quando ela falou assim: ‘Minha filha, vou na piscina com você’. Aí eu falei assim, foi o dia mais feliz da minha vida. E eu fui com a minha mãe na piscina, quando eu era pequena. Esse homem nunca deixava a minha mãe ficar sozinha”.
Vigilância até dentro do consultório médico
A filha de Verônica disse ainda que Márcio era extremamente controlador no relacionamento:
“Para todos que o conheceram, quando ele estava com a minha mãe, ele estava sempre grudado. A minha mãe ia trabalhar, ele estava com ela. A minha mãe ia para o médico, ele tentava entrar no consultório do médico com ela. Eu nunca tive minha mãe sozinha esse tempo todo que ela estava casada com ele. Então, e para muitos de vocês, dez anos. Teve esses dez anos que eu perdi com a minha mãe quando ela estava casada com ele. E teve esses 15 anos praticamente que esse processo está acontecendo. A minha mãe está presa psicologicamente, assim como eu, meu irmão e todos que conhecem ela, os amigos. A gente perdeu muito mais do que dez anos já. A gente perdeu uns 25 anos e agora minha mãe está sendo condenada. Por me defender, eu quero que vocês, mulheres, olhem para ela. Pelo menos ela está viva. Ela está viva, gente. Ela está viva. E ela está respirando. Mulheres, lutem. Familiares, ajudem quem está precisando de ajuda. Não deixe ela sozinha. Essa minha mensagem é para falar que eu não vou desistir de lutar pela minha mãe. Eu tenho muito orgulho da minha mãe. E eu nunca vou abaixar a minha cabeça quando eu andar na rua. Ela é um exemplo para mim. É um exemplo de mulher. Quantas vezes eu estava com ela, as pessoas paravam para agradecer ela. Que ela ajudou ele a sair de um relacionamento tóxico, abusivo. Mulheres, cuidado. Cuidado. Cuidado com vocês. Gente, essa mensagem eu estou falando para vocês, porque eu sei que minha mãe sempre se preocupa muito com o próximo. Então eu estou falando para vocês nesse momento. A minha mãe não é uma bandida. A minha mãe não é uma bandida”.
Transferência para presídio algemada ao lado da irmã
Ainda nesta sexta-feira, Verônica Costa apareceu algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ao ser transferida da sede Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Verônica foi presa em Petrópolis, após intensas buscas da polícia. Ela foi condenada a 10 anos e oito meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000 e ex da “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora teve esgotados todos os seus recursos na Justiça.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
Tatiane Chaves Ribeiro também foi presa por participação no crime. Márcio Costa denunciou, em 2011, que foi atraído a um local que se tornou seu cativeiro, amarrado com cordas e correntes e espancado por Verônica e quatro parentes. Márcio relatou que foram 20 horas de terror, tendo o corpo banhado por combustível, enquanto seus algozes ameaçavam o tempo todo colocar fogo nele. O homem também disse que inseticida foi jogado em seu rosto.
Além de Veronica, foram presos, na quinta-feira (24), Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira. Um outro parente segue foragido.
A história de Verônica e Márcio já começou conturbada. Ela era casada com Rômulo Costa, que a acusou de tê-lo traído com Márcio em sua própria cama, no início dos anos 2000. Na época, a “Mãe Loira” negou. Tempos depois, porém, apareceu casada com o sobrinho do empresário. E depois de muito tempo deu entrevista dizendo que seduziu Márcio para se vingar de Rômulo, que a teria traído com Priscila Nocetti, na época musa da Furacão 2000.
O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) afirmou, em uma transmissão ao vivo no Instagram na tarde desta sexta-feira (25), que vai manter sua candidatura ao governo do estado do Rio e que não pretende fazer acordo com os candidatos Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL).
A manifestação ocorreu após veículos de comunicação noticiarem que Garotinho iria desistir da disputa e que não pretendia apoiar, neste momento, outra candidatura.
Na live, o ex-governador negou que tenha tomado essa decisão e afirmou que continuará na corrida pelo Palácio Guanabara.
“Sou candidato. Isso tudo está sendo feito para confundir”, afirmou Garotinho. Segundo ele, nunca houve intenção de abandonar a candidatura.
Ataques aos adversários
Durante a transmissão, Garotinho respondeu questionamentos de seguidores e reagiu a comentários, como os que disseram que a veiculação da notícia falsa era um ataque contra ele direcionada pela base de algum outro candidato. Ele disse que estava sofrendo uma “covardia”.
O ex-governador também disse que não está “a serviço” de Paes ou de Ruas e descartou negociar com os dois adversários.
“Não negocio com Ruas, não negocio com Paes, porque eu não negocio com bandido. Deixando bem claro isso: os dois tem ligação com bandidos”, declarou.
Em outro momento, Garotinho criticou a divulgação da informação sobre uma possível desistência e afirmou que pretende descobrir a origem da notícia.
“Tem dedo de coisa grande nisso aí. E nós vamos descobrir quem passou essa informação. Se eu não descobrir, vou ser obrigado a entrar na Justiça para que desmintam isso”, disse.
Candidatura barrada no TRE-RJ
O registro de candidatura de Anthony Garotinho foi indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 11 de setembro, sob o entendimento de que ele está com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.
Na quinta-feira (24), o TRE-RJ informou que os embargos foram recebidos pela Coordenadoria de Sessões e Acórdãos para inclusão na pauta de julgamento.
Com a candidatura ainda sub judice, o ex-governador mantém a campanha e afirma que só desistirá caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirme sua inelegibilidade nas instâncias superiores.
A construção civil vem ampliando sua participação no mercado de trabalho no Estado do Rio de Janeiro. Nos primeiros sete meses de 2026, o setor respondeu por 22% dos novos empregos com carteira assinada no estado. Na capital, esse número foi ainda mais expressivo: 31,53%.
De acordo com a economista da CBIC, o número de trabalhadores formais na construção na cidade cresceu 3,27% em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025. No estado, a alta foi de 4%.
O aumento reflete um mercado imobiliário que continua movimentado, embora enfrente um ambiente mais caro para produzir. Ieda lembrou que o Índice Nacional da Construção Civil (INCC) acumulou alta de 6,59% nos 12 meses até agosto, acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,22%. Além disso, a mão de obra subiu 7,60% no período, enquanto materiais e equipamentos avançaram 6,59%.
Vendas aumentam
Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, as vendas na cidade do Rio cresceram 67,1%, segundo estudo da Brain Inteligência de Mercado. Sócio-diretor da empresa, Marcelo Gonçalves observou que os lançamentos aumentaram 21,7% no período, saltando de 1.888 para 2.298 unidades.
Os imóveis do segmento econômico responderam pela maior parte dos lançamentos de agosto: 1.131 unidades. “Em seguida aparecem os compactos, com 926 unidades lançadas”, disse Gonçalves.
A ex-vereadora Verônica Costa apareceu algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ao ser transferida nesta sexta-feira (25) da sede Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
Verônica foi presa em Petrópolis, após intensas buscas da polícia. Condenada a 10 anos e oito meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000 e ex da “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora teve esgotados todos os seus recursos na Justiça.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
Tatiane Chaves Ribeiro também foi presa por participação no crime. Márcio Costa denunciou, em 2011, que foi atraído a um local que se tornou seu cativeiro, amarrado com cordas e correntes e espancado por Verônica e quatro parentes. Márcio relatou que foram 20 horas de terror, tendo o corpo banhado por combustível, enquanto seus algozes ameaçavam o tempo todo colocar fogo nele. O homem também disse que inseticida foi jogado em seu rosto.
Além de Veronica, foram presos, na quinta-feira (24), Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira. Um outro parente segue foragido.
A história de Verônica e Márcio já começou conturbada. Ela era casada com Rômulo Costa, que a acusou de tê-lo traído com Márcio em sua própria cama, no início dos anos 2000. Na época, a “Mãe Loira” negou. Tempos depois, porém, apareceu casada com o sobrinho do empresário. E depois de muito tempo deu entrevista dizendo que seduziu Márcio para se vingar de Rômulo, que a teria traído com Priscila Nocetti, na época musa da Furacão 2000.
Durante sua fuga, Verônica abandonou suas duas cadelas no apartamento em que mora, no Recreio. Por causa disso, ela pode ser alvo de denúncia por maus-tratos contra animais. Para despistar a polícia e chegar até a Serra, Verônica teria trocado de carro quatro vezes.
O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet-RJ) foi transformado na Universidade Federal de Ciência e Inovação do Rio de Janeiro (UFCI/RJ). A mudança foi publicada no Diário Oficial da União e altera a estrutura da instituição, que passa a ter autonomia administrativa, financeira, patrimonial e didático-científica.
A transformação, porém, não significa o fim dos cursos técnicos. A nova instituição continuará oferecendo formação técnica de nível médio, além de graduações, especializações, mestrados, doutorados e licenciaturas. Também serão mantidas as atividades de pesquisa, extensão e inovação.
Os mais de 20 mil estudantes atualmente vinculados ao Cefet passarão a integrar a UFCI/RJ, assim como os servidores. Os diplomas já emitidos pelo Cefet também continuam válidos.
Como universidade, Cefet ganha nova estrutura
A UFCI terá um reitor e um vice-reitor, além de um conselho universitário responsável por funções deliberativas e consultivas. A estrutura administrativa também passa a contar com competências próprias para a gestão da instituição.
Outro efeito previsto na nova configuração é a possibilidade de disputar editais e linhas de fomento destinadas a universidades, ampliando as alternativas de financiamento para projetos de ensino, pesquisa e inovação.
Toda a rede atualmente mantida pelo Cefet será incorporada à nova estrutura. São oito unidades distribuídas pelo estado: Maracanã e Maria da Graça, na capital, e outras seis em Nova Iguaçu, Itaguaí, Angra dos Reis, Valença, Petrópolis e Nova Friburgo.
A Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj) abriu uma pesquisa de mercado para preparar a contratação emergencial de uma nova instituição de pagamento para processar as operações financeiras das casas de apostas credenciadas pelo Estado.
O aviso foi publicado nesta sexta-feira (25) no Diário Oficial e dá prazo de cinco dias úteis para que empresas interessadas apresentem propostas.
Entre eles está a retenção de cerca de R$ 20 milhões que deveriam ter sido repassados à autarquia.
Contrato como solução provisória
A nova contratação terá prazo de até um ano, mas poderá ser encerrada antes disso, assim que estiver funcionando a solução definitiva que a Loterj pretende implementar por meio do credenciamento de instituições de pagamento.
A contratação emergencial é justificada pelo risco de interrupção causado pela crise no contrato anterior.
Segundo a Loterj, os serviços de pagamento são essenciais para o funcionamento das loterias, e uma eventual paralisação poderia afetar a arrecadação, os depósitos e saques dos apostadores, o pagamento de prêmios e a movimentação financeira dos operadores.
A contratação deve ocorrer por dispensa de licitação, com base no artigo 75, inciso VIII, da Lei 14.133/2021, que prevê essa possibilidade em situações emergenciais para garantir a continuidade de serviços públicos.
Ao todo, é previsto R$ 1,46 bilhão em movimentações
Apesar de não estabelecer um preço fixo para a contratação, o processo revela o tamanho financeiro da operação.
No primeiro semestre de 2026, a Loterj processou R$ 731,99 milhões em transações. Foram R$ 404,08 milhões em depósitos e R$ 327,91 milhões em retiradas.
Com base nesse movimento, o Termo de Referência estima aproximadamente R$ 1,46 bilhão em transações ao longo de um ano.
A instituição contratada será remunerada pelos próprios operadores lotéricos, com cobrança de até 1% sobre as operações de entrada de recursos (cash in) e de 0,5% sobre as operações de saída (cash out).
Em contrapartida, a empresa deverá repassar parte de sua receita à Loterj. O percentual mínimo previsto no termo é de 13,22%, podendo chegar a 20%, de acordo com a proposta apresentada.
Rompimento com a RioPag
Segundo a documentação da Loterj, a RioPag chegou a manter R$ 18,526 milhões em uma subconta de custódia sem realizar o repasse determinado pela autarquia.
O valor principal chegou a ser devolvido em duas transferências, mas permaneceu uma cobrança de R$ 4,636 milhões, referente a atualização monetária, multa e juros, além da apuração de possíveis rendimentos financeiros.
Na decisão que encerrou o contrato, a Loterj também apontou outras falhas na execução e aplicou multa de aproximadamente R$ 4,8 milhões. Com isso, os valores cobrados da empresa chegaram a cerca de R$ 9,4 milhões, segundo o processo administrativo.
Agora, a preocupação da autarquia é evitar que a disputa com a antiga prestadora afete o funcionamento do sistema de pagamentos.
O Detran-RJ divulgou a última edição de seu Anuário Estatístico, com dados do trânsito no estado do Rio em 2025. Segundo o levantamento, cerca de sete pessoas morrem por dia em decorrência de acidentes nas vias. É como se houvesse uma morte a cada três horas e meia.
No último ano, 2.375 pessoas morreram em ocorrências nas vias do Rio — número 5,3% superior ao de 2024. Já quando o número de vítimas feridas foi de 27.205 em 2025, cerca de 1,9% a menos na comparação com o ano anterior.
As vítimas dos acidentes, entre fatais e feridas, são majoritariamente homens. Jovens de 18 a 29 anos foram os mais afetados por essas ocorrências.
Capital teve 11,1 mil acidentes de trânsito em 2025; segunda colocada na lista teve 1,1 mil
Outro destaque do levantamento do Detran-RJ é a diferença na distribuição geográfica dos “sinistros” de trânsito. A capital registrou, em 2025, 11.154 casos. Niterói, por exemplo, que fica na segunda posição, tem significativamente menos casos de acidente, com 1.116 registros.
Quando saiu de seu apartamento no Recreio dos Bandeirantes, muitas horas antes de ser presa em Petrópolis nesta quinta-feira (24), a ex-vereadora Verônica Costa deixou para trás dois cães. Agora, autoridades ligadas à causa animal querem que ela seja indiciada por maus-tratos a animais. A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa dos Animais foi acionada para pedir investigação sobre o caso. A secretária Jeniffer Coelho Ramos esteve na delegacia para saber o destino dos animais, que foram encontrados por policiais que procuravam a “Mãe Loira do Funk”.
“A polícia me informou que uma mulher está com os cachorros. Ela seria amiga da Verônica Costa. De qualquer maneira, ela abandonou os cães e pode responder por crime de maus-tratos, cuja pena é de dois a cinco anos de prisão. Se for denunciada e condenada, a pena dela pode aumentar. Estamos acompanhando o caso para que estes cães não sejam abandonados mais uma vez”, disse a secretária.
Jeniffer ficou revoltada com o relato:
“Segundo os policiais, os bichos foram deixados na residência. Tinham água e comida, mas foram alegados. Os animais não podem se comunicar, pedir socorro. Que amor é esse que deixa um ser indefeso pra trás?”, lamenta Jeniffer.
Nas redes sociais, Verônica Costa fazia várias postagens com fotos e vídeos de duas cadelinhas. Usavam roupinhas e tudo.
“Um dia simples… mas cheio de tudo que importa”, escreveu ela numa sequência de fotos das cachorras, que se chamam Britney e Rihanna.
Em outra ocasião, a “Mãe Loira do Funk” escreveu:
“Domingo à tarde olhando para elas e sentindo uma gratidão enorme a Deus. Britney e Rihanna não são apenas pets… são minhas filhas de quatro patas, que enchem minha casa e meu coração de amor. Quem convive com um animal sabe: eles sentem tudo. Sentem medo, alegria, carinho, frio… e precisam de cuidado todos os dias. Eu dou banho, escovo os dentinhos, limpo os ouvidos, levo para passear e, quando voltam da rua, lavo as patinhas. Porque amor também é cuidado. Depois que perdi minha Dondoca, que esteve comigo por 15 anos, meu coração ficou vazio. E foi nesse momento que Deus colocou esses novos anjinhos na minha vida. Elas não falam… mas eu conheço o olhar de cada uma. Cada brincadeira, cada gesto, mostra um amor puro.
Que esse amor também inspire as pessoas. Cachorro não é objeto e nem brinquedo. Eles sentem, sofrem e amam de verdade. E também não deixe uma criança maltratar um animal. Desde cedo precisamos ensinar respeito e carinho com os seres que Deus colocou no mundo. Não grite com eles. Eles não entendem grito, só ficam com medo e assustados. Eles estão na nossa vida para dar amor e carinho, mas também têm necessidades. Fazem xixi, fazem cocô, precisam de um lugar limpo, de água fresca, de passeio e da nossa presença. Hoje só tenho uma palavra: gratidão. Pelos meus anjos de quatro patas que Deus colocou na minha vida. Elas foram o mais lindo presente de amor que Deus me deu”.
Verônica também tinha várias postagens denunciando maus-tratos com bichos, mostrando-se revoltada com a situação.
“Pode ser cachorro ou qualquer animal. Eles sentem frio, medo e não sabem falar. Existem ONGs e protetores sérios que prestam contas e mostram o antes e depois. Desconfie de quem só posta sofrimento pra ganhar dinheiro e curtidas. No Rio de Janeiro, a Fazenda Modelo da Prefeitura precisa de melhorias com urgência. Faça uma visita e doe o seu amor. Não basta mostrar o sofrimento tem que mostrar o cuidado e os resultados. Quando você ver que o trabalho é sério, ajude sempre. Deus vai te multiplicar. Não se cale”.
A Prefeitura do Rio e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciaram, nesta sexta-feira (25), um financiamento de R$ 329 milhões para a implantação de uma parceria público-privada (PPP) de ônibus elétricos.
O projeto prevê investimento total de R$ 509 milhões e a compra de 175 veículos, que devem começar a circular no Sistema RIO no segundo semestre de 2027. Os outros R$ 141,2 milhões serão pagos pela concessionária responsável pela PPP.
O financiamento será feito por meio do Fundo Clima, voltado a projetos de redução das emissões de gases de efeito estufa. Os outros R$ 141,2 milhões do investimento serão pagos pela concessionária responsável pela PPP.
Em agosto, o município havia anunciado uma estimativa mais ampla de R$ 1,3 bilhão para a compra de 1,4 mil ônibus elétricos.
Ônibus elétricos devem começar a circular no segundo semestre de 2027
Os 175 veículos representam cerca de 3,5% da frota municipal, atualmente estimada em 5 mil ônibus. A meta prevista no Plano de Desenvolvimento Sustentável do Rio é chegar a pelo menos 20% da frota, ou cerca de mil veículos elétricos, até 2030.
Dos R$ 509 milhões previstos no projeto, R$ 329 milhões serão financiados pelo BNDES, R$ 141,2 milhões virão da concessionária responsável pela PPP e R$ 38,8 milhões serão desembolsados pelo município. O dinheiro do banco será usado especificamente para a compra dos ônibus.
Os primeiros 80 ônibus devem começar a circular em outubro de 2027. Os veículos terão ar-condicionado, piso baixo, câmeras, sensores e carregadores USB.
Parceria público-privada de 16 anos
A parceria terá duração de 16 anos: um ano de implantação e outros 15 anos de operação. A concessionária ficará responsável pela compra dos ônibus, construção e operação da garagem, instalação da infraestrutura de recarga e manutenção dos veículos.
A consulta pública para a PPP será aberta a partir de segunda-feira. A previsão é que a licitação aconteça em dezembro e o contrato seja assinado em janeiro de 2027.
O modelo, anunciado como a primeira parceria PPP do país, busca viabilizar a substituição dos veículos sem que a prefeitura arque sozinha com os custos de aquisição e infraestrutura.
Garagem elétrica será construída na Maré
Os 175 ônibus ficarão concentrados em uma nova garagem na Vila do João, no Complexo da Maré, em frente à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na Avenida Brasil.
O terreno tem cerca de 41 mil metros quadrados. Pouco mais da metade da área será destinada à garagem, que terá espaços para estacionamento, manutenção, administração, almoxarifado e carregamento das baterias.
A previsão é que a maior parte das recargas seja feita durante a noite, na própria unidade.
Instituto fundado por André Mendonça foi contratado sem licitação pelo governo Cláudio Castro; ministro votou a favor do ex-governador quatro vezes no mesmo período
O Instituto Iter, empresa de capacitação executiva fundada pelo ministro André Mendonça, foi contratado cinco vezes, por três pastas do governo do estado do Rio, sem licitação, durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). Os contratos somam cerca de R$ 1 milhão.
No mesmo período, o ministro votou a favor de Castro em pelo menos quatro ocasiões no Supremo Tribunal Federal (STF).
As decisões começaram em 2024, pouco depois da criação da empresa, no final de 2023. André Mendonça foi um dos sócios fundadores; ele só deixou a sociedade recentemente, no início de setembro deste ano. No período entre um contrato e outro no Rio, ele proferiu voto ou decisões favoráveis em processos que envolviam o então governador.
Instituto assinou acordo com Secretaria de Segurança, Bombeiros e PGE-RJ
Um levantamento do Núcleo Investigativo do portal “ICL Notícias” aponta ao menos cinco transações firmadas pela Secretaria de Segurança Pública, pelo Corpo de Bombeiros e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RJ), entre 2024 e 2026, com a empresa criada por André Mendonça.
Para justificar a inexigibilidade de licitação, os contratos citavam notória especialização da empresa educacional. O Instituto Iter foi fundado em novembro de 2023.
Mendonça decidiu pelo fim de investigações contra Castro em 2024
A primeira decisão favorável a Castro, assinada por Mendonça, aconteceu antes do contrato, em outubro de 2024, quando o ministro decidiu pelo fim de duas investigações contra o então governador sobre um suposto esquema de corrupção na Fundação Leão XIII. A Procuradoria-Geral da República (PGR) recorreu da decisão de André Mendonça, mas o ministro manteve o pedido paralisado por mais de duzentos dias.
Durante esse intervalo, o governo estadual iniciou processos para contratar a empresa associada ao magistrado, cujos acordos foram oficializados logo após a confirmação da decisão favorável na Segunda Turma do STF.
Ministro votou pela absolvição do ex-governador dias após contrato da empresa
A sequência de movimentações inclui outros votos proferidos em 2025 e 2026, favoráveis ao grupo político de Cláudio Castro em julgamentos sobre improbidade administrativa, crimes ambientais e processos eleitorais.
Em março de 2026, por exemplo, um contrato foi assinado pela empresa de André Mendonça com a PGE-RJ dias antes de o ministro se posicionar pela absolvição de Cláudio Castro no Tribunal Superior Eleitoral pelo escândalo da Ceperj. O ex-governador acabou sendo condenado pelo caso.
O que diz André Mendonça
O ministro André Mendonça enviou uma nota sobre o assunto ao portal “ICL Notícias” e negou quaisquer irregularidades nas decisões. Confira o posicionamento:
“O ministro jamais participou da gestão administrativa, financeira ou comercial do Instituto Iter, do qual não é mais sócio, e sempre observou rigorosamente os impedimentos e vedações da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman).
Todas as decisões proferidas pelo ministro nos processos citados são públicas, fundamentadas e baseadas estritamente na legislação aplicável e nos elementos dos autos, com os argumentos jurídicos integralmente expostos nos votos.
Essa atuação é verificável, inclusive em decisões contrárias aos interesses do ex-governador. Em 26 de maio de 2026, na Petição 15676, o ministro autorizou, a pedido da Polícia Federal e com ratificação da Procuradoria-Geral da República, os mandados de busca e apreensão cumpridos na residência do sr. Cláudio Castro na 8ª fase da Operação Compliance Zero. No Tribunal Superior Eleitoral, reconheceu a ocorrência de abuso de poder com impacto na normalidade e na legitimidade das eleições de 2022 no Rio de Janeiro e consignou que a cassação seria cabível, restando prejudicada a pena diante da renúncia ao mandato.
A insinuação de correlação entre decisões judiciais e contratos de uma entidade privada da qual o magistrado nunca foi gestor é infundada. A atuação jurisdicional do ministro pauta-se exclusivamente pela imparcialidade e pelo devido processo legal.
Questionado sobre a situação, o ministro André Mendonça declarou que nunca participou da gestão da empresa privada e classificou como infundada qualquer insinuação de correlação entre seus julgamentos e os contratos públicos. A defesa do Instituto Iter reforçou que a entidade jamais atuou na negociação ou assinatura de acordos e repudiou a associação entre decisões judiciais e prestações de serviços regulares.
Diante da repercussão pública gerada pelas revelações, Mendonça anunciou em setembro a saída da sociedade da empresa, cedendo suas cotas e as de sua esposa sem contrapartida financeira, embora registros oficiais na Junta Comercial ainda apontem pendências na formalização da mudança societária. O governo do Rio de Janeiro sustentou que todas as contratações seguiram estritamente a legislação vigente de licitações.”