A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ao lado de suas 34 federações e sindicatos filiados, lançou neste fim de semana (29 e 30 de agosto) uma campanha nacional para pedir que o Senado não avance, nas próximas semanas, na discussão envolvendo a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho e extingue a escala 6×1.
O órgão alega que o avanço nas discussões e uma eventual votação da PEC antes das eleições podem representar um “grave risco” em um momento de “acentuada fragilidade econômica” no país.
A campanha cita os índices altos de juros, endividamento e inadimplência entre as empresas, além do fim da Taxa das Blusinhas, que a categoria avalia como “um agravante na concorrência desleal para o varejo nacional”.

O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, alega que a votação antes de outubro pode acarretar em impactos para a categoria e para o consumidor final.
“O setor terciário não se opõe ao debate sobre o bem-estar do trabalhador, mas uma decisão dessa magnitude exige análise técnica, diálogo e profunda responsabilidade. A conta para quem produz e emprega no Brasil já está alta demais. Votar esta alteração constitucional drástica nas relações de trabalho, de forma apressada e às vésperas de um processo eleitoral, é colocar em risco a estabilidade de milhões de micro e pequenas empresas e a própria manutenção dos empregos formais de toda a cadeia produtiva”, diz.
O presidente da Fecomércio RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, também defende o apelo da categoria nacional.
“Precisamos ter cuidado para que uma medida que busca melhorar as condições de trabalho não termine provocando a redução de postos de trabalho. É fundamental encontrar um equilíbrio que preserve os empregos, a atividade econômica e, ao mesmo tempo, avance nas condições oferecidas aos trabalhadores”, afirma Antonio.
A PEC que acaba com a escala 6×1 foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio, mas não avançou no Senado desde então. Nas últimas semanas, os senadores começaram a se movimentar para a análise do projeto e o relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou seu texto na última quinta-feira (27), mantendo a proposta aprovada na Câmara.
























































