O combate a voos irregulares e ao excesso de ruído provocado por aeronaves na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá será reforçado. Em reunião realizada nesta semana, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) definiram uma atuação conjunta para intensificar a fiscalização da altura dos voos e ampliar a punição a pilotos e operadores que descumprirem as regras.
A reunião foi a quinta realizada para discutir o tema e contou com a participação do comandante do Decea, brigadeiro Pereira, de representantes da Anac e dos deputados Hugo Leal (PSD-RJ) e Claudio Caiado (PSD), que vêm acompanhando as tratativas sobre o assunto.
As discussões ganharam ainda mais peso após o acidente envolvendo dois helicópteros na região, em 14 de junho, que deixou seis mortos, incluindo o cantor norte-americano Oliver Tree.
Cerca de 34% das aeronaves monitoradas na região voam abaixo da altitude permitida
Durante o encontro, ficou definido que o Decea — órgão da Aeronáutica responsável pelo gerenciamento do tráfego aéreo — intensificará a fiscalização da altura dos voos na região. Paralelamente, a Anac ampliará a atuação para autuar pilotos e aeronaves que continuarem operando fora das normas.
Segundo Hugo Leal, a integração entre os dois órgãos representa um avanço nas medidas discutidas ao longo dos últimos meses.
“Nós já tratávamos deste assunto antes do trágico acidente do dia 14. Já tínhamos conquistado o avanço da instalação dos radares ADS-B. Foram eles que revelaram que 34% dos voos na região estão abaixo do permitido. Agora, temos tudo para a resolução final deste problema com a Anac punindo os infratores”, afirmou.
Além das medidas na esfera federal, Hugo Leal e Claudio Caiado afirmaram que buscarão uma reunião com a Prefeitura do Rio para discutir normas municipais relacionadas às operações aéreas.
Para Caiado, a articulação entre os órgãos começa a produzir resultados concretos.
“Essa é uma luta que travamos há muitos anos e que começa a apresentar resultados concretos. Seguiremos cobrando fiscalização rigorosa, responsabilização de quem descumprir as normas e medidas que diminuam os impactos para os moradores da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá”, disse.

