O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) negou um novo pedido de extensão de prazo feito pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) para concluir a investigação sobre perdas milionárias e possíveis irregularidades no Rioprevidência. Entre os principais pontos sob apuração está a aplicação de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master.
Em decisão monocrática, o conselheiro José Gomes Graciosa indeferiu a solicitação de mais 60 dias para a conclusão da Tomada de Contas Especial aberta no processo TCE-RJ nº 100.659-6/25, em dezembro do ano passado.
Graciosa considerou que o estado já havia recebido uma prorrogação de 120 dias em maio deste ano e, segundo o TCE-RJ, o prazo adicional já havia atingido o limite previsto no regimento da Corte. Com o novo pedido negado, a CGE terá de apresentar o relatório final, incluindo a mensuração do prejuízo aos cofres públicos e a indicação dos possíveis responsáveis, até o dia 02 de setembro.
Do alerta do TCE à prisão de ex-dirigentes
O rombo bilionário no Rioprevidência ganhou novos desdobramentos no final de 2025, quando o TCE-RJ recomendou o afastamento imediato de toda a diretoria executiva, do comitê de investimentos e do controle interno da autarquia. Desde então, as apurações administrativas avançaram paralelamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.
Em janeiro de 2026, o então diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal e pediu exoneração do cargo.
No mês seguinte, Antunes foi preso preventivamente pela PF durante a Operação Barco de Papel, sob suspeita de gestão temerária, tentativa de obstrução da Justiça e destruição de provas. A prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Com o avanço das investigações, toda a cúpula que comandava o Rioprevidência no período em que ocorreram os fatos investigados acabou substituída ou desarticulada.
Aplicações e irregularidades sob investigação
As apurações apontaram uma série de condutas que teriam exposto o fundo de previdência dos servidores estaduais a riscos incompatíveis com sua finalidade.
Entre eles, o investimento de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master S.A., instituição que posteriormente sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.
Também estão sob análise compras de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) por meio da corretora Planner. Segundo as apurações, os títulos teriam sido adquiridos por valores superiores aos praticados no mercado secundário, sem justificativas técnicas ou econômicas para a contratação da intermediária.
Outro foco é a governança dos investimentos. Foram identificadas aplicações feitas sem a aprovação tempestiva do Plano Anual de Investimentos, além de possíveis descumprimentos dos limites estabelecidos pela Resolução CMN nº 4.963/2021 e falta de transparência em relatórios e atas de conselhos.
CGE terá de concluir tomada de contas
Com o pedido de prorrogação negado e os autos anexados ao processo principal, a CGE terá de concluir a Tomada de Contas Especial. O relatório deverá apontar o valor do prejuízo e os responsáveis pelos eventuais danos até a data limite definida pela prorrogação de 120 dias, aceita em maio deste ano.
A quantificação das perdas será usada como base para eventual cobrança de ressarcimento aos cofres públicos e poderá reforçar os processos judiciais e criminais já em andamento contra ex-gestores do Rioprevidência.
COM FÁBIO MARTINS.
Comments 15
Boa ideia pois a cidade do samba fica muito longe da passarela do samba e o caminho para levar as alegorias é sempre complicado.
Bom dia e uma ideia boa. Devidos os engarrafamento. No dia dos desfile. Sendo assim. Um nova cidade do samba. Vai ajudar a diminuir o tráfego. E os carros alegórico. Ficaram mas fácil de renover. E uma ideia muito boa. Vamos ver ser realmente vai sair. Obrigada
Sugiro no antigo terreno da CEG na Presidente Vargas até o posto de gasolina na subida do viaduto Rio de Janeiro construções de barracões é uma idéia que irá atender as agremiações sem prejudicar o trânsito da cidade. Vamos aguardar sair do papel.
Amigos me perdoe á minha expressão, mais esse porra desse prefeito, só tá fazendo merdas e ás clínicas dá famílias e os hospitais, estão faltando túdo principalmente medicamentos dê usos continuados, como exemplos medicamentos pára hipertensão arterial, o sujeito só está fazendo, praças, Parafernalhas ou cidades do samba, e fazendo homenagens á culturas quê não têm nada á vê com o Rio dê janeiro, coisas quê nenhum lugar no Brasil faz,homenagens á ícones cariocas, porra deixa o samba se virar com suas próprias pernas,o município têm quê têr outras prioridades, o prefeito Eduardo paz, já está pisando na bola e vacilando feio com o Rio dê janeiro, e está esquecendo quê já já têm eleições pára governador, presta atenção Sr prefeito, samba é importante, mais é supérfluo, educação, segurança e principalmente á saúde, são prioridades dás prioridades, deixa o samba pô pára o pessoal quê banca o bicho, verbas do município, têm quê têr outras destinações quê não o samba , não se pode sucatear principalmente á saúde,em prol do samba,
Concordo plenamente com vc ??????
Renato vc lavou a alma do povo brasileiro vc falou tudo e mais um pouco.
Só lembrando que as pasta da cultura é diferente da saúde, cada uma tem seu orçamento. Uma não exclui a outra
PERFEITO!!!!POR MAIS PESSOAS COM SUA FORMA DE PENSAR O MUNDO E AS QUESTÕES SOCIAIS COM SERIEDADE!
Concordo plenamente, ele sotaque fazer obras e está esquecendo das clínicas da família e dos remédios do povo que só vivem em falta. Nesse momento ele só está em prol de Réveillon e Carnaval, esquecendo das outras obrigações.
A cultura ela tem como princípio manter as tradições e a herança de um povo,porém esse povo só usufruir se tiver saúde, educação, segurança e trabalho, isso também se torna essencialmente importante na vida do cidadão de bem o carioca,agora de focar na qualidade de vida do povo carioca, saneamento básico ainda e problema e algumas comunidades, saúde e segurança sem esquecer da educação onde se tem um êxodo enorme de crianças e adolescentes fora da escola devido ao déficit educacional causado pela Pandemia. São inúmeros problemas atrás dominadas pelo crime impedindo o ire vir do cidadão de bem, locais que hoje estão totalmente refém de criminosos. O samba e raiz toda essa realidade faz parte de uma luta pelas comunidades que se orgulham em trabalhar por sua escola se começar enfeitar logo todas estarão sem condições de competir. O Rio precisa de governantes menos corruptos
Em 4 de fevereiro de 2006, salvo engano, a Cidade do Samba Carnavalesco Joãozinho Trinta, foi entregue às mãos da Liesa. Nascia assim, a indústria criativa cultural do Carnaval do Rio de Janeiro.
O então prefeito César Maia atendeu ao segmento do Carnaval, que ansiava em organizar as Escolas de Samba em um único espaço, para facilitar a logística do desfile na Marquês da Sapucaí.
Do ponto de vista econômico, tanto a criação da Cidade do Samba, quanto o próprio Sambódromo, continuam contribuindo bastante com receita imensurável em todos esses anos.
Sem mencionar é claro, na capacitação, no trabalho, renda para famílias inteiras e receita para a cidade.
Ao concluir a Cidade do Samba II, o município do Rio de Janeiro, ensinará para todas as cidades do Brasil que investir no Carnaval é além de tudo um bom negócio.
Pra esse tipo de investimento precisa da iniciativa privada, não dá pra colocar dinheiro público quando outras áreas carecem mais, o turismo é importante, a mobilidade é importante, mas negligenciar saúde, educação e segurança pode custar muito caro em um estado onde a violência só aumenta dia a dia!
Acredito que a transferência da cidade do Samba da area do porto para as proximidades do Sambodromo será muito proveitosa. Contudo a área disponível não pode ser na Presidente Vargas, mas sim, na região da Praça Onze e Estácio onde existem muitas casas antigas e degradadas, uma verdadeira cabeça de porco dos tempos do Império que , se implementada, poderia trazer uma gigantesca melhoria para essa área horrível da Cidade.
Acredito que a transferência da Cidade do Samba para as proximidades do Sambódromo, vai ser muito proveitoso para todas as ligas das Escolas de Samba. Mas os locais dessa Futura Cidade do Samba das Ligas de Carnaval, NÃO deveria ser na Presidente Vargas, mas sim, no Estácio e na Cidade Nova, onde atualmente e encontra muitos curtiços e casas antigas que destoam grandiosidade do espetáculo do Samba, uma forma de recuperar essa área tão degradada pelo descaso e pela pobreza desse bairros menos valorizados do Centro.
Tá…. E a retirada das barricadas das ruas de comunidades? E a segurança municipal no centro da cidade? E a ordem pública das ruas ? E a conclusão das obras iniciadas ? Péssima gestão Eduardo Paes!!!!!