O PPA é o principal instrumento de planejamento de médio prazo do município, definindo diretrizes, metas e objetivos em alinhamento com o Plano Estratégico 2025-2028 e outros planos de longo prazo. O plano considera os desafios sociais, econômicos e ambientais da cidade, incluindo desigualdades, violência, educação, saúde, mobilidade, habitação, clima e emprego.
Distribuição da receita do Plano Plurianual, estimada em R$ 197,2 bilhões
A receita será distribuída entre os eixos temáticos e os programas de gestão:
Longevidade, Equidade e Humanidade: R$ 30,3 bilhões
Infraestrutura, Prevenção a Desastres e Resiliência: R$ 18,9 bilhões
Futuro, Economia e Felicidade: R$ 1,5 bilhão
Civilidade e Segurança: R$ 1 bilhão
Equilíbrio Fiscal, Boa Gestão e Governança: R$ 660 milhões
A disputa pela Prefeitura de Itaguaí conta com uma baixa a pouco mais de um mês da disputa eleitoral: o ex-presidente da Faetec e ex-deputado federal Alexandre Valle (PL) renunciou à candidatura para a eleição suplementar municipal, marcada para a data do segundo turno das eleições gerais, em 25 de outubro, que vai definir prefeito e vice para um mandato que termina em 31 de dezembro de 2028.
Em declaração ao jornal “Atual”, Valle afirmou que não pretende se afastar da política de Itaguaí. Ele afirmou que continuará participando das discussões sobre o futuro do município e das decisões do PL na cidade.
A primeira delas, inclusive, será justamente a definição do posicionamento da legenda diante da eleição suplementar. Com Valle fora da corrida, o PL terá de analisar as opções do novo cenário e definir se vai apoiar outro nome ou seguir com uma estratégia própria no pleito.
Ex-candidato descarta apoio a Haroldinho e Luciano Mota
Ainda de acordo com Valle, o partido não deverá apoiar duas das candidaturas que estão na disputa pela prefeitura: Haroldinho (PDT) e Luciano Mota (PT).
Segundo o ex-candidato, não existe possibilidade de aproximação com as duas siglas. “Não podemos estar ligados a partidos de esquerda, que, inclusive, pediram impeachment do presidente Bolsonaro”, afirmou.
Valle também defendeu que os integrantes de um partido sigam uma linha coerente entre o discurso político e suas decisões. “Se você escolhe um partido, tem que ter uma linha, tem que respeitar o estatuto”, disse o político.
Setembro chega e o balanço de agosto, mês da campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, não é nada bom. Ao longo do mês, a emergência e o Centro de Trauma do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, registraram a entrada de 22 vítimas de violência. O número é 35% maior em relação a agosto de 2025, quando 17 mulheres receberam atendimento na unidade.
As ocorrências mais frequentes envolvem agressão, seguida por lesão por arma branca e lesão por arma de fogo. Um dos casos que chamou a atenção no hospital, referência no atendimento de média e alta complexidade no estado, foi o de uma tentativa de feminicídio cometida por Paulo Victor Ferreira da Silva, marido da vítima, no bairro Jardim Alcântara, em São Gonçalo.
O crime ocorreu no dia 25 de maio de 2026 após uma discussão entre o casal. A vítima, Bruna Dias, sobreviveu, mesmo registrando lesões após nove golpes de faca desferidos pelo marido. No dia seguinte ao crime, Paulo Victor se apresentou à delegacia acompanhado de um advogado.
Como já havia passado o período do flagrante e não havia mandado expedido, ele foi liberado e saiu pela porta da frente. Após a repercussão e as investigações, a Justiça expediu o mandado de prisão.
Paulo Victor foi preso em 17 de junho de 2026 durante a Operação Integrada Mulher Segura e responde por tentativa de feminicídio.
Os professores da rede privada de ensino do Rio de Janeiro marcaram uma greve de 24 horas para esta quarta-feira (02) em meio às negociações da campanha salarial da categoria.
O movimento foi aprovado pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) como forma de pressionar as instituições de ensino por avanços em reivindicações, como o reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada em 15 de agosto, diante do que o sindicato classificou como “intransigência” do setor patronal.
Pedido de reajuste salarial
Entre as demandas dos docentes, estão a criação de uma mesa paritária para discutir o aprimoramento acadêmico, a negociação de um programa para equiparação salarial entre professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental 1 e dos demais segmentos do Ensino Fundamental, em um prazo de até cinco anos, e a ampliação da licença-paternidade para 20 dias.
Na assembleia do último dia 15, os professores também aprovaram a redução da reivindicação de reajuste salarial de 8% para 6%, além de 3% de hora-atividade, referente ao trabalho realizado além do período em sala de aula.
Segundo o Sinpro-Rio, a greve é uma resposta à proposta apresentada pelo sindicato das escolas, que prevê apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e, de acordo com os professores, não contempla outras reivindicações da categoria.
O sindicato também informou ter recorrido à Justiça com um pedido de mediação judicial. A solicitação foi acatada, mas ainda aguarda o agendamento da audiência.
Ato no Largo do Machado
Durante a greve, os professores pretendem realizar um ato no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, a partir das 11h. A manifestação foi aprovada em nova assembleia realizada no último sábado (29).
O Sinpro-Rio convocou os docentes através das redes sociais para participar do ato e reforçou que a paralisação terá duração de 24 horas.
A corrida eleitoral suplementar pela Prefeitura de Itaguaí ganhou contornos jurídicos decisivos: a candidatura de Kelaine Goulart (MDB/Novo) à chefia do executivo municipal foi contestada na Justiça Eleitoral por duas ações de impugnação, protocoladas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) e pelo diretório municipal do PSD.
O centro da controvérsia é a simultaneidade de candidaturas. Kelaine teve seu registro deferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) para concorrer ao cargo de deputada federal nas eleições gerais de 2026. Ela já estava em campanha, quando foi escolhida candidata a prefeita em convenção partidária e pediu novo registro para disputar a eleição suplementar de Itaguaí, marcada para outubro.
Patrimônio de Kelaine é diferente nas duas declarações à Justiça Eleitoral
Curiosamente, a moça apresenta diferentes de declarações de bens — no mesmo ano e no mesmo mês. Como candidata a deputada, Kelaine diz ter um terreno em Seropédica avaliado em R$ 68.310,00; um apartamento de R$ 97.053,96 e mais R$ 90.000,00 referentes a 90% do capital social da empresa Jardim de Paz.
No total, R$ 255.363,96.
Já como candidata a prefeita, a mesma Kelaine declara os mesmos bens e outros dois apartamentos, no valor de R$ 60 mil cada; e mais R$ 141.190,26 em aposentadoria privada.
No total, R$ 516.554,22.
A declaração de bens de Kelaine como candidata a deputada federal – Reprodução da plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral
A declaração de bens de Kelaine como candidata a prefeita – Reprodução da plataforma Divulgacand, do Tribunal Superior Eleitoral
Duas vezes candidata, muito mais exposição na propaganda eleitoral
Na ação protocolada pelo promotor eleitoral Marco Antonio Moraes de Rezende, o MPE sustenta que a dupla postulação afeta a igualdade de condições entre os candidatos. Segundo o Ministério Público, a manutenção simultânea de duas campanhas paralelas concede uma exposição pública desproporcional a Kelaine, desvirtuando a paridade de armas prevista pela Constituição Federal e ferindo a moralidade eleitoral.
Por sua vez, o PSD de Itaguaí, em ação assinada pelo advogado Filipe O. Danan Saraiva, argumenta que a prática fere diretamente o artigo 88 do Código Eleitoral, que veda o registro de candidato para mais de um cargo ou circunscrição. A peça do partido destaca ainda o risco de confusão patrimonial e contábil, diante da impossibilidade prática de segregar gastos de campanha, doações e o uso do Fundo Especial de Financiamento de Campanha voltados para o mesmo eleitorado.
O PSD alega também que eventual renúncia posterior à vaga de deputada federal não teria o condão de sanar a irregularidade com efeito retroativo, alegando que a candidata já teria usufruído de propaganda e visibilidade antecipadas perante os eleitores locais antes do prazo regulamentar da eleição suplementar.
O caso segue agora sob análise da 105ª Zona Eleitoral de Itaguaí, que deverá notificar a defesa da candidata antes da decisão final sobre o deferimento do registro.
Dobradinha da Casa Civil com Couto: nomeações dão as cartas no Diário Oficial e fecham o placar em 57 x 41, com destaque para mudanças no Detran-RJ e Inea
A Secretaria estadual da Casa Civil e o governador em exercício Ricardo Couto fecharam a terça-feira (01) em sintonia, com mais nomeações do que exonerações no Diário Oficial. Ao todo, foram 57 entradas e 41 saídas, além de um ato tornado sem efeito. No pacote de mudanças, o Instituto Estadual do Ambiente e o Detran-RJ concentraram boa parte da movimentação.
No Inea, Diego Luiz Feitoza da Silva assumiu a Gerência de Administração e Logística. Ele está entre os sete novos nomes que passaram a integrar o quadro do instituto, ao lado de Thainá Vecchi Pacheco Coelho; Magno Felipe Dal Magro; Juan Pablo Lugão Mahet; Anderson Souza de Melo; Juliana Pereira de Sousa; e Maria Stefany Dandara dos Santos. A rodada teve ainda uma saída na autarquia.
No Detran-RJ, a rodada também foi de portas abertas, com sete nomeados e apenas dois exonerados. Quem se deu bem na autarquia de trânsito foram Victor Ferreira Perrout de Mendonça, que assumiu como diretor de Divisão, e Aline Monteiro de Jesus, no cargo de assistente I. O pelotão de chefias de serviço ainda ganhou o reforço de Flávio Kezen Cesário, Gabriel Carneiro Fortuna de Azevedo e Cleonir Nunes Rolim, além de Robson Marcelo Vaz de Nunes Rodrigues e Daniel Leite de Oliveira.
Secretarias também foram atingidas pelas mudanças
Outras pastas também sentiram as mudanças: na Fazenda, o jogo terminou empatado em cinco a cinco. Já na Secretaria de Habitação de Interesse Social, o clima foi de limpa geral, deixando um rastro de sete exonerações em sequência, sem nenhuma nomeação para compensar.
Na contramão, a Secretaria da Mulher e de Políticas Inclusivas fechou o dia no lucro, garantindo quatro reforços para apenas um cartão vermelho.
O escalão de cima também passou por ajustes de peso. O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) recebeu o reforço da nomeação de Flávia Barsoglia Jannuzzi como nova assessora especial. Enquanto isso, na Secretaria de Planejamento e Gestão, Bianca Teresa D’Adda herdou a cadeira de Emily dos Santos Silva Duarte na Coordenadoria de Contratos, enquanto Rafaella Ubeira Cosenza também faturou um cargo de liderança.
Para fechar a conta, a Secretaria de Infraestrutura escalou Celso Maia Lemos e Monique de Farias Ferreira, enquanto o Proderj abriu espaço para quatro novos comissionados, com destaque para Monique Gonçalves Paz, Márcio Mathias Quintella e Maria Eduarda Guerra Silva.
Duque de Caxias deve receber, em setembro, o “tatuzinho” — equipamento de perfuração subterrânea — para a instalação de coletores de esgoto. O equipamento, que serve para perfurar o solo sem grandes impactos, deve abrir caminhos subterrâneos para 9,8 km de tubulações.
A obra é custeada em cerca de R$ 300 milhões em investimentos no município e tem como objetivo impedir que 29 milhões de litros de esgoto caiam diariamente no Rio Farias. Atualmente, são 134 milhões de litros de esgoto que já são evitados por esse ecossistema.
Em publicação no Diário Oficial desta terça-feira (01), a Prefeitura do Rio instituiu o Núcleo Integrado de Combate a Furtos e Receptação de Cabos para combater o mercado ilegal de furto e receptação de fiação na capital.
O decreto, assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD), estabelece um plano de inteligência unificado para combater toda a cadeia do crime — desde o furto nas ruas até a venda em ferros-velhos e depósitos de reciclagem.
Sob coordenação da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), o novo grupo une esforços da Rioluz, CET-Rio e forças de segurança do município, atuando em articulação direta com as Polícias Civil e Militar e concessionárias de serviços públicos.
Punição rigorosa
A estratégia deixa de focar apenas nas ocorrências nas ruas e passa a mirar também em quem recebe e comercializa o material furtado. O núcleo vai cruzar imagens de videomonitoramento, mapas de calor de ocorrências e cadastros de licenciamento para identificar depósitos e ferros-velhos suspeitos.
Além de fiação elétrica, telecomunicações e semáforos, a fiscalização vai mapear o comércio ilegal de tampas de bueiro, grelhas e estruturas metálicas da cidade.
Entre as medidas previstas para os estabelecimentos flagrados com material roubado estão:
Interdição imediata e cassação de alvarás de funcionamento;
Apreensão do material e autuação administrativa;
Desapropriação de imóveis, quando caracterizado o uso sistemático da propriedade para a prática de receptação.
Com a integração das bases de dados em ambiente seguro, a Seop editará nos próximos dias as diretrizes operacionais para o início das megaoperações conjuntas na capital.
Sem grandes tesouradas do governador em exercício Ricardo Couto, o Diário Oficial do Estado trouxe uma edição marcada pela ausência de demissões ou punições diretas. No placar do Palácio Guanabara, deu 6 x 0 para as nomeações: foram seis novos nomes integrados aos quadros e conselhos estaduais, contra zero exonerações.
Mantendo o clima de “paz e amor”, Couto privilegiou o preenchimento de cargos na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), na Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa (Faperj) e na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), além de ajustes no comando de secretarias e órgãos vinculados.
A dança das cadeiras no segundo escalão
A Secretaria de Fazenda garantiu o posto comissionado mais elevado do boletim: a advogada Caroline de Morais Rocha assume o posto de superintendente de Controle da Dívida Pública (símbolo DG), braço decisivo da subsecretaria do Tesouro Estadual na gestão financeira fluminense.
Na área de Ciência, Tecnologia e Educação Superior, a Faetec recebeu reforço duplo na vice-presidência Administrativa, com os ingressos de Brenno Cezario de Oliveira Pereira (assessor 2) e Nirvana de Jesus Gonçalves (assessor técnico 1). Já na Cecierj, Renan Pinto Alves assumiu a função de assistente.
Couto reforça a Faperj
O colegiado deliberativo da Faperj (vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico) foi renovado por Couto com perfis técnicos e acadêmicos expressivos. Assumem os assentos representativos do governo do estado o professor e jurista Rogério Borba da Silva (titular) e o advogado Bernardo José Ferreira Gicquel de Deus (suplente), ex-conselheiro da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) e pós-graduado pela FGV.
Acomodações internas e substituições sem atrito
Sem sobressaltos ou disputas partidárias aparentes, o restante das movimentações limitou-se a 5 designações temporárias de servidores da casa para evitar a vacância de funções executivas:
• Casa Militar / GSI: O coronel da PM Rogério Cosendey Perlingeiro responde interinamente pela subsecretaria.
• Proderj: O diretor Charles Monteiro Guimarães assume interinamente a vice-presidência de Administração, enquanto Alexandre Correa Cordeiro assume a retaguarda na Diretoria de Patrimônio.
• Seeduc: Alessandra Oliveira de Abreu assume temporariamente a Superintendência de Gestão de Pessoas.
• Sehis: Adriana Garruth Nobre responde interinamente pela Subsecretaria de Habitação de Interesse Social.
Ex-subsecretário estadual e policial penal estão entre os alvos de operação do MP contra a ‘máfia das cantinas’ em presídios do Rio, que gerou prejuízo de R$ 25 milhões
O Ministério Público do Rio (MPRJ) deflagrou nesta terça-feira (01), a 2ª fase da Operação Snack Time, que investiga um esquema envolvendo a exploração de cantinas — a “máfia das cantinas” — em presídios fluminenses.
A ação tem entre os investigados o ex-subsecretário de gestão e finanças da Seap (Secretaria de Estado de Administração Penitenciária) Rafael Rodrigues Andrade — que já havia sido preso em 2020 por participação em um esquema que fraudava contratos de fornecimento de alimentos para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste —, e o policial penal Ronaldo Barbosa.
As investigações apontam que o grupo interferia nas licitações para favorecer empresas e chegou a vencer 95% dos lotes colocados em uma das disputas. De acordo com o MPRJ, as irregularidades provocaram um prejuízo de mais de R$ 25 milhões aos cofres públicos.
Os agentes saíram para cumprir mandados de busca e apreensão contra 22 alvos, todos denunciados pelo MPRJ por organização criminosa e fraude em licitação. A 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa aceitou a denúncia, tornando-os réus, e expediu os mandados.
As buscas são realizadas em endereços na capital e nos municípios de Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Dez anos de exploração
Segundo os promotores, a organização criminosa controlou, por quase 10 anos, as cantinas instaladas em unidades prisionais do Rio.
“A ação penal aponta que a organização criminosa era controlada pelos denunciados Anderson Sabino de Oliveira; o policial penal Ronaldo Barbosa Souza; Arildo Santana Filho; Sérgio Rômulo Ferreira do Nascimento; Leandro Rodrigues Mendonça; e Alexandre Costa da Silva”, afirmou o MPRJ.
Na casa de Ronaldo, o Gaeco apreendeu joias e dinheiro em espécie.
“Com poder decisório na organização criminosa, eles acertavam previamente a distribuição dos lotes de cantinas entre as empresas do grupo”, prosseguiu o MP.
O Gaeco acrescentou ainda haver “manobras para desclassificar eventuais vencedores que não integravam o esquema”.
“Para tanto, valiam-se de agentes públicos, como o então subsecretário de Gestão, Finanças e Planejamento, Rafael Rodrigues de Andrade, que, para favorecer o esquema, desclassificou sociedades empresárias que não participavam do cartel”, detalhou.
Se o tempo é pouco, minha inserção primeiro. A Federação União Progressista, criada em março deste ano, passa pela sua primeira prova de fogo: a divisão da propaganda eleitoral no rádio e na TV.
Inicialmente, o poderoso União Brasil quis mandar na coisa toda.
Mas o PP de Dr. Luizinho reagiu.
O tamanho das bancadas foi o critério adotado pela federação
A regra ficou clara: quem tem mais deputados federais fica com o maior quinhão de tempo.
E é coisa de nove cabeças de diferença: o União Brasil tem 59 assentos na Câmara; e o Progressistas, 50.
Já dentro da cota de cada um, a divisão fica por conta de cada presidente.
No caso do PP, quem distribui os segundos é Dr. Luizinho, deputado federal candidato à reeleição e mandachuva do partido no Rio.
A desavença não acabou, só mudou de lado
Já no lote que cabe ao União, a discórdia fica por conta dos… protagonistas.
Pelo menos nos primeiros dias, só deu Antonio Rueda, presidente nacional do partido, o poderoso da federação no Rio e candidato a deputado federal. E, claro, Márcio Canella, presidente estadual e o grande puxador de votos da federação para a Assembleia Legislativa.