Os professores da rede privada de ensino do Rio de Janeiro marcaram uma greve de 24 horas para esta quarta-feira (02) em meio às negociações da campanha salarial da categoria.
O movimento foi aprovado pelo Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro-Rio) como forma de pressionar as instituições de ensino por avanços em reivindicações, como o reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia realizada em 15 de agosto, diante do que o sindicato classificou como “intransigência” do setor patronal.
Pedido de reajuste salarial
Entre as demandas dos docentes, estão a criação de uma mesa paritária para discutir o aprimoramento acadêmico, a negociação de um programa para equiparação salarial entre professores da Educação Infantil, do Ensino Fundamental 1 e dos demais segmentos do Ensino Fundamental, em um prazo de até cinco anos, e a ampliação da licença-paternidade para 20 dias.
Na assembleia do último dia 15, os professores também aprovaram a redução da reivindicação de reajuste salarial de 8% para 6%, além de 3% de hora-atividade, referente ao trabalho realizado além do período em sala de aula.
Segundo o Sinpro-Rio, a greve é uma resposta à proposta apresentada pelo sindicato das escolas, que prevê apenas a reposição pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e, de acordo com os professores, não contempla outras reivindicações da categoria.
O sindicato também informou ter recorrido à Justiça com um pedido de mediação judicial. A solicitação foi acatada, mas ainda aguarda o agendamento da audiência.
Ato no Largo do Machado
Durante a greve, os professores pretendem realizar um ato no Largo do Machado, na Zona Sul do Rio, a partir das 11h. A manifestação foi aprovada em nova assembleia realizada no último sábado (29).
O Sinpro-Rio convocou os docentes através das redes sociais para participar do ato e reforçou que a paralisação terá duração de 24 horas.



































































