Profissionais da rede municipal de educação de Seropédica estão com salários e benefícios atrasados e sem previsão de pagamento. De acordo com a categoria, a situação se agravou nos últimos meses e levou o sindicato a se mobilizar para cobrar explicações da prefeitura e levar o caso à Justiça.
Em setembro, a preocupação dos trabalhadores aumentou por conta da falta de um calendário regular de pagamentos. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), as pendências comprometem o planejamento financeiro dos servidores, que dependem dos salários para arcar com despesas básicas, como alimentação e moradia.
“O Sepe Seropédica/Paracambi vem cobrando formalmente do Poder Executivo a regularização dos pagamentos e a apresentação de um calendário que assegure previsibilidade aos servidores”, afirmou Andrea Garcia, coordenadora-geral do sindicato.
Categoria se mobilizou em ato em frente a Câmara de Seropédica
Em setembro, os profissionais decidiram, em Assembleia Geral Extraordinária, por manter estado de greve. No último dia 29 de setembro, a categoria realizou um ato público em frente à prefeitura, seguido de uma caminhada até a Câmara de Seropédica.
Recentemente, a categoria optou por não manter o estado de greve, segundo o sindicato, mas segue acompanhando a situação.
Três tipos de pendências salariais
De acordo com a diretoria do Sepe, as cobranças envolvem diferentes obrigações financeiras da prefeitura, que vão além dos salários mensais.
Entre elas estão parcelas atrasadas de retroativos do quinquênio e de valores referentes ao reajuste salarial e os próprios vencimentos dos servidores.
No caso do quinquênio, parte dos profissionais da educação tem valores retroativos a receber, cujo pagamento foi dividido em parcelas mensais. Segundo o sindicato, no dia 20 de outubro serão completados cinco meses de atraso, com a quinta parcela ainda pendente.
Já os retroativos do reajuste salarial atingem toda a categoria da educação. Uma parcela referente a setembro de 2026 está em atraso. Os valores são decorrentes do reajuste concedido no ano passado, cujo pagamento foi dividido em dez parcelas.
Além dessas pendências, os profissionais relatam atrasos e incertezas sobre as datas de pagamento dos vencimentos. A situação motivou cobranças administrativas, mobilizações e uma ação judicial movida pelo sindicato.
“É fundamental distinguir essas situações, porque não estamos tratando apenas de um atraso pontual de salário, mas de um conjunto de obrigações remuneratórias que a administração municipal precisa regularizar. Nossa reivindicação é que a prefeitura quite os valores devidos, apresente um calendário oficial de pagamentos e assegure o cumprimento regular de todas as obrigações salariais dos profissionais da educação”, afirmou a coordenadora-geral Andrea Garcia.
Sindicato recorreu à Justiça
No último dia 09 de outubro, diante da falta de uma solução administrativa, o Sepe ajuizou uma ação civil pública na 2ª Vara da Comarca de Seropédica. O sindicato pediu uma tutela de urgência para que a prefeitura fosse obrigada a pagar os salários atrasados em até 24 horas. O pedido foi negado pela Justiça.
Segundo a direção do Sepe, no entanto, a ação continua sendo um instrumento para defender os direitos dos trabalhadores.
O sindicato também cobra a apresentação de um calendário regular de salários e a definição de um cronograma para o pagamento do décimo-terceiro.
“É importante destacar que nossa reivindicação não se limita ao pagamento dos valores atrasados. Exigimos também a garantia de um calendário regular de salários, a definição do cronograma do décimo terceiro salário e a quitação das parcelas pendentes dos retroativos do quinquênio. Os trabalhadores da educação continuam desempenhando suas funções e garantindo o atendimento à população, mesmo diante da insegurança financeira provocada pelos atrasos. O pagamento pontual du os salários é um direito dos servidores e uma obrigação da administração pública, não podendo ser tratado como uma concessão do governo”, disse a direção do sindicato.
Sepe cobra explicações da prefeitura
O sindicato afirma ainda que vem solicitando formalmente à Prefeitura de Seropédica esclarecimentos sobre as razões dos atrasos, a situação financeira do município e o calendário de pagamentos.
Segundo a diretoria da entidade, até o momento, não foram apresentadas informações oficiais suficientes para estabelecer uma justificativa conclusiva para o descumprimento dos prazos.
Procurada pela reportagem, a prefeitura não retornou o contato até a publicação desta matéria.
Comentários 6
Segundo a Constituição Federal nenhuma Guarda Civil seria Armada!pelo meu entendimento, estão ferindo os princípios de ética da Constituição Federal ao se tratar de criar Guardas civil Armada,pois todas as Guardas foram criadas para zelar pelo Patrimônio público e não se afrontar com poder de Polícia.
O Sr° estar equivocado quanto ao seu argumento….vai se atualizar em conhecimento da lei que foi impostas pelo STF.
É, infelizmente Francisco você não estudou muito bem a CF 88 por lá não trata de arma de nenhuma polícia muito menos de poder de polícia . Sem ofensas e sem acusações , Infelizmente vc é mais um que foi enganado pela PM do Brasil . O que existe é um preconceito à partir das GM . O poder de polícia está no cód tributário e o uso de armas pelas polícias em leis infraconstitucionais .
Você sabia que nunca houve na história a criação de uma polícia militar estadual de qual quer stado até a CF/88 e que na verdade a verdadeira polícia desde o império no Brasil foram as guardas municipais inclusive criada por Dom Pedro ii ? A polícia militar se apropriou da história da guarda municipal do Brasil e diz que é dela . No Brasil nunca houve uma polícia só desde sua criação . E a partir do momento que um cidadão entra num município ele está num grande patrimônio chamado município e tudo que ocorre ali dentro é de responsabilidade da guarda sim . O município é formado de bens , serviços e instalações . Áreas, física s , serviços públicos , e as próprias instalações . Tudo é patrimônio e tudo que acontece ali é de responsabilidade da GM inclusive os crimes em flagrante delito . Você precisa estudar um pouco mais . Forte abraço .
Francisco, infelizmente quem manda e dita as regras nesse circo chamado Brasil é o STF.
Se vagabundos assaltam armados tem que arma a guarda sim.
Falta de informação!Infelizmente vivemos tempos em que o coronelismo impera aqui no Rio de Janeiro principalmente!Guarda Municipal é Polícia sim!! Desde o advento da lei Federal 13.022 de 2014, e após várias decisões da suprema Corte na qual está autorizado o patrulhamento ostensivo por parte dessa Força de Segurança!!