A campanha eleitoral de 2026 ainda está no começo, mas alguns doadores já abriram a carteira com vontade no Rio de Janeiro. Dados da prestação de contas enviada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que um pequeno grupo de pessoas físicas concentra aportes que, em alguns casos, passam de R$ 100 mil.
O maior doador individual identificado até agora é Alexis Cavichini, com R$ 211.574,15 destinados a quatro candidaturas. O maior repasse foi para Rafael Satiê, do PL, que recebeu R$ 76 mil. Também foram R$ 74 mil para Rogério Amorim, R$ 51.064 para Pedro Duarte e R$ 10.510,15 para Roberta Rodrigues dos Reis Mendes.
Logo atrás aparece o economista Armínio Fraga Neto, que já distribuiu R$ 175 mil entre seis candidatos. O dinheiro atravessa diferentes partidos: foram R$ 50 mil para Renan Ferreirinha, outros R$ 50 mil para Pedro Duarte, R$ 25 mil para Salvino Oliveira, R$ 25 mil para Joyce Trindade, R$ 15 mil para Chico Rubens Paiva e R$ 10 mil para Marcelo Freixo.
Na faixa dos R$ 100 mil aparecem vários nomes. Marcelo Rubens Paiva destinou R$ 100 mil a Chico Rubens Paiva. Rodrigo Teruszkin colocou R$ 100 mil na campanha de Claudio Caiado. Luiz Marcello Pereira Corrêa da Silva doou R$ 100 mil para André Corrêa, enquanto Marcelo Fernandez Trindade destinou o mesmo valor a Pedro Duarte.
Outro nome com presença em mais de uma campanha é Fabiano de Castro Robalinho Cavalcanti, que soma R$ 100 mil: R$ 50 mil para Flavio Valle e R$ 50 mil para Joyce Trindade.
Há ainda doadores originários de recursos que chegaram aos candidatos por meio dos partidos. É o caso de José Salim Mattar Junior, identificado pelo TSE como origem de R$ 100 mil destinados a Luiz Lima. Olimpio Matarazzo Neto aparece com R$ 89.836,72 e Jayme Brasil Garfinkel, com R$ 63.493,52, também vinculados a recursos repassados à campanha do candidato do Novo.
A campanha de Tatiana Roque também concentra dois dos maiores aportes individuais. João Moreira Salles e Walther Moreira Salles Junior aparecem com R$ 84 mil cada, totalizando R$ 168 mil.
Outro doador que distribuiu recursos entre diferentes candidaturas é Bruno Frajhof Levacov, com R$ 80 mil — R$ 50 mil para Flavio Valle e R$ 30 mil para Joyce Trindade. Já Claudio Wiedermann soma R$ 60 mil, divididos igualmente entre Flavio Valle e Pedro Duarte.
O levantamento considera o doador originário sempre que o TSE identifica quem efetivamente colocou o dinheiro, mesmo quando o recurso chegou à campanha por intermédio de partido ou plataforma de financiamento coletivo. Recursos próprios dos candidatos foram separados para não misturar autofinanciamento com doações externas.
Os dados são parciais e refletem a carga oficial do TSE gerada em 24 de agosto de 2026, às 4h. Como as campanhas continuam recebendo recursos e atualizando suas prestações de contas, o ranking ainda pode mudar bastante até a eleição.
Maiores doadores (pessoas físicas) identificados até agora
* Alexis Cavichini — R$ 211.574,15
* Armínio Fraga Neto — R$ 175.000,00
* Marcelo Rubens Paiva — R$ 100.000,00
* José Salim Mattar Junior — R$ 100.000,00
* Rodrigo Teruszkin — R$ 100.000,00
* Luiz Marcello Pereira Corrêa da Silva — R$ 100.000,00
* Marcelo Fernandez Trindade — R$ 100.000,00
* Fabiano de Castro Robalinho Cavalcanti — R$ 100.000,00
* Olimpio Matarazzo Neto — R$ 89.836,72
* João Moreira Salles — R$ 84.000,00
* Walther Moreira Salles Junior — R$ 84.000,00
* Bruno Frajhof Levacov — R$ 80.000,00
COM FÁBIO MARTINS
Comments 6
Segundo a Constituição Federal nenhuma Guarda Civil seria Armada!pelo meu entendimento, estão ferindo os princípios de ética da Constituição Federal ao se tratar de criar Guardas civil Armada,pois todas as Guardas foram criadas para zelar pelo Patrimônio público e não se afrontar com poder de Polícia.
O Sr° estar equivocado quanto ao seu argumento….vai se atualizar em conhecimento da lei que foi impostas pelo STF.
É, infelizmente Francisco você não estudou muito bem a CF 88 por lá não trata de arma de nenhuma polícia muito menos de poder de polícia . Sem ofensas e sem acusações , Infelizmente vc é mais um que foi enganado pela PM do Brasil . O que existe é um preconceito à partir das GM . O poder de polícia está no cód tributário e o uso de armas pelas polícias em leis infraconstitucionais .
Você sabia que nunca houve na história a criação de uma polícia militar estadual de qual quer stado até a CF/88 e que na verdade a verdadeira polícia desde o império no Brasil foram as guardas municipais inclusive criada por Dom Pedro ii ? A polícia militar se apropriou da história da guarda municipal do Brasil e diz que é dela . No Brasil nunca houve uma polícia só desde sua criação . E a partir do momento que um cidadão entra num município ele está num grande patrimônio chamado município e tudo que ocorre ali dentro é de responsabilidade da guarda sim . O município é formado de bens , serviços e instalações . Áreas, física s , serviços públicos , e as próprias instalações . Tudo é patrimônio e tudo que acontece ali é de responsabilidade da GM inclusive os crimes em flagrante delito . Você precisa estudar um pouco mais . Forte abraço .
Francisco, infelizmente quem manda e dita as regras nesse circo chamado Brasil é o STF.
Se vagabundos assaltam armados tem que arma a guarda sim.
Falta de informação!Infelizmente vivemos tempos em que o coronelismo impera aqui no Rio de Janeiro principalmente!Guarda Municipal é Polícia sim!! Desde o advento da lei Federal 13.022 de 2014, e após várias decisões da suprema Corte na qual está autorizado o patrulhamento ostensivo por parte dessa Força de Segurança!!