O Fundo Soberano de Maricá realizou um aporte de R$ 12,5 milhões no projeto Maraey, megacomplexo turístico e residencial que começou sua fase de obras de infraestrutura básica na região oceânica do município.
Documentos disponíveis no Portal da Transparência mostram que o pagamento foi efetuado em 20 de abril deste ano, por meio da aquisição de debêntures emitidas pela Iniciativas e Desenvolvimento Imobiliário (IDB Brasil S/A), empresa responsável pelo empreendimento.
O valor foi empenhado, liquidado e pago pelo Fundo Soberano de Maricá sob a rubrica “Aquisição de Títulos de Crédito – Maraey”. A operação integra a estratégia de financiamento estruturado criada para viabilizar o empreendimento, estimado em R$ 11 bilhões.
De acordo com documentos da Maricá Global Invest S.A. (MGI), responsável pela gestão dos investimentos vinculados ao município, os recursos são repassados por meio da subscrição de debêntures emitidas pela empresa responsável pelo projeto, que assume o compromisso de devolução futura dos valores acrescidos de remuneração financeira.
Operação prevê teto de R$ 112,5 milhões
A estrutura aprovada para a fase inicial do investimento estabelece um limite de até R$ 112,5 milhões em aportes, correspondentes às nove primeiras debêntures previstas na operação.
Segundo a modelagem financeira, as liberações ocorrerão de forma gradual, condicionadas ao cumprimento de etapas e metas do empreendimento.
Os documentos apontam ainda que a operação conta com garantia real vinculada ao próprio projeto. O terreno do empreendimento foi apresentado como garantia da captação.
Obras começaram há poucas semanas
O aporte ocorre no momento em que o Maraey inicia sua primeira fase de implantação. As intervenções contemplam a execução da infraestrutura básica do empreendimento, incluindo pavimentação, redes de água, esgoto e energia.
O início das obras foi liberado após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que permitiu a retomada do projeto após uma disputa judicial envolvendo questionamentos ambientais.
O empreendimento ocupará uma área de aproximadamente 844 hectares e prevê a instalação de hotéis de bandeiras internacionais, áreas residenciais e equipamentos de lazer.
Recentemente, o projeto voltou ao centro das atenções com o anúncio do início das obras e a expectativa de atrair novos investimentos para a região.
Quando estiver concluído, o complexo deverá gerar milhares de empregos diretos e indiretos, segundo estimativas divulgadas pelos responsáveis pelo empreendimento e pela prefeitura.
COM FÁBIO MARTINS



Uai mas a Prefeitura é que vai colocae recursos dos cofres públicos de Maricá para um mega projeto privado, de investidores estrangeiros, polèmico, contestado pela comunidade dos pescadores de Zacarias, pela aldeia indígena Mata Verde Bonita e interdidato várias vezes por danos ambientais?
Mas esta obra não é privada? Porque o dinheiro do município do fundo soberano vai ser usado para isso ?
Que tipo de turista Maricá espera receber ?
A concorrência no Brasil é gigantesca e dentro do proprio Estado isso já fica evidente !
Existe um plano estratégico negócios que sustente essa decisão ?
É um empreendimento milionário que não pode dar errado. Maricá é uma cidade dormitória muito próxima ao Rio. A maioria da população é assalariada, pensionista ou dependente de auxílio público. Este empreendimento tem que dar certo não há margens para errar. Fábricas e cooperativas seriam essenciais para o desenvolvimento econômico da cidade por gerar e trazer novos empregos.
Maricá infelizmente te um prefeito que não liga para o meuo ambiente e para a população. Ruas esburacadas, estradas sem iluminação, energia precária, agua não tem, esgoto nem pensar, inestimento em infraestrutura básica não tem, mas dinheiro para obras de fachada tem muito. Esse empreendimento está condenado antes de começar. Maricá não tem nada para atrair um turista de grande porte. Vão enterrar essa grana junto com o projeto e opovo paga a conta.
Engraçada, esse empreendimento terá um saneamento completo para os ricos através de um saque aos cofres públicos do nosso fundo soberano. Sem oposição o prefeito brinca de governar, mas a culpa disso é do poder judiciário que a cada dia vai perdendo a credibilidade.