A greve dos rodoviários do Rio entrou no terceiro nesta quarta-feira (01), sob uma ordem judicial que determina 80% da frota de ônibus na cidade. O município conta com cerca de 3.600 coletivos, e 80% desse contingente equivale a 2.880 carros, mas às 6h, porém, o Rio Ônibus, sindicato que representa as viações, afirmou que apenas 1.500 veículos estavam rodando (nem metade da frota).
Uma nova audiência de conciliação foi marcada para esta manhã, e passageiros voltaram a relatar demora nos pontos e terminais.

TST determinou operação de 80% da frota
Na noite desta terça-feira (30), o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, atendeu o pedido da Prefeitura do Rio para ampliar a circulação dos coletivos durante este período e impôs o percentual de 80%.
Na decisão, o ministro disse que o transporte coletivo é um serviço essencial e que a manutenção de apenas 50% da frota, como anteriormente indicado em liminar, “representava risco à ordem e à segurança pública, além de comprometer o direito de ir e vir da população”.
A Prefeitura do Rio ficará responsável por fiscalizar, por meio dos sistemas eletrônicos de monitoramento da operação, o cumprimento da decisão judicial, e em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 100 mil para o sindicato dos trabalhadores.
O TST também determinou que, caso fique comprovado eventual conluio entre o sindicato dos trabalhadores e o sindicato patronal para prejudicar os cofres públicos, a penalidade será estendida ao sindicato patronal e elevada para R$ 200 mil por dia para cada uma das entidades.

