Uma cena inusitada tem chamado a atenção de quem passa pela Rua Torres Sobrinho, no bairro do Méier, Zona Norte do Rio. Uma galinha-d’angola está empoleirada na fiação elétrica e de comunicação há pelo menos três dias, segundos os moradores.
O animal, flagrado nesta sexta-feira (26), já enfrentou chuva, vento e corre risco constante da alta tensão. Segundo quem passa na região, ela parece não saber descer —e ninguém sabe como subiu.
Embora a situação tenha gerado curiosidade e muitos registros de fotos e vídeos por parte dos pedestres, o sentimento principal entre os vizinhos é de pura angústia.
O Corpo de Bombeiros e a Light foram acionados por moradores e chegaram ao local no começo da tarde desta sexta para, finalmente, resgatar a galinha-d’angola.
As obras da Estação Leopoldina devem se estender até 2027, adiando a reabertura do prédio histórico. A previsão inicial da Prefeitura do Rio era concluir a intervenção ainda este ano, justamente quando a estação completa cem anos, mas o cronograma foi revisado e a entrega acabou postergada.
Em outubro do ano passado, as obras tinham acabado de ser retomadas após uma paralisação iniciada em junho, em meio a uma troca de acusações entre a prefeitura e a Concrejato, empresa à frente do projeto. A empreiteira alegava falta de pagamento, enquanto o município afirmava estar apurando possíveis descumprimentos de leis trabalhistas.
A Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), responsável pela contratação da restauração, afirma que as intervenções seguem em andamento em diferentes frentes, como recuperação estrutural, restauração e modernização do conjunto histórico. Segundo a empresa pública municipal, o cronograma foi revisto por se tratar de uma obra de grande porte, que exige trabalho criterioso de restauração e preservação. O projeto está orçado em cerca de R$ 80 milhões.
Estado tem até o fim do mês para retirar bens do terreno ao lado da Estação Leopoldina
A cargo do governo do estado do Rio, a desocupação do terreno ao lado da estação, que abriga antigas composições de trem e milhares de aduelas (estruturas de concreto que deveriam ter sido usadas na expansão do metrô), ainda enfrenta entraves.
O processo de desocupação ganhou novo prazo para sair do papel. Em abril, a Justiça Federal já havia determinado a retirada dos bens abandonados que pudessem atrapalhar as obras de restauração. Agora, neste mês, uma segunda decisão manteve a ordem e deu 30 dias para que a Companhia Estadual de Engenharia de Transportes e Logística (Central) remova veículos, equipamentos e demais materiais sob sua responsabilidade.
Na prática, o estado tem até o fim de agosto para desobstruir o terreno, sob pena de multa diária de R$ 30 mil, limitada a R$ 3 milhões.
O destino das aduelas
Em nota, a Secretaria estadual de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) informa que uma empresa, a COL (Central de Logística Ltda.), “foi contratada para retirar os veículos e equipamentos de propriedade da Central que estão no terreno da Estação Leopoldina. A previsão é de que os bens sejam transferidos para outra área da Central, em Deodoro, após a conclusão das tratativas em andamento com o Inepac e o Iphan.”
O contrato com a empresa foi fechado por R$ 2,87 milhões.
Anteriormente, o governo havia alegado dificuldades logísticas e financeiras para cumprir a determinação judicial. De acordo com documentos do processo, o estado sustentou que a retirada das 6.672 aduelas armazenadas no local exigiria uma operação de nove a 12 meses e poderia custar cerca de R$ 5 milhões. Produzidas para a construção da Linha 4 do metrô, as estruturas, agora sem uso, estão distribuídas em 834 conjuntos, com segmentos que pesam entre oito e dez toneladas cada.
A Justiça considerou que o estado já tinha conhecimento da sua obrigação desde acordo firmado com a União, em 2022, e vinha sendo intimado a cumpri-la desde 2023. E destacou que a Central só começou a adotar providências efetivas para liberar o terreno anos depois das primeiras intimações.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”.
O prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, e o ex-prefeito Rogério Lisboa, ambos do PP, anunciam oficialmente, na manhã desta quarta-feira (12), o apoio à candidatura do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD).
O rapapé vai acontecer numa padaria do município.
E o brinde, com cafezinho.
Paes consolida a liderança entre os prefeitos da Baixada
Com adesão de Dudu e de mais oito alcaides, Paes lidera absoluto na Baixada Fluminense.
Os prefeitos de três das cidades mais populosas da região agora estão com o candidato do PSD: Duque de Caxias (sob o domínio dos Reis, representados na chapa pela vice, Jane), Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Mariana Malta, a vice de Márcio Canella que assumiu Belford Roxo, vai seguir a orientação do União Brasil, e continuar neutra.
Até a página dois, já que Mariana e Canella apoiam Pedro Paulo (PSD), o braço-direito de Paes, para o Senado.
A turma de Douglas Ruas
Abraãozinho David (PL), de Nilópolis; Alex Marotto (PL), de Mesquita; Marina Rocha (Agir), de Guapimirim; estão com o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, do PL.
O governo do estado do Rio autorizou a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) vai contratar 1.536 profissionais de educação por tempo determinado por meio de processo seletivo. O objetivo é expandir as escolas técnicas no estado por meio do programa federal Juros por Educação.
A seleção será por Processo Seletivo Simplificado (PSS) organizado pela própria instituição. As vagas garantem reserva de cotas para negros, indígenas, pessoas com deficiência e hipossuficientes.
Veja abaixo as oportunidades e salários:
Professores FAETEC I (40h): R$ 4.006,64 | 907 vagas (138 para 2026)
Professores FAETEC I (20h): R$ 2.003,32 | 429 vagas (308 para 2026)
A previsão é que sejam preenchidas, de imediato, até 546 vagas até o fim de 2026. O edital oficial com as regras e o calendário de inscrições será publicado em breve pela diretoria da Faetec.
Preso em 9 de julho durante a Operação Ouroboros feita pela Polícia Civil e também pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-presidente do Instituto Rio Metrópole, (IRM) David Perini Vermelho, mantinha uma sala dentro da instituição com cama de casal, TV e até frigobar. É o que afirma o resultado da investigação conjunta.
Didê, como é conhecido, foi preso acusado de desviar R$ 86,28 milhões, entre julho de 2022 e maio deste ano. O IRM recebeu mais verbas a partir de 2023, que foi o ano em que fez uma parceria com a Cedae. Além disso, também após esse ano, passou a executar obras e intervenções urbanas.
Rogério Lisboa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, anunciou nas redes sociais nesta terça-feira (11) apoio à candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado do Rio. Lisboa havia deixado, em julho, a posição de vice na chapa de Douglas Ruas (PL), em uma decisão classificada pelo Progressistas como de caráter estritamente pessoal.
No vídeo em que anuncia o apoio, Lisboa explica que o Progressistas decidiu pela neutralidade nas eleições para presidente e governador no Rio. Segundo ele, na prática, a decisão libera candidatos e filiados para manifestarem seus apoios individualmente, de acordo com seus princípios, valores e convicções.
“O Rio de Janeiro vive hoje uma de suas crises mais profundas”, afirmou.
Escolha após reflexão pessoal
O ex-prefeito disse ter refletido sobre o cenário eleitoral e das necessidades do estado fluminense antes de tomar a decisão. “Depois de pensar e buscar em Deus a sabedoria tão necessária nesse momento tão delicado, eu tomei uma decisão: vou apoiar para o governo do Rio de Janeiro o ex-prefeito Eduardo Paes”, declarou.
Lisboa afirmou que a escolha não representa um questionamento à candidatura de Douglas, de quem foi vice até deixar a chapa, e sim pela “urgência que nosso estado tem em resolver seus graves problemas”. “Em momentos como esse, precisamos de nomes experientes”, disse.
Ao justificar o apoio a Paes, Lisboa destacou a experiência do ex-prefeito do Rio. “É hora de ter na frente do governo alguém com a experiência, a vontade e a coragem necessária para devolver o Rio de Janeiro aos seus cidadãos”, afirmou.
O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, desembarca nesta quarta-feira (12) na Argentina para uma rodada de articulações políticas e institucionais à frente da Mercocidades, principal rede de governos locais da América do Sul. Presidente da entidade, Neves participa, na quinta-feira (13), de uma reunião do conselho da rede na cidade de Quilmes, onde também assina acordos com instituições parceiras e discute as próximas agendas da organização e da Cidades e Governos Locais Unidos (CGLU).
Representação internacional
Com o objetivo de reforçar o movimento de internacionalização de Niterói, a cidade será sede em maio de 2027 da a Reunião Executiva da CGLU.
O encontro deverá reunir lideranças e gestores públicos de diferentes países e colocar Niterói no centro das discussões sobre democracia participativa, inovação digital, governança e sustentabilidade, além dos desafios sociais, econômicos, ambientais e tecnológicos enfrentados pelas cidades.
Agentes da Operação Desmonte, coordenada pelo Detran-RJ, interditaram nesta terça-feira (11) um ferro-velho e uma loja de autopeças que funcionavam de forma irregular na Rodovia BR-116, no km 75, no bairro Colônia Alpina, em Teresópolis. Em um terreno anexo ao estabelecimento, as equipes encontraram peças de dois veículos com registro de roubo.
O proprietário do local foi levado para a 110ª DP (Teresópolis), onde prestou depoimento sob suspeita de receptação. Ele terá 30 dias para apresentar as notas fiscais que comprovem a origem legal do estoque. Caso não consiga comprovar a procedência das peças, todo o material poderá ser apreendido.
Estabelecimento não tinha cadastro no Detran
A fiscalização ocorreu após uma denúncia anônima. Durante a ação, os agentes constataram que o estabelecimento não possuía cadastro no Detran-RJ e que as peças comercializadas não tinham as etiquetas obrigatórias de rastreabilidade.
Entre os materiais encontrados estavam o capô de um Fiat Palio, roubado em Teresópolis em 2021, e o motor de um Ford Fusion, roubado em Duque de Caxias em 2025.
Peças e carcaças de veículos foram encontradas no estabelecimento fiscalizado pelo Detran-RJ em Teresópolis — Foto: Divulgação/Detran-RJ
Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) também identificaram potencial risco de contaminação do solo no local.
A operação contou ainda com o apoio de equipes do Corpo de Bombeiros e de agentes da Polícia Civil, que realizaram perícia no estabelecimento.
Comidas que vão de um acarajé de dois quilos a um cachorro-quente que chega a impressionantes 1,20 metro. Ou então uma torre de churros com um sorvete na chapa. Todas essas opções compõem o cardápio da Feira Nacional do Podrão, que será realizada a partir desta sexta (14) no Carioca Shopping, em Vicente de Carvalho. A entrada é franca.
Até domingo (16), a previsão é que o evento reúna milhares de visitantes em um fim de semana dedicado à gastronomia de rua, música e entretenimento para todas as idades.
Realizada no terraço do shopping (G5), a feira chega à 38ª edição e ocupará uma área de aproximadamente 5 mil metros quadrados. Além disso, mais de 30 expositores confirmaram presença no evento gastronômico.
Gerente de marketing do Carioca Shopping, Michelle Coutinho celebra que a feira faça parte das comemorações das bodas de prata de um dos principais shoppings da Zona Norte.
“Após o sucesso da primeira edição, realizada em 2025, a Feira do Podrão volta, fazendo parte das comemorações do aniversário de 25 anos do Carioca Shopping, como mais uma opção de entretenimento, reforçando o compromisso do shopping em oferecer as melhores opções de lazer e entretenimento para nossos clientes”, destaca Michelle.
Celebração durante aniversário do shopping
Uma das criadoras do perfil @ondecomernorio, Suzanne Malta, comenta que a feira tem o propósito de valorizar as tradicionais comidas de rua.
“Estamos muito felizes em retornar ao Carioca Shopping para mais uma edição da Feira Nacional do Podrão. O evento faz parte do calendário gastronômico da cidade e reúne pessoas de todas as idades em torno da boa comida, da diversão e da valorização da cultura dos tradicionais podrões cariocas. Nossa expectativa é proporcionar mais um fim de semana inesquecível para toda a família”, afirma Suzanne Malta, que também é idealizadora e promotora da feira.
Além da programação gastronômica, a feira contará com um espaço infantil equipado com recreadores e diversas atrações, como touro mecânico, tobogã gigante, Discoplay, jacaré inflável, cama elástica, pula-pula inflável e barraca de algodão-doce. A programação musical também promete animar o público durante todo o evento, com apresentações de DJs, rodas de samba e grupos de pagode.
Entrada da Feira Nacional do Podrão — Foto: Alexandre Vieira
SERVIÇO: 38ª Edição da Feira Nacional do Podrão
Local: Carioca Shopping
Endereço: Avenida Vicente de Carvalho, 909, Vila da Penha, no terraço carioca (G5)..
Dias: 14, 15 e 16 de agosto (sexta, sábado e domingo).
Horários: sexta, das 17h às 22h; sábado e domingo – das 14h às 22h.
Entrada gratuita
Sob a gestão de Cláudio Castro (PL), o governo do estado recebeu quase 8 mil solicitações feitas com base na Lei de Acesso à Informação (LAI) entre 29 de novembro de 2023 e 23 de março de 2026. Nesse período, 25,5% das respostas — uma em cada quatro — foram encaminhadas fora do prazo previsto na legislação.
A análise considera exclusivamente o período coberto pela base oficial da OuveRJ. Embora Castro estivesse à frente do Executivo estadual desde 2020, os dados públicos do Painel da LAI da OuveRJ têm início apenas no final de novembro de 2023.
Ao todo, 55,2% dos pedidos tiveram o acesso concedido integralmente e 6,7% receberam acesso parcial. Em 6% dos casos, o acesso foi negado.
Outros 13,5% dos pedidos aparecem no painel com a decisão “em análise”. Segundo a Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ), porém, esse percentual não representa necessariamente solicitações pendentes, e sim inconsistências no preenchimento do sistema por parte de alguns servidores.
Parte das demais solicitações foram encerradas por motivos previstos na lei, como informação inexistente ou envio em duplicidade.
Órgão
Pedidos
Secretaria de estado de Educação (Seeduc)
718
Secretaria de estado de Polícia Militar
654
Secretaria de estado de Polícia Civil
620
Uerj
544
Detran-RJ
465
Inea
463
Secretaria de estado de Saúde
450
Casa Civil
402
Secretaria de estado de Fazenda
369
Instituto de Segurança Pública (ISP)
326
Secretaria de estado de Defesa Civil
262
DER-RJ
222
Controladoria-Geral do Estado (CGE)
212
Uenf
204
Secretaria de estado de Polícia Penal
188
Dados: OuveRJ
Os pedidos se concentraram principalmente em temas ligados à transparência pública, segurança e ordem pública, atendimento ao cidadão, concursos públicos, gestão administrativa, contratos e transportes.
Polícias Militar e Civil lideram negativas de acesso à informação
Entre os órgãos estaduais, a Secretaria de Estado de Polícia Militar foi a que mais recusou pedidos de acesso à informação no período analisado, com 116 negativas. Na sequência aparecem a Polícia Civil (72) e a Cedae (48).
Quando o critério passa a ser a proporção entre pedidos recebidos e respostas negativas, o cenário muda. A Cedae lidera o ranking ao negar 27,1% das solicitações recebidas. Em seguida aparecem a Faetec (17,9%), a Polícia Militar (17,7%) e a Secretaria de Estado de Fazenda (12,2%).
Órgão
Acessos negados
Total de pedidos
Taxa de negativa
Secretaria de estado de Polícia Militar
116
654
17,7%
Secretaria de estado de Polícia Civil
72
620
11,6%
Cedae
48
177
27,1%
Secretaria de estado de Fazenda
45
369
12,2%
Secretaria de estado de Educação
41
718
5,7%
Secretaria de estado de Saúde
36
450
8,0%
Uerj
29
544
5,3%
Faetec
15
84
17,9%
Uenf
15
204
7,4%
Instituto de Segurança Pública (ISP)
13
326
4,0%
Dados: OuveRJ
Um em cada quatro pedidos foi respondido com atraso durante gestão Castro
Dos pedidos registrados no período analisado, 68,3% receberam resposta dentro do prazo previsto na Lei de Acesso à Informação. Outros 25,5% foram respondidos fora do prazo, enquanto 6,2% tiveram o prazo prorrogado.
O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) liderou o número de respostas encaminhadas fora do prazo, com 19 ocorrências, embora tenha sido apenas o quinto órgão que mais recebeu pedidos de acesso à informação, com 463 solicitações.
Órgão
Pedidos
Atrasos
% de atrasos
Instituto Estadual do Ambiente (Inea)
463
19
4,1%
Secretaria de estado de Polícia Militar
654
11
1,7%
Secretaria de estado de Defesa Civil
262
9
3,4%
Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ)
212
8
3,8%
Gabinete do Governador
18
6
33,3%
Secretaria de estado de Polícia Civil
620
5
0,8%
Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos
146
4
2,7%
Secretaria de estado de Educação (Seeduc)
718
3
0,4%
Secretaria de estado de Trabalho e Renda
14
2
14,3%
Fundação Saúde
48
1
2,1%
Dados: OuveRJ
Em contraste, a Secretaria de estado de Educação (Seeduc), que liderou em volume de pedidos (718), registrou apenas três respostas fora do prazo. Já a Polícia Militar, segunda colocada em número de solicitações (654), também aparece na vice-liderança dos atrasos, com 11 ocorrências.
A proposta do Piso Salarial Regional do estado do Rio para 2026 enfrenta um entrave burocrático que ameaça o seu envio à Assembleia Legislativa (Alerj). Documentos das reuniões do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Renda (Ceter-RJ) revelam a insatisfação da bancada dos trabalhadores do comércio com o atraso na tramitação interna do processo na Secretaria estadual de Trabalho e Renda.
Desde 2018, a classe não tem reajuste salarial, o que, na prática, pode significar uma redução real de mais de 50% do poder de compra, de acordo com a categoria.
Apesar de a Procuradoria Geral do Estado (PGE) ter emitido parecer jurídico favorável à continuidade da proposta no final de maio, o texto não chegou a avançar e permanece retido na burocracia da pasta.
Diante do cenário, as centrais sindicais demonstram preocupação com o calendário eleitoral, que pode atrasar ainda mais a análise do caso e dificultar a votação do projeto de lei pelos deputados estaduais ainda em 2026.
Comissão de Trabalho da Alerj enviou indicação ao Executivo sobre atualização do piso
Em julho, a Comissão de Trabalho da Alerj realizou uma audiência pública para debater o piso salarial dos trabalhadores do comércio. O encontro aconteceu na sede do sindicato da categoria.
Entre os encaminhamentos, o colegiado aprovou o envio de uma indicação legislativa ao Poder Executivo pedindo o envio de mensagem com o projeto de lei de reajuste do Piso Salarial, além da criação de uma agenda unificada; produção de um dossiê técnico para detalhar os impactos benéficos do reajuste e fiscalização rígida de incentivos fiscais.
O atraso burocrático do processo na pasta de Trabalho e Renda, porém, travou esse envio.
Mudança de rito para 2027 e impasse patronal
Diante do histórico de atrasos, o conselho de Trabalho e Renda decidiu alterar sua estratégia para a definição do piso regional de 2027. O plenário definiu que as bancadas patronal e laboral deverão enviar propostas técnicas por escrito para consolidar o debate até o mês de agosto.
A antecipação das discussões coloca desde já na mesa as diferentes prioridades de cada lado. De um lado, a bancada patronal (Firjan/Fecomércio) defende que o reajuste considere a competitividade regional, alertando que valores discrepantes em relação aos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo podem afastar investimentos e empregos.
Do outro lado, a bancada dos trabalhadores defende a reestruturação das faixas salariais, com valores que acompanhem as novas exigências de diferentes profissões. Os profissionais argumentam que profissões tradicionais (como construção civil, serviços, estética e saúde) incorporaram novas tecnologias que justificam pisos superiores à recomposição da inflação.
Verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador estão paradas
As atas do conselho também expõem dificuldades na gestão dos recursos federais do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). A subsecretaria reconheceu que há verbas destinadas à qualificação profissional acumuladas de anos anteriores que ainda não foram executadas, o que força a busca urgente por convênios com o Sistema S (conjunto de entidades, administradas por federações patronais, voltadas para o treinamento profissional, assistência social, consultoria, pesquisa e assistência técnica) para evitar a perda de novos repasses federais.
Os documentos também registram que o Ceter/RJ decidiu pela descontinuidade definitiva de um projeto de assessoramento estatístico focado na população em situação de rua. A proposta, que jamais teve execução física ou financeira, foi cancelada devido a falhas metodológicas, ausência de indicadores e sobreposição com diagnósticos nacionais iniciados pelo IBGE. Com o cancelamento, o saldo orçamentário retido será redirecionado para a abertura de cursos de capacitação profissional.