Presa na noite desta quinta (24), a ex-vereador Verônica Costa disse que foi “vítima de um erro do Judiciário” e que não é criminosa. Condenada por torturar o ex-marido, ela comentou a prisão enquanto era levada por Policiais Civis à sede da Polinter.
“Não sou nenhuma bandida, nenhuma marginal ou homicida. Aqui tem uma mulher que teve uma arma apontada para a cabeça e que foi vítima de um erro do Judiciário. Eu sempre admirei o Judiciário. Estou triste, sem acreditar no que está acontecendo. Mas aqui não há nenhuma bandida, nenhuma corrupta. Há uma mulher que trabalhou muito pelo povo e que não merece passar por isso. Isso é maldade”, disse a “Mãe Loira do Funk”.
Além dela, os agentes também prenderam o seu irmão, Bruno Chaves Ribeiro, também condenado de prisão. A irmã dela, Tatiane Chaves Ribeiro, e o marido Bruno Marcelo Bahia Marques também foram presos.
Quatro carros foram usados para despistar agentes, segundo Polícia
Verônica era alvo de ordem de prisão desde a manhã e passou o dia foragida. Agentes estiveram no apartamento dela, no recreio, durante a manhã, mas encontraram oimóvel vazio e com os cachorros de estimação da ex-vereadora abandonados no local.
À noite, ela foi encontrada em Araras, distrito de Petrópolis. Segundo a Polícia Civil, ela trocou de carro pelo imenso quatro vezes no caminho até o município da Região Serrana para tentar despistar os agentes.
Episódio de tortura aconteceu em 2011
Verônica Costa responde por um episódio de tortura denunciado pelo empresário Márcio Costa, seu ex-marido, em 2011. Segundo a investigação e o relato apresentado à época, ele teria sido amarrado e agredido, além de sofrer ameaças. Em entrevista ao jornal O Globo, em 2019, Márcio afirmou que teve os pés e os pulsos presos e que uma substância inflamável teria sido jogada sobre seu corpo.
A ex-vereadora sempre negou ter torturado o ex-marido. Na época, Verônica Costa apresentou outra versão para o episódio e acusou Márcio de uso de drogas, além de afirmar que ele teria entrado em sua residência sem autorização e levado objetos.
Ela foi condenada a 10 anos e 8 meses de prisão. A ordem de prisão foi expedida após o trânsito em julgado do processo.
Com informações da TV Globo.

























































