A última pesquisa Datafolha antes da abertura das sessões eleitorais, divulgada na tarde deste sábado (5) mostra que o prefeito Eduardo Paes (PSD) teria 61% dos votos válidos na disputa pela Prefeitura do Rio. Já o deputado federal Alexandre Ramagem, candidato do PL, de acordo com a pesquisa, teria 24%. Se este cenário se confirmar nas urnas, Paes será reeleito no primeiro turno.
Com 7% dos votos válidos, o deputado federal Tarcísio Motta (PSOL) mantém a terceira posição. Ainda desconsiderando quem pretende votar nulo ou em branco, Marcelo Queiroz (PP) tem 3%; Rodrigo Amorim (União Brasil), 2%; Cyro Garcia (PSTU) e Juliete Pantoja (UP), 1%. Carol Sponza (Novo) e Henrique Simonard (PCO) não pontuaram.
O Datafolha ouviu 1.809 pessoas, entre os dias 4 e 5 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral com o número RJ-04865/2024. O nível de confiança é de 95%.
O Trevo das Missões, em Parada de Lucas, na Zona Norte do Rio, terá um novo terminal de transporte integrado ao BRT. A Secretaria municipal de Infraestrutura publicou o edital para a construção do Terminal Missões, com valor estimado de R$ 56,6 milhões. A licitação está marcada para 24 de setembro, às 10h30.
A concorrência pública eletrônica prevê a execução da primeira fase das obras, com prazo de 360 dias. O critério de julgamento será o menor preço global. A disputa será realizada por meio do sistema Comprasnet.
O terminal será construído em uma área estratégica, no entroncamento da Avenida Brasil com a Rodovia Washington Luiz (BR-040), e integra o projeto de expansão do BRT Metropolitano em direção à Baixada Fluminense.
A estrutura deverá ampliar a conexão do transporte público entre a capital e moradores de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Magé e São João de Meriti. A proposta é permitir a integração entre ônibus intermunicipais e o sistema BRT, facilitando o deslocamento dos passageiros que chegam ao Rio pela Washington Luiz.
Valor da obra aumenta em relação à estimativa inicial
A nova estrutura foi planejada para receber plataformas para o BRT e para ônibus alimentadores, além de áreas destinadas aos passageiros e à operação do terminal. O equipamento faz parte da estratégia de ampliar o alcance do BRT Metropolitano para além dos limites da capital.
O Terminal Missões também está associado ao corredor Transbrasil, que conta com outros terminais de integração e permite a conexão dos passageiros com diferentes regiões do Rio. Documentos da Secretaria Municipal de Transportes já previam o equipamento como ponto de integração para ônibus intermunicipais provenientes da Rodovia Washington Luiz.
O projeto e a conexão com a Baixada já haviam sido detalhados anteriormente, quando foi anunciada a implantação do terminal no Trevo das Missões.
Agora, com a publicação do edital, a obra entra na etapa de disputa pela contratação da empresa que será responsável pela execução.
Era uma noite de terça-feira quando o companheiro relatou sua história ao grupo. Aconteceu quando estava há mais de um ano recaído, depois de um longo período sem usar drogas e frequentando a irmandade. E a recaída foi feia. Como diz a literatura do Programa dos Doze Passos, foi pior do que o uso de drogas anterior. O cara estava completamente derrotado. Numa noite, com o bolso cheio de drogas, estava descendo o morro, quando sua moto deu pane total. Do nada. O cara praguejou, se enfureceu. E foi quando se deu conta de onde estava.
A moto parou justamente em frente a um grupo da irmandade. Próximo ao horário em que iria acontecer uma reunião. O camarada parou, pensou. Entro ou não entro? Quando se está sob efeito de drogas e prestes a usar ainda mais, a sanidade não é exatamente uma coisa que aflora no momento. Por isso, tomou uma decisão meio canhestra, que no fim se mostrou certa. Mesmo que por linhas tortas.
O camarada fazia parte da irmandade, mesmo estando afastado. Sabia que o sugerido era nunca entrar num local de reunião portando drogas ou qualquer objeto costumeiramente utilizado no uso. Sendo assim, arrumou um lugar, cheirou toda a cocaína que tinha no bolso, tentou se recompor, como se isso fosse possível, e entrou na reunião.
Lá dentro, escutou as partilhas. Ao fim da reunião, pediu ajuda a um companheiro. Desde aquele dia, frequenta assiduamente as reuniões e não está usando drogas. Inclusive atua como servidor em um grupo. Não sabe explicar o que aconteceu naquela noite. A pane na moto, o despertar espiritual. Só tem uma resposta, que parece simples, mas não é: O Poder Superior.
As irmandades destacam que existe um Poder Superior, que é maior do que a doença do vício. Pode ser uma divindade, uma pessoa, um animal. Não importa. Existe e está lá para ser acessado pelo dependente químico. Muitos nas irmandades acreditam ainda que o tal Poder Superior resolve interferir às vezes. Destino? Vá saber. O fato é que existem milhares de relatos. Aqui só faço dois que conheço de perto.
O segundo se deu quando o Poder Superior pode ter se manifestado, de certa forma, por um terceiro. Aconteceu que o viciado chegou à boca de fumo para comprar cocaína. Na hora de puxar o dinheiro, deixou a chave cair. Nela estava um chaveiro de Narcóticos Anônimos. O traficante viu. O bandido tinha um pai que estava tentando se livrar da dependência química havia anos e frequentava a irmandade. Ao ver o chaveiro, o traficante se recusou a vender para o rapaz. O que aconteceu depois não sabemos. Mas o fato é que, naquela noite, naquela boca de fumo, o cara não comprou nada.
Eu sou ateu convicto, a despeito de me pegar dando atenção a certos misticismos. “Quem é ateu e viu milagres como eu”, como canta o Caetano Veloso. O fato é que considero meio inexplicável ainda a circunstância de estar sem beber há um ano. A coisa tinha se tornado muito feia pra mim. Não via luz no fim do túnel, tampouco acreditava no poder do Programa dos Doze Passos. Não para mim, pelo menos. Mas vem acontecendo. E isso eu atribuo muito à frequência diária das reuniões das irmandades (sou membro de duas). De fato, tem algo inexplicável dentro daquelas salas quando começa uma reunião. Meu lado racional grita que é apenas apoio terapêutico de um viciado para o outro, como prevê o programa. Mas o mesmo programa diz que existe algo a mais lá dentro. E de certa forma eu posso sentir.
Por isso escolhi esse tema para esse primeiro texto sobre o assunto. Para quem não me conhece, sou escritor, jornalista há 32 anos e alcoólatra. Publiquei um livro chamado “Garrafas ao mar”, escrito à mão durante minha internação de 110 dias numa clínica. Desde então, venho me dedicando a entender o programa e compartilhar um pouco dele com os outros através do meus textos.
Convido vocês a participar dessa viagem interior comigo. E finalizo a de hoje com uma curiosidade. Horas atrás, eu estava com o cachorro Lunga na rua. Parei para acender um cigarro. Estava justamente pensando neste texto, no tal Poder Superior, seus sinais, quando um motoqueiro numa Harley Davidson encostou, esperando o sinal abrir. Estava tocando uma música bem alto. Era Bob Dylan cantando “It’s all over now, baby blue”. Aquela música que tem os versos “As pedras do caminho / deixe para trás / Esqueça os mortos / eles não levantam mais”. Essas coincidências…
A candidata a deputada federal não participou presencialmente do evento, mas ganhou uma “representante”: um boneco de papelão com sua imagem, levado ao local ao lado de uma versão de seu marido, Alexandre Ramagem (PL).
O evento marcou o lançamento oficial da candidatura de Douglas Ruas ao governo do estado Rio, com a presença do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro. As imagens dos bonecos foram divulgadas pela própria Rebeca nas redes sociais.
‘Presentes’ diretamente dos EUA
Em uma delas, os “Ramagens” aparecem ao lado de Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, e de outros integrantes do partido, como o candidato a deputado estadual Rogério Amorim.
Os bonecos também foram levados ao palco do Maracanãzinho e posicionados ao lado dos candidatos.
Em uma publicação, Rebeca agradeceu a Fernanda Bolsonaro e afirmou: “Seguimos juntas, com coragem, fé e muito trabalho. O Rio de Janeiro e o Brasil podem contar conosco!”.
Campanha de Rebeca tem sido feita à distância
Rebeca Ramagem, candidata a deputada federal pelo Rio de Janeiro, ainda não veio ao território fluminense desde o início da campanha e tem concentrado as ações em publicações nas redes sociais.
Ela chegou a afirmar que disputa a vaga no lugar do marido: “Meu marido não pode estar nessa disputa. Mas eu posso”.
Rebeca deixou o Brasil no fim de 2025 e se mudou para os Estados Unidos após a condenação de Alexandre Ramagem por envolvimento na trama golpista. Procuradora do estado de Roraima, ela acumula férias, prorrogações e licenças, somando mais de sete meses sem trabalhar. Em julho, pediu uma nova licença para disputar a eleição.
Nas redes sociais, a candidata republica vídeos do marido e publica gravações em que fala sobre sua experiência como delegada de polícia, o conflito diplomático entre Brasil e Estados Unidos e segurança pública.
Um “cachorrão” muito simpático virou uma das atrações do comício de Lula em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
No meio do ato político lotado, a figura chamou a atenção de quem estava por perto: dançava, pulava, dava a “pata”, levantava bandeira e ainda posava para fotos com uma interminável fila de admiradores.
A curiosidade era geral: afinal, quem estava por trás da fantasia de cachorro laranja? Em plena forma física, o “bichano” chegou a andar de quatro pelas ruas de Bangu, enquanto apoiadores tentavam descobrir a identidade do personagem.
Dirigente do PSD sob a fantasia
O mistério, porém, tinha um nome conhecido da política fluminense. Quem vestia a fantasia era Luiz Carlos Ramos, o “Homem do Chapéu”, um dos dirigentes do PSD no Rio e responsável pelas nominatas do partido.
Segundo Luiz Carlos, a performance foi uma forma de chamar a atenção do presidente Lula e do público para a causa animal.
“Essa é uma forma de chamar a atenção do presidente Lula e de todo o país para a causa animal. O Brasil deve priorizar o bem-estar dos animais, esses seres indefesos que não podem falar”, afirmou Luiz Carlos, que encerrou a declaração em tom bem-humorado: “Au au do Chapéu”.
Consumidores da Região Metropolitana do Rio acumulam hábitos sustentáveis, é o que revela uma pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). 80% dos entrevistados pela pesquisa afirmam que seus
hábitos consideram a preservação do meio ambiente, mas apenas 63% afirmam que suas a maior parte de suas ações rotineiras estão associadas às mudanças climáticas.
Alguns hábitos populares no país se concretizam nos resultados do levantamento no Rio. Por exemplo, fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça foi a atitude mais citada, por 94,2% dos participantes. Já quando o assunto é economia e consumo responsável, apagar as luzes ao sair de um recinto aparece em destaque, com 94,1% das menções.
Preço continua sendo relevante que mudanças climáticas
A disposição para pagar mais por produtos e serviços de empresas que adotam práticas socioambientais comprovadas diminuiu, quando comparada a 2025. 41,4% dos consumidores afirmaram dar preferência a essas empresas mesmo diante de um preço maior, percentual que no ano passado chegou a 48,9%.
A pesquisa aponta que apenas 22,9% dos entrevistados não associam suas escolhas cotidianas às mudanças climáticas.
Coleta de lixo ainda é preocupação
Mesmo com as campanhas de coleta seletiva e lixo e incentivo ao hábito da reciclagem, 71,4% relata que o lixo coletado nas ruas é misturado, sem separação entre recicláveis e orgânicos. Somente 18,3% afirmaram que os resíduos são separados adequadamente.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa é do tipo quantitativa com questionário aplicado de forma presencial a 946 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O Maracanãzinho ficou lotado durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio, neste sábado (22), em um ato que contou com a presença do candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Com o ginásio cheio, milhares de pessoas que chegaram para acompanhar o evento não conseguiram entrar e permaneceram do lado de fora.
Caminhada com apoiadores
Entre os “barrados” estava o deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato à reeleição.
Em vez de deixar o local, Delaroli comandou uma espécie de “micareta” do lado de fora, reunindo dezenas de correligionários ao lado do irmão, Marcelo Delaroli (PL), prefeito de Itaboraí.
“Lá dentro não está dando mais para entrar. Eu não acho justo eu entrar e deixar meu povo aqui fora. Agora nós vamos voltar e caminhar”, disse o vice-presidente da Alerj, ovacionado pela multidão.
Na sequência, os apoiadores cantaram, em ritmo de funk: “Que legal, que maneiro, Guilherme Delaroli invadiu o Rio de Janeiro”. Depois, o grupo passou a entoar: “Ah, é Douglas Ruas”.
Segundo o Partido Liberal, cerca de 4 mil pessoas ficaram do lado de fora do Maracanãzinho durante o evento deste sábado.
Os candidatos do Rio de Janeiro que buscam uma vaga no Senado concentram um patrimônio bem superior ao declarado pelos próprios titulares das chapas na eleição de 2026. Levantamento feito a partir das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral mostra que os 28 candidatos a primeiro e segundo suplentes somam R$ 137,02 milhões em patrimônio, enquanto os 14 candidatos titulares ao Senado declaram, juntos, R$ 9,07 milhões.
Em valores absolutos, portanto, o patrimônio dos suplentes é 15,1 vezes maior que o dos titulares, uma diferença de R$ 127,95 milhões. Como cada chapa possui dois suplentes para um titular, a comparação fica da seguinte forma: cada suplente declarou, em média, R$ 4,89 milhões enquanto cada candidato a senador declarou por volta R$ 647,7 mil. Se o cálculo for por pessoa, significa que o patrimônio médio dos suplentes é 7,6 vezes superior. O levantamento usa os dados de candidaturas e bens disponibilizados pelo TSE para as eleições de 2026, a plataforma DivulgaCand.
Maioria das chapas tem suplentes com rendimentos superiores aos candidatos titulares para o Senado
A diferença aparece também quando a análise é feita chapa por chapa. Em 11 das 14 candidaturas ao Senado, a soma dos patrimônios do primeiro e do segundo suplentes supera o valor declarado pelo titular. Apenas nas chapas de Marcos Dias e Michelly Xavier o titular possui patrimônio maior. Na chapa de Monica Benicio, os três integrantes não declararam bens à Justiça Eleitoral.
O caso mais extremo é o de Marcelo Crivella. O ex-prefeito declarou apenas R$ 5.084,74, enquanto seus dois suplentes somam R$ 91,16 milhões. Quase todo esse valor pertence ao segundo suplente, Francisco Eugenio, que declarou R$ 91.160.770,15, incluindo R$ 42,67 milhões em cotas de empresas, R$ 27,03 milhões em fundos e aplicações e R$ 20,80 milhões em direitos creditórios.
Outra diferença expressiva aparece na chapa de Carlos Jordy. O candidato do PL declarou R$ 35,2 mil, enquanto seus suplentes, Lucimar Ferreira e Zé Augusto Nalin, somam R$ 12,02 milhões — valor cerca de 341 vezes maior. Nalin sozinho declarou R$ 11,46 milhões.
Na chapa de Pedro Paulo, os suplentes Miro Teixeira e Savio Neves acumulam R$ 12,26 milhões, contra R$ 1,80 milhão do titular. Na de Benedita da Silva, Manoel Severino e Kleber Lucas somam R$ 9,40 milhões, ante R$ 1,30 milhão da candidata.
O resultado também não depende exclusivamente da fortuna de Francisco Eugenio. Se o segundo suplente de Crivella for retirado integralmente da conta, os outros 27 suplentes ainda somam R$ 45,86 milhões. Nesse cenário, o patrimônio médio cai para R$ 1,70 milhão por suplente, mas continua sendo 2,6 vezes o patrimônio médio dos candidatos titulares.
Os valores são os declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e refletem a base disponível em 13 de agosto de 2026. Como os pedidos de registro ainda aparecem em análise, as declarações podem ser corrigidas durante o processo eleitoral.
O presidente Lula (PT) e o candidato ao governo do estado do Rio Eduardo Paes (PSD) lançaram oficialmente suas campanhas num grande ato político neste sábado (22), no estádio de Moça Bonita, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Diante de milhares de apoiadores, os dois reforçaram a aliança construída desde 2008 e defenderam a união entre os governos federal e estadual como caminho para recuperar o estado.
A agenda também serviu para apresentar as candidaturas ao Senado de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). O evento contou ainda com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), além de outros candidatos e líderes políticos.
Nos discursos, marcados por críticas à atual situação do estado e pela defesa de uma maior articulação com o governo federal, Paes e Lula destacaram o combate ao crime organizado, a recuperação das políticas sociais e a necessidade da aliança entre os dois para melhorias no estado fluminense.
A expectativa era reunir até 50 mil pessoas dentro e nos arredores do estádio, onde foram montados um palanque e telões para acompanhar os discursos.
Aliança do PT e do PSD no Rio
Primeiro a falar no ato, o prefeito carioca Eduardo Cavaliere destacou a importância da união entre o presidente Lula e do ex-prefeito e candidato ao governo do estado Eduardo Paes para o estado.
Segundo ele, os dois já mostraram que, quando trabalham junto, a população do Rio que sai ganhando. Como exemplo, Cavaliere citou a inauguração do Centro Carioca de Saúde em Benfica, Zona Norte, durante o início da terceira gestão de Lula na presidência, quando Paes ainda era o prefeito da capital.
Ato reuniu uma multidão em Bangu — Foto: Reprodução/YouTube
Pedro Paulo e Benedita defendem união para tirar o Rio da crise
Subindo juntos no palco e discursando de mãos dadas, Pedro Paulo e Benedita, candidatos ao Senado, destacaram a necessidade de união entre os partidos para enfrentar os problemas do estado.
“Nós temos que estar unidos para tirar o Rio de Janeiro da maior crise da sua história”, afirmou Pedro Paulo.
O candidato do PSD também exaltou a parceria com a petista na disputa pelas duas vagas do Rio no Senado. Pedro Paulo disse ter “a maior honra” de caminhar ao lado da petista e destacou a trajetória política da candidata.
“Nós temos que ocupar o espaço do Senado. Tenho a maior honra de caminhar ao teu lado. Você é uma mulher completa, cheia de significado, que acompanha muita luta e honra na sua história”, declarou.
Benedita defendeu a candidatura de Paes ao governo do estado e afirmou que ele tem experiência para promover mudanças no estado. “Eduardo Paes foi o melhor prefeito que tivemos aqui, e temos certeza de que, como governador, ele vai fazer a diferença”, disse.
A candidata também destacou a aproximação entre PT e PSD na eleição e afirmou que a parceria com Lula e Paes pode ampliar a capacidade de investimento no estado.
“Nós nos unimos para fazer esse Brasil cada vez mais gigante, nos unimos para fazer o estado do Rio mais livre. E sabemos que nosso governador Eduardo Paes de mãos dadas com nosso presidente Lula já fizeram muita coisa e vão fazer muito mais”, declarou.
Benedita da Silva e Pedro Paulo, de mãos dadas, em discurso — Foto: Reprodução/YouTube
Paes reforça aliança com Lula e diz que ela é necessária para recuperar o Rio
Em seu discurso, Eduardo Paes destacou a aliança política construída com Lula desde 2008 e afirmou que a parceria entre os dois deixou de ser apenas eleitoral e se consolidou também no campo pessoal.
“O que nós estamos fazendo aqui não é uma aliança de iguais. Eu e Lula viramos amigos, gosto de estar com o Lula e sei que o Lula gosta de estar comigo”, disse.
Apesar da proximidade pessoal, o candidato afirmou que a parceria entre os dois é sustentada principalmente por uma visão política comum: “A gente aprendeu que ou a gente se unia, ou a gente se esforçava, ou as forças que faziam muito mal à política iam destruir aquilo que nós havíamos construído”.
Ao falar sobre as prioridades para o Rio, o ex-prefeito carioca afirmou que o estado chegou ao “fundo do poço” e colocou o combate ao crime organizado como uma das principais razões para a aliança com o presidente petista.
O candidato fez críticas à atual situação política do estado e citou a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, a quem atribuiu ligações com o Comando Vermelho. Paes afirmou que o cenário vai além de casos tradicionais de corrupção.
Paes disse que, apesar das diferenças políticas entre PT e PSD, o grupo tem um objetivo comum: recuperar o estado. “O que nos une hoje, com nossas diferenças, é o desejo de salvar o Rio de Janeiro e a compreensão do Lula de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, declarou.
“Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem ajuda do presidente do Brasil. Não vamos salvar o Rio se não tiver gente defendendo a gente no Senado Federal, para ajudar o Lula e ajudar o Rio”, afirmou.
Ao final, Paes associou a estratégia eleitoral à construção de uma base política capaz de sustentar seu eventual governo. “Por isso a gente está unido, por isso que estamos aqui fazendo campanha pelo Lula, por mim, pela Benedita e pelo Pedro Paulo”, concluiu.
Eduardo Paes durante ato em Bangu — Foto: Reprodução/YouTube
Lula diz que Paes é uma ‘necessidade’ para o Rio
Lula também dedicou boa parte do discurso à relação construída com Eduardo Paes e afirmou que a aproximação entre os dois começou em 2008, apesar das diferenças políticas que existiam naquele momento. O presidente contou que, inicialmente, os dois não tinham uma boa relação, mas acabaram se aproximando por circunstâncias políticas.
Segundo Lula, a aliança atual vai além da amizade entre os dois e tem como principal objetivo atender aos interesses do estado. “Às vezes a gente deixa de pensar no todo, só pensa no próprio umbigo. A gente não escolhe irmão, a gente não escolhe amigo. Eduardo Paes não é apenas meu amigo, ele é uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, declarou.
O presidente também elogiou a atuação de Paes à frente da Prefeitura do Rio e destacou a capacidade de gestão do candidato ao governo do estado. Lula ainda citou Eduardo Cavaliere, atual prefeito da capital, e disse esperar que ele consiga superar os resultados da atual gestão.
Lula também pediu votos para Pedro Paulo e Benedita da Silva e defendeu a formação de uma bancada alinhada ao projeto político apresentado no ato. “Não está em jogo minha relação de amizade com quem quer que seja, está em jogo o que a gente quer que seja melhor para o Rio, quem é melhor para ajudar o Rio. Pedro Paulo merece toda minha confiança”, disse.
Lula discursa para apoiadores na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/YouTube
Presidente fala em tirar o Rio das páginas policiais e elogia Ricardo Couto
Ao defender a candidatura de Paes, Lula afirmou que o estado precisa mudar a imagem associada à violência e aos escândalos políticos. O presidente disse ainda que pretende se empenhar pessoalmente para ajudar Paes caso ele seja eleito governador. “Eduardo Paes, estarei empenhado de corpo e alma para que você possa dar sequência ao trabalho”, afirmou.
Lula aproveitou sua fala para fazer referência ao governador em exercício Ricardo Couto, que assumiu o comando do estado após a saída de Cláudio Castro (PL), e disse que ele iniciou um processo de “limpeza” que deverá ser continuado por Paes.
“Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto. Nosso governador. Um homem que jamais pensou em ser governador, nunca foi filiado a partido político. Mas quis a política e quis Deus que estava na hora do Rio de Janeiro de ter alguém que moralizasse esse estado”, disse.
Na avaliação de Lula, a próxima gestão deverá dar continuidade a esse processo e trabalhar pela recuperação do estado. “Queria dar meus parabéns a Ricardo Couto, que começou uma limpeza que você [Eduardo] vai ter que continuar quando for eleito”, afirmou. Em seguida, resumiu seu compromisso com o candidato: “Ajudar você a reconstruir o Rio de Janeiro”.
Além da eleição no Rio, Lula concentrou parte do discurso na educação e afirmou que pretende ampliar as oportunidades para pessoas que ainda não tiveram acesso a uma profissão. O presidente defendeu investimentos em escolas de tempo integral, universidades e institutos federais como forma de reduzir, no futuro, a necessidade de gastos com o sistema prisional.
Em fevereiro de 2026, a primeira instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) mantinha 5.264.342 processos em acervo, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No período, o número de ações sem movimentação havia mais de 90 dias caiu ainda mais: passou de 2.230.507 para 1.214.114, recuo de 45,6%.
Os dados indicam uma melhora expressiva nos indicadores de movimentação processual do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, embora quase todo o resultado esteja concentrado nas unidades responsáveis pela cobrança judicial de dívidas públicas.
Ou seja, a Justiça anda mais, e mais rápido, para os governos — mas nem tanto para os cidadãos comuns.
O levantamento analisou 28.277 registros mensais de serventias judiciais entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026. A série mostra uma redução expressiva tanto do acervo quanto dos processos paralisados. Mas revela também que quase toda a queda ocorreu nas unidades responsáveis por execuções de dívida ativa — ações usadas pelo poder público para cobrar judicialmente impostos, taxas, multas e outros débitos.
Nas demais varas, juizados e unidades judiciais, o volume total de processos praticamente não se alterou no período.
Queda de mais de 1 milhão de processos parados
Indicador
Fevereiro de 2024
Fevereiro de 2026
Variação
Processos em acervo
6.650.829
5.264.342
-20,8%
Paralisados há mais de 90 dias
2.230.507
1.214.114
-45,6%
Paralisados sobre o acervo
33,5%
23,1%
-10,5 pontos percentuais
A redução é relevante. Pela definição oficial do TJRJ, a estatística de processos paralisados considera feitos sem movimentação há mais de 90 dias, mas exclui, entre outros casos, processos que aguardam audiência e ações formalmente suspensas ou sobrestadas.
Nas unidades criminais, outras situações específicas também são retiradas do cálculo.
Isso significa que a ausência de movimentação registrada não decorre, em princípio, de uma suspensão judicial formal já identificada pelo sistema.
Dívida ativa responde por quase toda a melhora
A queda geral, porém, não foi distribuída de maneira uniforme. Em fevereiro de 2024, as 96 unidades identificadas na base como centrais ou núcleos de dívida ativa reuniam 3.060.187 processos. Dois anos depois, o estoque dessas unidades havia recuado para 1.757.594.
Uma redução de 1.302.593 processos, ou 42,6%.
Esse movimento representa 94% de toda a diminuição do acervo da primeira instância registrada entre os dois meses comparados.
Entre as unidades que não tratam de dívida ativa, o acervo caiu apenas *2,3%: de *3.590.642 para 3.506.748 processos.
A mesma concentração aparece na estatística de paralisação.
Nas unidades de dívida ativa, os processos sem movimentação por mais de 90 dias diminuíram de 1.729.247 para 760.667, queda de 56%. Nas demais serventias, o recuo foi bem menor: de 501.260 para 453.447 processos, ou 9,5%.
Em outras palavras, mais de 95% da redução dos processos paralisados ocorreu na área de dívida ativa.
O resultado indica que a melhora global não pode ser interpretada automaticamente como uma redução equivalente da demora em todas as áreas da Justiça estadual.
Um em cada quatro processos ainda estava parado havia mais de 90 dias no TJRJ
Apesar da melhora acumulada, 1.214.114 processos continuavam sem movimentação havia mais de três meses em fevereiro de 2026. O número correspondia a 23,1% de todo o acervo da primeira instância — quase um em cada quatro processos contabilizados pelo tribunal.
A proporção era menor do que os 33,5% registrados em fevereiro de 2024, mas ainda revela um estoque elevado de ações sem andamento recente. A concentração também permanece desigual: a dívida ativa reunia 62,7% de todos os processos paralisados, embora suas 96 unidades representassem menos de 9% das serventias registradas naquele mês.
Com o Maracanãzinho lotado e a presença do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, o PL lançou, na manhã deste sábado (22), a campanha do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, ao governo do estado. O partido calcula que quatro mil pessoas ficaram do lado de fora do ginásio.
Seguindo o desenho que já vinha mostrando na pré-campanha, o evento transcorreu com o foco na segurança, na mulher e em clima família. Teve direito a vídeo tipo “Arquivo Confidencial”, recheado de mensagens da pais de Douglas (ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson); da mulher, Mariana; e do filho, Miguel.
Douglas Ruas com o pai, Capitão Nélson, e o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Divulgação
“Sou filho de um policial, de uma dona de casa, que cresceu num bairro humilde, com ruas esburacados. Lá aprendi uma lição, que carrego para a minha vida: quando o povo se une, muda a realidade”, disse Douglas já na abertura do seu discurso. “Nunca esqueci das ruas esburacadas. Elas fazem parte da minha história. Continuo morando na mesma rua, na mesma casa. Temos que ter um Rio seguro, pegar a mão dos nossos jovens e mostrar a eles que existe um caminho da prosperidade na vida deles.”
A pajelança foi aberta pelo presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, e contou com os discursos dos principais candidatos do partido, como os aspirantes ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho; do deputado federal Eduardo Pazuello e do presidente nacional Valdemar Costa Neto.
Momento diversão: Douglas Ruas e Flávio Bolsonao fazem dancinha no palanque – Foto: Reprodução das redes sociais
A vice de Douglas, Fernanda Louback, vereadora em Niterói e mais conhecida do lado de lá da Baía de Guanabara, se apresentou aos seguidores que lotavam o ginásio como mãe atípica e, seguindo o roteiro da campanha, enalteceu a família e as mulheres.
“Sou mãe de duas crianças autistas. Mulheres, vocês não vão ser invisíveis, pessoas com deficiência, vocês não vão ser invisíveis”, disse Fernanda.
Douglas também faz referência a Jair Bolsonaro
Repetindo a tônica da campanha de Flávio, Douglas Ruas também trouxe Jair Bolsonaro para o evento.
“Bolsonaro teve muita coragem, apostou na mudança. E eu sei da minha responsabilidade, porque o Rio de Janeiro é a casa do presidente Bolsonaro. Eu quero que ele sinta orgulho da mudança que vamos iniciar no Rio de Janeiro”, disse. “Vamos nos unir, vamos juntos entoar o lema que Bolsonaro nos ensinou: ‘Deus, pátria, famiilia e liberdade'”, conclamou Douglas. “Que deus abençoe a todos vocês!”, concluiu, em tom religioso.
Douglas Ruas discursa no evento do Maracanãzinho – Foto: Reprodução das redes sociais
Flávio Bolsonaro foca na segurança pública
Candidato à presidência, Flávio focou o seu discurso na segurança e na dobradinha Bolsonaro-Ruas.
“Na minha época de criança, eu soltava pipa. As crianças hoje estão sendo ensinadas a subir drones para jogar bomba na cabeça dos outros”, disse.
Flávio voltou a dizer que vai classificar traficantes como terroristas.
“As pessoas estão pensando em usar guarda-chuva blindado para se proteger das bombas. Com Bolsonaro e Ruas, a gente vai classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. Com Bolsonaro e Ruas, ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia e vai ter que trabalhar, para pagar sua estadia e indenizar quem ele roubou. Não vou baixar a cabeça. As mulheres serão protegidas, e vamos aprovar castração química para estupradores. Eu vou proteger os nossos filhos de serem aliciados na porta do colégio por um traficante”.
E encerrou com uma mensagem messiânica:
“Eu tenho a convicção de que Deus está me preparando há 24 anos da minha vida para esse momento, para ser usado por Ele para resgatar o nosso Brasil. Porque esse momento exige mulheres e homens de coragem, preparados, com humildade e, acima de tudo, com fé para resgatar o nosso Brasil, para resgatar o nosso Rio de Janeiro!”, concluiu o candidato.
Flávio Bolsonaro é aplaudido durante o discurso – Foto: Reprodução das redes sociais
Bolsonaro e Lula medem público com eventos no mesmo horário
O evento aconteceu no mesmo horário do lançamento da campanha do presidente Lula (PT) à reeleição, no também lotado Estádio de Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
O Maracanãzinho lotado no lançamento da campanha de Douglas Ruas ao governo do estado – Foto: Divulgação