A maior foi para Valdecy da Saúde, que acirrou o embate com Léo Vieira (Republicanos) pela Prefeitura de São João de Meriti e levou a pior. A esperança de segundo turno durou apenas três dias, até a Justiça Eleitoral anular os votos recebidos por Professor Joziel (DC) — o que elege Vieira.
Quem também viu sua influência na Zona Norte minguar foi Val Ceasa. O deputado se empenhou para eleger seis candidatos a vereador na Câmara Municipal do Rio, mas só conseguiu a reeleição de Jair da Mendes Gomes (PRD).
Seus afilhados derrotados foram Pedro Passione (PRD), Suelen Bacana (Republicanos), Junior Augusto (PRD), Arthurzinho (Agir) e o vereador Ulisses Marins (União), que perdeu a reeleição e ficou como suplente do novato Jorge Canella — lançado pelo deputado Márcio Canella.
Já Dr. Deodalto não viu resultado em todo apoio que ele e a família destinaram à Aline Otília (PL) para se manter, ainda que de forma indireta, no comando da Prefeitura de Paracambi.
Lançada como sucessora da prefeita Lucimar Ferreira (PL), a presidente da Câmara perdeu para Andrezinho Ceciliano (PT), deputado de 26 anos, filho do ex-presidente da Alerj André Ceciliano.
Lucimar é cunhada de Deodalto, casada com o deputado federal Dr. Flávio, e está no oitavo ano de mandato.
O deputado federal Carlos Jordy (PL), candidato ao Senado pelo Rio, entrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) com uma ação de impugnação contra a candidatura de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado. Na petição, Jordy alega que o registro do ex-prefeito deve ser indeferido porque ele estaria relacionado a nomes citados em investigações sobre grupos criminosos, como os deputados Val Ceasa (PRD) e Lucinha (PSD), além de João Drumond — neto do bicheiro Luizinho Drumond.
A ação, porém, reafirma que as relações citadas, isoladamente, não comprovam a participação de Eduardo Paes em atividades criminosas. O argumento de Jordy é que os vínculos e nomeações mencionados na petição devem ser aprofundados pela Justiça Eleitoral por meio da produção de provas e do acesso a documentos de investigações já existentes.
E a peça organiza as acusações contra Paes em núcleos criminosos bem distintos entre si: o Terceiro Comando Puro (TCP), a milícia de Zinho e a contravenção do Jogo do Bicho ligada ao Comando Vermelho.
Jordy usa investigação sobre Val Ceasa para relacionar Eduardo Paes e TCP
O primeiro núcleo apresentado por Jordy envolve o Terceiro Comando Puro (TCP) e tem como principal personagem o deputado estadual Val Ceasa (PRD). O pedido cita uma investigação do Ministério Público que levou, em junho deste ano, a mandados de busca contra Val, o ex-vereador Ulisses Marins e o ex-assessor parlamentar Michael Johnny Vianna de Azevedo. A petição também inclui Suelen Silva dos Reis, conhecida como Suelen Bacana.
Val Ceasa é investigado por possíveis relações com o TCP, facção que atua no chamado Complexo de Israel. Um dos episódios citados aconteceu em dezembro de 2023, quando o deputado teria ido ao 16º Batalhão da PM, em Olaria, para tentar impedir a demolição de imóveis em Parada de Lucas.
De acordo com a ação, Val e Ulisses Marins teriam procurado o comando do batalhão para evitar a demolição de imóveis que seriam usados pelo tráfico.
É nesse ponto que Jordy tenta aproximar a investigação da Prefeitura do Rio. Ulisses Marins, que aparece no mesmo inquérito, ocupou um cargo na Administração Regional de Rocha Miranda durante a gestão de Paes. Outro investigado, Michael Johnny, trabalhou na Rioluz. Já Suelen Bacana passou pela Gerência Executiva Local de Guadalupe e, depois, também pela Rioluz.
Para Jordy, as nomeações levantam dúvidas sobre a relação entre os investigados e a administração municipal. Por isso, ele pede que o TRE busque documentos para saber como essas pessoas chegaram aos cargos e se houve outros contatos com a prefeitura.
A ação não afirma, porém, que as nomeações ou os episódios citados comprovem, por si só, envolvimento de Paes com o crime organizado.
Ação também mira relações de Lucinha com a milícia de Zinho
No caso da deputada Lucinha, Jordy tenta estabelecer uma ligação entre a parlamentar, seu filho, Júnior da Lucinha, e Eduardo Paes. Segundo o candidato ao Senado, Lucinha seria uma aliada política do ex-prefeito, enquanto Júnior chegou a ocupar um cargo de primeiro escalão na Prefeitura do Rio durante a gestão de Paes.
Jordy cita uma investigação do Ministério Público segundo a qual Lucinha teria articulado reuniões entre Paes e motoristas de vans que seriam ligados à estrutura investigada da milícia de Zinho. Segundo a ação, a deputada teria levado uma comitiva para conversar com o então prefeito e seus assessores sobre o transporte alternativo na Zona Oeste.
A petição pede ao TRE acesso a documentos do caso que não estão sob sigilo. Jordy também quer que seja usado no processo um suposto depoimento prestado por Paes como testemunha de acusação — ou seja, do próprio MP — durante a investigação.
Segundo Carlos Jordy, a tentativa é entender, a partir dos documentos e depoimentos já produzidos, qual era a relação política entre o ex-prefeito, Lucinha e Júnior da Lucinha e se houve alguma atuação da prefeitura em favor do grupo investigado.
Mas, assim como no caso de Val Ceasa, a ação trata essas relações como pontos que precisam ser investigados, e não como prova de que Eduardo Paes tenha cometido crime.
Carnaval vira caminho para Jordy pedir investigação da relação entre Paes e João Drumond
No terceiro núcleo, Jordy tenta relacionar Eduardo Paes a João Drumond, neto do bicheiro Luizinho Drumond, a partir das relações do empresário com a Imperatriz Leopoldinense e a Liesa.
Segundo a ação, a ligação com Paes passa pela relação da prefeitura e da Riotur com as escolas de samba. Jordy pede que sejam levantados contratos, patrocínios, convênios e repasses feitos à Imperatriz durante as gestões de Paes, além de informações sobre a atuação de Drumond na Liesa.
Jordy também quer que a prefeitura e a Riotur apresentem registros de encontros entre Paes e Drumond, especialmente em assuntos relacionados ao carnaval e a projetos sociais. A intenção dele, segundo a ação, é verificar se havia uma relação política direta entre os dois.
O candidato ainda relaciona Drumond a pessoas e áreas que, segundo ele, aparecem em investigações sobre contravenção e Comando Vermelho. Nesse ponto, porém, a própria ação trata algumas das conexões como “em apuração” ou “não confirmadas”, e Jordy pede justamente novas diligências para tentar comprová-las.
As acusações e conexões atribuídas a Eduardo Paes na ação são alegações apresentadas por Carlos Jordy e ainda dependem de contraditório, análise das provas e decisão da Justiça Eleitoral.
A Companhia de Transportes sobre Trilhos (RioTrilhos) tem um novo comandante: o coronel da Polícia Militar, Marcus Vinicius Porto Vieira, ex-superintendente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e recém-nomeado para a vice-presidência do Detro. Ele foi escolhido por unanimidade pelo Conselho de Administração da estatal para assumir a presidência até agosto de 2027, em complementação ao mandato em curso.
A mudança ocorreu após uma reunião extraordinária realizada no dia 30 de julho, que resultou na destituição de Felipe Viana Gonçalves, que estava no cargo desde julho de 2025. A movimentação teve como base uma determinação da Casa Civil e do Estatuto Social da empresa.
Coronel amplia atuação no governo do estado
A ascensão de Marcus Vinicius Porto Vieira à presidência da Riotrilhos se insere em uma ampla reforma administrativa promovida pelo governador em exercício Ricardo Couto.
Conforme noticiado pelo jornal “O Globo”, o coronel da PM já ocupava uma posição de destaque no governo estadual. Em maio deste ano, ele foi nomeado vice-presidente do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro).
A passagem pelo órgão responsável pela fiscalização do transporte intermunicipal, porém, não é a primeira experiência do coronel na cúpula do Executivo estadual. Ele também foi superintendente de Segurança da Subsecretaria Militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) — cargo que ocupou até novembro de 2020.
Naquele ano, inclusive, ele deixou a função a pedido para retornar à estrutura de comando da PM.
Com a mudança, o governo estadual coloca à frente da RioTrilhos um nome com experiência nas áreas de segurança e transporte.
Quando a Estação Barão de Mauá foi inaugurada, um século atrás, todos os principais jornais do Rio de Janeiro – O Paiz, Jornal do Commercio, Gazeta de Notícias, A Noite, Jornal do Brasil – deram destaque ao evento que marcava a abertura da nova estação inicial da Leopoldina Railway, que prometia ligar o então Distrito Federal pelos trilhos, com mais eficiência e rapidez, aos estados vizinhos: Minas Gerais, São Paulo e o próprio Rio de Janeiro, que cercava a capital do Brasil. “A Leopoldina tem, enfim, uma estação digna do Rio e da própria importância da companhia”, destacava o título da reportagem na edição do Jornal do Brasil de domingo, 7 de novembro de 1926, dia seguinte à inauguração.
Um século depois, praticamente não há jornais impressos na cidade e só O Globo – que, em 1926, era o caçula dos periódicos cariocas, fundado um ano anos – deu algum destaque para o atraso na entrega das obras de restauração da Estação Leopoldina, como é mais conhecido o lugar, que, durante sete décadas, foi usada para transporte interestadual de passageiro, principalmente, e também de cargas. Ao ser anunciada pelo então prefeito Eduardo Paes, em 2024, a restauração deveria ficar pronta para celebrar o centenário: o prédio histórico abrigará cursos do Instituto Federal do Rio de Janeiro e equipamentos culturais; a área da antiga estação receberia um conjunto de prédios do programa Minha Casa, Minha Vida, um centro de convenções e a Fábrica do Samba, para os barracões da escolas de samba da Série Ouro (o grupo de acesso do carnaval do Rio).
Ao ser inaugurada naquela tarde de sábado de novembro de 1926, a nova Estação Barão de Mauá recebeu autoridades e atraiu a curiosidade dos cariocas. No evento, o engenheiro britânico Charles Walter Bayne, diretor-geral da Leopoldina Railway, explicou que o nome da estação homenageava o empresário Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, pioneiro das ferrovias no Brasil e responsável pela inauguração da primeira linha férrea do país em 1854. A Companhia Estrada de Ferro Leopoldina, fundada em Minas Gerais em 1874, era responsável pelo transporte ferroviário da região produtora de café do estado até a divisa com o Rio, onde se conectava com a Estrada de Ferro Pedro II – Estrada de Ferro Central do Brasil, após a Proclamação da República.
Em 1898, em crise financeira apesar de ter passado por um processo de expansão, a empresa foi vendida para investidores ingleses que criaram a Leopoldina Railway Company, construindo novas linhas e adquirindo 38 pequenas ferrovias, no centro e norte do Rio de Janeiro, e também no sudeste de Minas e no sul do Espírito Santo. De acordo com as reportagens de 1926, no ano de 1898, ao ser vendida, a Leopoldina transportou pouco mais de dois milhões de passageiros e 380 mil toneladas de carga. Em 1925, a Leopoldina Railway já administrava a maior malha ferroviária do país – mais de 3 mil quilômetros – e havia transportado, no ano, quase 21 milhões de passageiros e 1,5 milhão de toneladas de carga.
Foi este sucesso que impulsionou a construção da Estação Barão de Mauá, na Avenida Francisco Bicalho, perto do terminal da companhia na Praia Formosa, vizinho ao Porto do Rio – desde 1910, a empresa britânica tinha conseguido autorização para levar seus trilhos até ali. Muitos jornais da época anunciaram que a nova sede da companhia seria erguida na “Praia Formosa”, como era conhecida a região (a praia mesmo, seguidamente aterrada, já havia desaparecido em 1926, com a expansão do porto). Com inspiração em palácios da realeza britânica, a estação foi projetada pelo arquiteto escocês Robert Prentice, com quatro andares, fachada de 130 metros de largura, oito plataformas e espaço para oficinas.
A Leopoldina deserta 90 anos depois da inauguração festiva: decadência e abandono (Foto: Márcio Menasce – 09/01/2016)
A Estação Barão de Mauá só deixou de ser a maior da cidade em 1943, com a inauguração do prédio da sua concorrente Central do Brasil. Em 1950, com o Brasil concentrando seus investimentos nas rodovias, a Leopoldina foi encampada pelo governo federal e, em 1957, incorporada à nova Rede Ferroviária Federal (RFFSA), que reuniu 18 companhia férreas, inclusive a Estrada de Ferro Central do Brasil, já a maior do país. Com a privatização da RFSSA, as linhas da Leopoldina no interior passaram, em concessão, a empresas particulares e a Estação Barão de Mauá acabou finalmente desativada e deixou de receber trens em 2001. Foi abandonada como mostrou o próprio #Colabora constatou, às vésperas dos 90 anos da inauguração, em 2016.
Em 2024, depois de anos de negociação entre as três esferas de governo, a União assinou um acordo de cooperação técnica com a Prefeitura do Rio para fazer a revitalização do histórico imóvel da Estação da Leopoldina. As boas notícias de 2024 não tiveram a sequência esperada: obras em marcha lenta, briga da prefeitura com a empresa responsável, atrasos na retirada de equipamentos, cobranças do Ministério Público Federal. A intenção anunciada era a entrega pelo menos do prédio restaurado para a celebração do centenário da inauguração da Estação do Barão de Mauá.
A Estação Leopoldina não recebe trens há duas décadas: retrato da decadência do transporte ferroviário no Brasil e do caos no transporte público do Rio (Tomaz Silva / Agência Brasil – 20/09/2018)
Mas a saga da velha estação ferroviária ainda não vai terminar em 2026. Esta semana, a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar), empresa municipal pela contratação da restauração, confirmou o adiamento para 2027 – ainda sem data – da entrega das obras, orçadas R$ 80 milhões em alegando necessidade de rever o cronograma pelo porte das intervenções estruturais e modernizantes. afirma que as intervenções seguem em andamento em diferentes frentes, como recuperação estrutural, restauração e modernização do conjunto histórico. A desocupação do terreno ao lado da estação, onde estão antigas composições de trem e milhares de aduelas (estruturas de concreto que deveriam ter sido usadas na expansão do metrô), é responsabilidade do governo estadual e está ainda mais atrasada. A Fábrica do Samba Rosa Magalhães, tão sonhada pelas escolas da Série Ouro, ficou para o Carnaval 2028.
Aos cariocas, resta esperar – “vamos torcer, vamos cobrar”, como costuma dizer o colunista Ancelmo Góis, de O Globo, que publicou a má notícia do adiamento. E ter esperança de parafrasear em breve o título do Jornal do Brasil – “A Leopoldina tem, enfim, uma estação digna do Rio e da própria importância” do histórico prédio.
O governo do estado do Rio de Janeiro publicou, no Diário Oficial desta terça-feira (18), o decreto que oficializa a demissão ex officio — quando a desligamento parte da própria corporação sem que haja pedido ou concordância do funcionário — de Fábio da Silva Ferreira, capitão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Nos casos de militares, costuma funcionar como uma sanção disciplinar após um processo legal, o que se aplica ao ex-capitão.
Fábio foi condenado a oito anos de prisão por extorquir R$ 5 mil de um traficante em Volta Redonda, mas seus processos administrativos e judiciais são marcados por anos de imbróglio.
A decisão publicada no Diário Oficial foi assinada pelo governador em exercício Ricardo Couto, porém a decisão definitiva foi tomada por desembargadores do Poder Judiciário fluminense.
Mesmo após três anos preso, Fábio retornou à PM
Em 2007, o capitão foi flagrado em uma interceptação telefônica da Polícia Federal negociando a extorsão de R$ 5 mil de um traficante em Volta Redonda após a captura da parceira do criminoso com 18kg de maconha. A denúncia na Justiça veio em 2012, e o oficial foi condenado a oito anos de prisão em primeira e segunda instâncias, respectivamente, em 2015 e 2016.
Com pouco mais de três anos de pena cumprida, Fábio obteve liberdade condicional em dezembro de 2018. Sua permanência na estrutura da corporação ficou inicialmente condicionada à espera do desfecho do Conselho de Justificação (CJ).
Durante o período em que aguardava a conclusão do procedimento disciplinar no Poder Judiciário, Fábio esteve lotado no 10º BPM (Barra do Piraí), onde exerceu funções administrativas nas seções de Recursos Humanos e de Logística ao longo de 2020. No ano anterior, havia realizado o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), que o habilitava para promoção a major. No entanto, ele permaneceu como capitão.
Na época, quando questionada sobre os diversos casos dos agentes condenados que retornavam à corporação, a Polícia Miltar respondeu que eles esperavam a conclusão dos respectivos Conselhos de Justificação trabalhando em atividades alheias ao policiamento ostensivo.
A Casa Civil fechou a rodada desta terça-feira (18) no fio da navalha: foram 51 atos, com 26 nomeações e 25 exonerações. Por trás do quase empate, porém, a tesoura cortou na própria carne da secretaria, que registrou cinco saídas e a chegada de apenas um reforço, enquanto o Instituto Rio Metrópole concentrou parte importante das nomeações.
O corte deixou a Casa Civil com saldo negativo. Entre os exonerados estão Tannay Barbosa de Oliveira, ajudante II; Adnara de Souza Fernandes, assessora; Barbara Machado da Cunha Gomes e Fabio Ricardo Sarmento Coelho, assistentes II; e Jards Cledonor Nunes da Cunha Filho, assistente III.
Em contrapartida, o único reforço autorizado na estrutura foi a nomeação de Fabio da Silva Lucena, designado para a Subsecretaria Adjunta de Acompanhamento de Projetos Sociais — após ter sido desvinculado da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação.
‘Dança das cadeiras’ na Casa Civil
A análise ato a ato também mostra que algumas das exonerações na Casa Civil foram, na prática, apenas uma troca de endereço dentro do governo. Adnara de Souza Fernandes deixou o cargo de assessora na pasta e, logo depois, foi nomeada assessora na Secretaria de Estado de Governo (Segov). Já Barbara Machado da Cunha Gomes seguiu caminho parecido: saiu da função de assistente II na Casa Civil e foi nomeada para o mesmo cargo e nível na Segov.
Enquanto isso, Marcus Vinicius Pires de Barros assumiu como diretor regional administrativo na Secretaria de Estado de Educação, após passagens pela administração pública e pela área de educação em Barra Mansa e no estado.
Instituto Rio Metrópole: o campeão absoluto das nomeações
Mas se na Casa Civil o movimento foi de saída dentro da própria estrutura, no Instituto Rio Metrópole a lógica se inverteu. A autarquia liderou a rodada, com seis nomeações e nenhuma exoneração. Entre os novos integrantes estão Marcia Andrea de Souza Borges, coordenadora; Rodrigo Xavier dos Santos Pinto, auditor; Carmen Lucia de Mesquita Sampaio, assistente II; Edimar de Oliveira Gomes, ajudante; Mariana Tavares de Sousa e Vera Lucia Ventura Gomes, ambas ajudantes I.
Couto vai devagar, devagarinho: em terça de marasmo, nomeação de corregedor do Detran-RJ e exoneração de subsecretário de Infraestrutura ganham destaque no DO
Em mais um dia de movimentação discreta e de baixa manutenção na administração estadual, o governador em exercício Ricardo Couto publicou apenas quatro atos no Diário Oficial desta terça-feira (18): duas nomeações e duas exonerações.
O destaque da rodada de nomeações foi a escolha de Fabio Frias Laviola de Freitas para assumir o cargo de corregedor do Departamento de Trânsito do Estado do Rio de Janeiro (Detran-RJ), ocupando o posto que antes pertencia a Carlos Roberto Garcia de Oliveira — exonerado na última segunda (17).
A lista assinada por Couto também contemplou a Secretaria de Estado de Governo, com a nomeação de Mariana Pisani Mata para a Chefia de Gabinete.
Já entre as saídas, o principal destaque foi a exoneração, a pedido, de Luiz Antonio da Silva Santos, que deixou o cargo de subsecretário de Finanças da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas. O movimento também alcançou a Faetec, onde Nirvana de Jesus Gonçalves foi exonerada.
Na Secretaria de Estado de Fazenda, por outro lado, o Diário Oficial trouxe quatro designações técnicas para substituições.
A Polícia Civil do Rio deflagrou, nesta terça-feira (18), uma operação contra um suposto esquema de pirâmide financeira ligado a uma igreja de Niterói. Ao todo, são cumpridos 39 mandados no Rio e em São Paulo.
Segundo as investigações, o pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração, usava a influência sobre fiéis para atrair investidores, com promessa de rentabilidade de até 10% ao mês, mas muitos investidores reclamaram de interrupção nos pagamentos e prejuízos de até R$ 118 mil. O esquema teria movimentado mais de R$ 8 milhões entre 2022 e 2025.
A Justiça também autorizou o bloqueio dos valores e a apreensão de bens de luxo.
O pastor Roberto Vieira Soares, da Igreja Apostólica Vida e Adoração — Foto: Reprodução
Aplicações no ‘Banco do Pastor’
Segundo as investigações da Polícia Civil, o grupo era chefiado pelo pastor Roberto Vieira Soares. As investigações apontam que ele usava sua influência religiosa para atrair fiéis e pessoas próximas para aplicações financeiras no “Banco do Pastor”, nome pelo qual a GAL Invest Bank era conhecida.
As investigações apontam ao menos 7 registros de ocorrência relacionados ao mesmo modelo de fraude, com prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão.
Os agentes também investigam a participação de familiares do pastor e o uso de empresas de diferentes ramos para movimentação e ocultação de recursos.
Segurança é o item que mais pesa “no bolso” dos condomínios do Rio. Um levantamento da Cipa Administradora com mais de mil edifícios residenciais e comerciais mostra que, dos R$ 35,1 milhões investidos em contratos de segurança, serviços gerais, manutenção e portaria no primeiro semestre deste ano, R$ 18,4 milhões foram destinados à área. A Zona Oeste concentra 65,2% dos gastos.
O valor direcionado a esse quesito supera os gastos com serviços gerais, que somaram R$ 12,96 milhões, além de manutenções diversas, R$ 2,71 milhões, e portaria, R$ 970 mil.
Os condomínios de grande porte lideraram as contratações desse tipo de serviço, com R$ 10 milhões, seguidos pelos de pequeno porte com R$ 6 milhões, e pelos de médio, com R$ 2 milhões.
Com informações do colunista Ancelmo Gois, do Jornal “O Globo”.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, manter a prisão do advogado Alessandro Carracena, ex-secretário municipal de Ordem Pública do Rio na gestão de Marcelo Crivella; ex-subsecretário estadual de Defesa do Consumidor e ex-secretário estadual de Esportes no governo Cláudio Castro.
Ele é suspeito de ligação com o Comando Vermelho e foi alvo das recentes operações Zargun e Anomalia, que apuraram relações políticas da facção criminosa no Rio e tráfico de influência.
A decisão do colegiado foi tomada em julgamento virtual, seguindo o posicionamento do relator, Alexandre de Moraes. Além de negar liberdade ao ex-secretário, os ministros também rejeitaram um pedido da defesa para que fossem consideradas ilícitas provas encontradas pelas investigações no celular de Carracena.
Moraes afirmou não haver “indícios ou evidências concretas” de irregularidades no acesso às provas. O ministro também descartou a possibilidade de que o sigilo das comunicações profissionais de Alessandro Carracena, como advogado, tenha sido comprometido.
No mesmo julgamento, a Primeira Turma negou pedidos de outros investigados na Operação Anomalia. O policial militar Flávio Cosme Menezes Pereira seguirá preso e Luiz Eduardo Cunha Gonçalves, ex-assessor parlamentar, continuará detido em uma penitenciária federal.
Com informações da coluna do Guilherme Amado no “Amado Mundo”.
Vida de prefeito do Rio em tempos de eleição não é fácil. Que o diga Eduardo Cavaliere (PSD).
Da abertura oficial da campanha de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado, domingo (16), na Igreja da Penha, Cavaliere foi diretamente à Tijuca para participar do lançamento da campanha dos candidatos a deputado estadual Guilherme Schleder; e federal Márcio Ribeiro.
No discurso para uma plateia que lotou o salão nobre do Tijuca Tênis Clube, Cavaliere disse que Schleder deve ser o próximo presidente da Alerj:
“Você vai chegar na Alerj no ano que vem como o deputado mais votado do segundo mandato. E se depender da gente, tem que ser esse cara aqui presidindo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro”.
Cavaliere com Schleder e Márcio Ribeiro: prefeito sofre em época de campanha eleitoral – Fotos: Aline Hafner
Menos de 24 horas antes, Cavaliere chamou Caiado de ‘presidente’
Acontece que, na véspera, em Vargem Pequena com os irmãos Caiado, Carlo (presidente da Câmara do Rio) e Cláudio (deputado estadual candidato à reeleição), Cavaliere disse praticamente a mesma coisa.
“Bom dia, presidente Carlo Caiado. Bom dia, presidente Cláudio Caiado”, cumprimentou o prefeito, levando a turma ao delírio, com gritinhos e aplausos registrados em vídeos que circulam nas redes sociais.
“Já estou no projeto. Aliás, sempre estive”, disse, olho no olho, com a mão no ombro do deputado estadual.
Pobre Cavaliere.
E olha que a campanha, oficialmente, só tem dois dias.