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Início Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

14/02/24 20:55
  • Berenice Seara Berenice Seara

Um milagre para a Vila Vintém: Unidos de Padre Miguel é a campeã da Série Ouro

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A Unidos de Padre Miguel vai voltar a desfilar, depois de 53 anos, no Grupo Especial. Depois de seis bons resultados nos grupos de acesso, escola de Vila Vintém é a campeã da Série Ouro.

A tradicional Império Serrano ficou em segundo lugar. A Império da Tijuca e a Sereno de Campo Grande caíram para a Intendente Magalhães.

Apoiada na figura de Padre Cícero, a UPM convidou o público a viajar no imaginário místico popular do povo nordestino, através de três sentimentos: esperança, medo e fé.

“Meu boi vermelho, o milagreiro vem, traz o milagre pra Vila Vintém”, diz o samba da escola.
“De toda maneira, na quarta feira,
que os anjos digam amém”.

E disseram.

Escrito por:

Berenice Seara Berenice Seara Ver publicações

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Tarcísio Motta aciona Ministério Público para investigar controle de fuzis da PM fora dos quartéis

27/09/2026 11:06

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Política

Tarcísio Motta aciona Ministério Público para investigar controle de fuzis da PM fora dos quartéis

Foto de Redação
Redação

27/09/2026 11:06

O deputado federal Tarcísio Motta (PSOL-RJ) acionou o Ministério Público do Rio (MPRJ) para investigar os critérios de controle e fiscalização de fuzis, carabinas e submetralhadoras pertencentes à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que são mantidos fora das unidades da corporação.

Na representação, o parlamentar pede que o MP tenha acesso aos resultados do recadastramento extraordinário determinado pelo governo estadual e apure quantas armas estão sob cautela de policiais militares cedidos a outros órgãos ou são utilizadas na segurança de autoridades.

Tarcísio também questiona a decisão da PM de negar, via Lei de Acesso à Informação (LAI), dados agregados sobre o armamento mantido fora da atividade operacional.

A corporação alegou que a divulgação das informações poderia comprometer a segurança institucional e a de agentes públicos.

Caixa-preta dos armamentos pesados

Em julho, o governo do estado determinou um recadastramento extraordinário e obrigatório de armas de uso restrito, incluindo fuzis, carabinas e submetralhadoras, cedidas a órgãos públicos ou acauteladas a pessoas físicas e jurídicas.

Em agosto, uma resolução da própria PM regulamentou os procedimentos para a cessão desse tipo de armamento e estabeleceu que, concluído o recadastramento, a corporação deveria encaminhar ao governador um relatório com o número de armas cadastradas, recolhidas e eventuais situações de irregularidade.

O TEMPO REAL solicitou à Secretaria de Estado de Polícia Militar, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), informações sobre onde estão e sob o controle de quem se encontram esses armamentos.

A PM negou o acesso sob o argumento de que a divulgação poderia colocar em risco a “segurança institucional e dos agentes públicos”.

Fuzis da PM também são usados na segurança de políticos

A apreensão de um fuzil Colt M4 da PM no carro do ex-prefeito de Belford Roxo e candidato a deputado estadual Márcio Canella (União) expôs o uso de armamento pesado da corporação fora da atividade policial.

A arma pertencia ao acervo da PM, havia sido retirada do quartel-general e estava acautelada em nome de um sargento responsável pela escolta de Canella, então lotado na Corregedoria do Detran-RJ. A cessão para a segurança do político teve autorização da cúpula da corporação.

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Política

Vaguinho Neguinho temia entrada de adversários políticos em comunidades e recebeu garantia de chefão do CV: ‘não vai entrar’

Foto de Redação
Redação

27/09/2026 10:09

Vaguinho Neguinho (PRD), que disputava uma vaga de deputado estadual nas eleições de 2026 antes de ter o registro de candidatura negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), teria demonstrado preocupação com a presença de adversários políticos em áreas sob influência do Comando Vermelho (CV) na Baixada Fluminense.

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram que o vereador de Nova Iguaçu chegou a cobrar um dos líderes da facção sobre a entrada de outros candidatos nesses locais.

Segundo o jornal O Globo, que teve acesso ao conteúdo, Vagner Mateus dos Santos encaminhou a José Luiz Lima, o Zé Velho, apontado como uma das lideranças do CV na região, uma captura de tela de uma conversa em um grupo de WhatsApp formado por moradores de um loteamento de Nova Iguaçu. Na imagem, uma pessoa anunciava uma reunião com outro pré-candidato a deputado estadual.

“Reunião dia 09/05 às 19h com nosso deputado estadual Felipinho Ravis para pedirmos melhorias para nosso bairro”, dizia a mensagem.

Na época, Zé Velho estava preso no Complexo Penitenciário de Gericinó. Ao receber a mensagem, ele teria tranquilizado Vaguinho com uma resposta curta: “Não vai entrar”.

Para a PF e o Ministério Público do Rio (MPRJ), a troca de mensagens indica uma “clara cobrança em razão da entrada de outros políticos em comunidades controladas pelo capital político do alvo”.

Prestação de serviços de internet em troca de apoio eleitoral

A investigação da PF aponta ainda que, em troca de apoio eleitoral, o CV cobrava de Vaguinho Neguinho, que é dono de empresas de internet, a prestação de serviços de tecnologia para a quadrilha.

Em setembro de 2024, um interlocutor que se identificou como “fiel do amigo responsável pela boca do Paraíso” — outro reduto político do vereador dominado pela facção — perguntou: “Tem como você ver a melhor forma de ‘ajudar nós’ em um ponto de internet lá pra firma?”.

Contatos com outras facções

Quebras de sigilo revelaram ainda vínculos de Vaguinho Neguinho com grupos rivais do Comando Vermelho que, segundo a PF, facilitaram o acesso do vereador a diferentes territórios durante a campanha.

A investigação aponta que Vaguinho é sócio de integrantes da milícia de Gilson Ingrácio de Souza Junior, o miliciano Juninho Varão, que disputa com o CV o controle de bairros de Nova Iguaçu.

O inquérito também encontrou mensagens nas quais o vereador discute com um comparsa uma estratégia para entrar em áreas dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Segundo a PF, para viabilizar a articulação, Vaguinho se aproximou de Wallace de Brito Trindade, o “dono” do Complexo da Serrinha, na Zona Norte do Rio, a quem teria emprestado R$ 40 mil por meio de um laranja.

Registro de candidatura indeferido

Vaguinho teve o registro de candidatura para deputado estadual negado pelo TRE-RJ no último dia 14. A Corte entendeu que há “indícios robustos, precisos e concordantes” que caracterizam um vínculo “direto e funcional” de Vaguinho com organizações criminosas.

Segundo o voto da relatora, a desembargadora Tathiana Costa, foram considerados elementos extraídos do celular do candidato e outros dados reunidos durante investigação da Polícia Federal.

Entre os pontos citados estão trocas diretas de mensagens com lideranças criminosas, encontro pessoal, envio de geolocalização a partir de territórios dominados, empréstimo financeiro a uma liderança de facção e intermediação de acesso político-eleitoral a comunidades controladas pelo crime.

Com a decisão do TRE-RJ, Vaguinho Neguinho não poderá concorrer nas eleições de outubro.

Com informações do jornal “O Globo”.

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Rio de Janeiro

Em um ano, estado do Rio teve mais de 6 milhões de infrações de trânsito; 10h da manhã é o horário mais frequente das violações

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

27/09/2026 10:00

As infrações de trânsito têm tido dia e horário no estado do Rio. Segundo dados do último Anuário Estatístico do Detran-RJ, 10h da manhã foi o horário mais frequente para infrações de trânsito no ano passado. As sextas-feiras foram o dia da semana mais comum. Ao todo, foram 6.239.979 autos de infração registrados no estado do Rio.

Considerando todos os tipos de veículos, a infração mais cometida foi transitar em velocidade superior até 20% a máxima permitida, o que representou 42% das transgressões. Os automóveis foram os responsáveis por 60% das violações do Código de Trânsito, enquanto as motocicletas — segundo lugar — representam 15%.

Pessoas Jurídicas fizeram 33,7% das infrações de trânsito

Enquanto os homens lideram o recorte de infrações por gênero — com 48,7% — não são as mulheres que seguem o ranking, mas as pessoas jurídicas (PJ), com 33,7%.

Já no recorte de faixa etária, fugindo do senso comum, não são os mais jovens que cometem o maior número de transgressões no trânsito: pessoas de 31 a 40 anos violaram regras de trânsito com mais frequência. Em seguida, entre os homens, são os 60+ que cometem mais infrações. Já entre as mulheres, o segundo lugar é ocupado pela faixa etária dos 41 a 50 anos.

Os dados levam em conta violações registradas pelo departamento estadual ao longo de 2025.

Estagiária sob supervisão de Felipe Galeno e Berenice Seara.

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Berenice Seara

Antes da urna, a conta: quem ganhou, quem perdeu espaço e quem virou peso para Paes e Douglas

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Berenice Seara

27/09/2026 08:00

Para a imensa maioria dos candidatos, começa hoje a última semana da campanha das eleições 2026. Mas, para quem disputa os principais cargos majoritários, pode ser o fim só da etapa inicial. E os dois mais bem cotados candidatos ao governo do estado têm objetivos muito definidos para estes sete milagrosos dias: o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) vai trabalhar, desesperadamente, para encerrar a partida no primeiro turno; o presidente da Assembleia Legislativa, Dougas Ruas (PL), vai buscar, ansiosamente, levar a decisão para o segundo turno.

Os dois lados passaram por dias de luta — e, claro, dias de glória. Quando ligarem as urnas eletrônicas, terão sido 1.200 horas só de campanha oficial, fora a já famosa pré-campanha. Ambos puderam contar com velhos e novos aliados — que atuaram como motores de foguetes ou como um pé no freio sem tamanho.

A apuração ainda vai demorar a começar. Mas, nas duas campanhas, já se sabe quem ganha e quem perde nas eleições 2026 — pelo menos, em consideração e respeito de cada grupo político.

Na campanha de Eduardo Paes

Quem está em alta

Os irmãos Carlo e Cláudio Caiado, presidente da Câmara de Vereadores e candidato à reeleição como deputado estadual, estão se destacando pela liderança política e coordenação da campanha.

O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, do PP, que abandonou o posto de vice do adversário Douglas Ruas e assumiu, de cabeça, a campanha na mais tradicional cidade da Baixada Fluminense.

A petista histórica Benedita da Silva, e o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, que estão em todas, e pedem fervorosamente votos para Paes e Pedro Paulo.

O prefeito Eduardo Cavaliere.

O fiel escudeiro Guilherme Schleder.

O ex-secretário João Pires.

O advogado Márcio Alvim e sua turma, com grandes vitórias na Justiça Eleitoral.

Quem está em baixa

O publicitário Marcelo Fauhalber, que, segundo vários integrantes do grupo político, está fazendo uma campanha sombria e “muito pesada”.

O PSD nacional, que enviou poucos recursos para os candidatos a deputado, especialmente para os que disputam vaga na Assembleia Legislativa. Aspirante sem dinheiro não consegue pedir votos.

Pedro Paulo, o candidato ao Senado que tem muitas dificuldades em emplacar sua campanha. Nas rodinhas reunidas longe de Paes, o comentário é que ele atrapalha — e pesa.

A vereadora Talita Galhardo.

Os “aliados” de papel, que estão na coligação, mas não pedem votos — ou pior, pedem para outros candidatos. Na lista, prefeitos e até presidentes de partidos.

Na campanha de Douglas Ruas

Quem está em alta

Os prefeitos de Cabo Frio, Dr. Serginho, e de Mangaratiba, Luiz Cláudio Ribeiro, e o ex-prefeito de Mesquita Jorge Miranda.

O publicitário Paulo Vasconcellos, que, segundo a unanimidade do grupo político, acertou no tom e fez uma campanha solar, leve e irônica.

A turma de São Gonçalo — incluindo Altineu Côrtes, padrinho político e “inventor” do candidato.

O PL nacional, que encheu a campanha de recursos.

O estrategista Bruno Bonetti, presidente municipal do partido, que soube cuidar da distribuição.

O advogado Tiago Santos e sua turma, com grandes vitórias na Justiça Eleitoral.

Quem está em baixa

O ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa, do PP, que num dia abandonou o posto de vice e, no outro, assumiu, de cabeça, a campanha do maior adversário de Douglas.

O presidente do PP, Dr. Luizinho, que não faz campanha diretamente para Paes — mas…

Os prefeitos da Baixada e do interior, que, embora tenham sido parceiros do PL ao longo dos últimos anos, correram para o adversário quando o moço saiu à frente das pesquisas eleitorais — mas, ao ver que Douglas reagiu, tentam voltar ao grupo.

Cláudio Castro, que está quietinho, mas é lembrado o tempo inteiro pelos adversários — e com razão.

 

 

 

 

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Tempo Surreal

Tempo Surreal (aqui tem piada pronta): André Marinho inova nos jingles de IA, compõe no banho e se inspira no tio-avô de seu cunhado — John F. Kennedy

Foto de Tempo Surreal
Tempo Surreal

26/09/2026 20:00

O estreante nas urnas e candidato a governador André Marinho (Novo) tem se aventurado nos jingles de campanha com inteligência artificial. Com uma família musical, o candidato pensou no “glorioso” refrão de “Faz o M” em um momento de muita concentração: no banho.

Não se sabe ao certo quanto tempo ele levou para compor o trecho, que diz “faz o M de Marinho pra governador do Rio; avisa lá o seu vizinho que eu vou com o Marinho”. A equipe do candidato garante que a inspiração para os versos surgiu debaixo do chuveiro.

Fazendo companhia para o “hit” vem o segundo jingle de campanha, “Marinho, Marinho, Marinho”, ideia de André a partir da campanha de um de seus grandes ídolos: John F. Kennedy, o 35º presidente dos Estados Unidos.

O “Kennedy, Kennedy, Kennedy, Kennedy, Kennedy, Kennedy, Kennedy for me…”, usado pelo então presidente na década de 60, virou “Marinho, Marinho, Marinho, Marinho, Marinho, Marinho Marinho Marinho pro Rio”.

Se André Marinho compartilha o talento musical da “menina solta” — sua irmã, a cantora Giulia Be — ele também compartilha, ao menos na vontade, um pouquinho da família Kennedy. Ele é cunhado de Conor Kennedy — sobrinho-neto de JFK. A proximidade familiar não foi suficiente e, agora, Marinho e seu ídolo estão conectados pela melodia.

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Transparência

Ex-prefeito de Mesquita, ex-secretário e instituto terão que devolver R$ 32,3 milhões, decide TCE

Foto de Redação
Redação

26/09/2026 19:00

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou que o ex-prefeito de Mesquita Jorge Miranda, o ex-secretário municipal de Saúde Emerson Trindade da Costa e o Instituto de Medicina e Projeto (IMP) devolvam, de forma solidária, R$ 32,3 milhões aos cofres do município.

A decisão foi tomada pelo plenário da Corte.

Pregão, lucro e R$ 32,3 milhões na mira do tribunal

Segundo o acórdão, o valor corresponde a pagamentos considerados indevidos durante a execução do contrato nº 031/2019. O tribunal concluiu que a Prefeitura de Mesquita utilizou uma modalidade de contratação inadequada para transferir a gestão integral de serviços públicos de saúde ao instituto e permitiu a previsão contratual de uma margem de lucro de 9%, considerada incompatível com esse tipo de ajuste.

De acordo com o tribunal, a administração municipal optou por realizar a contratação por meio de pregão, instrumento destinado à aquisição de bens e serviços comuns. Para os técnicos da Corte, porém, o objeto envolvia a gestão completa de unidades públicas de saúde, incluindo contratação de profissionais, aquisição de insumos, manutenção de equipamentos e execução de serviços do SUS, situação que exigiria outro modelo jurídico.

O TCE-RJ também entendeu que houve pagamento indevido de lucro. A decisão destaca que o contrato previa expressamente uma margem de 9%, além das despesas administrativas e operacionais. Segundo a Corte, em contratos dessa natureza, eventuais excedentes financeiros devem ser reinvestidos na própria atividade, sem distribuição de lucro.

As defesas apresentadas pelo ex-secretário de Saúde e pelo instituto foram rejeitadas pelo tribunal. Entre os argumentos afastados estavam a alegação de que os serviços foram efetivamente prestados, a existência de pareceres jurídicos favoráveis à contratação e a tese de que a parcela questionada corresponderia a taxa de administração, e não a lucro.

Ex-prefeito tem defesa descartada pelo tribunal

Outro ponto destacado na decisão envolve o ex-prefeito Jorge Miranda. O tribunal considerou inválida a defesa apresentada em seu nome pela Procuradoria-Geral do Município, por entender que o órgão não pode atuar na defesa de interesses pessoais de ex-gestores.

Com isso, foi determinada a emissão de certificado de revelia contra o ex-prefeito.

O acórdão fixa prazo de 15 dias para que os responsáveis recolham aos cofres municipais o valor de R$ 32.368.299,51 e comprovem o pagamento perante o TCE-RJ.

COM FÁBIO MARTINS

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Política

Do Santana 2003 aos R$ 4,4 milhões: o salto milionário do patrimônio de André Português

Foto de Duda Goulart
Duda Goulart

26/09/2026 18:00

O candidato a deputado federal André Português (Republicanos), ex-prefeito de Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense, teve uma evolução patrimonial de mais de 2.000%. Em 10 anos, a declaração de bens dele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficou cerca de 28,8 vezes maior que o valor inicial.

Viciado em disputar eleições, André Português tenta ocupar cadeiras no legislativo pelo menos desde 2000, quando seu nome de urna era pura e simplesmente “Andre”. À época, a declaração de bens ainda não era divulgada pelo TSE. Em 2004, o já Andre Portugues — ainda sem acento — não declarou nenhum patrimônio. Aquela foi a primeira vez que ele foi eleito em um cargo político, na ocasião, como vereador em Miguel Pereira.

Quatro anos depois, os bens subiram para R$ 28.000,00, mas na declaração havia apenas um carro VW Santana 2.0 Ano 2003/2004. A candidatura de André Português foi indeferida com recurso. Em 2012, concorrendo para prefeito, ele voltou a não declarar bem nenhum, mas novamente não foi eleito.

Em 2014, André concorreu ao cargo de deputado estadual e declarou R$ 30.004,00, sendo R$ 30 mil dinheiro em espécie. Ficou como suplente.

Em 2016, patrimônio começou a disparar

Foi a partir de 2016 que André Português começou a declarar valores maiores — e a usar a grafia atual de seu nome de urna. Naquele ano, ele voltou a concorrer como prefeito, e dessa vez foi eleito. Sua declaração de bens chegou aos R$ 153.544,26.

Em um intervalo de mais quatro anos, ele teve uma tentativa bem sucedida de reeleição em 2020 — e, aí, o patrimônio já estava em R$ 774.744,86.

Grande salto aconteceu em período sem cargos eletivos

Depois de passar dois anos sem cargo eletivo, André Português retorna às urnas em 2026, pela primeira concorrendo a deputado federal. Seu patrimônio declarado cresceu mais de R$ 3,6 milhões desde a última declaração e R$ 60.000,00 são de dinheiro em espécie.

Comparado ao VW Santana 2.0 Ano 2003/2004 que declarou em 2008, agora ele tem um automóvel que ultrapassa os R$ 400 mil.

Estagiária sob supervisão de Berenice Seara e Felipe Galeno.

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Transparência

Aposentado não bate ponto, mas entra na conta: TCE-RJ redefine limite de gastos das Câmaras Municipais

Foto de Bruno Quintella
Bruno Quintella

26/09/2026 17:30

A partir de agora, as Câmaras de Vereadores do Estado do Rio terão menos espaço para manobras contábeis na hora de fechar as contas. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) definiu como os gastos com aposentadorias e pensões de servidores do Legislativo municipal devem ser considerados nos limites constitucionais de despesas das casas.

Na prática, o recado do tribunal é simples: despesas com aposentados e pensionistas vinculados às Câmaras passam a entrar no cálculo dos limites de gastos do Legislativo municipal.

Mas há uma ressalva importante. O TCE estabeleceu que só deve ser contabilizado o valor efetivamente desembolsado pelo Tesouro Municipal para cobrir déficits previdenciários. Ou seja, quando a prefeitura precisa colocar dinheiro do caixa para complementar o pagamento de aposentadorias e pensões.

Ficam de fora da conta os benefícios pagos com recursos próprios dos regimes de previdência dos servidores, sem necessidade de aporte financeiro do município.

Outro ponto que gerava dúvidas entre prefeitos e presidentes de Câmaras também foi esclarecido. A inclusão dessas despesas não autoriza aumento do duodécimo — o repasse mensal feito pela prefeitura ao Legislativo. O valor continuará sendo aquele aprovado na Lei Orçamentária Anual.

Ainda segundo o tribunal, qualquer repasse acima ou abaixo do previsto pode configurar irregularidade e até resultar em responsabilização do gestor.

As novas regras já valem para o exercício financeiro atual. No entanto, a fiscalização prática ocorrerá em 2026, durante a análise das prestações de contas referentes ao período.

Para evitar interpretações divergentes, o TCE-RJ informou que irá orientar prefeituras e câmaras municipais sobre os procedimentos contábeis que deverão ser adotados.

A decisão tem impacto direto sobre o planejamento financeiro dos Legislativos municipais, especialmente em cidades que enfrentam déficits previdenciários e dependem de aportes do Tesouro para manter o pagamento de aposentadorias e pensões.

 

COM FÁBIO MARTINS

 

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Política

Flávio Bolsonaro participa de evento de campanha em São João de Meriti ao lado de Ruas e candidatos do PL no Rio

Foto de Redação
Redação

26/09/2026 17:02

O candidato à Presidência da República pelo PL Flávio Bolsonaro participou de um evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, neste sábado (26), ao lado do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e dos candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy.

Durante o discurso, Flávio atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou propostas para um eventual governo.

Críticas ao adversário

Um dia após Lula publicar a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa, incluindo bets esportivas e jogos on-line, Flávio chamou o presidente de “pai do Tigrinho” e “pai do cassino online”.

A MP, assinada na sexta-feira (25), proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets. Os sites e aplicativos das plataformas deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.

Flávio também afirmou que Lula estaria “desesperado” e disse acreditar que vencerá a eleição no primeiro turno.

Douglas Ruas participa de caminhada em Itaboraí

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Douglas Ruas (PL) e aliados durante a “Caminhada da Transformação”, em Itaboraí — Foto: Divulgação

No mesmo dia, Douglas Ruas participou de um dos maiores eventos da sua campanha, em uma caminhada em Itaboraí, na Região Metropolitana, organizada pelo deputado estadual e candidato à reeleição Guilherme Delaroli (PL).

O evento percorreu a Avenida 22 de Maio e reuniu aliados da família Delaroli, entre eles o prefeito Marcelo Delaroli e o deputado federal Altineu Côrtes (PL).

Durante o ato, Ruas destacou investimentos em infraestrutura realizados no município e pediu mobilização na reta final da campanha. “Ainda não é o bastante, precisamos pensar no futuro de muito mais prosperidade”, afirmou.

Guilherme Delaroli também discursou durante a caminhada e defendeu a continuidade do trabalho do grupo político no município.

O prefeito Marcelo Delaroli, que foi internado no início do mês por problemas cardíacos, participou do evento e pediu apoio à candidatura do irmão à Alerj.

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Rio de Janeiro

O atual procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e o promotor Pedro Borges vão disputar o comando do Ministério Público do Rio pelos próximos dois anos

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Redação

26/09/2026 16:45

O Ministério Público do Estado do Rio  (MPRJ) já divulgou os nomes dos concorrentes ao cargo de Procurador-Geral de Justiça para o biênio 2027/2029. Apenas dois integrantes da instituição registraram candidatura: o atual ocupante do cargo Antonio José Campos Moreira, que busca a reeleição; e o promotor Pedro Rubim Borges Fortes.

Pedro Borges, como o candidato é mais conhecido, é filho de Zeca Borges, fundador do Disque-Denúncia. Pouco tempo após da morte do pai, em dezembro de 2021, o promotor Pedro assumiu também a liderança e a coordenação do Disque Denúncia, para dar continuidade ao legado familiar e social do projeto.

A escolha da nova chefia segue regras bem definidas, e a votação principal está marcada para o dia 7 de dezembro de 2026.

Como funciona a escolha?

O Procurador-Geral de Justiça é a autoridade máxima do Ministério Público no estado — o órgão responsável por defender os direitos da sociedade, fiscalizar o cumprimento das leis e combater a corrupção e a criminalidade. E segue o seguinte rito:

  1. A votação interna: No dia 7 de dezembro, entre 10h e 17h, os membros do MPRJ votam de forma eletrônica e secreta. Cada eleitor pode escolher até três nomes.

  2. Formação da lista: Os três candidatos mais votados formam uma lista tríplice.

  3. A palavra final: No dia 1º de janeiro de 2027, a lista é enviada ao governador do estado, a quem cabe a decisão final de escolher e nomear o novo chefe do Ministério Público para um mandato de dois anos (de janeiro de 2027 a janeiro de 2029).

Calendário da eleição

  • 16 a 25 de setembro de 2026: Prazo para a inscrição dos candidatos.

  • 19 de outubro de 2026: Reunião do Órgão Especial do MPRJ para analisar eventuais questionamentos e oficializar as candidaturas.

  • 7 de dezembro de 2026: Votação eletrônica entre os membros do MPRJ e divulgação dos resultados no mesmo dia.

  • 1º de janeiro de 2027: Envio da lista com os nomes mais votados ao Governador do Estado.

  • 17 de janeiro de 2027: Posse solene do novo Procurador-Geral de Justiça.

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Carnaval sem fim: Tarcísio promete ir de arquibancada com Marina do MST no sábado

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