Nos últimos cinco anos, a cidade do Rio investiu R$ 336,9 milhões no setor de cultura, com recursos da Lei do ISS, de acordo com o estudo “ISS da Cultura: Avaliação da Política Pública (2021-2025)”, elaborado pelas secretarias municipais de Desenvolvimento Econômico e de Cultura.
Entre 2021 e 2025, o valor arrecadado pelo município contemplou mais de 1.100 projetos. O número dá uma média de 228 projetos incentivados por ano. Nesse período, o valor médio de projetos incentivados por ano foi de R$ 67,4 milhões. O valor médio de cada projeto incentivado, de R$ 295,8 mil.
“O investimento público em cultura, além de viabilizar a realização das manifestações artísticas, impulsiona a economia criativa, gerando empregos diretos e indiretos e ampliando as oportunidades de renda para os cariocas”, avalia Osmar Lima, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico.
Diretora teatral lamenta falta de oportunidades para desconhecidos
Atriz, produtora cultural e diretora teatral, Helena Coutinho é cautelosa ao fazer a análise desses números. Ela afirma que, apesar de ser favorável às leis de incentivo, este recurso não é para todos.
“Por melhor que sejam as leis de incentivo, infelizmente o mercado caiu, no meu ponto de vista, numa armadilha. Pois esse recurso não é para todos, já que elas se concentram em pessoas famosas, que estão no ar em alguma novela, ou até influenciadores. Mas quem realmente faz teatro de verdade é obrigado a tirar dinheiro do próprio bolso.
Sócia da Coutinho & Paladiini, companhia teatral que administra com o também produtor Conrado Paladini, Helena mudou-se para São Paulo em busca de mais oportunidades. Ela compara as situações para desenvolver uma peça na cidade do Rio com a capital paulista.
“A gente decidiu fechar a companhia no Rio e vir para São Paulo por falta de opção. Fizemos a inscrição em dois editais para levar peças a teatros públicos no Rio, mas não conseguimos seguir adiante porque não tem pauta. E aí, a alternativa que sobra é pagar uma diária em um teatro particular. Mas o preço sai a R$ 2500 por dia, o que é impraticável para a realidade de muitas companhias”, finaliza.
























































