A PortosRio decidiu investir cerca de R$ 9 milhões na compra, sem licitação, de uma obra editorial sobre sua própria história. Pelo processo interno da estatal, serão adquiridos 41.569 exemplares do livro bilíngue “PortosRio: tradição que move o Brasil”, em edição de luxo, ao custo de R$ 215 por unidade.
Nos documentos que embasam a contratação, a companhia afirma, em diferentes trechos, que a publicação não tem caráter de propaganda institucional nem busca promover sua marca. A justificativa apresentada é a preservação da memória portuária brasileira, a formação de acervos históricos e o incentivo a atividades de pesquisa e educação.
Para justificar a quantidade de exemplares, a PortosRio elaborou uma memória de cálculo dividida em sete grupos. A previsão é destinar 8.800 livros para bibliotecas públicas e universitárias; 9.840 para universidades, institutos federais, laboratórios e grupos de pesquisa; 3.680 para museus e centros de memória; 4.660 para autoridades portuárias, operadores, terminais e armadores; 4.640 para instituições culturais e municípios fluminenses; 4.800 para programas educativos e culturais; e 1.370 para o próprio acervo da estatal, além de uma reserva técnica para futuras reposições.
O cronograma prevê a distribuição dos exemplares até 2030. Os documentos, porém, não indicam quais instituições serão contempladas nem apresentam solicitações ou termos de interesse dos futuros destinatários. A lista foi elaborada pela própria PortosRio.
Com informações da coluna do Lauro Jardim no jornal “O Globo”.

