A Polícia Federal (PF) encontrou fotos de maços de dinheiro em espécie no celular de um suposto operador do esquema que envolve o ex-governador Cláudio Castro e o dono do grupo Refit, Ricardo Magro. De acordo com a PF, as imagens estavam com Álvaro Barcha, descrito como um “agente externo” com influência sobre integrantes da Secretaria de Estado de Fazenda do Rio de Janeiro.
As informações constam da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que expediu mandados de busca e apreensão e enviou agentes ao apartamento do ex-governador Cláudio Castro (PL) nesta sexta (15). A decisão também ordenou a prisão preventiva de Magro, considerado foragido da Justiça por estar fora do país.
A PF destaca que os arquivos mostram Barcha “ostentando quantias vultosas de dinheiro em espécie”.
“A análise demonstra, outrossim, que Álvaro mantém relações pessoais e operacionais com auditores fiscais, subsecretários e o próprio Secretário de Fazenda, valendo-se desse trânsito institucional para possivelmente intervir em processos administrativos sensíveis, antecipar decisões, orientar providências e influenciar a alocação de servidores em setores estratégicos, prática incompatível com a legalidade administrativa”, diz trecho da decisão de Moraes.
A decisão foi tomada no âmbito da Operação Sem Refino, que apura a atuação do conglomerado Refit na suspeita de ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior. Os agentes cumpriram ao todo 17 mandados de busca e apreensão e sete medidas de afastamento de função pública nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.
Com informações do Jornal O Globo.

