A operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão no apartamento do ex-governador Cláudio Castro (PL), nesta sexta-feira (15), investiga um suposto esquema de fraudes fiscais e ocultação de patrimônio envolvendo a Refit, a Refinaria de Manguinhos. Os agentes cumprem mandados em outros 16 endereços no Rio, em São Paulo e no Distrito Federal.
Por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a Justiça determinou o bloqueio de R$ 52 bilhões em ativos.
Além de Cláudio Castro, a PF também investiga o empresário Ricardo Magro, dono da Refit, que teve seu nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol a pedido da Justiça. Outros alvos incluem o ex-secretário de Fazenda do governo Castro, Juliano Pasqual; o ex-procurador Renan Saad e o desembargador afastado Guaraci Vianna.
Operação é vinculada à ADPF das Favelas
Ao todo, a Justiça também determinou o afastamento de sete agentes públicos, sob suspeita de viabilizar a manutenção das atividades da refinaria em troca de vantagens indevidas.
A investigação aponta que o esquema usava uma complexa estrutura societária para ocultar recursos fora do Brasil de forma ilegal e blindar bens de fiscalizações. O inquérito vincula o esquema à ADPF das Favelas, processo do STF que apura a atuação policial e a expansão de organizações criminosas no Rio.
Cláudio Castro estava em casa quando PF chegou
A PF investiga Cláudio Castro por suspeitas de que sua gestão manteve o funcionamento do conglomerado econômico investigado, mesmo diante de irregularidades. A defesa do ex-governador ainda não comentou as denúncias. O político estava em seu apartamento quando os agentes chegaram. Castro mora em um imóvel no Península, condomínio de luxo na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste do Rio.
Atualmente, o ex-governador não tem cargos públicos, já que renunciou em março, na véspera do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que o tornou inelegível por abuso de poder político e econômico. Apesar disso, ele já indicou que pretende disputar as eleições para senador em outubro “sub judice”.
Com informações da TV Globo.

