O ex-vereador de Niterói Paulo Eduardo Gomes morreu na noite deste sábado (05), aos 75 anos. Uma das figuras históricas da política da cidade, PEG, como era chamado por amigos e companheiros de militância, enfrentava um câncer. A notícia foi comunicada em suas redes sociais, e provocou a manifestações de diversos políticos.
O velório será realizado neste domingo (06), na Câmara de Vereadores de Niterói, das 15h às 19h. O sepultamento está marcado para segunda-feira (07), no Parque da Colina, em Pendotiba.
O deputado federal Pastor Henrique Vieira (PSOL) relembrou a convivência com Paulo.
“Quando fui eleito vereador em Niterói, eu tinha 24 anos e vivia esquecendo a gravata. O Paulo sempre tinha uma para me emprestar. Demorei a entender que aquilo não era sobre gravata. Era um jeito de dizer: você pertence a este lugar, garoto. Fica aqui”, escreveu o parlamentar.
Candidato a deputado federal pelo PT, Marcelo Freixo afirmou que PEG foi um “militante histórico da política niteroiense” e lembrou a parceria entre os dois durante sua passagem pela Assembleia Legislativa do Rio. “Fomos companheiros de partido por anos e, enquanto estive na Alerj como deputado estadual, sempre pude contar com o trabalho de PEG na Câmara de Niterói”, escreveu.
Na linha de frente da esquerda niteroiense
A trajetória de Paulo esteve ligada à esquerda em Niterói. Ele participou da fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e, anos depois, esteve entre os nomes que ajudaram a construir o PSOL, partido ao qual permaneceu filiado. Ao longo da carreira, disputou duas vezes a Prefeitura de Niterói e exerceu mandatos na Câmara de Vereadores, sempre com votações expressivas.
Formado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Paulo deu início a sua trajetoria profissional ao ingressar na Embratel logo após concluir a graduação. Na empresa, participou da fundação da Associação dos Empregados da Embratel, entidade que presidiu por três mandatos.
Na política, dedicou parte de sua atuação à defesa da saúde pública e dos direitos humanos. Costumava se apresentar como um “ativista do SUS”.




























































