Quem participou do evento foi o presidente nacional do PSDB, o deputado federal Aécio Neves. Também estiveram presentes o ex-prefeito de Duque de Caxias e mandachuva do MDB na Baixada Fluminense, Washington Reis, e sua irmã, Jane Reis, vice na chapa de Eduardo Paes.
As polícias Civil e Penal realizam, na manhã desta segunda-feira (03), uma operação conjunta contra um grupo suspeito de integrar um esquema de entrada de drogas, celulares e outros materiais ilícitos em presídios do estado do Rio. Os agentes cumprem quatro mandados de prisão temporária e dez de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana.
O principal alvo da operação é o policial penal Wagner Jardim Dias, apontado pelas investigações como o principal elo do esquema. Ele foi preso em casa, no bairro de Pendotiba, na Região Oceânica de Niterói. Outras 4 pessoas também já foram presas no início da manhã.
Wagner Jardim Dias já havia sido preso em novembro de 2025 por causa das investigações e permaneceu detido até fevereiro deste ano. Nesta segunda, ele voltou a ser preso durante o cumprimento dos mandados judiciais.
Investigadores descobriram a atuação de uma organização criminosa
A investigação teve início após uma tentativa frustrada de introdução de materiais ilícitos no Presídio Nelson Hungria, o Bangu 7, no Complexo de Gericinó, em novembro do ano passado. Na ocasião, mulheres que não possuíam cadastro como visitantes esconderam cerca de 20 quilos de drogas e 130 celulares em sacolas.
Segundo as investigações, servidores penais envolvidos no esquema realizaram apenas uma revista superficial. No entanto, uma denúncia levou à descoberta da ação criminosa antes que o material fosse entregue aos detentos.
A partir da denúncia, os investigadores realizaram um trabalho de inteligência que incluiu análise de imagens, cruzamento de dados, diligências e investigação financeira. As apurações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas para abastecer integrantes de facções presos no sistema penitenciário.
Segundo a Polícia Civil, um dos principais investigados movimentou mais de R$ 259 mil em transferências bancárias sem justificativa econômica aparente.
O procurador de Justiça Ricardo Ribeiro Martins, que acabou de cumprir mandato como corregedor-geral do Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), passará a integrar a assessoria de atribuição originaria criminal a partir de 1º de agosto.
Ricardo, querido pelos colegas e com potencial para suceder Antonio José Campos Moreira na chefia institucional, havia sido denunciado injustamente pelo ex-governador e agora candidato a voltar ao comando do Palácio Guanabara, Anthony Garotinho (Republicanos), por suposto mal feito.
Garotinho voltou atrás na época, se retratou, mas a classe não engoliu.
Ricardo, a partir de agora, assinará pareceres nos crimes praticados por autoridades com foros privilegiados.
O contrato tem valor total de R$ 2,87 milhões. Mesmo com o custo elevado, documentos relacionados à contratação não estão disponíveis para consulta pública.
A empresa contratada foi a COL – Central de Logística Ltda. O extrato do contrato foi assinado no dia 17 de julho e publicado no Diário Oficial do último dia 20. A vigência estipulada para a execução dos serviços é de 180 dias.
Contrato prevê transferência de patrimônio histórico de Leopoldina para Deodoro
A empresa contratada vai ficar responsável por serviços operacionais pesados: remoção, içamento, carregamento, transporte, descarregamento e posicionamento de bens ferroviários pertencentes ao patrimônio da Central.
A operação prevê o deslocamento desse material da histórica Estação Ferroviária Barão de Mauá — a Leopoldina, na Avenida Francisco Bicalho — para o Complexo Ferroviário de Deodoro, na Zona Norte.
Apagão de transparência: processo está sob ‘acesso restrito’
Apesar de envolver cifras milionárias e o manejo de patrimônio, o processo administrativo está completamente bloqueado para consulta pública no Sistema Eletrônico de Informações do estado (SEI-RJ).
Ao tentar acessar a tramitação da contratação para consultar justificativas da emergência, pareceres jurídicos, pesquisas de preço ou os termos de referência usados para o contrato, o cidadão se depara com a seguinte mensagem no portal de transparência:
“Processo ou Documento de Acesso Restrito – Para visualizar o conteúdo deste processo, entre em contato com a unidade em que ele se encontra e solicite vistas de seu conteúdo.”
Foto: Reprodução
Ao todo, o processo soma 135 movimentações e documentos anexados desde a sua abertura, em 2 de junho. Entre os registros restritos constam propostas comerciais de empresas, cotações de preços, pareceres jurídicos da autarquia e notas de autorização de despesa — documentos cruciais para auditar a legalidade e definir se a escolha da empresa contratada foi vantajosa.
O que diz a legislação
A contratação sem licitação (emergencial) é uma exceção prevista em lei para casos imprevisíveis ou de urgência comprovada. No entanto, a regra constitucional do Direito Administrativo brasileiro é o princípio da publicidade.
A imposição de restrição de acesso a processos licitatórios e de contratação direta pode limitar a atuação de órgãos de controle social, da imprensa e dos próprios cidadãos em monitorar o emprego da verba pública, segundo a legislação vigente.
Nem a pensão por morte escapou da antecipação. Um pedido para habilitar previamente três familiares como futuros beneficiários foi negado pelo presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ).
A solicitação foi feita pela aposentada e pensionista do tribunal Alba de Cavalcanti Pessoa Igrejas Lopes (matrícula nº 02/1128), que já recebe pensão como filha do ex-conselheiro Venâncio Pessoa Igrejas Lopes (matrícula nº 02/190008).
Pensão de morte antes de falecer
No processo TCE-RJ nº 300.422-9/2026, Alba pediu a habilitação prévia da filha maior, do filho menor e de um neto. O requerimento foi baseado na Lei Estadual nº 7.301/1973, que estabelece regras para um regime especial de pensão e admite, em determinadas situações, a indicação prévia de dependentes.
A presidência do TCE-RJ, porém, entendeu que não havia amparo jurídico para a habilitação pretendida e negou o pedido.
Processo sob sigilo de consulta
Os autos do processo não estão disponíveis para consulta pública. Por isso, não é possível verificar integralmente o pedido ou todos os fundamentos utilizados na decisão.
A informação disponível é de que a Presidência do TCE-RJ considerou juridicamente inviável a habilitação prévia nos moldes solicitados.
A Polícia Federal identificou o uso de licenças ambientais falsas para a abertura de postos de gasolina em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. A fraude é investigada pelos agentes na Operação Unha e Carne, que apura uma rede suspeita de lavagem de dinheiro por meio de estabelecimentos do setor de combustíveis.
Documentos apresentados à Agência Nacional do Petróleo (ANP) para licenciar dois postos no município traziam a assinatura de José Rafael de Abreu Magalhães, ex-secretário municipal de Meio Ambiente. No entanto, o gestor faleceu em agosto de 2020, três anos antes da emissão das autorizações.
A Prefeitura de São Gonçalo confirmou a falsificação dos papéis e esclareceu que o número de registro oficial foi emitido para outra empresa sem relação com o setor
As investigações apontam que a irregularidade aconteceu nos postos VIP Catarina e Pitubinha. Os dois postos de gasolina têm a empresária Luisi Pinho como sócia. Ela é casada com o policial civil José Carlos Alves de Souza. Ambos foram alvos de busca e apreensão na última fase da operação.
No Pitubinha, a outra sócia é Luana Oliveira, que também é casada com um policial civil. Luana é esposa de Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo. Agentes da PF também realizaram buscas em endereços ligados a eles.
A ANP informou que os postos possuem autorização de funcionamento e programou fiscalizações presenciais para verificar a situação das licenças.
Candidato do PL a deputado federal nas eleições de 2026, o deputado estadual Filippe Poubel declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 1.158.038,02, valor mais de 22 vezes superior ao informado em sua primeira candidatura, em 2012.
Poubel disputa sua quinta eleição consecutiva. Após não conseguir se eleger vereador de Maricá em 2012, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal em 2016. Em seguida, foi eleito deputado estadual em 2018, pelo então PSL, e reeleito em 2022, já pelo PL.
Agora, ele tenta pela primeira vez um mandato na Câmara dos Deputados.
Na primeira disputa eleitoral, quando não foi eleito, Poubel informou possuir R$ 50 mil em bens. Quatorze anos depois, o patrimônio declarado alcança R$ 1,15 milhão, um crescimento de aproximadamente 2.216%.
Antes de chegar à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no entanto, a evolução patrimonial foi discreta. Em 2016, quando foi eleito vereador de Maricá pelo DEM, declarou R$ 45 mil em bens. Dois anos depois, na eleição em que conquistou seu primeiro mandato como deputado estadual, o patrimônio passou para R$ 55 mil.
Os dados constam no sistema DivulgaCand, plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que reúne as informações declaradas pelos candidatos, como patrimônio, prestação de contas e dados pessoais.
Maiores mudanças no patrimônio de Poubel só ocorreram após o primeiro mandato na Alerj
A mudança mais significativa aparece na declaração apresentada para a reeleição à Alerj, em 2022. Na ocasião, Poubel informou possuir R$ 281.352,38 em bens, alta de cerca de 411% em relação a 2018. Entre os principais itens estavam R$ 150 mil em dinheiro em espécie, participação em empresas do ramo de bares e restaurantes e saldo em conta bancária.
Já na declaração entregue para a eleição deste ano, o patrimônio mais que quadruplicou novamente, chegando a R$ 1.158.038,02, um avanço de aproximadamente 312% em comparação com 2022.
Entre os bens informados ao TSE em 2026 estão uma casa em Búzios, avaliada em R$ 310 mil, uma motocicleta de R$ 289 mil, R$ 250 mil em dinheiro em espécie, R$ 215,3 mil depositados em conta no Itaú e participações societárias em empresas ligadas ao setor de bares e restaurantes, que somam R$ 92,5 mil.
O leilão da antiga sede dos Correios, na Praça Quinze, no Centro do Rio, terminou sem receber propostas. O imóvel, um dos mais emblemáticos da história da estatal, foi colocado à venda pelo Governo Federal com lance mínimo de R$ 53,5 milhões, mas não atraiu interessados na primeira rodada.
Com o resultado, o edifício poderá voltar a ser ofertado novamente. O edital prevê que, caso seja realizada uma terceira tentativa de venda, o valor mínimo poderá ser reduzido para R$ 47,7 milhões.
Prédio histórico dos Correios ocupa quarteirão inteiro na Praça Quinze
Construído em 1878, ainda durante o Império, o edifício foi concebido para centralizar as operações postais do país. Considerado o primeiro grande prédio brasileiro erguido especificamente para esse fim, o imóvel acompanhou diferentes fases da história nacional e permaneceu como referência dos serviços dos Correios ao longo de quase um século e meio.
O projeto é atribuído ao engenheiro e arquiteto Antônio de Paula Freitas. O prédio tem cinco pavimentos, cerca de 9.060 metros quadrados de área construída e está instalado em um terreno de 1.585 metros quadrados.
Localizado na Praça Quinze, o imóvel ocupa um quarteirão delimitado pelas ruas Primeiro de Março, do Rosário, Visconde de Itaboraí e Travessa Tocantins. A região reúne alguns dos principais marcos históricos do Centro do Rio, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e a Casa Brasil, o que reforça o potencial estratégico da área para futuros empreendimentos.
Os fluminenses, segundo todas as pesquisas recentes, classificam a violência como a sua principal preocupação. E o governo do estado também. Só em 2025, a administração estadual empenhou R$ 17,37 bilhões na função Segurança Pública — o segundo maior volume do país, atrás apenas de São Paulo, que registrou R$ 18,38 bilhões. A diferença entre os dois estados foi de pouco mais de R$ 1 bilhão.
Na comparação com 2024, quando o gasto fluminense havia sido de R$ 16,70 bilhões, houve crescimento real de aproximadamente 4%, equivalente a um acréscimo de R$ 670,9 milhões. Em relação a 2021, a expansão foi de 44,2%, a nona maior entre as unidades da federação: o desembolso passou de R$ 12,05 bilhões para R$ 17,37 bilhões. Os valores foram corrigidos pelo IPCA de dezembro de 2025.
Somente Rio de Janeiro e São Paulo responderam, juntos, por aproximadamente 27,2% dos R$ 131,25 bilhões gastos pelos estados e pelo Distrito Federal com segurança pública em 2025.
No país inteiro, considerando também União e municípios, as despesas chegaram a R$ 163,12 bilhões. As unidades da federação concentraram cerca de 80,5% desse total.
No Rio, segurança é prioridade orçamentária
O principal destaque fluminense aparece quando o gasto é comparado ao tamanho do orçamento estadual. Em 2025, a segurança pública representou 14,9% de todas as despesas do Rio de Janeiro, maior percentual do Brasil. Na sequência aparecem Rondônia, com 13%, Amapá, com 11,3%, Roraima, com 11,2%, e Alagoas, com 11,1%.
A proporção registrada no Rio foi mais de três vezes superior à de São Paulo, onde a segurança correspondeu a 4,8% das despesas. Entre 2021 e 2025, o peso da área no orçamento fluminense avançou de 12,8% para 14,9%, aumento de 2,1 pontos percentuais, o segundo maior do país, atrás apenas do Acre, com 2,5 pontos.
Apesar do crescimento das despesas, os números não permitem concluir, isoladamente, que o estado tenha obtido melhores resultados na redução da criminalidade. O ranking mede o volume contabilizado na função orçamentária Segurança Pública, e não a eficiência ou a qualidade da aplicação dos recursos.
Fonte: 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública com dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Os valores são despesas empenhadas e estão expressos em reais constantes de 2025.
A candidatura de Andréia Zito (PV) à Assembleia Legislativa, oficializada neste sábado (01), pode ter muito mais significado do que parece.
O pai dela, o ex-prefeito de Duque de Caxias José Camilo Zito — três vezes eleito e um dos maiores caciques que a Baixada já produziu —, também é candidato a deputado federal pelo PDT.
Só tem um detalhe.
Zito é, há décadas, um grande aliado do candidato ao governo do estado Anthony Garotinho (REP). Justamente neste sábado, enquanto a candidatura de Andréia era oficializada pelo PV, o ex-prefeito participou de um evento político ao lado de Garotinho.
E o PDT está oficialmente fechado com o rival dele na corrida ao Palácio Guanabara: Eduardo Paes (PSD).
Entre colegas da Baixada, a leitura é de que Zito teme ficar sem legenda para disputar a eleição, diante da possibilidade de um embate interno por infidelidade partidária.
É aí que entra Andréia.
Filiada ao PV, ela já está na disputa pela Alerj. Se tudo der certo, seu pai tentará uma vaga na Câmara dos Deputados. Se der errado… a família já garantiu o plano B.
Laranja madura na beira da estrada… Assim como na letra do samba, os contêineres de lixo da Comlurb, conhecidos como “laranjões”, continuam dividindo opiniões no Rio. Enquanto moradores e comerciantes reclamam do impacto visual, do mau cheiro, do descarte irregular de resíduos e de problemas de conservação, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana decidiu ampliar a presença dos equipamentos nas ruas da cidade.
A Comlurb oficializou um investimento de R$ 73.282.840,50 para a compra de mais cinco mil contêineres híbridos de alta capacidade, para até 1.200 litros. O extrato do termo aditivo nº 032/2026 ao contrato nº 2505600, firmado com a empresa Força Ambiental Ltda., foi publicado no Diário Oficial do Município.
O aditivo representa um acréscimo de 17,81% sobre o valor inicial do contrato e amplia a distribuição dos equipamentos utilizados na coleta de resíduos domiciliares em diferentes regiões da cidade.
Desde que começaram a ser instalados em larga escala, os “laranjões” passaram a ser alvo de críticas. Entre as principais reclamações estão o aspecto visual dos equipamentos — especialmente em áreas turísticas como a orla da Zona Sul —, o acúmulo de lixo e entulho ao redor dos contêineres, tampas frequentemente abertas, mau cheiro, vazamento de chorume e a proliferação de pragas. Também há queixas sobre unidades instaladas em calçadas estreitas, dificultando a circulação de pedestres.
O debate chegou à própria prefeitura. A Comlurb estuda mudanças no padrão dos equipamentos, incluindo a substituição da cor laranja pelo cinza em áreas de maior valor paisagístico e a adoção de modelos inspirados em sistemas utilizados em cidades do exterior, buscando reduzir o impacto visual e aprimorar a operação da coleta.
Mesmo assim, vai pôr mais cinco mil unidades do equipamento na rua.