O crescimento vertiginoso do PSDB na janela partidária chamou a atenção da política fluminense. O partido, que não elegeu um único deputado federal em 2022, agora conta com a segunda maior bancada do Rio na Câmara: só no finzinho do período de troca-troca, arregimentou cinco.
Artes de Luciano Vieira, que em 2025 deixou o Republicanos para presidir o PSDB no Rio.
Irmão do prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, Luciano conquistou os neo-tucanos Juninho do Pneu (ex-União), Marcelo Queiroz (ex-PP), Marcos Soares (ex-União), Murilo Gouveia (ex-União) e Ricardo Abrahão (ex-União).
Os ciumentos, os invejosos — e, por que não, os mais experientes — dizem que o gigantismo instantâneo dos tucanos comandado por Vieira lembra a trajetória de Sandro Matos, ex-prefeito da mesma São João de Meriti. E a coincidência não ficaria restrita ao reduto eleitoral.
Duas vezes deputado federal, duas vezes prefeito, Matos chegou a ser considerado o “Rei da Baixada Fluminense” em 2012, tal o número de filiados e aliados que conquistou na região. O problema é que, depois, o homem se embolou. E, quando terminou o segundo mandato na prefeitura, em 2016, havia perdido até o comando do partido que presidia no Rio, o PHS, para o arqui-inimigo político, sucessor no comando da cidade, João Ferreira Neto.
“Crescimento rápido assim, sem base… Sei não, acho que Luciano Vieira é o novo Sandro Matos”, diz uma raposa das antigas com toca instalada na Baixada.
Mesmo com as más línguas no seu encalço, Luciano só cresce.
Com as filiações, o PSDB está atrás apenas do PL, com os seus dez parlamentares. E a intenção do partido é chegar a oito nas eleições de outubro.

