O residencial Ora, que ocupa o antigo Edifício Mesbla, na Rua do Passeio, no Centro do Rio, está com as obras paralisadas desde abril e ainda não tem um novo cronograma de entrega apresentado aos compradores, que relatam falta de informações sobre o andamento dos trabalhos e dizem que, apesar da interrupção, os boletos continuam chegando normalmente. A previsão inicial era entregar os apartamentos em meados de 2027.
O empreendimento foi anunciado como um marco para a região central da cidade e teve 191 unidades vendidas em menos de 24 horas no ano passado. A obra, no entanto, deixou de ser responsabilidade da Inti Empreendimentos, que interrompeu os trabalhos em abril. Na época, um dos sócios da empresa, André Kieffer, atribuiu a paralisação à falta de recursos financeiros.
Nova construtora assumiu o projeto
Novo responsável pelo projeto, o Grupo CTV informou, em agosto deste ano, que o projeto passaria por uma revisão técnica, jurídica e financeira antes da retomada das obras. O grupo também anunciou que os cronogramas de entrega seriam atualizados e que seria definido o volume de recursos que permaneceria protegido para cada construção.
Porém, segundo os compradores, até o momento o contato recebido se resumiu a um comunicado genérico, sem informações detalhadas sobre as próximas etapas. Eles afirmam que ainda não receberam um cronograma atualizado e nem uma nova previsão para a conclusão dos trabalhos — inicialmente marcado para meados de 2027.
Construtora alega que recursos estão garantidos
Em nota, o CTV informou que os recursos financeiros necessários para concluir as obras estão assegurados. A empresa também afirmou que a regularização societária está em fase final, com previsão de protocolo da alteração contratual para a semana seguinte à divulgação do comunicado.
Após essa etapa, os compradores serão convocados para uma reunião em que a construtora apresentará o planejamento das próximas fases da obra.
A empresa afirmou ainda que o grupo mantém o compromisso de superar os desafios para viabilizar a conclusão do empreendimento e recuperar a confiança dos compradores.
Comentários 1
Terrivelmente triste! De uma tristeza desalentada, sofrida, magoada, até e mesmo pra nós que moramos longe do Rio, que nem conhecemos os trabalhadores Seu Marcelo e Seu Edivan. É de cortar o coração de qualquer um, PQP! Pensar que era de dia, que os policiais simplesmente acham um tipo sei lá o quê e, metem bala. Pronto, cabô! Dane-se voce, pai de menino, marido, trabalhador, dane-se! Mandei voce ser pedreiro? Mandei voce carregar régua de pedreiro, um trem comprido e cor de prata, que pra ser confundido com qualquer tipo de arma, olha, a pessoa que confunde tem que ser freira de convento!? Mas policial não é freira de convento, é?