A Câmara Municipal do Rio realizou um debate público, nesta terça-feira (15), sobrea a implantação da Linha 3 do Metrô, projeto que prevê a conexão entre municípios da região leste da Região Metropolitana e a capital, cruzando a Baía de Guanabara.
O encontro apresentou os resultados do Projeto Prisma-RJ, desenvolvido pela Coppe/UFRJ, e reuniu vereadores, autoridades municipais e pesquisadores.
De acordo com o estudo apresentado, o tempo de deslocamento de viagens que atualmente levam mais de uma hora poderiam ter redução de até 85% com a implantação da Linha 3.
A proposta foi apresentada pelo vereador Flávio Valle (PSD), presidente da Comissão de Turismo, com apoio do presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD). Durante o debate, Valle defendeu que o estudo sirva para pressionar pela retomada da expansão do sistema metroviário do estado.
Segundo o vereador, a última expansão da rede ocorreu em 2016, com a inauguração da Linha 4 para os Jogos Olímpicos. Desde então, o metrô permanece com cerca de 57 quilômetros de extensão e 41 estações.
Projeto pretende atender moradores de Niterói e São Gonçalo
Coordenador-geral do Projeto Prisma-RJ, o professor Rômulo Orrico afirmou que a Linha 3 é planejada há mais de 50 anos e continua sendo um dos principais corredores de deslocamento da região leste metropolitana.
Atualmente, cerca de 340 mil viagens são realizadas diariamente entre Niterói e São Gonçalo, segundo os dados apresentados no debate. Esse deslocamento é atendido principalmente por ônibus e vans.
A equipe da Coppe, formada por quase 50 pesquisadores, analisou oito traçados já propostos para a Linha 3 e levou em consideração fatores como população, empregos, renda, matrículas escolares, segurança pública e restrições ambientais.
O estudo aponta que a escolha de traçados mais eficientes poderia ampliar em até 98% a população atendida pelo metrô e aumentar em mais de 100% o acesso à educação em relação a projetos anteriores.
Viagens de mais de uma hora poderiam cair drasticamente
Um dos principais ganhos apontados pelo Projeto Prisma é a redução no tempo de deslocamento. De acordo com o estudo, viagens que atualmente levam mais de uma hora poderiam ter redução de até 85% com a implantação da Linha 3.
A proposta também prevê integração com outros sistemas de transporte da região, como o VLT de Niterói e o MUVI de São Gonçalo, além de integração tarifária e operacional.
O secretário municipal de Transportes do Rio, Jorge Arraes, destacou que a integração será fundamental para que a nova linha tenha impacto sobre a mobilidade metropolitana.
“Dou meu testemunho da condição de engenharia: é um desafio relevante, mas possível. Fizemos o Túnel Marcelo Alencar, e o que a Prefeitura puder contribuir para viabilizar a Linha 3, faremos o necessário”, afirmou.
Para Flávio Valle, a redução do tempo de viagem é um dos principais fatores para convencer a população a trocar o carro pelo transporte público.
“O metrô é, de fato, uma política pública social, e o que cria o incentivo para deixar o carro na garagem e pegar o metrô é o tempo: se de metrô é mais ágil, o cidadão vai optar por ele”, disse.
O debate também recebeu perguntas do público por meio de QR Code e de autoridades e jornalistas pelo WhatsApp. A mediação ficou a cargo do professor Glaydston Ribeiro, coordenador científico do Projeto Prisma-RJ.
A discussão ocorre em meio à tentativa de retomar o debate sobre a Linha 3, projeto que há décadas é apontado como uma das principais demandas de mobilidade da Região Metropolitana do Rio.




























































Comentários 3
Esse mirabolante projeto tá com cara de atender apenas Niterói.
Sinceramente, não fico feliz, apenas pelo motivo de décadas de atraso. Agora a Câmara Municipal resolve se mexer para tratar de um tema tão importante sobre mobilidade. O sistema sob trilhos no Rio de Janeiro, na cidade, é tão atrasado como a gestão em si. Espero que eu consiga até o final da minha vida, ver esse serviço em funcionamento. Oremos.
Interessante, nunca soube da existência de transporte sob trilhos. Os trilhos são instalados em baixo de viadutos e os veículos se movem pendurados nos trilhos? Qual é o benefício? Não é bem mais barato e seguro o transporte sobre trilhos, como os atuais trens urbanos, o metrô e o vlt?