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Cultura

12/01/25 13:01
  • Lucas Luciano Lucas Luciano

Lei Rouanet: quem realmente é beneficiado pelo apoio do governo no Rio?

Lei Rouanet: quem realmente é beneficiado pelo apoio do governo no Rio?

O projeto mais beneficiado pelo Governo Federal no ano passado estava no Rio - Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

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Com a vitória da atriz Fernanda Torres no Globo de Ouro 2025 por sua performance como Eunice Paiva no filme brasileiro Ainda Estou Aqui, a Lei Federal de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet, voltou a ser tema nas redes sociais. Mas, afinal, o longa-metragem de Walter Salles realmente utilizou esse apoio? E, mais importante, quem, de fato, é beneficiado por ela no estado do Rio?

Criada em 23 de dezembro de 1991, durante a gestão do ex-presidente Fernando Collor, a Lei Rouanet permite que empresas e pessoas físicas destinem parte de seu imposto de renda a projetos culturais. Em 2024, a legislação alcançou um recorde de 19.129 propostas, o que representa um aumento de 40,2% em relação ao ano anterior, que registrou 13.635 submissões.

Projeto mais beneficiado está no Rio

Inclusive, conforme divulgado pela revista Veja, o projeto mais beneficiado pelo Governo Federal no ano passado estava no Rio: o plano de reconstrução do Canecão, uma tradicional casa de shows em Botafogo, na Zona Sul da cidade. A captação de recursos para o projeto, estimado em R$ 69,2 milhões, será realizada pelo consórcio Bonus Klefer.

O Canecão, referência no estado nas décadas de 1970 e 1980, foi palco de diversos espetáculos de grandes nomes da MPB, como Chico Buarque, Toquinho, Marisa Monte, Tom Jobim e Cazuza. O local pertence à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e estava fechado desde 2010.

Ainda de acordo com a revista, o Governo Federal informou que a Lei Rouanet foi tão procurada no ano passado que a Comissão Nacional de Incentivo à Cultura aprovou a destinação de quase R$ 3 bilhões (R$ 2.975.023.292,30) a projetos culturais no Brasil, o que corresponde ao limite máximo definido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (CNIC).

Problemas de divulgação

No universo cultural, a lei é considerada uma conquista, embora alguns especialistas ainda reconheçam a necessidade de melhorias no sistema de aprovação. O produtor cultural carioca Pedro Martins destaca a falta de clareza no modelo atual, o que contribui para desinformações sobre os projetos.

“A falta de divulgação da Lei Rouanet no Rio de Janeiro acaba gerando muitas dúvidas e desinformação sobre seu funcionamento. No entanto, é inegável a importância desse programa, que representa um marco para o cenário cultural do estado, especialmente no apoio a projetos essenciais da cidade”, afirmou o especialista.

Teve ou não teve?

A informação de que Ainda Estou Aqui teria sido beneficiado por recursos públicos, que ganhou destaque até mesmo na voz do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi rapidamente desmentida pelo Ministério da Cultura. Em nota enviada à imprensa, a pasta esclareceu que “a obra é uma produção brasileira, em regime de coprodução internacional com a França e financiada com recursos próprios”.

Além disso, de acordo com a própria legislação que regulamenta o benefício, o filme não se enquadra nos critérios para captação via Lei Rouanet. Isso ocorre porque, para ser contemplada com benefícios fiscais, uma obra deve ter mais de 70 minutos de duração — os chamados longas-metragens — e Ainda Estou Aqui não se enquadra nesse formato.

Outros projetos

Mas, então, que outros projetos do Rio de Janeiro são realmente beneficiados pela Lei Rouanet? Abaixo, apresentamos quatro iniciativas que receberam apoio em 2024, cujas informações foram organizadas no site Impulso ESG.

Escolas de Música e Cidadania: Com a missão de oferecer aulas de instrumentos orquestrais a crianças e jovens de comunidades de baixa renda, este projeto já está presente em sete estados brasileiros e até em Portugal. Reconhecido como Tecnologia Social, o projeto inclui orquestras sociais compostas por seus alunos, proporcionando oportunidades de desenvolvimento profissional na música, com apresentações em locais renomados como a Sala Cecília Meireles e o Masp.

Centro de Promoção da Saúde (Cedaps): Fundado em 1993, o Cedaps atua na promoção de saúde e bem-estar em comunidades populares, com foco na prevenção de doenças e no fortalecimento da saúde pública. Seus projetos incluem a capacitação de profissionais de saúde, o cuidado com doenças como HIV e tuberculose, e o apoio ao desenvolvimento econômico e social das comunidades. Empresas patrocinadoras podem alinhar suas estratégias com essa missão de impacto social, especialmente nas áreas de saúde e bem-estar.

Projeto social Tropinha: Criado em 2021, o projeto oferece atividades socioeducativas, esportivas e culturais para crianças e jovens em Madureira e Osvaldo Cruz, no Rio. O foco é o desenvolvimento pessoal e a responsabilidade socioambiental, buscando gerar oportunidades de crescimento para a juventude local e promover mudanças positivas na comunidade.

Projeto social “Notas e Vozes”: Este projeto visa disseminar cultura, arte e educação musical entre crianças, jovens e adultos do Rio de Janeiro. Formando uma orquestra juvenil e núcleos corais, o projeto também incluirá workshops e masterclasses com profissionais internacionais. Ao final de um ano, será apresentada uma composição inédita no Theatro Municipal. A iniciativa conta com a colaboração de várias instituições e apoio internacional, promovendo a inclusão cultural e o desenvolvimento artístico.

Mais sobre a Lei Rouanet

A Lei Rouanet é uma legislação brasileira criada em 1991 com o objetivo de incentivar o financiamento de projetos culturais no país. Por meio dessa lei, empresas e pessoas físicas podem destinar parte de seu imposto de renda para apoiar iniciativas culturais, como produções artísticas, eventos, preservação do patrimônio histórico e projetos educacionais na área da cultura.

O benefício fiscal oferecido pela Lei Rouanet permite que o valor doado ou investido seja abatido do imposto devido, estimulando a participação do setor privado no fomento à cultura. A lei é considerada uma das principais fontes de financiamento para projetos culturais no Brasil, com uma vasta gama de iniciativas sendo aprovadas anualmente pela CNIC.

Escrito por:

Lucas Luciano Lucas Luciano Ver publicações

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Política

Quaest no Rio: Flávio Bolsonaro tem 38% e Lula aparece com 31% na disputa presidencial

Foto de Redação
Redação

29/09/2026 17:39

O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 38% das intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 31%.

Na sequência aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com 4%; o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com 2%; e Renan Santos (Missão), também com 2%. Samara Martins (UP) registra 1%.

Romeu Zema (Novo), Rui Costa Pimenta (PCO), Hertz Dias (PSTU), Wilson Grassi (Democrata), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Leonardo Avalanche (PRTB) aparecem com 0%.

Na pesquisa anterior da Quaest, divulgada em 23 de setembro, Flávio Bolsonaro tinha 37% e Lula, 30% no Rio. 

Flávio e Lula oscilam dentro da margem de erro

Na comparação com a pesquisa anterior, Flávio passou de 37% para 38%, enquanto Lula subiu de 30% para 31%. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, as variações estão dentro do intervalo considerado pela pesquisa.

Caiado oscilou de 3% para 2%. Cury permaneceu com 4%, e Renan Santos manteve os 2%. Samara passou de 0% para 1%.

O percentual de eleitores indecisos caiu de 12% para 11%. Já os que afirmam que votarão em branco, nulo ou que não vão votar passaram de 10% para 11%.

Maioria diz que voto já está definido

A pesquisa também perguntou aos eleitores sobre a possibilidade de mudança de voto até a eleição. Para 84% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva.

Outros 15% afirmaram que ainda podem mudar de opção até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Pesquisa

A Quaest ouviu 1.302 eleitores de 16 anos ou mais no estado do Rio de Janeiro, entre os dias 25 e 28 de setembro. A pesquisa foi encomendada pela Globo.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04419/

Com informações do g1

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Política

Quaest: com 15% cada, Benedita, Jordy e Portinho empatam pela primeira vez na liderança da disputa pelo Senado no Rio

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Redação

29/09/2026 17:30

A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra, pela primeira vez, três candidatos empatados em primeiro lugar nas intenções de voto para o Senado no Rio.

A candidata Benedita da Silva (PT), que liderou as pesquisas anteriores, manteve os 15% do último levantamento. Os dois candidatos do PL, Carlos Jordy e Carlos Portinho, cresceram nas pesquisas e também aparecem com 15%.

Na pesquisa da semana anterior, os dois estavam empatados em segundo lugar, com 10%.

Na sequência aparecem Marcelo Crivella (Republicanos) e Pedro Paulo (PSD), com 7% cada, seguidos por Monica Benício, 6%. Os indecisos somam 9%, enquanto brancos e nulos chegam a 22% na pesquisa estimulada, quando os candidatos são apresentados.

No cenário de pesquisa espontânea, quando nomes não são apresentados aos eleitores, Benedita lidera com 7%, seguida por Jordy (4%) e Portinho (3%). Nesta pesquisa, os indecisos chegam a 79%.

Confira o percentual de todos os candidatos, segundo a pesquisa estimulada divulgada nesta terça (29):

  • Benedita da Silva (PT) — 15% (era 15%);
  • Carlos Jordy (PL) — 15% (era 10%);
  • Carlos Portinho (PL) — 15% (era 10%);
  • Marcelo Crivella (REPUBLICANOS) — 7% (era 7%);
  • Pedro Paulo (PSD) — 7% (era 6%);
  • Monica Benicio (PSOL) — 6% (era 4%);
  • Waguinho (REPUBLICANOS) — 2% (era 3%);
  • Helio Secco (MISSÃO) — 0% (era 1%);
  • Michelly Xavier (UP) — 1% (era 1%);
  • Marcos Dias (PODEMOS) — 1% (era 1%);
  • Paula Falcão (PSTU) — 0% (era 0%);
  • Luciano Mattos (PRTB) — 0% (era 0%);
  • Vinicius Benevides (UP) — 0% (era 0%);
  • Luiz Eugenio (PCO) — 0% (era 0%);
  • Ó Clemente (DEMOCRATA) — 0% (era 0%);
  • Indecisos — 9% (era 21%);
  • Branco/Nulo/Não vai votar — 22% (era 21%).

A pesquisa foi contratada pela Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04419/2026.

Com informações do portal “g1”.

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Política

Quaest 2° turno: Paes vai de 44% para 43% e Ruas sobe de 31% para 33%

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Redação

29/09/2026 17:29

A diferença entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) caiu ainda no cenário de intenções de voto da pesquisa Quaest para o segundo turno da eleição para governador do Rio de Janeiro. Os votos branco/nulo/não subiram para 15% (na anterior eram 14%). Os indecisos agora são 9% (antes eram 11%).

O ex-prefeito do Rio tem 43% (antes eram 44%). O segundo colocado aparece com 33% (antes eram 31%). A última pesquisa do instituto havia sido divulgada no dia 23 deste mês.

Na comparação com a pesquisa anterior, a diferença entre Paes e Ruas passou de 13 para 10 pontos percentuais. Em 8 de setembro, essa distância era de 26 pontos.

A pesquisa foi contratada pela Globo. A Quaest ouviu 1.302 eleitores de 16 anos ou mais entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04419/2026.

Com informações do g1

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Política

Garotinho segue com candidatura ao governo barrada após TRE-RJ negar recursos parcialmente

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Gabriele Maia

29/09/2026 17:22

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) rejeitou nesta terça-feira (29), por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) contra o indeferimento de sua candidatura ao governo do estado. A Corte acolheu parcialmente os embargos de declaração, mas sem alterar a decisão que barrou o registro.

O relator do processo reconheceu o saneamento de uma pendência documental apresentada pela defesa, mas afirmou que a correção não altera a decisão anterior. Os embargos foram acolhidos “sem efeitos infringentes”, expressão usada quando o julgamento do recurso não modifica o resultado da decisão questionada.

Com isso, Garotinho segue com a candidatura indeferida, mas ainda poderá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Garotinho teve candidatura barrada por unanimidade

Anthony Garotinho teve o registro indeferido por unanimidade pelo TRE-RJ em 11 de setembro. Na ocasião, o relator desembargador Bruno Bodart considerou que o candidato está com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

Segundo o voto, o trânsito em julgado da condenação ocorreu em 11 de julho de 2025, o que faria a suspensão dos direitos políticos durar até 11 de julho de 2033.

Com esse entendimento, o ex-governador não estaria apto a disputar a eleição de 2026. A defesa sustentava que o trânsito em julgado deveria ser considerado em 2018, tese que faria os oito anos de suspensão terminarem antes da eleição.

A defesa apresentou embargos de declaração contra a decisão, que foram incluídos na pauta desta terça, cinco dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. Com a rejeição, o próximo passo é levar o caso ao TSE. Enquanto houver recurso, a candidatura de Garotinho continua sub judice.

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Política

TRE-RJ aceita candidatura de Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo, ao Senado

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Gabriele Maia

29/09/2026 17:16

O registro de candidatura de Waguinho (Republicanos) ao Senado foi autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) nesta terça-feira (29). O julgamento, realizado pelo plenário da Corte, rejeitou as ações de impugnação apresentadas contra o ex-prefeito de Belford Roxo de forma unânime.

O desembargador e relator do processo Paulo Cesar Salomão Filho argumentou que, embora as contas de Waguinho referentes aos exercícios de 2021 e 2022 tenham sido rejeitadas pela Câmara Municipal, não ficou configurado o dolo necessário para caracterizar a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. O resultado foi acompanhado pelos demais integrantes do colegiado.

Contas da gestão de Waguinho na Prefeitura de Belford Roxo formaram argumento contra sua candidatura

A rejeição das contas havia sido o principal argumento utilizado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) para tentar barrar a candidatura. A Procuradoria sustentou que Waguinho teria praticado irregularidades graves ao deixar de pagar parcelas de acordos de débitos previdenciários de exercícios anteriores.

Em 2021, o município deixou de pagar cerca de R$ 3,7 milhões referentes a parcelas de acordos de parcelamento de dívidas previdenciárias de exercícios anteriores. Em 2022, o inadimplemento atingiu os seis parcelamentos.

O relator, porém, entendeu que a existência das dívidas e o descumprimento dos acordos não demonstram, por si só, a vontade deliberada de produzir um resultado ilícito. Segundo o voto, não houve comprovação de dolo específico.

A decisão também destacou que não houve imputação de débito, condenação, ressarcimento ou aplicação de multa ao candidato no processo de contas.

TRE afasta possível vínculo do candidato com organização criminosa

Outro ponto analisado pelo Tribunal foi a alegação de que Waguinho teria ligação com organizações criminosas. Na sessão anterior, o TRE-RJ havia convertido o julgamento em diligência para esclarecer por que o nome do candidato aparecia como “envolvido” em uma investigação da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Porém, segundo o desembargador Fábio Porto Ribeiro — que havia levantado a questão —, a apuração mostrou que a palavra “envolvido” constava de um campo de formulário de registro de ocorrência usado na abertura de um inquérito, enquanto o campo destinado à autoria registrava “não identificado”.

Porto também afirmou que, seis anos e meio depois da abertura da investigação, a autoridade policial informou que ainda não havia conclusão sobre os fatos, autores ou posição das pessoas mencionadas. “O que não está provado não restringe, a meu sentido, o direito político fundamental”, afirmou.

Com a decisão unânime, Waguinho teve o registro de candidatura deferido pela Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro e poderá disputar uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano.

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Política

Quaest: Eduardo Paes tem 34% e Douglas Ruas sobe para 25%

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Redação

29/09/2026 17:14

Eduardo Paes (PSD) segue liderando as intenções de voto para o governo do estado, mas a diferença entre ele e Douglas Ruas (PL) diminuiu, segundo a Quaest. A nova edição da pesquisa, divulgada nesta terça-feira (29), mostra Paes com 34%; na última pesquisa ele tinha 36%. Já Ruas subiu de 23% para 25%. Confira o percentual dos candidatos a governador

  • Eduardo Paes (PSD): 34% (eram 36% na última pesquisa)
  • Douglas Ruas (PL): 25% (eram 23%)
  • Garotinho (Republicanos): 9% (eram 8%)
  • William Siri (PSOL): 1% (era 1%)
  • Juliete Pantoja (UP): 1% (era 1%)
  • Cyro Garcia (PSTU): % (era 1%)
  • Coronel Busnello (Missão): 1% (era 1%)
  • André Marinho (Novo): 0% (era 1%)
  • Luan Monteiro (PCO): 0% (era 0%)
  • Indecisos: 14% (eram 16%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 14% (eram 12%)

Sem Garotinho, Eduardo Paes tem 35% e Douglas Ruas tem 26%

Como Anthony Garotinho (Republicanos) pode ficar de fora da corrida eleitoral — já que o TRE-RJ voltou a confirmar o indeferimento da candidatura nesta terça — a Quaest também testou cenários sem o ex-governador. Paes segue liderando nesse caso. Confira:

  • Eduardo Paes (PSD): 35% (eram 38%)
  • Douglas Ruas (PL): 26% (eram 25%)
  • William Siri (PSOL): 2% (eram 2%)
  • Cyro Garcia (PSTU): 2% (era 1%)
  • Coronel Busnello (Missão): 1% (era 1%)
  • Juliete Pantoja (UP): 1% (era 1%)
  • André Marinho (Novo): 1% (era 1%)
  • Luan Monteiro (PCO): 1% (era 1%)
  • Indecisos: 16% (eram 17%)
  • Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 13%)

A Quaest ouviu 1.302 eleitores de 16 anos ou mais entre 25 e 28 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi contratada pela Rede Globo. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo RJ-04419/2026.

Com informações do portal “g1”.

 

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Rio

Governo do estado assina atualização das regras para promoção de policiais civis no Rio

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Redação

29/09/2026 16:55

O governador em exercício Ricardo Couto assinou, nesta terça-feira (29), um decreto que atualiza as regras para promoção de policiais civis no estado do Rio. O documento foi oficializado durante um evento de comemoração do Dia do Policial Civil, na Cidade da Polícia, que incluiu a entrega de medalhas para mais de 160 agentes da corporação.

Segundo o governo, a nova regulamentação não altera a Lei Orgânica da Polícia Civil, mas atualiza a forma como as disposições relacionadas a promoções são aplicadas. Com a atualização, não há atualmente promoções pendentes de regulamentação.

“O decreto estabelece critérios e procedimentos atualizados para a evolução funcional dos policiais civis, com o objetivo de tornar o processo mais técnico, transparente e uniforme. Nessa data simbólica, as medalhas entregues representam quatro pilares de suma importância: honra, fidelidade, devotamento e coragem. Celebramos o Dia do Policial Civil em reconhecimento a essa profissão fundamental na sociedade”, afirmou o governador.

Durante a cerimônia, foram entregues medalhas de Honra, Fidelidade, Devotamento e Coragem a mais de 160 agentes, além de três homenagens póstumas.

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Política

TRE-RJ barra candidatura de Ricardo Abrão à Câmara e aponta uso de estrutura do partido por ‘grupo paramilitar’

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Gabriele Maia

29/09/2026 16:39

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) indeferiu, por unanimidade, nesta terça-feira (29), o registro de candidatura do deputado federal Ricardo Abrão (PSDB), que tenta a reeleição em 2026. A decisão foi tomada após a Corte analisar novos documentos e provas obtidos durante diligência determinada na última semana (22).

O relator do processo, desembargador Guilherme Calmon, mudou o entendimento que havia apresentado no julgamento anterior, quando havia votado pelo deferimento da candidatura. Para ele, as novas informações alteraram o cenário probatório e passaram a demonstrar elementos suficientes para a aplicação do artigo 17, §4º, da Constituição, que veda a utilização de organização paramilitar por partidos políticos.

A Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) também havia se manifestado pelo indeferimento do registro. Segundo o órgão, os documentos incorporados ao processo apontam que Ricardo Abrão teria atuado como financiador de uma estrutura clandestina voltada à compra de votos em Nilópolis nas eleições municipais de 2024.

Relator cita mensagens sobre compra de votos supostamente financiada por Ricardo Abrão

Ao justificar o indeferimento, Calmon citou a investigação sobre o chamado “QG” em Nilópolis, onde 24 pessoas foram presas às vésperas das eleições municipais de 2024. Segundo os elementos descritos no voto, foram encontrados dinheiro em espécie, armas de fogo, listas de eleitores e cadernos com registros de pagamentos que somavam R$ 161,75 mil.

O relator também mencionou mensagens extraídas de celulares apreendidos na investigação. Em uma delas, aparece a frase “Ricardo Abrão esteve lá e deixou o carvão”. Segundo a interpretação apresentada no processo pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, “carvão” seria uma referência a dinheiro em espécie entregue pelo deputado.

Outra mensagem citada no voto registra um operador afirmando que tentaria “arrumar um dinheiro com o Ricardo” para resolver casos relacionados à compra de votos.

Para o relator, as mensagens, as apreensões e os demais elementos reunidos durante a investigação formam um conjunto de indícios “robustos, precisos e concordantes” sobre a atuação do candidato no financiamento da estrutura.

Caso seria ‘uma das situações mais evidentes de utilização da estrutura do partido’ por grupo paramilitar

Após o voto de Calmon, o desembargador Bruno Bodart, que havia pedido vista do processo na sessão anterior e proposto a conversão do julgamento em diligência, acompanhou o relator.

Bodart destacou a relação entre o imóvel usado pelo chamado “QG” e a estrutura formal da campanha. Segundo ele, o caso está entre “uma das situações mais evidentes” observadas pela Corte de utilização da estrutura de um partido político para servir a uma “facção de cunho paramilitar”.

O desembargador ressaltou que seria necessário o envio de informações do caso ao Ministério Público para apuração de eventual responsabilidade da legenda.

A decisão desta terça-feira não encerra a disputa pela candidatura de Ricardo Abrão, já que ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Política

Justiça do Rio torna TH Joias e ex-assessores réus por associação para o tráfico

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Redação

29/09/2026 15:47

A Justiça do Rio tornou réus o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e ex-assessores dele em uma ação que apura suposta associação para o tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

A decisão acolhe a acusação contra os investigados e dá início à ação penal. Segundo o Ministério Público, TH Joias teria mantido uma relação estável com integrantes do Comando Vermelho e atuado na intermediação de negócios envolvendo drogas, armas e equipamentos antidrones.

A denúncia sustenta ainda que o então deputado teria utilizado a estrutura do mandato para favorecer integrantes da organização criminosa, inclusive por meio da indicação de pessoas para cargos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Acusação contra TH Joias

De acordo com o MPRJ, TH Joias teria participado de negociações para compra e venda de drogas, armas de fogo e equipamentos utilizados para dificultar o monitoramento de comunidades por forças de segurança.

O ex-deputado também é acusado de manter contato com integrantes do Comando Vermelho e de realizar pagamentos relacionados à organização criminosa.

As investigações apontam ainda que pessoas ligadas ao grupo teriam sido acomodadas em cargos públicos por indicação de TH Joias.

Prisão e outras investigações

TH Joias foi preso em setembro de 2025, durante a Operação Zargun, que investigou uma organização suspeita de envolvimento com tráfico de drogas e armas e corrupção de agentes públicos.

O caso também gerou uma denúncia do Ministério Público Federal, que tramita na Justiça Federal. Em setembro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) recebeu a denúncia e tornou réus TH Joias e outros cinco acusados por crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e armas, associação para o tráfico e corrupção.

No processo federal, o tribunal manteve a prisão preventiva de TH Joias e determinou sua transferência para uma penitenciária federal. O delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel, também réu na ação, passou para prisão domiciliar, com monitoramento eletrônico e afastamento do cargo.

As acusações apresentadas pelo Ministério Público ainda serão analisadas durante o processo, e os réus têm direito à defesa e ao contraditório.

Com informações do colunista Ancelmo Góis, de O Globo

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Política

Márcio Canella tem candidatura à Alerj liberada pelo TRE-RJ após análise sobre supostas ligações com a milícia de Belford Roxo

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Gabriele Maia

29/09/2026 15:45

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) decidiu, por 6 votos a 1, liberar a candidatura de Márcio Canella (União) à Assembleia Legislativa do Rio. A maioria da Corte entendeu que as provas reunidas no processo não demonstram que uma organização criminosa tenha colocado sua estrutura ou seu poder armado a serviço da campanha do ex-prefeito de Belford Roxo.

O julgamento aconteceu nesta terça-feira (29), depois de o TRE-RJ suspender a análise do registro, em 14 de setembro, para buscar novas informações sobre as relações políticas de Canella, a Operação Barricada Zero e o fuzil encontrado no carro blindado do candidato durante uma operação da Polícia Federal.

Relator do caso diz que não houve prova de uso da estrutura de milícia por Márcio Canella

O relator do processo, desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, votou pelo deferimento da candidatura de Márcio Canella. Para ele, a questão central era saber se uma organização criminosa, enquanto estrutura, havia promovido ou coordenado a candidatura e colocado seu poder armado, territorial, econômico ou coercitivo a serviço dela.

As diligências determinadas pelo próprio TRE-RJ não encontraram, segundo o relator, registros de ameaça, violência, destruição de propaganda, controle territorial, coação de eleitores ou presença de homens armados em benefício da campanha de Canella em Belford Roxo.

Também não foram encontrados registros contra o candidato pela Polícia Civil ou pela Polícia Militar.

Para Salomão, a nomeação de Eduardo Araújo e Fabinho Varandão para secretarias da Prefeitura de Belford Roxo não seria suficiente, sozinha, para demonstrar ligação do então prefeito com uma organização criminosa. Os dois tiveram os registros de candidatura barrados pela Justiça Eleitoral em 2024 por vínculos com grupos paramilitares e deixaram os cargos em setembro de 2025.

O desembargador também considerou que as manifestações de apoio dos dois durante a campanha deste ano não comprovam, por si só, que a estrutura de uma organização tenha sido mobilizada em favor de Márcio Canella.

A apreensão de um fuzil Colt calibre 5.56 no carro blindado do candidato durante a Operação Unha e Carne também foi analisada. O advogado eleitoral Lauro Rabha afirmou que a arma pertencia ao estado do Rio e estava sob responsabilidade de um policial militar que fazia a escolta do candidato, e Salomão considerou que os documentos apresentados pela defesa corroboravam essa versão.

Único voto contrário destacou relação com Jorge Canella, preso neste mês

A divergência ficou por conta do desembargador Guilherme Calmon, que votou pelo indeferimento do registro.

O magistrado entendeu que os elementos reunidos no processo formam “um conjunto que vai além de simples relações políticas”. Entre os pontos citados estão as nomeações de Eduardo Araújo e Fabinho Varandão, relações com pessoas apontadas como integrantes de grupos paramilitares, a Operação Barricada Zero, o fuzil encontrado no carro de Canella e fatos envolvendo aliados políticos.

Na avaliação do desembargador, Canella não apenas nomeou os dois ex-secretários, mas os manteve no primeiro escalão da prefeitura durante meses, mesmo depois de decisões da Justiça Eleitoral sobre suas candidaturas. Ele reforçou que os dois continuaram atuando na campanha de 2026 em apoio ao deputado.

Guilherme Calmon também deu destaque à relação entre Márcio Canella e o vereador e coronel da PM Jorge Canella. Jorge foi preso em flagrante pela Polícia Federal há uma semana, em 22 de setembro, durante a sétima fase da Operação Unha e Carne, após a apreensão de dois fuzis e uma submetralhadora em sua residência.

Segundo o desembargador, Márcio Canella concedeu a Jorge Canella a Medalha Tiradentes em 2021, quando era deputado estadual. Nas eleições municipais de 2024, Jorge se apresentou como “vereador do Márcio” e, para a eleição de 2026, os dois apareceram em material de campanha conjunto com Antonio Rueda (União).

Para Calmon, a prisão do aliado com armas de uso restrito reforça o conjunto de elementos que ele considera indicativos de uma relação entre o grupo político de Canella e estruturas armadas. O desembargador também mencionou um inquérito eleitoral de 2024 que investigou Canella por suposto porte de arma durante atos de campanha e eventual coação de eleitores.

Apesar da divergência, prevaleceu o entendimento dos demais desembargadores de que não havia prova suficiente para impedir a candidatura, e Márcio Canella está apto para concorrer à Alerj.

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