Alguns dos principais investidores brasileiros estiveram representados no “Rio Real Estate Capital Summit — Fórum de Investimentos e Desenvolvimento Imobiliário do Rio de Janeiro”, organizado pela Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) e pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio (Sinduscon-Rio), nesta quarta-feira (06), no Hotel Fairmont, em Copacabana.
Fundos de investimento como Brookfield, BTG Pactual, Caixa e Vinci foram apresentados às melhores oportunidades de negócios da cidade.
“Esse é só o começo da curva de desenvolvimento econômico do Rio”, disse o prefeito Eduardo Cavaliere, comemorando o aumento, no Aeroporto do Galeão, de 8 milhões para 18 milhões de passageiros e de 60 mil toneladas para 110 mil toneladas de carga, entre 2023 e 2025.
Na plateia, em torno de 20% dos presentes havia voado de São Paulo para o Rio.
Praça Onze Maravilha no foco
Um dos mais recentes projetos de desenvolvimento urbanístico no Rio de Janeiro é o Praça Onze Maravilha, que foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal nesta terça-feira (05).
“Vamos derrubar um viaduto e transformar todo o entorno do Sambódromo com 100% de recursos privados”, afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Simplificação, Osmar Lima, que estima a necessidade de um montante de R$ 1,7 bilhão a R$ 1,8 bilhão. “Temos PPPs (Parcerias Público-Privadas) desde a década de 1990, nossos contratos são sólidos e serão cumpridos”, acrescentou.
Para o presidente da Ademi-RJ, Leonardo Mesquita — que vê a Biblioteca dos Saberes, prevista no Praça Onze Maravilha, como o novo Museu do Amanhã, o equipamento cultural mais visitado do país — o projeto pode também impulsionar investimentos em outras áreas do Rio, como aconteceu com o Reviver Centro.
“Miramos no Centro e destravamos empreendimentos na Zona Sul, graças à operação interligada”, lembrou. “Agora, o Praça Onze Maravilha vai incentivar a Tijuca e a Zona Norte”, sinalizou ele.
Falando em Reviver Centro, o presidente da Ademi-RJ também lembrou que a legislação prevê ajustes no programa a cada dois anos.
“Hoje temos, no Rio, um ambiente que favorece o diálogo. O setor privado encontra espaço para apresentar suas demandas e dificuldades ao poder público”, disse.
Segundo Osmar Lima, a participação do setor privado será fundamental na futura PPP dos Parques, cuja modelagem vem sendo estudada pela Prefeitura do Rio. Além disso, a Câmara está analisando a lista de 320 imóveis públicos que o governo municipal ofereceu para alienação.
Turismo em alta estimula investimentos
Não faltaram cases de sucesso do mercado imobiliário no Rio Real Estate Capital Summit — Fórum de Investimentos e Desenvolvimento Imobiliário do Rio de Janeiro. O primeiro painel, que contou com a mediação da jornalista Berenice Seara., do TEMPO REAL, teve a participação do presidente da Invest.Rio, Sidney Levy ,além de Cavaliere, Osmar e Mesquita.
Levy destacou a necessidade de construção de novos hotéis, de diferentes categorias, para dar conta do aumento de turistas na cidade.
“Hoje, a ocupação média do setor hoteleiro ao longo do ano chega a 78%”, afirmou.
“A Brookfield, que já investe em multifamilies na cidade, está estudando a hotelaria carioca”, disse Hilton Rejman, presidente da empresa.
Hotéis e studios, as grandes oportunidades
Sérgio Bini, vice-presidente de Fundos de Investimento da Caixa, falou do sucesso da operação consorciada do Porto Maravilha — que ocupa uma área dez vezes maior que Puerto Madero, em Buenos Aires — ressaltando que, agora, esses benefícios estão sendo estendidos para São Cristóvão.
“O atual cenário de investimentos no Rio é convidativo”, observou o sócio do BTG Pactual, Alexandre Camara.
Do lado das incorporadoras, Renato Leite, da Performance, adiantou que a empresa fará um novo empreendimento no Flamengo, enquanto a SIG, de Robert Grimberg, está lançando o Artí Leblon, e a Piimo Empreendimentos Imobiliários, de Marcos Saceanu, vai erguer o Somos Lapa, em um dos bairros mais procurados por turistas na cidade maravilhosa. Já a RJDI e a Monza, da dupla Jomar Monnerat e Raphael Zanola, aposta na coleção Soul Rio.
“O Rio ainda tem escassez de studios no conceito de hotel boutique”, assinalou Zanola, acrescentando que o número de turistas estrangeiros na cidade aumentou 52% no ano passado.
João Paulo Matos, da Calçada, também defende os studios. Ele contou ao público do evento que o edifício Costa Niemeyer, com 131 studios de 31 a 63 metros quadrados em São Conrado, teve mais de 95% das unidades adquiridas por investidores.
“Vendemos tudo em apenas duas horas. Cerca de 50% dos compradores eram cariocas, 30%, paulistas e 20%, estrangeiros”, contou.

