Cerca de 80 trabalhadores ambulantes ocuparam o plenário da Câmara do Rio nesta terça-feira (11), após o fim de uma audiência pública sobre o tema, para pressionar pela suspensão do decreto que institui o programa Tolerância Zero.
A ocupação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores Informais do Rio de Janeiro (Sindinformal) e pelo Movimento Unido dos Camelôs (Muca), que representam os camelôs que alegam ter tido o trabalho cerceado após o início do programa nas orlas das praias da Zona Sul do Rio.
Diante da situação, o presidente da Câmara, Carlo Caiado (PSD), informou aos demais vereadores que a sessão prevista para esta terça não será realizada. Em comunicado interno, a Casa classificou o episódio como uma “invasão no plenário” e informou que os trabalhos não poderiam seguir normalmente até que a situação fosse solucionada.
Reunião com representantes
Segundo interlocutores, uma reunião foi convocada para negociar termos com os ambulantes. Participam do encontro o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), e os vereadores Rosa Fernandes (PSD), Tânia Bastos (Republicanos), Leonel de Esquerda (PT), Fernando Armelau (PL), Alana Passos (PL), Monica Benicio (PSOL) e Marcos Dias (Podemos), além de representantes do MUCA e do Sindinformal.

O encontro tem como objetivo discutir as propostas e demandas dos trabalhadores e buscar encaminhamentos que possam avançar tanto junto ao Executivo municipal quanto na própria Câmara.
O tom da reunião, até o momento, é descrito como cordial, com a Câmara disposta a ouvir as reivindicações dos ambulantes.
“Reafirmo meu compromisso com os trabalhadores ambulantes e seguirei acompanhando a mobilização deles. A Prefeitura deve receber as lideranças da categoria, estabelecer uma mediação efetiva e apresentar soluções concretas para a regularização. Os ambulantes têm organização, propostas e disposição para o diálogo”, destacou a vereadora Monica Benicio, que participou da reunião.
A Câmara do Rio informou que, após audiência pública promovida pela comissão especial que acompanha o trabalho informal, um grupo de vereadores recebeu representantes dos ambulantes e ouviu suas demandas. Ao fim do encontro, o plenário foi desocupado de forma ordenada.

























































