O Ministério Público do Rio (MPRJ) iniciou nesta quinta-feira (09) a Operação Ouroboros, contra um esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM). Segundo as investigações, a autarquia estadual celebrou contratos ilegais de R$ 86 milhões, e parte desse dinheiro foi sacado.
As informações são de que parte desse dinheiro foi sacado por uma ex-fiscal do IRM, conhecida como “Mulher da Mala”, que tinha, inclusive, escolta.
Promotores saíram para cumprir 6 mandados de prisão e 9 de busca e apreensão. Até o momento, cinco pessoas já foram presas — entre elas, Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM.
Família Knoploch na mira do MPRJ
Diretor de planejamento e projetos do IRM e membro da comissão de licitação, Mauricio Silva Knoploch — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) — é um dos procurados na operação de hoje. Ele é apontado como articulador do direcionamento das licitações em favor das contratadas.
A nora de Maurício, Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos do IRM, é uma das cinco pessoas presas nesta manhã.
O Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf/MPRJ) denunciou 11 pessoas por organização criminosa, corrupção passiva, fraude de licitação e lavagem de dinheiro.
Presos
- Amanda Íthala Santos da Paschoa
- Caroline Soares Barros
- Davi Perini Vermelho, o Didê
- Franquis Dias Nepomuceno
- Marcelo Lopes da Silva
Caroline Soares Barros acumulava as funções de fiscal de contratos do IRM e presidente do Instituto BIO, entidade de fachada por onde os recursos passavam antes de serem sacados. As investigações apontam que Caroline era a “Mulher da Mala”.
Amanda Íthala Santos da Paschoa sucedeu Caroline na fiscalização e atestou a execução dos contratos, o que deu respaldo aos pagamentos.
Já Franquis Dias Nepomuceno era diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM, além de delegado da Polícia Civil. Franquis atuava como ordenador de despesas e realizava o controle de fato do grupo RioForte, responsável pela escolta armada do dinheiro.
Marcelo Lopes da Silva é procurador do Estado, à frente da Procuradoria-Geral do IRM. As acusações são de que emitiu os pareceres que deram cobertura jurídica às contratações e ao reajuste irregular do contrato.
Denunciados
Para os demais denunciados, a Justiça aplicou medidas cautelares, como o monitoramento eletrônico e a proibição de se ausentar do país. São eles:
- Leilson de Souza Nepomuceno
- Gerson Luís de Araújo Rodrigues, representante da Engeconsult, que dava suporte ao esquema;
- Hélio Augusto Machado Pessôa, representante da Engeconsult, que dava suporte ao esquema;
- Roberto Accioly Peotta
- Roberto Peotta
Leilson estava à frente da Rio Forte, enquanto Gerson e Hélio eram representantes da Engeconsult e davam suporte ao esquema.
Roberto Accioly Peotta e Roberto Peotta eram da R. Peotta, empresa contratada pelo IRM que repassava os recursos à entidade de fachada.
*Matéria em atualização
Com informações de “O Globo” e “G1“.

