A Câmara do Rio aprovou um projeto de lei que homenageia Luciana Gonçalves Novaes, vereadora que faleceu no começo deste ano, dando seu nome a um logradouro público da cidade.
A proposta foi apresentada pelo presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), e conta com a assinatura de outros vereadores e comissões do Legislativo.
O projeto segue para sanção ou veto do prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Luciana Novaes foi eleita pela primeira vez em 2016
Luciana Novaes, do PT, morreu aos 42 anos enquanto exercia seu terceiro mandato como vereadora. Ela entrou para a história da Câmara como a primeira parlamentar tetraplégica e teve como principais bandeiras a defesa da inclusão, da acessibilidade e dos direitos das pessoas com deficiência.
A parlamentar ficou tetraplégica em 2003, quando, aos 19 anos e enquanto cursava enfermagem, foi atingida por uma bala perdida. Luciana passou a depender de ventilação mecânica.
Após o acidente, Luciana se formou em Serviço Social e fez pós-graduação em Gestão Governamental. Em 2016, foi eleita pela primeira vez para a Câmara do Rio e, ao longo dos mandatos, atuou na criação e aprovação de leis voltadas principalmente à inclusão e à acessibilidade.
Homenagem à vereadora
Na justificativa do projeto, é destacada a trajetória de superação da parlamentar e sua atuação política mesmo diante das barreiras físicas enfrentadas diariamente.
Segundo a proposta, Luciana utilizava a política como instrumento para transformar experiências de violência e adversidade em ações de inclusão e esperança.
Caiado afirmou que a atuação de Luciana Novaes na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, na proteção das mulheres e no combate à violência foi notável. Para ele, a homenagem é uma forma singela de manter vivas as lutas da vereadora.
“Hoje a Câmara do Rio transformou em homenagem permanente o carinho, o respeito e a admiração que todos nós temos pela vereadora Luciana. Ela se foi, mas deixou a sua marca nessa Casa. Luciana ajudou a transformar a Câmara em um espaço mais inclusivo e atento às pessoas com necessidades especiais e foi fundamental também na construção de uma cidade mais acessível e acolhedora”, destacou o presidente da Câmara.
Assinam a coautoria os vereadores Willian Coelho (Avante), Tânia Bastos (Republicanos), Rafael Aloisio Freitas (PSD), Paulo Messina (PL), Junior da Lucinha (PSD), Pedro Duarte (PSD), Rosa Fernandes (PSD), William Siri (PSOL), Felipe Pires (PT), Marcio Ribeiro (PSD), Leniel Borel (Progressistas), Dr. Gilberto (Solidariedade), Welington Dias (PDT), Átila Nunes (PSD), Inaldo Silva (Republicanos), Vitor Hugo (MDB), Zico (PSD), Monica Benicio (PSOL), Tainá de Paula (PT), Marcio Santos (PV) e Felipe Boró (PSD).
O projeto determina que o Poder Executivo escolha um logradouro público inominado para receber o nome da parlamentar, observando as regras previstas na legislação municipal. A lei entra em vigor a partir da data de sua publicação.
Piloto da PM falecido também é homenageado com nome em logradouro
A Câmara do Rio também aprovou nesta quarta uma homenagem ao comandante Felipe Marques Monteiro, que morreu em maio durante o processo de recuperação após levar um tiro no pescoço em ação da Polícia Militar na Vila Aliança, Zona Oeste do Rio, no ano passado.
Assim como Luciana, o agente também terá seu nome eternizado em um logradouro público. O vereador Marcos Dias (Podemos) divide com Caiado a autoria da proposta.
“O comandante Felipe Marques Monteiro perdeu a vida cumprindo sua missão de proteger a população. É uma forma de nós reconhecermos o seu compromisso com a cidade, assim como fazem tantos outros homens honrados da corporação. Dar seu nome a um espaço público é fazer com que seu sacrifício não seja esquecido”, justificou Caiado.
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Deveria ter sido investigado o ex secretário de Educação do Sérgio Cabral, que fechou quase 50 escolas, o Wilson Risolia. Saiu do governo Cabral para a Fundação Roberto Marinho, ou seja, pode ter sido indicação do Grupo Globo para o aliado Sérgio Cabral. Esse secretário do Eduardo Paes, Ferreirinha, recebeu doação do Lemann, Arminio Fraga e Nizan Guanaes. É um jovem elitista que nunca pisou na grande maioria das escolas municipais.
Tomara que o telefone do ex presidente da Alerj revele os detalhes ocultos dessa fraude escancarada de licitações para o Min Moraes. Os recursos da descentralização de crédito deveriam ser residuais, em pequenos valores, mas a mente maquiavélica dos gestores encontrou uma forma de fraudar a regra das licitações. Causa ainda mais estranheza o número excessivo de emendas impositivas em 2026 com esse tipo de destinação. É só consultar o site de transparência do estado e ver o excesso de emendas destinadas diretamente à colégios estaduais. Tecnicamente, quando se impõe uma transparência financeira direta a um colégio (que não é uma unidade orçamentária ou executora), estará sendo realizada uma descentralização de crédito, onde o recurso é transferido diretamente para uma conta sob responsabilidade do diretor do colégio. Esse diretor não tem obrigação de fazer licitação e isso é uma fraude. Algum repórter poderia investigar isso.