22/12/2025 13:58

Documento enviado ao STF confirma reocupação de favelas em 2026 e aponta que Rio das Pedras, Muzema e Gardênia Azul serão as primeiras

A Secretaria de Segurança Pública do Rio enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22), o documento que detalha o plano de reocupação territorial de favelas determinado pela Corte. O texto apresenta Muzema, Rio das Pedras e Gardênia Azul como os primeiros pontos da ação, que terá início no começo de 2026.

Os três pontos ficam em um eixo sensível de Jacarepaguá, na Zona Oeste, marcado por disputas entre facções do tráfico e milícias. A instabilidade na região afeta diretamente a mobilidade urbana e a segurança de bairros vizinhos, como Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes.

A iniciativa cumpre a decisão do STF no julgamento da chamada ADPF das Favelas, que determina a retomada da presença do estado em áreas dominadas por grupos armados, com ações de segurança, fiscalização e políticas sociais. As informações são do “Diário do Rio”.

Jacarepaguá concentra favelas com disputas entre facções e milícias

Jacarepaguá foi escolhida como área piloto por concentrar, ao mesmo tempo, os três principais grupos criminosos em atuação no estado: Comando Vermelho (CV), milícias e Terceiro Comando Puro (TCP).

Relatórios da Secretaria de Segurança apontam que, nos últimos dois anos, o Comando Vermelho avançou sobre ao menos dez favelas da região, antes exploradas por milicianos, numa estratégia para ampliar seu domínio territorial entre o Recreio, o Itanhangá e áreas próximas ao Maciço da Tijuca.

Apesar do avanço do tráfico, as milícias seguem fortes, sobretudo no controle de serviços como gás, internet, transporte alternativo e exploração imobiliária, mantendo uma ampla economia ilegal.

Região terá presença diária da polícia até a estabilização da área

Segundo o secretário de Segurança Pública, Victor Cesar dos Santos, o plano não se resume a uma operação policial nem a uma ocupação permanente, como ocorreu em experiências anteriores.

“É o cumprimento de uma decisão judicial, com metas, fiscalização e acompanhamento do Judiciário. Haverá presença diária da polícia até a estabilização da área”, afirma.

A atuação inicial deve durar cerca de 60 dias, com avaliações periódicas. Além das forças de segurança, participam do processo o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública.

A Polícia Civil também vai priorizar investigações sobre empresas e serviços controlados por organizações criminosas, com foco na movimentação financeira ligada à economia ilegal.

O plano está estruturado em cinco fases. A primeira, de diagnóstico territorial, já foi concluída. A segunda começa em 2026, com a entrada integrada das forças de segurança. As etapas seguintes preveem diálogo com os moradores, ampliação do acesso a serviços públicos, ações sociais e, por fim, a consolidação da autonomia das favelas com presença regular do estado.

Por se tratar de um projeto de médio e longo prazo, não há datas fechadas para o encerramento das fases finais.

Levantamento do governo mostra impacto do domínio do crime no cotidiano dos moradores

Pesquisas feitas com cerca de 400 moradores da região apontam como principais problemas a falta de infraestrutura, questões ambientais, desordem urbana e insegurança.

Os relatos indicam dificuldades com saneamento básico, limpeza urbana, déficit de escolas e vagas, poucas opções de lazer e uma rede de saúde insuficiente. Também são frequentes as queixas sobre preços elevados de serviços controlados pelo crime.

De acordo com o levantamento, famílias chegam a pagar, em média, R$ 40 a mais no botijão de gás, além de valores inflacionados por serviços como internet.

“O impacto no dia a dia do morador também será um indicador de sucesso do plano”, afirma o secretário.

O diagnóstico mostra que 74% dos moradores vivem em imóveis alugados, mais da metade recebe algum tipo de auxílio social e cerca de 42% dependem de trabalho informal.

Com base nesses dados, o governo pretende integrar políticas sociais ao processo de reocupação, como programas de qualificação profissional para moradores que já atuam em setores como bares, restaurantes e hotéis da Barra da Tijuca.

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Em um mandato na Alerj, deputado Carlinhos BNH viu patrimônio crescer de R$ 300 mil para R$ 2,6 milhões

09/08/2026 14:38

Figura política conhecida em Nova Iguaçu, o deputado Carlinhos BNH (PP) viu seu patrimônio ficar quase nove vezes maior após trocar a Câmara de seu município pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Segundo dados da Justiça Eleitoral, o parlamentar tinha um patrimônio de R$ 300 mil quando disputou as eleições de 2022. Agora, ele chega ao fim de seu primeiro mandato como deputado estadual com mais de R$ 2,6 milhões em bens.

Deputado declarou R$ 250 mil em espécie

Na sua última eleição, Carlinhos BNH tinha todo o valor de seu patrimônio concentrado em um bem: um imóvel. Agora, o candidato à reeleição declarou pelo menos quatro terrenos, diferentes casas, um imóvel em construção e um galpão, além de R$ 250 mil em espécie.

Carlinhos BNH é militar e foi vereador em Nova Iguaçu de 2017 a 2022. Ele concorreu ao cargo de deputado estadual pela primeira vez em 2018, pelo PTC, mas teve a candidatura indeferida por falta de uma certidão de filiação partidária. Em 2022, ele foi eleito deputado e tenta, em outubro deste ano, seguir para um segundo mandato na Alerj.

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Agora milionário e em busca da reeleição, deputado Renato Machado declara patrimônio de R$ 1,3 milhão à Justiça Eleitoral

09/08/2026 13:48

O deputado estadual Renato Machado (PT), candidato à reeleição para a Alerj, declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 1,3 milhão, uma alta de 54,03% em relação aos bens declarados há quatro anos, que somavam R$ 875 mil.

Entre os bens informados pelo mais novo milionário, chamam a atenção 14 terrenos, duas casas e dois apartamentos em Maricá, que, somados, dão R$ 1,18 milhão — quase a totalidade dos bens declarados pelo parlamentar neste ano.

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Declaração de bens de Renato Machado em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand

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Declaração de bens de Renato Machado em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

Deu a louca no TSE: erro na Justiça Eleitoral faz André Ceciliano aparecer com R$ 100 milhões a mais do que, de fato, tem

09/08/2026 13:35

Um erro no sistema da Justiça Eleitoral quase transformou o candidato André Ceciliano (PT) no candidato mais rico das eleições para deputado estadual. Um empréstimo de R$ 100 mil declarado pelo político ao TSE foi creditado, no sistema do Tribunal, como R$ 100 milhões, fazendo seu patrimônio parecer mais de 3.000% maior do que, de fato, é.

O ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj) apareceu no sistema da Justiça para divulgação de dados dos candidatos neste domingo (09). Até às 13h, ele aparecia no sistema com R$ 103 milhões de patrimônio.

A maior parte do valor, no entanto, correspondia ao empréstimo de R$ 100 milhões. Ao TEMPO REAL, o candidato disse que o empréstimo declarado foi de apenas R$ 100 mil.

Além do empréstimo, André Ceciliano declarou quatro carros, duas casas, um prédio comercial em Paracambi e R$ 380 mil em espécie, segundo os outros dados da Justiça Eleitoral. Os valores no portal do TSE são atualizados em tempo real até o fim das eleições.

Erro no sistema do TSE aumenta patrimônio de André Ceciliano - Foto: Reprodução
Erro no sistema do TSE aumenta patrimônio de André Ceciliano – Foto: Reprodução

 

Conselheiro do TCE-RJ nega novo prazo à Controladoria do Estado e cobra conclusão de apuração sobre rombo bilionário no Rioprevidência

09/08/2026 13:00

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) negou um novo pedido de extensão de prazo feito pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-RJ) para concluir a investigação sobre perdas milionárias e possíveis irregularidades no Rioprevidência. Entre os principais pontos sob apuração está a aplicação de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master.

Em decisão monocrática, o conselheiro José Gomes Graciosa indeferiu a solicitação de mais 60 dias para a conclusão da Tomada de Contas Especial aberta no processo TCE-RJ nº 100.659-6/25, em dezembro do ano passado.

Graciosa considerou que o estado já havia recebido uma prorrogação de 120 dias em maio deste ano e, segundo o TCE-RJ, o prazo adicional já havia atingido o limite previsto no regimento da Corte. Com o novo pedido negado, a CGE terá de apresentar o relatório final, incluindo a mensuração do prejuízo aos cofres públicos e a indicação dos possíveis responsáveis, até o dia 02 de setembro.

Do alerta do TCE à prisão de ex-dirigentes

O rombo bilionário no Rioprevidência ganhou novos desdobramentos no final de 2025, quando o TCE-RJ recomendou o afastamento imediato de toda a diretoria executiva, do comitê de investimentos e do controle interno da autarquia. Desde então, as apurações administrativas avançaram paralelamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal.

Em janeiro de 2026, o então diretor-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, foi alvo de mandados de busca e apreensão da Polícia Federal e pediu exoneração do cargo.

No mês seguinte, Antunes foi preso preventivamente pela PF durante a Operação Barco de Papel, sob suspeita de gestão temerária, tentativa de obstrução da Justiça e destruição de provas. A prisão foi mantida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Com o avanço das investigações, toda a cúpula que comandava o Rioprevidência no período em que ocorreram os fatos investigados acabou substituída ou desarticulada.

Aplicações e irregularidades sob investigação

As apurações apontaram uma série de condutas que teriam exposto o fundo de previdência dos servidores estaduais a riscos incompatíveis com sua finalidade.

Entre eles, o investimento de quase R$ 1 bilhão em papéis do Banco Master S.A., instituição que posteriormente sofreu liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central.

Também estão sob análise compras de Notas do Tesouro Nacional (NTN-B) por meio da corretora Planner. Segundo as apurações, os títulos teriam sido adquiridos por valores superiores aos praticados no mercado secundário, sem justificativas técnicas ou econômicas para a contratação da intermediária.

Outro foco é a governança dos investimentos. Foram identificadas aplicações feitas sem a aprovação tempestiva do Plano Anual de Investimentos, além de possíveis descumprimentos dos limites estabelecidos pela Resolução CMN nº 4.963/2021 e falta de transparência em relatórios e atas de conselhos.

CGE terá de concluir tomada de contas

Com o pedido de prorrogação negado e os autos anexados ao processo principal, a CGE terá de concluir a Tomada de Contas Especial. O relatório deverá apontar o valor do prejuízo e os responsáveis pelos eventuais danos até a data limite definida pela prorrogação de 120 dias, aceita em maio deste ano.

A quantificação das perdas será usada como base para eventual cobrança de ressarcimento aos cofres públicos e poderá reforçar os processos judiciais e criminais já em andamento contra ex-gestores do Rioprevidência.

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COM FÁBIO MARTINS.

Vice de Paes na disputa pelo governo do estado do Rio, Jane Reis declara à Justiça Eleitoral patrimônio de R$ 577 mil

09/08/2026 12:43

Escolhida vice na chapa de Eduardo Paes (PSD) ao governo do estado do Rio, a advogada Jane Reis (MDB) declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 577.396,84.

Entre os bens informados estão um automóvel avaliado em R$ 220 mil; um imóvel no valor de R$ 30 mil; e um título de previdência privada de R$ 44 mil.

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Declaração de bens de Jane Reis em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

O valor total é maior do que o declarado por Jane em 2020, quando concorreu à Prefeitura de Magé. Na declaração daquele ano, a irmã do presidente estadual do MDB, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, declarou um total de R$ 268.608,29, somando automóvel, título de previdência privada e participações em empresas.

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Declaração de bens de Jane Reis em 2020 — Foto: Reprodução/Divulgacand

Candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas declara patrimônio de R$ 1,4 milhão à Justiça Eleitoral

09/08/2026 11:57

Presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato do PL para o governo do estado, Douglas Ruas (PL) tem um patrimônio estimado em R$ 1,4 milhão. O valor foi declarado por ele à Justiça Eleitoral, que reúne os dados dos candidatos no portal DivulgaCand.

O patrimônio total é de R$ 1.467.687,88, dividido em quatro imóveis, quotas de imóveis e aplicações em fundos de investimentos, além de valores depositados em poupanças e conta corrente.

O valor é cerca de 15% maior do que o declarado por Douglas Ruas em 2022, quando foi eleito deputado estadual. Na época, ele disse ter R$ 1,2 milhão em bens. Ele participa, em 2026, de sua primeira disputa ao cargo de governador.

Pobre de marré, deci: Paes declara à Justiça Eleitoral um patrimônio de apenas R$ 189 mil

09/08/2026 11:36

Candidato ao governo do estado do Rio pelo PSD, Eduardo Paes declarou à Justiça Eleitoral ter um patrimônio de R$ 189 mil. O valor é um pouco maior do que o declarado em 2024 — R$ 185 mil — quando concorreu à Prefeitura do Rio.

Entre os bens informados, chama atenção um Volkswagen Tiguan 2020, avaliado em R$ 150 mil, além de um título de previdência privada de R$ 32 mil.

Juntos, os dois itens somam quase todo o patrimônio declarado pelo candidato do PSD, que reúne ainda um saldo de R$ 50 em renda fixa e R$ 6,3 mil espalhados em quatro contas correntes no país.

Na declaração de 2022, Paes declarou duas contas bancárias no exterior, que, juntas, somavam R$ 2,3 mil. Esses registros não constam mais na declaração atual. Em contrapartida, houve aumento no número de contas mantidas no Brasil: naquele ano, ele havia declarado apenas uma conta corrente, com saldo de R$ 182.

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Declaração de bens de Eduardo Paes em 2026 — Foto: Reprodução/Divulgacand

À frente nas pesquisas, Paes evita confronto com Garotinho e desiste do debate da Band

09/08/2026 11:20

O candidato ao governo do estado do Rio pelo PSD, Eduardo Paes, anunciou na noite deste sábado (08) que desistiu de ir ao debate da Band, que acontece às 20h neste domingo. Ele  justificou a desistência pelo fato de o período eleitoral não ter se iniciado oficialmente, o que ocorre no próximo dia 16.

No entanto, mesmo sabendo das datas e conhecendo o calendário eleitoral, Paes havia confirmado a presença até o fim da tarde de ontem, quando mudou de ideia. Ele vinha sendo aconselhado por sua equipe a não ir, e assim, se preservar dos ataques mais que esperados do candidato do Republicanos, Anthony Garotinho.

O ex-governador passou a semana ameaçando apresentar denúncias e provocações ao adversário.

A ausência Paes tira do primeiro debate da disputa estadual o primeiro colocado na corrida pelo Palácio Guanabara, de acordo com as pesquisas de intenção de votos já divulgadas. E tira, do eleitor, a chance de conhecer as propostas e ouvir as explicações do ex-prefeito do Rio.

A coordenação de campanha de Paes publicou uma nota anunciando a desistência.

“A coordenação de campanha da coligação ‘Juntos Para Mudar, Coragem para Reconstruir’ decidiu, seguindo orientação do departamento jurídico, que o candidato Eduardo Paes não vai participar de debates e sabatinas antes do início oficial da campanha e da confirmação dos registros de candidaturas pela Justiça Eleitoral”, diz a nota.

O recado é direto. Na última quinta-feira (06), o promotor Alexey Kolouboff pediu à Justiça urgência para executar a condenação por improbidade administrativa de Garotinho e comunicar à Justiça Eleitoral a suspensão de seus direitos políticos por oito anos.

O MP alega que Garotinho está inelegível desde 2025, quando o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve sua condenação por improbidade administrativa no projeto “Saúde em Movimento”. Garotinho foi acusado de participar de um esquema que desviou R$ 234,4 milhões da Secretaria estadual de Saúde entre 2005 e 2006., na época em que o estado era governado por Rosinha Matheus, e ele era seu secretário de Governo. Com a decisão de Toffoli, a sentença tornou-se definitiva.

Para integrantes da equipe de Paes, este será o único debate com a participação de Garotinho.

Grupo Bandeirantes lamentou a decisão de Paes, mas confirma que o debate vai acontecer ‘em respeito aos eleitores’

“O Grupo Bandeirantes lamenta a decisão do pré-candidato Eduardo Paes, do PSD e reafirma o compromisso da emissora com a democracia. Em respeito aos eleitores, aos partidos e demais pré-candidatos, a Band confirma o debate nesse domingo, dia 09 de agosto. A mediação será da âncora do Jornal da Band, Adriana Araújo”, diz  o comunicado divulgado pela emissora após o anúncio da decisão do ex-prefeito.

Sem ele, o debate será realizado entre os candidatos Anthony Garotinho (Republicanos), André Marinho (Novo), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL).

O primeiro encontro entre os candidatos ao ⁠governo do estado do Rio nas eleições de 2026 terá transmissão especial do TEMPO REAL em parceria com a Band e marcará também a estreia do portal na cobertura de uma eleição estadual.

O debate será realizado na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, com transmissão ao vivo pela Band, na TV aberta, pela BandNews FM Rio (90.3 FM) e pelo ⁠YouTube do TEMPO REAL. a partir das 19h, com a exibição de um programa especial feito para a ocasião.

O público também poderá acompanhar a cobertura pelo Instagram do TR com transmissão e atualizações nos stories.

Em 2024, o TEMPO REAL acompanhou as eleições municipais em todo o estado do Rio, ampliando já naquele época a cobertura eleitoral para além da capital.

Marcelo Freixo aciona o MPF por vídeo em que Eduardo Bolsonaro anuncia dispensa para não vacinar a própria filha

09/08/2026 11:00

Candidato a deputado federal pelo PT no Rio para  as eleições de 2026, Marcelo Freixo anunciou, através das redes sociais, que vai entrar com uma ação no Ministério Público Federal (MPF) contra Eduardo Bolsonaro. Ele acusa o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de violar o Estatuto da Criança e do Adolescente.

O motivo da “treta” foi a divulgação de um vídeo no Instagram do próprio Eduardo Bolsonaro, onde ele revela ter entrado com um pedido, em uma espécie de cartório do Texas, nos Estados Unidos, para impedir a vacinação da própria filha.

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Em resposta, Freixo demonstrou indignação com o anúncio e classificou a atitude como um ato criminoso.

“Estou entrando com uma ação no Ministério Público Federal contra Eduardo Bolsonaro. O que ele está fazendo é uma violação grave do Estatuto da Criança e do Adolescente. É crime. Em pleno fim de semana do dia dos pais, divulgar um video contrário a vacinação de uma criança é repugnante. A família Bolsonaro sabotou a vacinação contra a Covid, provocando a morte de milhares brasileiros. Agora eles estão atacando a vacinação de crianças”, disse Freixo.

O petista também falou sobre o sucesso das campanhas de vacinação no país, que reduziram a incidência de doenças como varíola, poliomielite, rubéola, difteria, tétano, coqueluche e outras. E lembrou dos episódios no governo Jair Bolsonaro, onde o ex-presidente se posicionou contra a aplicação de vacinas durante a pandemia da Covid-19.

“Tomar vacina é um direito da criança. A criança tem direito à vida. E se a sua filha tiver alguma doença grave fruto da não vacinação, que você negou a ela? Você vai ser o responsável? Vai ser preso? Me reuni com minha equipe e no início da semana vou processar você no Ministério Público Federal por crime contra o Estatuto da Criança e do Adolescente porque você é criminoso e tem que ser tratado como criminoso. Ser idiota eu não posso fazer nada. Mas criminoso eu posso”, afirmou Freixo.

Defesa de Marcelo Conde, acusado de vazar dados da esposa de Moraes, pede que ministro não seja relator do caso no STF

09/08/2026 10:46

A defesa do empresário Marcelo Conde solicitou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que Alexandre de Moraes seja retirado da relatoria de um inquérito que envolve o empresário.

Conde é investigado por suposta compra de dados fiscais sigilosos de Viviane Barci, esposa de Moraes. O pedido requer que, caso necessário, a questão seja submetida ao plenário da Corte.

Os advogados do empresário sustentam que o ministro estaria impedido de atuar no processo devido ao parentesco com a suposta vítima, citando o Código de Processo Penal.

O pedido ainda vai ser analisado por Fachin. Antes, a defesa de Conde submeteu o mesmo pleito diretamente a Alexandre de Moraes, mas não obteve resposta.

Acusado de pagar R$ 4,5 mil por dados, Marcelo Conde nega denúncia

Marcelo Conde é filho do ex-prefeito do Rio Luiz Paulo Conde, que morreu em 2015. Ele nega qualquer irregularidade envolvendo os dados de Viviane Barci e afirma que as acusações são infundadas.

As investigações da Polícia Federal apontam que o empresário teria pagado R$ 4,5 mil ao contador Washington Travassos de Azevedo para obter as informações fiscais de forma ilegal. Travassos, apontado como o executor do acesso indevido aos sistemas da Receita Federal, está preso desde março.

O caso tramita no âmbito do chamado Inquérito das Fake News. Em abril, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao empresário, que se apresentou às autoridades após a emissão de uma ordem de prisão preventiva expedida por Moraes.

A medida de prisão, à época, ocorreu mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não identificou riscos ou provas suficientes para justificar a custódia cautelar de Marcelo Conde naquele momento.

Com informações do portal “Metrópoles”.

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