Apenas em 2026, o serviço de teleatendimento da Prefeitura do Rio recebeu 144.794 queixas de estacionamento irregular até a última terça-feira (22) — uma média de 548 por dia. Se comparado ao mesmo período do ano passado, houve um aumento de 8,2%.
A Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) contratou oito reboques para enfrentar o desafio de encarar a frota de cerca de 3,6 milhões de veículos na capital fluminense. Uma empresa recém-contratada assumiu o lugar do prestador emergencial anterior, multado e advertido reiteradamente por descumprir a meta contratual de manter 33 reboques em circulação.
Apesar da promessa feita em dezembro pelo secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior, de licitar 40 reboques, o plano não foi mantido. A Seop justificou, em nota, que o novo dimensionamento da frota baseou-se em estudos técnicos voltados a otimizar a eficiência operacional e o tempo de resposta do serviço.
Além disso, consideram que os reboques só são deslocados depois que as equipes de fiscalização vão até o local e confirmam a veracidade da denúncia. Em certas situações, os guardas avaliam que não é necessário rebocar o veículo e optam apenas pela multa. A Seop argumenta, ainda, que agora a frota está disponível 24 horas por dia, com motoristas terceirizados se revezando em turnos de 12 horas cada um.
Outro problema é a distância dos depósitos, apenas dois em todo o município, o que pode acarretar em dezenas de quilômetros percorridos por alguém que teve seu carro rebocado.
A empresa GKF Good Kick Serviços Ltda, vencedora do pregão econômico, tem um contrato com a prefeitura que prevê o pagamento de R$ 29,7 milhões por 36 meses de vigência, independentemente do número de veículos rebocados. O processo de licitação, no entanto, gerou divergências no Tribunal de Contas do Município (TCM), quando os técnicos estranharam que a Seop excluiu das planilhas o orçamento de menor valor.
Embora o valor inicial do edital (R$ 33 milhões) fosse quase R$ 2 milhões inferior ao calculado pelo TCM, os conselheiros liberaram a licitação por considerarem a diferença irrelevante no prazo de 36 meses, recomendando apenas o uso de todas as cotações em futuros processos. Em nota, a Seop informou ter atendido às orientações do tribunal e destacou que o valor final contratado ficou abaixo do teto previsto no edital.
Com informações de O Globo.






















































