Um buraco de cerca de um metro de profundidade foi aberto na altura do km 22, na BR-495, em Petrópolis, após parte da via ceder na manhã desta segunda-feira (23). A ocorrência causou transtornos aos motoristas que passavam pela via — principal ligação entre Petrópolis e Teresópolis, popularmente conhecida como Estrada das Hortênsias—, que precisou ser totalmente interditada. Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ainda não há previsão de liberação do trecho.
O buraco foi aberto após parte da via ceder na altura do km 22 da BR-495, em Petrópolis — Foto: Reprodução
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), responsável pelo trecho, foi acionado.
Apenas 48 horas depois de ser alvo de um pichação, mais uma ação irregular ocorreu nos Arcos da Lapa. Equipes da Secretaria Municipal de Conservação derrubaram, nesta quinta (27), a construção de um puxadinho de alvenaria no local. Agentes da Secretaria de Ordem Pública também participaram da ação.
A construção irregular estava sendo unificada à base de um dos arcos. Depois de demolição, uma inspeção será feita pela Conservação para verificar se houve algum dano maior ao tradicional monumento construído no século XVIII.
“Não vamos tolerar que os Arcos da Lapa ou qualquer outro patrimônio histórico da cidade sejam alvos de ações criminosas ou irregulares. A Prefeitura atua rotineiramente na manutenção desses espaços, mas é preciso ressaltarmos a importância do apoio da população na preservação da nossa cidade”, ressaltou o Secretário de Conservação, Diego Vaz.
A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio emitiu um parecer nesta quinta (27) recomendando o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) ao governo do estado.
O principal motivo apontado pelo Ministério Público Eleitoral é a suspensão dos direitos políticos de Garotinho por oito anos. O órgão entende que a condenação ainda está valendo.
A decisão final sobre o deferimento ou veto do registro cabe ao plenário do Tribunal Regional Eleitoral do Rio.
Nesta quinta, às 15h, o TRE-RJ analisa um pedido de liminar apresentado pela coligação de Eduardo Paes (PSD) contra a candidatura de Garotinho. A medida busca impedir que o ex-governador tenha acesso aos recursos do fundo eleitoral e ao tempo de propaganda na TV enquanto seu registro não for definitivamente analisado.
A cidade do Rock, no Parque Olímpico da Barra, na Zona Sudoeste do Rio, se prepara para o início do Rock in Rio no dia 4 de setembro, na sexta-feira que vem. E a Prefeitura do Rio divulgou, nesta quinta (27), o plano de operação especial que inclui bloqueios de trânsito no entorno do Parque Olímpico a partir das 14h em todos os dias do festival.
As vias do entorno do Parque Olímpico permanecerão abertas entre 5h e 14h. A partir desse horário, quando as roletas são liberadas para a entrada do público, os acessos serão bloqueados até as 5h, horário previsto para o encerramento das atividades.
Os bloqueios serão nos seguintes pontos:
Em toda a Avenida Embaixador Abelardo Bueno, desde o cruzamento da Avenida Imperatriz Leopoldina com a Avenida Engenheiro Carlos Carvalho (na altura da Estpação BRT Rio 2) até a Avenida Salvador Allende, próximo ao Riocentro, em Jacarepaguá.
Na Estrada Pedro Correia, das estações do BRT Rio 2 até a Espação Pedro Correia, próximo ao restaurante Nomangue.
Da Rua Franz Weissman, desde a esquina com a Avenida Imperatriz Leopoldina, passando por toda a Avenida Jaime Poggi, até ao final da Rua Francisco de Paula, na altura do Terminal BRT Centro Olímpico.
A prefeitura divulgou um mapa com os trechos de interdição e as vias liberadas ao tráfego. Veja abaixo:
Foto: Reprodução/Prefeitura
A operação contará com 210 operadores de trânsito e dez pontos de bloqueio equipados com tecnologia OCR, que permite a identificação automática de moradores da região e veículos credenciados. Os veículos autorizados terão acesso liberado, enquanto os demais serão direcionados para rotas alternativas.
Entre as operações de rotina, as faixas reversíveis e as áreas de lazer funcionarão normalmente. Os fechamentos para manutenção de túneis e elevados na região do Parque Olímpico serão suspensos durante o evento.
A Área de Proteção ao Ciclista de Competição do Porto (APCC Porto) também ficará suspensa nos dias do festival.
Recomendação ao uso do BRT
A recomendação da Prefeitura é que o público utilize transporte público para chegar ao evento. A principal opção é o BRT Expresso Rock in Rio, que funcionará nos sete dias do festival com tarifa de R$ 29 para ida e volta. A venda será feita exclusivamente pelo aplicativo Jaé.
Os bilhetes poderão ser pagos com saldo da Conta Transporte, Pix ou cartão de crédito. Cada conta poderá comprar passagens para até dez pessoas por dia de evento.
Visitantes estrangeiros também poderão se cadastrar no aplicativo utilizando e-mail ou número de telefone e efetuar o pagamento por Pix ou cartão de crédito.
As gratuidades do sistema Jaé não serão válidas para o serviço especial do festival. Também não será permitido utilizar saldo de vale-transporte na compra dos bilhetes.
Três linhas especiais farão a ligação entre terminais do BRT e a Cidade do Rock. Os serviços funcionarão das 11h às 4h do dia seguinte:
SE08 – Terminal Jardim Oceânico x Terminal Centro Olímpico (direto)
Tempo de viagem: 30 minutos.
SE09 – Terminal Alvorada x Morro do Outeiro (direto)
Tempo de viagem: 18 minutos.
SE10 – Terminal Paulo da Portela x Morro do Outeiro (semidireto)
Paradas nas estações Praça Seca, Tanque e Taquara.
Tempo de viagem: 40 minutos.
Para embarcar, o passageiro deverá apresentar no aplicativo Jaé o QR Code correspondente ao serviço contratado.
Após o desembarque, será necessário validar o código para retirar a pulseira de retorno em tendas próximas à entrada da Cidade do Rock.
O QR Code ficará disponível a partir do dia 28 para quem adquirir o serviço e será válido apenas para a data selecionada. Quem utilizar apenas a viagem de volta também precisará comprar o bilhete do BRT Expresso Rock in Rio, no valor de R$ 29.
Metrô
A estação Jardim Oceânico do metrô, na Barra, funcionará com embarque 24 horas durante o festival. Na madrugada, as demais estações permanecerão abertas apenas para desembarque.
A operação especial ocorrerá das 5h de sexta-feira (4) até 23h59 de terça-feira (8), e das 5h de sexta-feira (11) até 23h59 de segunda-feira (14).
A tarifa seguirá em R$ 7,90 por viagem. O valor do metrô não está incluído no bilhete do BRT Expresso Rock in Rio e deverá ser pago separadamente.
A recomendação é que os passageiros recarreguem o Jaé com antecedência ou utilizem pagamento por aproximação para evitar filas.
De acordo com a Prefeitura do Rio e com a Rio Tur, a expectativa é que cada dia do festival tenha a presença de 100 mil pessoas.
O ex-governador e candidato Anthony Garotinho (Republicanos) terá uma dose dupla de Justiça nesta quinta-feira (27). Em um intervalo de apenas duas horas, dois tribunais no Rio de Janeiro vão analisar questões diferentes que podem impactar sua tentativa de disputar o governo do estado em outubro.
A condenação é usada por adversários e pelo Ministério Público Eleitoral como argumento para contestar a candidatura do ex-governador.
Garotinho pediu uma liminar para suspender imediatamente os efeitos da condenação, mas o pedido foi negado pelo relator, o desembargador Guilherme Braga Peña de Moraes. A decisão será submetida nesta tarde ao restante do colegiado.
Duas horas depois, às 15h, será a vez do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) analisar o pedido de liminar apresentado pela coligação de Eduardo Paes (PSD) contra a candidatura de Garotinho. A medida busca impedir que o ex-governador tenha acesso aos recursos do fundo eleitoral e ao tempo de propaganda na TV enquanto seu registro não é definitivamente analisado.
Ação de Paes pede bloqueio de fundo eleitoral e tempo de TV de Garotinho
A coligação de Eduardo Paes quer que a Justiça Eleitoral aplique a Garotinho uma medida semelhante à determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato à Presidência Pablo Marçal (PRTB): impedir o acesso a recursos públicos e à propaganda eleitoral antes da análise definitiva do registro.
O pedido foi apresentado depois que a coligação apontou a suspensão dos direitos políticos de Garotinho como impedimento à candidatura. O processo de registro entrou na pauta do TRE-RJ nesta quinta-feira, sob relatoria do desembargador Bruno Bodart.
No princípio era o verbo. Mais os pronomes, os adjuntos e muita imaginação para dar uma resposta aos episódios de violência que, vez ou outra, atravessavam um cotidiano de vida pulsante, afetiva e criativa no Morro da Providência. O que nasceu pequeno, com o Projeto Pretinhas Leitoras amadureceu: o projeto resultou na co-criação da Biblioteca Erê, em parceria com a Associação Cultural Lanchonete<>Lanchonete, e em breve vai ganhar espaço num empreendimento residencial que será erguido na região conhecida como Pequena África, na Zona Portuária do Rio.
“A expectativa é que nossa ação no local possa transformar a vida das pessoas com a criação de um espaço alegre, criativo, de encontros, que vá além da Biblioteca Erê”, explica a pedagoga Elen Ferreira, co-criadora do Pretinhas Leitoras e diretora-técnica e pedagógica da Associação Cultural Lanchonete Lanchonete.
Mas, antes que o leitor se confunda nesta viagem pelo conhecimento, a gente explica. A Biblioteca Erê é hoje um projeto conjunto que nasce de duas frentes. De um lado, o Pretinhas Leitoras, idealizado a partir das experiências das agora adolescentes Helena e Duda Ferreira, de 17 anos. Do outro lado, a Associação Cultural Lanchonete Lanchonete, instituição-obra fundada pela artista fotógrafa e pedagoga Thelma Vilas Boas, que funciona como um espaço de arte, cultura, debate e criação, na Gamboa.
O projeto Pretinhas Leitoras começou em 2015, com as então meninas gêmeas procurando a ajuda da mãe, Elen, para expandir seu universo de leitura, que proporcionava não só a segurança do lar, enquanto os conflitos se desenrolavam do lado de fora, no Morro da Providência, mas também a possibilidade ultrapassar fronteiras através da literatura.
Elen Ferreira (ao centro) e as gêmeas Helena e Duda: a trajetória iniciada no Morro da Providência ganhará um novo capítulo na Pequena África, região que vive um processo de revitalização na Zona Portuária do Rio — Foto: Divulgação/ Biblioteca Erê
Hoje, as duas iniciativas caminham organicamente ligadas, e é desse encontro que nasceu em 2024 a Biblioteca Erê.
As iniciativas foram longe. Por sugestão das meninas, as atividades culturais ganharam o mundo virtual, democratizando ainda mais o acesso ao que era aprendido e ensinado ali. Depois, as Pretinhas Leitoras ganharam um quadro no programa “Encontro”, da TV Globo, chamado Encontro com as Letrinhas.
Sempre com o mesmo objetivo: entender e criar narrativas tendo a ancestralidade afro-brasileira como referência. Elen explica que a escolha do foco não é uma restrição, mas um recorte necessário.
“A literatura eurocêntrica já está disponível o tempo todo em todos os lugares, inclusive no ambiente escolar”.
A Lanchonete Lanchonete já inspirou a vida de mais de 300 alunos e em 2026 atende mais de 70 pessoas entre crianças, adolescentes e mulheres da região, nas mais variadas oficinas nas áreas de arte, cultura e literatura. Atualmente, uma turma na Biblioteca Erê tem 10 alunas.
As atividades vão desde criação de histórias a rodas de leituras, que já atraíram gente de muita responsa na cultura brasileira, como Conceição Evaristo, que viu seu livro “Olhos d’água” ganhar nova vida pelos olhares da garotada da Biblioteca Erê.
“Foi muito difícil segurar a emoção naquele momento”, lembra Elen.
A pedagoga destaca que a abordagem da ancestralidade se mostra fundamental para construir o futuro. Sem lastro, navio nenhum pode se aventurar em direção ao infinito, afinal de contas.
“Conversar sobre o que fomos, somos e o que queremos ser está profundamente ligado ao conhecimento da sociedade a qual integramos. Por muito tempo, pessoas pretas estiveram invisibilizadas do cenário político, social, cultural e educacional do nosso país”, destaca um trecho de apresentação da Biblioteca Erê.
Atualmente, a iniciativa disponibiliza cerca de 500 títulos de referência afro-indígena. Nela estão obras de autores como Sônia Rosa, Ailton Krenak, Kusan de Oliveira, Renato Nogueira, Conceição Evaristo, Daniel Munduruku, Elisa Lucinda e Lázaro Ramos.
Através dos livros, das publicações nas redes sociais, a atuação na TV aberta e os jovens formados nos projetos, que se tornam multiplicadores de cultura, a ideia é ir cada vez mais longe. Como provam as histórias do orixás e as experiências das novas gerações, o céu não é o limite.
“Sagrado não é o livro, sagrado é quem lê”, pontifica Elen, citando o celebrado poeta brasileiro Sérgio Vaz.
Agentes do Detran-RJ, em parceria com a Polícia Militar e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), interditaram dois ferros-velhos em um complexo de oficinas no bairro da Colônia, em Jacarepaguá, na última quarta-feira (26). Em um dos locais, um motor roubado foi identificado.
O proprietário, que já acumula anotações criminais, foi autuado e preso em flagrante, sem direito a fiança, por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA).
Os comércios de peças automotivas fiscalizados pela força-tarefa, conhecida como Operação Desmonte, foram interditados por não possuírem o credenciamento exigido pelo Detran-RJ e só poderão reabrir após a regularização junto ao órgão. Todo o material encontrado será recolhido por uma empresa especializada em descarte.
Durante a ação, as equipes do INEA constataram crime ambiental por descarte e contaminação de óleo no solo, e dois estabelecimentos foram notificados pelo Corpo de Bombeiros por não possuírem o Certificado de Aprovação. Os proprietários terão o prazo de 60 dias para adequação.
Um canal telefônico para denunciar violações de direitos das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) será criado no estado do Rio. A legislação que cria o “Disque Autismo” foi aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), sancionada pelo governador em exercício Ricardo Couto e publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (27).
O Disque Autismo funcionará como um serviço gratuito e também oferecerá orientações sobre acesso a ações e serviços de saúde. Pela proposta, as denúncias poderão ser feitas por telefone ou por meios digitais, como sites e aplicativos para celular.
A norma garante, ainda, o sigilo das informações e a possibilidade de denúncias anônimas, que serão encaminhadas aos órgãos competentes para adoção das medidas cabíveis. A lei prevê que a divulgação do número do Disque Autismo seja feita por meio de cartazes fixados em unidades de ensino e de saúde, públicas e privadas, além dos sites oficiais dos órgãos estaduais.
Porém, em uma reunião com reitores de universidades do estado nesta quarta-feira (26), Couto reafirmou o compromisso de recriar uma pasta própria para o setor.
A decisão é feita em meio à repercussão da reforma administrativa anunciada pelo governo estadual. O novo desenho ampliou a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, que passou a incorporar também as áreas de Energia e Economia do Mar, além de manter Ciência, Tecnologia e Inovação sob a mesma estrutura.
Temporariamente incorporada no Desenvolvimento Econômico
Apesar de a nova secretaria ainda não ter sido retirada formalmente da Desenvolvimento Econômico, o desenho atual é tratado como provisório. O governo está discutindo com a comunidade científica e acadêmica o formato da futura pasta.
O que entende-se é que a permanência da área na Desenvolvimento Econômico não significa que Couto desistiu de recriar a secretaria. O governador já havia prometido separar novamente a Ciência e Tecnologia em uma pasta própria.
Reitor da UFF é cotado
Nos bastidores, o nome do atual reitor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Antonio Claudio Lucas da Nóbrega, é cotado para assumir a nova secretaria.
A eventual escolha do reitor da UFF ainda não está formalizada e deve ser definida junto com reestruturação da secretaria.
Decisão desta quinta gerou críticas na Alerj
A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), lamentou, por meio de nota, a manutenção da pasta científica dentro da Secretaria de Desenvolvimento Econômico que foi publicada no Diário Oficial.
Para ela, a decisão vai além de uma mudança administrativa e demonstra o peso que o governo atribui à área.
“Recebo com preocupação a manutenção da Ciência e Tecnologia dentro de uma secretaria de perfil econômico. Não é uma questão gerencial, mas uma escolha sobre qual o peso que o estado do RJ dá à produção de conhecimento”, afirmou.
Balbi também criticou o que chamou de falta de diálogo prévio com a comunidade científica. Segundo a deputada, universidades, institutos de pesquisa e a Faperj deveriam ser consultados antes de decisões que afetam o planejamento e a autonomia do setor.
A Justiça do Rio decidiu manter a determinação que manda avaliar novamente as obras de arte que integram o acervo de Zoé Chagas Freitas, viúva do ex-governador Chagas Freitas. A coleção já ultrapassa os R$ 21 milhões.
O patrimônio é alvo de disputas judiciais entre os herdeiros do ex-governador, que já haviam concordado com uma avaliação feita pelo especialista Pedro Corrêa do Lago. O acordo chegou, inclusive, a ser homologado pela Justiça.
Porém, a Justiça entendeu que uma nova perícia é necessária para definir o valor dos bens para fins de cálculo do imposto de transmissão. Entre os quadros do espólio está a obra “Terra”, negociada com a Galeria Flexa, além de peças vendidas pela Galeria Paulo Kuczynski.
Zoé faleceu em 2015. Seu esposo faleceu em 1991. Ele foi o último governador do antigo estado da Guanabara, entre 1971 e 1975. Mais tarde, entre 1979 e 1983, ele governou o estado do Rio.
A União pediu que a Justiça Federal suspenda o leilão de um imóvel da Refit, antiga Refinaria de Manguinhos, localizado na Avenida Brasil. A motivação do leilão é a necessidade do pagamento de uma dívida fiscal da empresa, que atualmente está em recuperação judicial. No entanto, a Fazenda Nacional descobriu que a Refit pode ter perdido o direito de usar o terreno.
A empresa deixou de pagar à União uma taxa anual pelo imóvel em oito anos: 2005, 2006, 2007, 2011, 2012, 2013, 2014 e 2026. A sequência de inadimplência pode fazer com que o direito de uso seja cancelado.
O imóvel foi cedido sob a condição estipulada de operar uma refinaria de petróleo. No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) revogou a autorização de funcionamento e a Receita Federal suspendeu o CNPJ da empresa, o que pode resultar na perda do direito sobre o terreno.
Diante da situação, a Fazenda quer a suspensão do leilão, pois, se for confirmado que a Refit perdeu os direitos sobre o imóvel, o terreno pode voltar para o patrimônio da União. Apesar das estimativas da Refit de que o terreno valeria mais de R$ 60 milhões, o leilão, marcado para se encerrar em 9 de setembro, tem lance inicial de R$ 11,7 milhões.