Bombeiros foram acionados para controlar um princípio de incêndio no Shopping Tijuca, na manhã desta quinta-feira (26).
Segundo a corporação, agentes dos quartéis da Tijuca, Benfica e Vila Isabel foram chamados por volta de 11h13. Relatos nas redes sociais dizem que o fogo teria começado em uma loja.
O foco de incêndio já foi controlado e nenhuma pessoa ficou ferida. O shopping segue fechado, sem previsão de reabertura.
Segundo o Centro de Operações, uma faixa da Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto está ocupada, na altura do Shopping, no sentido Centro. Também há retenções no trânsito na Rua Engenheiro Enaldo Cravo Peixoto, que flui em boas condições na Avenida Maracanã.
Um delegado aposentado da Polícia Federal identificado como Hélio Khristian Cunha de Almeida foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (20) por tentativa de furto em um supermercado na Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Segundo a Polícia Militar, ele tentou levar cerca de R$ 500 em produtos sem pagar e foi levado para a 16ª DP (Barra da Tijuca).
O delegado já havia sido investigado por suspeita de obstrução das investigações sobre a morte de Marielle Franco, mas foi inocentado em 2023.
De acordo com a PM, Hélio pagou apenas por parte dos produtos e colocou outras mercadorias, que não haviam sido pagas, em sacolas diferentes. Ele foi abordado por um segurança no estacionamento do estabelecimento, que acionou a gerência.
Segundo o relato de um funcionário à polícia, o delegado aposentado já havia feito algo semelhante no mesmo supermercado. Na ocasião, ele teria sido orientado a pagar pelas mercadorias e acabou liberado.
Uma mulher ficou ferida em um acidente que envolveu um carro e uma moto nesta quinta (20), em São Cristóvão. A batida ocorreu na Avenida Osvaldo Aranha, em frente à estação de metrô, no sentido Méier.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o quartel de Vila Isabel foi acionado às 14h55 e socorreram um homem com ferimentos leves e uma mulher, que precisou ser encaminhada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro. Ainda segundo a corporação. o rapaz recusou ser levado a uma unidade de saúde.
De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, duas faixas foram ocupadas no local. Mas por volta das 16 horas, o trânsito já estava liberado na área.
A Secretaria de Estado de Fazenda já está afinando as guitarras para o Rock in Rio, que começa no próximo dia 4. A pasta vai conceder, conforme previsto na legislação em vigor, um regime especial para as empresas que vão expor e comercializar produtos no festival. Esses contribuintes poderão emitir uma única nota fiscal com toda a movimentação da noite anterior até o meio-dia do dia seguinte.
A medida vai facilitar a fiscalização e agilizar o trabalho dos comerciantes. Além disso, o sistema centralizado de ponto de venda usado pelos contribuintes permitirá que a Fazenda estadual acompanhe as transações em tempo real.
As orientações tributárias e os procedimentos para a realização das operações de venda no evento foram passadas aos contribuintes pela Receita Estadual, esta semana, em reunião técnica. Também foram discutidas as instruções sobre a emissão correta de documentos fiscais e concessão de prazos maiores para o pagamento do ICMS, entre outros procedimentos.
Em 2022, foi registrado um aumento de quase 250% na arrecadação de ICMS com a venda de alimentos, bebidas, camisetas e acessórios dentro do festival. Já em 2024, a arrecadação de cerca de 100 estabelecimentos com lojas e estandes alcançou R$ 8,62 milhões, ante R$ 4,48 milhões na edição anterior, um crescimento de 92%.
O estado do Rio de Janeiro terá uma sexta-feira (21) marcada por ventos fortes e rajadas que podem chegar a 100 km/h em algumas regiões. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) ampliou os avisos de vendaval e colocou parte do território fluminense sob alerta laranja de perigo.
O fenômeno está associado à passagem de uma frente fria e à formação de um novo ciclone extratropical próximo ao litoral da Região Sul, que deve avançar pelo oceano em direção ao Sudeste ao longo desta sexta.
Ventos na Região dos Lagos podem chegar a 100 km/h
O aviso laranja do Inmet é válido das 12h às 23h59 desta sexta-feira e prevê ventos entre 60 km/h e 100 km/h.
No estado do Rio, a área de alerta inclui o Sul Fluminense, as Baixadas, a Região Metropolitana, o Centro Fluminense e o Norte Fluminense
Áreas sob o alerta laranja de ventos fortes — Foto: Inmet
Na Região dos Lagos, os moradores e visitantes devem ficar atentos à intensificação dos ventos ao longo da sexta-feira. Segundo o Inmet, há risco de queda de árvores, destelhamento de casas e danos em fiações, edificações e plantações durante as rajadas mais intensas.
Capital terá rajadas de até 90 km/h
Na capital do estado, o Sistema Alerta Rio prevê ventos fortes entre 52 km/h e 75,9 km/h, com rajadas de intensidade muito forte, acima de 76 km/h.
A previsão indica que os ventos devem ganhar força principalmente entre o fim da manhã e durante a tarde, podendo chegar a 90 km/h.
A orientação é evitar atividades ao ar livre, especialmente no mar, e não permanecer próximo a árvores, coberturas metálicas, andaimes, outdoors, cabos elétricos, encostas ou locais altos sem proteção.
Cuidados durante os ventos fortes
Durante as rajadas, a orientação é evitar ficar debaixo de árvores ou próximo a coberturas metálicas, outdoors, andaimes e outras estruturas que possam oferecer risco. Também é recomendado não estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de propaganda.
Em casa, é importante manter janelas, basculantes e portas de armários fechados e retirar objetos que possam cair de locais altos, como varandas e quintais. Atividades ao ar livre, especialmente esportes no mar, também devem ser evitadas durante os períodos de vento mais intenso.
Durante uma eventual falta de energia, o uso de velas também exige cuidado para evitar incêndios. Além disso, não é recomendado acender fogueiras ou queimar lixo e vegetação, já que os ventos fortes podem favorecer a propagação das chamas.
Com informações dos portais “g1” e “Diário do Rio”.
Um dos seguranças investigados por envolvimento na morte de Cláudio Rafael Landeiro se entregou nesta quinta-feira (20) na 12ª DP (Copacabana). Jorge Luiz Ricardo Dias se apresentou à polícia acompanhado de advogado e teve a prisão cumprida pelos agentes.
Segundo a Polícia Civil, Jorge participou da abordagem inicial à vítima, acusada sem provas de ter furtado uma bicicleta. A investigação, no entanto, não aponta que ele tenha participado diretamente das agressões que causaram a morte de Cláudio.
Imagens de câmeras de segurança mostram Jorge segurando a bicicleta que estava com a vítima antes do espancamento. De acordo com os investigadores, ele também aparece portando um porrete. Em depoimento, o segurança afirmou que tentou impedir as agressões.
Ao deixar a delegacia, Jorge foi confrontado pela irmã de Cláudio. “Gostou de matar meu irmão? Gostou de matar meu irmão?”, gritou ela.
Cláudio foi espancado após suspeita infundada
As investigações apontam que, após a abordagem inicial, Cláudio foi levado para a Rua Felipe de Oliveira, onde acabou cercado e espancado por um grupo de homens.
Imagens mostram três agressores participando da ação. Dois deles usavam mochilas de entrega por aplicativo, enquanto um terceiro, identificado como o segurança Davi Santos Machado, desferiu ao menos 30 golpes com um porrete. Davi é considerado foragido.
Segundo a polícia, seguranças que atuavam na região foram acionados após pessoas suspeitarem, sem qualquer comprovação, que Cláudio estaria tentando furtar uma bicicleta. Jorge não é apontado como autor das agressões, mas teria participado da abordagem e permanecido no local durante a ação.
Os vídeos registram socos, chutes e pauladas durante cerca de sete minutos. Cláudio não reage aos ataques e acaba caindo desacordado na calçada. Após o espancamento, os suspeitos ainda revistam os bolsos da vítima. Um deles chega a fotografar a cena antes de deixar o local.
Cláudio Rafael Landeiro morreu após ser espancado em Copacabana depois de ser acusado, sem provas, de furtar uma bicicleta — Foto: Reprodução
Socorrido por bombeiros, Cláudio foi levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo informações repassadas à família, a causa da morte foi traumatismo craniano associado a hemorragia interna.
A Polícia Civil tenta identificar os dois entregadores que aparecem nas imagens e concluir a investigação sobre a participação de cada um dos envolvidos no crime.
A Prefeitura do Rio formalizou no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido para cessão de R$ 300 milhões em royalties de petróleo destinados a São Gonçalo.
O acordo faz parte de articulação política conduzida pelo Executivo municipal da capital, ainda na gestão de Eduardo Paes (PSD), e pelo prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), para redistribuir receitas do petróleo entre municípios da Região Metropolitana. No repasse para São Gonçalo, o Executivo carioca afirma que o direcionamento é para áreas como Jardim Catarina e Complexo do Salgueiro,.
A manifestação foi protocolada nesta quarta-feira (19) e assinada pelo prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD). O ex-prefeito carioca e candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, compartilhou a notícia nas redes sociais e aproveitou para alfinetar o adversário na corrida eleitoral Douglas Ruas (PL).
Recursos do petróleo para municípios da Região Metropolitana
Além de São Gonçalo, o entendimento envolve a transferência de recursos para Magé e Guapimirim.
O documento estabelece condições para a aplicação do dinheiro. A Prefeitura do Rio pede que os valores destinados a São Gonçalo sejam vinculados prioritariamente a ações em áreas de maior vulnerabilidade social, e não incorporados livremente ao orçamento municipal.
Entre as áreas indicadas estão a urbanização e a infraestrutura de comunidades como Jardim Catarina, Salgueiro e Abacatão; investimentos em saúde, com destaque para a conclusão e o funcionamento do Hospital da Mãe; e ações educacionais em regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
A prefeitura também propõe a criação de um Comitê Permanente de Acompanhamento, com representantes dos municípios envolvidos, para fiscalizar a aplicação dos recursos e acompanhar a prestação de contas.
Alfinetada de Eduardo Paes
Paes compartilhou nas redes sociais a formalização do acordo e voltou a defender a iniciativa como uma ação de “solidariedade metropolitana”. A cessão de royalties vinha sendo alvo de críticas de adversários políticos, que apontavam possível impacto eleitoral da medida em São Gonçalo.
“O prefeito Eduardo Cavaliere está certificando junto ao Supremo que os 300 milhões de reais que garantimos pra São Gonçalo sejam investidos em áreas como Jardim Catarina e Complexo do Salgueiro, pro Hospital da Mãe e pra educação! Chega de preconceito do candidato do Claudio Castro, Douglas Ruas, contra o povo mais carente da cidade!”, escreveu o candidato do PSD.
Trechos do documento enviado ao STF pela Prefeitura do Rio — Foto: Reprodução
O Rio de Janeiro será palco da abertura e da final da Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027. O Maracanã receberá o primeiro jogo da competição, em 24 de junho, com a Seleção Brasileira em campo, e a decisão do título mundial, marcada para 25 de julho.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (20), durante evento da FIFA realizado em Zurique, na Suíça, que marcou a divulgação da primeira versão do calendário de jogos do Mundial. A competição será realizada pela primeira vez na América Latina.
Ao todo, o Maracanã receberá nove partidas da Copa do Mundo Feminina, sendo seis pela fase de grupos e três pelo mata-mata. Além da abertura e da final, o estádio será sede de uma das semifinais.
Rio de Janeiro será a principal sede
A Copa do Mundo Feminina de 2027 terá 32 seleções e 64 partidas, distribuídas por oito cidades brasileiras. O Rio será a principal sede do torneio, com três dos jogos mais importantes da competição no Maracanã.
A expectativa em torno do Mundial já é alta. Segundo a FIFA, cerca de 800 mil pessoas manifestaram interesse em comprar ingressos para os jogos. Mais de 95 mil pessoas também se cadastraram como interessadas em atuar como voluntárias na competição.
Além do impacto esportivo, a Copa do Mundo Feminina deve gerar efeitos na economia brasileira. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), realizado a pedido da Embratur, o Mundial deve movimentar cerca de R$ 8,8 bilhões na economia do país.
A estimativa também aponta para a geração de aproximadamente 73 mil novos postos de trabalho diretos e indiretos durante a realização da competição.
O Conselho Gestor do Fundo Soberano do Estado do Rio de Janeiro aprovou a minuta de uma nova resolução para o fundo e definiu uma reavaliação ampla de toda a sua carteira de projetos. A decisão ocorreu durante a 2ª reunião ordinária de 2026, realizada na sede da Casa Civil e liderada pelo vice-presidente do Conselho, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Rafael Ventura de Abreu.
Entre as principais deliberações, o colegiado determinou o cancelamento, em regra, de projetos aprovados em gestões anteriores que ainda não tenham sido iniciados ou empenhados. A exceção caberá às obras já em andamento e às intervenções emergenciais de contenção geotécnica ou de mitigação de risco a famílias.
Além disso, o conselho aprovou a abertura de prazo para que órgãos de infraestrutura (como DER/RJ, Emop, as secretarias das Cidades e de Infraestrutura e Obras) apresentem novos projetos priorizando obras em estágio avançado, respeitando o teto de R$ 661,1 milhões.
O fundo recebe recursos de excedentes dos royalties e participações especiais do petróleo explorado no estado, bem como de leilões e de Termos de Ajustamento de Conduta (TAC). Foi criado para ser uma reserva, e para financiar projetos estruturantes para o desenvolvimento do Rio.
R$ 1 bilhão em desacordo com as regras financeiras
A reunião também trouxe à tona problemas na gestão financeira dos recursos. Representantes da Secretaria de Estado de Fazenda confirmaram que cerca de R$ 1 bilhão das reservas do fundo está aplicado em desacordo com a legislação vigente. Entre as aplicações fora das normas estão a do BTG Pactual, que não atende ao critério de “instituição financeira oficial” exigido pelo art. 2º da Lei Complementar nº 200/2022; e no Banrisul, que não atinge a classificação no segmento “S1” do Banco Central, conforme exige o Decreto Estadual nº 50.336/2026.
Para evitar prejuízos ao erário com a venda precipitada de títulos no mercado secundário, o Conselho orientou a Secretaria de Fazenda a adotar medidas para regularizar os investimentos de forma gradativa.
A pasta deverá apresentar uma proposta formal de realocação e formular a Política de Investimento do Fundo na próxima sessão do colegiado.
Fundo Soberano tem novas diretrizes de transparência
A minuta da nova Resolução Funserj aprovada no encontro consolida as competências da presidência, exige a devolução de saldos não utilizados por projetos executados e torna obrigatória a publicação de atas e convocações no Diário Oficial. O documento também oficializa a exigência do formulário de aderência dos projetos ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico e Social.
Durante o encontro, os conselheiros ainda debateram a necessidade de futuras alterações na lei complementar estadual para flexibilizar as regras de uso da poupança pública — hoje presas a cenários de calamidade pública somados à queda brusca nas cotações de petróleo — e redefinir as prioridades de quitação de dívidas estaduais. Uma proposta de alteração legislativa deve ser encaminhada futuramente à Assembleia Legislativa.
A partir deste segundo semestre, a história da Pequena África, na Região Portuária do Rio, vai passar a devolver os olhares de quem mirar nos olhos dela. O ateliê Cosmonauta Mosaicos está fechando parceria com a Cury Engenharia para instalar 35 painéis na região do Santo Cristo, retratando figuras icônicas da formação da história e da cultura da região.
A Pequena África é composta dos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, e foi assim batizada pelo cantor, compositor e pintor Heitor dos Prazeres.
“Vamos instalar mosaicos de azulejo, sempre ligando as personagens ao contexto histórico”, explica o artista plástico e historiador Johnson Souza, que trabalha ao lado da também artista plástica Natalia Reyes.
CEO da Cury, o executivo Leonardo Mesquita destaca que a parceria cultural com artistas locais tem sido a tônica da atuação da empresa na região. O futuro sendo erguido sempre de olho no passado.
“A região da Pequena África guarda uma parte importantíssima da história do Rio de Janeiro e do Brasil. Uma história que deveria sempre ser exaltada, mas que por muito tempo foi apagada”, destaca o executivo.
De fato, muitas páginas, algumas delas trágicas, da História do Brasil, foram escritas no local.
Nele, chegaram mais de 500 mil pessoas escravizadas (algumas fontes falam em um milhão), a maioria no Cais do Valongo, que foi construído em 1811. O local foi redescoberto 15 anos atrás e depois declarado Patrimônio Mundial pela Unesco.
Milhares destes escravizados nunca conseguiram passar daquele ponto. Já chegaram mortos ou muito debilitados. Acabaram enterrados ali mesmo. Fundadora do Instituto de Pesquisa e Memória Pretos Novos, Merced Guimarães dormiu e acordou, literalmente, sobre esta tragédia.
Em 1996, ao começar uma reforma numa casa que comprara no local, descobriu ossadas humanas sob as fundações. O resto é história.. redescoberta, com a localização do Cemitério dos Pretos Novos.
Museu Memorial dos Pretos Novos, na Pequena África, preserva a memória dos africanos escravizados enterrados no local — Foto: CCPar
“Esse lugar tem uma memória sensível. Passaram aqui centenas de milhares de escravizados, que deram tudo a essa cidade. O samba, o carnaval, várias outras manifestações culturais. Tudo que é lindo e maravilhoso”, emociona-se Merced, que vê, no presente, passado e futuro se encontrando.
“Os livros de História estão sendo reescritos ao vivo. Mais de cem mil crianças de escolas públicas já passaram por aqui. No total, cerca de 300 mil pessoas entraram em contato com essa história nos últimos anos”, enumera.
História que não tem só tristeza. De alguma forma, a alegria também atravessou o mar, como diz o samba eterno da União da Ilha, e ancorou por ali. A resistência cultural da população de escravizados e outras etnias que se estabeleceu no local deu origem a um caldeirão de conhecimento, que teve como um de seus pratos principais o samba.
Cais do Valongo, na região da Pequena África, é um dos principais marcos da história da população negra no Rio — Foto: Tempo Real
Fragmentos desta história estão sendo remontados em instituições como a Casa da Tia Ciata, que preserva a memória de vários ícones da cultura negra no Rio e no Brasil. Hilária Batista de Almeida foi uma figura de destaque de sua comunidade, respeitada no Candomblé e agitadora cultural por natureza.
Por essa casa passaram nomes como Heitor dos Prazeres, Pixinguinha e Donga, autor de “Pelo telefone”, considerado o primeiro samba da história. Teria sido gestado lá.
“Em qualquer lugar do mundo, qualquer metrópole, um lugar como esse seria muito reverenciado. É o que buscamos”, conta Leonardo.
Quer saber mais da história da história? Então, lá vai: durante muito tempo, o samba e as manifestações culturais de origem africana foram estigmatizadas e até combatidas com violência.
Na própria casa da Tia Ciata, havia rodas de choro, socialmente aceitas, que ajudavam a criar uma fachada que permitisse a realização das rodas de samba, dos rituais da religião de matriz africana. Mas era sempre no fio da navalha. Isso até que Venceslau Brás, presidente do Brasil entre 1914 e 1918, arranjou uma ferida na perna que não sarava.
Lembrando que o Rio era a capital do país, Tia Ciata teve seus préstimos requisitados. Curou o presidente. Desde então, os meganhas passaram a ficar na porta da sua casa. Não mais para reprimir. Mas para garantir a segurança do lugar. E, habilidades de Tia Ciata ou não, o fato é que Venceslau foi o presidente mais longevo da história do país. Viveu até os 98 anos.
Voltando ao presente e projetando o futuro, o artista plástico Johnson Souza conta que os painéis previstos terão figuras muito conhecidas e outras nem tanto. Entre elas Sinhô, autor de “Jura”, que décadas depois de gravado pela primeira vez tornou-se sucesso mais uma vez na voz de Zeca Pagodinho.
“Sinhô tinha uma intensa participação da atividade cultural local. Foi um dos fundadores do Fala, Meu Louro, bloco que acabou sendo criado oficialmente somente em 1938, após a morte de Sinhô. Mas ele estava lá”, conta Johnson.
E mesmo falando só de música, a coisa vai muito além do samba. Outro painel previsto terá a figura de Getúlio Marinho. Conhecido também pelo apelido de Amor, foi mestre-sala e compositor.
“Ele é o autor de ‘Pula a fogueira’ (clássico das festas juninas até hoje) e também foi fundamental na criação do que hoje é a organização das escolas de samba do Rio”, lembra o artista plástico e historiador.
Ou seja, parte da história do Brasil está lá de volta para quem quiser ver. No que depender de pessoas como Johnson e Merced, nos próximos anos vai ter ainda mais. É que ainda falta muito, segundo a fundadora do IPN.
“Podemos fazer muito mais. Espero que os visitantes e os novos moradores que estão chegando à região saibam exatamente a importância para o Brasil do chão em que estão pisando”, diz.
A partir do dia 25 de agosto, a Câmara de Niterói vai alterar o horário das sessões legislativas durante o período eleitoral. As reuniões oficiais, que aconteciam às 16 horas nas terças e quartas, passarão a ocorrer às 11, horário no qual os vereadores já se reuniam anteriormente às quintas.
A mudança aconteceu por causa das eleições e foi aprovada na deliberação do Colégio de Líderes da Casa. A decisão, assinada pelo presidente Milton Cal (União Brasil) no Ato da Mesa Diretora 06/2026, foi publicada no Diário Oficial da Câmara na terça-feira (18). Além disso, durante a sessão feita no mesmo dia, o próprio presidente informou que a mudança valerá, em princípio, para o primeiro turno.
Caso haja segundo turno, Cal informou que haverá outra reunião para discutir a manutenção do horário das 11 horas ou o retorno das reuniões de terças e quartas às 16 h.
Foto: Reprodução/Diário Oficial da Câmara de Niterói.