Bancários de todo o país anunciaram uma paralisação por 24 horas nesta quinta (20). A mobilização ocorre três dias depois da categoria aprovar, na segunda (17), a greve de um dia. Os profissionais rejeitaram uma proposta que previa reajustes diferenciados de acordo com as faixas salariais e o congelamento do piso salarial para novos funcionários.
Inicialmente, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), retirou, em reunião feita na terça (18). essas ideias durante as negociações com a categoria, que manteve a paralisação marcada.
No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Bancários informou que mais de 1.800 profissionais do setor confirmaram a adesão ao movimento por meio de uma assembleia virtual. A participação terá a presença, segundo a instituição, de trabalhadores de bancos privados e públicos.
Em conversa com o TEMPO REAL RJ, o presidente do sindicato, José Ferreira, explicou que a categoria defende a reposição da inflação do período entre setembro de 2005 a agosto deste ano, com o acréscimo do ganho real de 5%. Outra reinvindicação dos trabalhadores é o aumento do piso para escriturários, que, atualmente, está em R$ 3.333,83 para quem atua em alguma instituição bancária no estado do Rio.
Ferreira acrescenta que a proposta do movimento é seguir negociando com os bancos de forma pacífica e que dará apoio para que funcionários não sofram assédio moral dos patrões com o intuito de impedir a adesão ao movimento.
“O sindicato quer formar comissões de esclarecimento que vão percorrer as agências de forma pacífica para orientar os clientes pedir o apoio. Também vamos orientar os bancários quanto à importância da participação e que evitem a pressão de chefia para não aderir denunciado ao sindicado”, explicou.
O presidente da entidade acrescenta quais são os próximos passos após a paralisação.
“O Comando Nacional dos Bancários vai se reunir na próxima segunda-feira, dia 24, para avaliar a paralisação desta quinta (20). Nesse mesmo dia será retomada a negociação com a Febraban que, segundo a nossa expectativa, pode apresentar uma proposta concreta de reajuste”, detalhou.
Posicionamento da Febraban
Em nota, informou que “recebeu, em 24 de junho, a pauta de reivindicações referente à campanha salarial deste ano. As negociações seguem o cronograma estabelecido, e esperamos, ao longo desse processo, alcançar um entendimento satisfatório para ambas as partes”





















































