O deputado estadual Douglas Ruas (PL), candidato ao governo do estado do Rio e atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), defendeu que o vencedor das eleições de outubro assuma antecipadamente o Palácio Guanabara, sem esperar a posse prevista para janeiro de 2027.
A proposta foi apresentada após o Supremo Tribunal Federal (STF) adiar nesta quarta-feira (19) o julgamento que vai definir as regras para a eleição do chamado mandato-tampão no Rio de Janeiro.
Proximidade grande das eleições gerais
Para Douglas, a proximidade das eleições regulares torna desnecessária a realização de um novo pleito para escolher um governador que permaneceria no cargo por poucos meses.
“Como a Justiça ainda não tomou uma decisão e já há eleições regulares marcadas para outubro, não faz sentido realizar um outro pleito extraordinário para um mandato-tampão. Sigo respeitando as decisões judiciais” afirmou.
O estado é atualmente governado interinamente pelo desembargador Ricardo Couto, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), após a dupla vacância dos cargos de governador e vice-governador.
O atual presidente da Alerj chegou a ser apontado como um dos nomes cotados para assumir o governo durante o período de transição, mas acabou fora da linha sucessória depois que o caso chegou ao STF.
Mudança de posição
Antes, Douglas Ruas defendia a realização de eleições diretas para que os eleitores escolhessem o governador responsável pelo mandato-tampão. Agora, diante da proximidade do pleito regular de outubro, o deputado passou a defender que o resultado das urnas seja utilizado para definir antecipadamente quem ficará à frente do governo.
A proposta, segundo a assessoria do candidato, busca evitar a realização de uma eleição extraordinária para um mandato de curta duração e antecipar a escolha feita pelos eleitores nas eleições regulares.
Futuro do governo do estado nas mãos do STF
O julgamento que discutiria o modelo da eleição do mandato-tampão estava previsto para esta quarta-feira (19), mas foi retirado de pauta. Ainda não há nova data definida para a análise do caso.
A vacância no comando do Guanabara foi gerada após a renúncia de Cláudio Castro (PL) às vésperas de seus julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em que era acusado de abuso de poder político e econômico nas eleições de 20222. Castro foi condenado, mas não teve mandato cassado por ter renunciado antes.
O vice-governador eleito na chapa de Castro foi Thiago Pampolha, mas ele deixou o cargo no ano passado para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Na saída de Castro, a Alerj também estava sem presidente efetivo: Rodrigo Bacellar havia sido preso por suspeita de ligação com o Comando Vermelho. Com isso, o governo passou ao quarto na linha sucessória, Ricardo Couto, presidente do TJRJ.






















































