ATUALIZAÇÃO às 9h20 do dia 29, com nota da secretaria
O Tribunal de Contas do Município do Rio (TCMRio) determinou a suspensão cautelar do pregão eletrônico da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), destinado à contratação de serviços de locação de caminhões por um período de 36 meses. A decisão foi tomada após auditores identificarem falhas na metodologia utilizada para definir o valor estimado da licitação, fixado em R$ 22,545 milhões.
A medida foi adotada pelo conselheiro Ivan Moreira dos Santos, relator do processo, que concedeu tutela provisória de urgência para interromper o andamento do certame até que as inconsistências sejam esclarecidas pela secretaria. A sessão pública estava prevista para o último dia 18 de junho.
Segundo a área técnica do tribunal, uma revisão dos parâmetros de mercado indicou que o valor estimado da contratação deveria ser de aproximadamente R$ 19,2 milhões. A diferença de R$ 3,35 milhões representa uma distorção de 17,45% em relação ao orçamento apresentado pela Seop.
Para o TCMRio, a discrepância gera risco potencial de prejuízo aos cofres públicos e justifica a suspensão preventiva da licitação.
Falhas na composição dos preços
A auditoria apontou que a Seop descartou referências de preços sem apresentar justificativas técnicas suficientes. Entre elas está um contrato semelhante identificado no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP), com valor mensal de R$ 15.313,87, que foi considerado inexequível pela secretaria.
Os técnicos também questionaram o fato de a estimativa de custos ter sido calculada com base em apenas duas cotações válidas após a exclusão de parte dos valores pesquisados. Ainda de acordo com o tribunal, a metodologia adotada não observou integralmente as regras previstas para pesquisas de preços em licitações públicas. Outro ponto destacado foi a ausência, na pesquisa, de um pregão semelhante realizado pela própria Seop neste ano.
Em um pregão anterior (nº 90.071/2026), a secretaria utilizou como referência uma proposta de R$ 19.900 por veículo ao mês, valor que não foi considerado na nova licitação.
Para a área técnica, a exclusão desse parâmetro comprometeu a representatividade da pesquisa e contribuiu para a elevação do orçamento estimado.
Seop terá que prestar esclarecimentos
Com a suspensão, a Seop deverá apresentar ao tribunal as justificativas para os critérios adotados na formação dos preços e esclarecer a divergência entre o valor estimado pela pasta e o montante calculado pelos auditores.
Caso as falhas sejam confirmadas, a secretaria terá que refazer a pesquisa de preços, revisar a estimativa orçamentária e atualizar os documentos que embasam a contratação.
O TCMRio também alertou que o descumprimento da decisão poderá resultar na aplicação de multa aos responsáveis.
O que diz a Seop
A secretaria enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) esclarece que a área técnica da pasta seguiu rigorosamente o rito de controle previsto pelo Regimento do Tribunal de Contas do Município (TCM). Cumpre destacar que as anotações dos técnicos do órgão de controle não apontam fraudes, superfaturamento, direcionamento ou qualquer outra conduta dolosa por parte da Seop. A própria manifestação da 6ª Inspetoria Geral de Controle Externo reconhece expressamente o ocorrido como um “erro metodológico”. Por fim, os técnicos da Seop vão prestar todos os esclarecimentos ao TCM e vão adotar as providências necessárias para sanear os apontamentos da maneira mais rápida possível. A pasta seguirá à disposição do órgão de controle”.
A caixa-preta dos armamentos pesados: PM nega transparência sobre fuzis acautelados fora da corporação enquanto políticos são presos com arsenal de guerra
Onde estão e sob o controle de quem se encontram fuzis, carabinas e submetralhadoras que pertencem à Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) — mas que não estão sendo usados no patrulhamento das ruas?
A população fluminense não tem o direito de saber.
Após denúncias de que dezenas de armas de guerra, de uso restrito da PM, estariam acauteladas para agentes fora da atividade-fim — incluindo policiais cedidos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário —, o TEMPO REAL acionou a Secretaria de Estado de Polícia Militar por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).
O objetivo era básico e republicano: obter o quantitativo exato e os critérios de concessão desses armamentos de altíssimo poder de destruição fora dos batalhões.
A resposta da corporação, contudo, foi um sonoro “não” (protocolo OuvERJ nº 20260810729278). A PM alega que a divulgação de dados — mesmo que apresentados em tabelas anonimizadas, conforme solicitado — colocaria em risco a “segurança institucional e dos agentes públicos”.
Com o manto de artigos da legislação que tratam de sigilo e vida privada, a Polícia Militar impôs uma blindagem sobre o destino de seu acervo bélico.
A farra dos fuzis da PM na política
Enquanto o cidadão comum enfrenta a rotina de violência e a corporação alega “segurança institucional” para esconder a localização de suas armas, a realidade das ruas e das operações policiais expõe um cenário estarrecedor: armamentos pesados da PM acabam parando nas mãos de políticos e investigados por esquemas criminosos.
As investigações revelaram um trâmite surreal: a arma de guerra pertencia ao acervo da PM, fora retirada do quartel-general da corporação e estava acautelada em nome de um sargento responsável pela escolta de Canella — policial que estava lotado na Corregedoria do Detran/RJ, totalmente fora do patrulhamento ostensivo.
A cessão do fuzil da PM para a segurança privada/pessoal do político contou, inclusive, com a autorização formal da cúpula da corporação à época.
Proteger a população ou abastecer gabinetes?
A sucessão de apreensões de fuzis acautelados pela PM sob a posse de terceiros ou em desvio de finalidade explicita o absurdo da resposta negativa fornecida pela secretaria via Lei de Acesso à Informação.
A recusa em prestar contas à sociedade sobre o acautelamento de fuzis fora da atividade operacional não protege a segurança do Estado; pelo contrário, esconde a banalização do uso de armas de guerra como regalia funcional ou escolta armada para a elite política e judiciária do estado.
Em vez de reforçar o patrulhamento em comunidades e vias expressas onde a população fluminense é diariamente vitimada pela violência, onde estão os fuzis do Estado?
Quantos fuzis comprados com o dinheiro do contribuinte estão hoje guardados em garagens de mansões, gabinetes ou veículos particulares de apadrinhados políticos?
O último fim de semana de setembro — e o primeiro da primavera — terá mudança no tempo no Rio de Janeiro. O sábado (26) será de sol, calor e céu com poucas nuvens, com temperatura entre 19°C e 32°C e sem previsão de chuva. Já no domingo (27), a temperatura cai e há possibilidade de chuva ao longo do dia.
Para quem pretende aproveitar o sábado na rua, a previsão é de tempo firme na maior parte do dia. O sol aparece entre algumas nuvens e a máxima chega aos 32°C. A chance de chuva é de 0%.
No domingo, o cenário muda. A temperatura fica entre 20°C e 26°C, com sol e muitas nuvens durante o dia. A possibilidade de chuva chega a 55%, com previsão de até 2 milímetros de precipitação. À noite, o céu deve ficar nublado e pode haver garoa.
Sábado será mais quente
O sábado deve concentrar o calor do fim de semana, com máxima prevista de 32°C na capital. A previsão aponta tempo aberto durante o dia e aumento da nebulosidade à noite, mas sem expectativa de chuva.
No domingo, a máxima cai seis graus em relação ao sábado. O dia começa com temperaturas mais amenas e terá variação entre 20°C e 26°C. O sol aparece entre nuvens, mas a circulação de umidade mantém a possibilidade de chuva. A previsão indica 55% de chance de precipitação, principalmente ao longo do dia e durante a noite.
Tempo Surreal (aqui tem piada pronta): prefeito sanciona lei que inclui o Dia do Karaokê no Calendário Oficial da Cidade; oposição promete reagir com serenata na porta da prefeitura
O Rio de Janeiro deu nesta semana mais um passo decisivo para enfrentar os grandes desafios de uma metrópole. O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) sancionou a Lei nº 9.616, que inclui o Dia do Karaokê, celebrado em 17 de junho, no Calendário Oficial da Cidade.
A medida, de autoria da vereadora Tânia Bastos (Republicanos), entra em vigor imediatamente, embora ainda não haja definição sobre quem será responsabilizado quando alguém pegar o microfone e escolher “Boate azul” depois da meia-noite.
A oposição recebeu a novidade com espírito republicano e já prepara uma reação à altura: uma serenata coletiva em frente à sede da Prefeitura do Rio, com repertório formado exclusivamente por músicas de término de relacionamento. Parlamentares avaliam que será a primeira manifestação política da história em que situação, oposição e Guarda Municipal poderão concordar simultaneamente que alguém precisa tirar o microfone daquele sujeito.
A Lei do do Karaokê ainda será regulamentada
Nos bastidores, a expectativa agora é pela regulamentação da lei. Entre os pontos ainda sem solução estão o limite de Roberto Carlos por pessoa, a obrigatoriedade de pelo menos uma execução de “Evidências” por estabelecimento e a possibilidade de cassação imediata do alvará para quem disser “essa é para vocês” antes de cantar sete minutos de Legião Urbana.
Com a nova data oficial, o carioca finalmente ganha respaldo legal para fazer aquilo que já fazia sem qualquer autorização do poder público: cantar mal com absoluta convicção.
A aprovação da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu de 39% para 42% entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25). A desaprovação também apresentou oscilação, passando de 57% para 54%.
Outros 4% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram, mesmo percentual registrado no levantamento anterior.
Apesar da melhora na aprovação, a avaliação negativa ainda supera a positiva no estado. A diferença entre os dois indicadores é de 12 pontos percentuais.
O resultado representa uma diferença de seis pontos percentuais entre os dois nomes no primeiro turno.
Avaliação do governo
Na comparação com o levantamento anterior, a parcela que aprova o trabalho de Lula cresceu três pontos percentuais, enquanto a que desaprova recuou três pontos. O percentual dos que não souberam responder permaneceu em 4%.
Os números fazem parte do mesmo levantamento Datafolha que avaliou a corrida presidencial no estado.
A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RJ-02205/2026 e BR-05762/2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 44% das intenções de voto para a Presidência da República entre os eleitores do Rio de Janeiro, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (25). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 38% no estado.
O levantamento mostra crescimento de ambos em relação à pesquisa anterior, realizada em 11 de setembro. Flávio tinha 39% e passou a 44%, enquanto Lula oscilou de 35% para 38%.
Veja os números da pesquisa estimulada para o primeiro turno:
Flávio também aparece à frente no segundo turno, diz Datafolha
A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula no estado.
Nesse cenário, Flávio aparece com 51%, enquanto Lula tem 42%. Na pesquisa anterior, os índices eram de 49% e 41%, respectivamente. Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 6%, enquanto 1% dos entrevistados ainda não sabe em quem votar.
O levantamento ouviu 1.204 eleitores entre os dias 22 e 24 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi contratado pela Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo e está registrado na Justiça Eleitoral sob os números RJ-02205/2026 e BR-05762/2026.
ATUALIZAÇÃO às 20h, com nota da Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas. A íntegra está publica ao fim da reportagem.
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) determinou a realização de novos testes em trechos de obras de recapeamento do asfalto em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. Só então vai decidir se houve, de fato, prejuízo aos cofres públicos, por uso de uma camada de espessura inferior à contratada, e qual seria o valor do dano.
O caso envolve o contrato nº 054/2022, firmado com a Construtora Metropolitana S.A. para obras de recapeamento e sinalização viária em Campos. Auditoria do TCE-RJ identificou problemas na execução do pavimento, entre eles a ausência de controles tecnológicos obrigatórios para verificar a espessura e a compactação do asfalto.
Parte das vias foi submetida a testes e apresentou espessura abaixo dos parâmetros previstos nas normas técnicas. Em relação a outro conjunto de vias, porém, os ensaios não chegaram a ser realizados. Foi justamente para esses trechos que a secretaria tentou calcular o possível prejuízo por meio de uma estimativa.
A Comissão de Tomada de Contas Especial chegou a R$ 6.119.727,40 usando uma metodologia chamada de “espelhamento”. O cálculo considerou os resultados encontrados nas vias que foram testadas para estimar o que teria ocorrido nas vias que não passaram pelos ensaios.
A relatora do processo, conselheira Marianna Montebello Willeman, considerou que essa metodologia não oferece segurança suficiente para determinar um débito. Segundo o voto, não é possível simplesmente presumir que as vias não testadas apresentem a mesma espessura ou os mesmos problemas encontrados nos trechos que foram submetidos aos ensaios.
O Tribunal também apontou problemas na própria metodologia usada para chegar aos R$ 6,1 milhões. Um deles foi o uso de 4,75 centímetros como referência para o cálculo financeiro. Esse número representa o limite mínimo de aceitabilidade técnica previsto na norma, enquanto a espessura nominal prevista no projeto e utilizada para remunerar o serviço era de 5 centímetros.
Outro problema apontado é que a redução da espessura do asfalto não necessariamente representa uma perda proporcional no valor ou no desempenho da pavimentação. Por isso, o Tribunal considerou que o cálculo poderia inclusive não refletir corretamente a dimensão do eventual prejuízo.
Com isso, o TCE-RJ decidiu sobrestar a análise do mérito da tomada de contas. Na prática, o processo fica suspenso até que sejam produzidas as provas técnicas necessárias.
A Corte determinou que a secretaria notifique a Construtora Metropolitana para que faça, às próprias expensas, a extração de corpos de prova nas vias que ainda não foram testadas e realize os controles tecnológicos obrigatórios.
Caso a empresa se recuse ou permaneça em silêncio, a própria pasta deverá providenciar os testes, diretamente ou por terceiros. O custo dessa operação deverá ser incluído no eventual dano ao erário que venha a ser posteriormente apurado.
Depois dos ensaios, a Comissão de Tomada de Contas terá de refazer o cálculo, desta vez com base na espessura e na qualidade efetivamente encontradas no pavimento. Também deverá reavaliar quem são os responsáveis e se os serviços podem ser considerados aceitáveis de acordo com as normas técnicas.
A decisão chama atenção ainda para a conduta da construtora. Segundo o processo, a empresa foi notificada diversas vezes para apresentar os controles tecnológicos e teria se recusado a realizar os ensaios, inclusive questionando a responsabilidade pelo pagamento dos testes.
O TCE-RJ considerou a resistência uma infração contratual relevante.
Em outras obras, asfalto com espessura irregular gerou prejúizo de R$ 14,2 milhões
O acórdão, aprovado por unanimidade pelo plenário virtual, em abril de 2026, não condenou a empresa a devolver os R$ 6,1 milhões. O valor é, neste momento, uma estimativa considerada insuficiente para a imputação de débito.
O processo também registra que, em relação a outros trechos da mesma obra que foram efetivamente testados, o TCE-RJ já havia identificado anteriormente um dano de R$ 14,256 milhões. Essa apuração é distinta da investigação sobre as vias que não passaram pelos ensaios e que agora serão novamente analisadas.
O que diz a secretaria
A assessoria da secretaria enviou nota sobre o assunto. Segue a íntegra:
“A Secretaria de Infraestrutura e Obras Públicas já notificou a empresa responsável pela obra. Como não houve resposta da construtora, a pasta está adotando as medidas necessárias para realizar ensaios técnicos em toda a extensão das vias e verificar a existência e a dimensão de eventuais danos ao erário.
Os custos dos ensaios, assim como possíveis prejuízos ao estado que forem constatados, serão cobrados da empresa, conforme decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ)”.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) afirmou, nesta sexta-feira (25), que os pedidos repetidos apresentados pela defesa de Anthony Garotinho (Republicanos) geraram “movimentações desnecessárias” no processo que analisa sua candidatura ao governo do estado.
Em despacho, o relator do processo, desembargador Bruno Bodart, registrou que os recursos apresentados pela defesa contra o indeferimento da candidatura foram liberados para julgamento em mesa no dia 23 de setembro. Na sequência, fez a ressalva sobre os sucessivos pedidos apresentados pelos advogados.
“Convém registrar que o peticionamento reiterado por parte do impugnado gera movimentações desnecessárias e causa morosidade processual”, escreveu.
Julgamento de Garotinho está previsto para terça-feira
Os embargos de declaração foram apresentados pela defesa em 14 de setembro, três dias depois de o TRE-RJ ter indeferido por unanimidade o registro da candidatura de Garotinho ao governo.
O recurso questiona a decisão que considerou a suspensão dos direitos políticos do candidato por oito anos, decorrente de uma condenação definitiva por improbidade administrativa. A defesa sustenta que esse período já terminou.
Os embargos foram liberados para julgamento em mesa em 23 de setembro e estão previstos na pauta da sessão do TRE-RJ da próxima terça-feira (29).
Caso a decisão seja mantida, a defesa poderá levar a discussão ao Tribunal Superior Eleitoral.
O Hacktudo – Festival de Cultura Digital volta ao Rio de Janeiro neste fim de semana para comemorar dez anos de evento. A programação será realizada neste sábado (26) e domingo (27), no Museu de Arte Moderna do Rio, com entrada gratuita.
O festival reúne atrações de tecnologia, arte e ciência para diferentes idades, com experiências envolvendo inteligência artificial, realidade mista, robótica, drones, games e instalações interativas. A edição deste ano também marca a primeira vez que o Hacktudo será realizado em duas cidades: depois do Rio, o evento segue para São Paulo, nos dias 3 e 4 de outubro.
Instalações do Hacktudo misturam tecnologia e arte
Entre os destaques no MAM Rio está “O Mundo Girou”, instalação criada pelo idealizador do festival, Miguel Colker, especialmente para os dez anos do Hacktudo. A obra é formada por 20 cubos giratórios, com 80 faces, que apresentam transformações ocorridas na última década por meio de imagens, dados, manchetes, gráficos e outros elementos.
O Cérebro-Luz também retorna ao festival com uma novidade. A experiência sonora “Vozes da Mente” explora a relação entre o funcionamento do cérebro e a inteligência artificial, utilizando vozes, palavras e sons para criar uma paisagem sonora.
Outra atração que volta ao festival é a Medusa, instalação do artista multimídia Rodrigo Rez formada por mais de 100 metros de fitas de LED sensíveis ao som. As luzes reagem às vozes e aos movimentos dos visitantes.
O público também poderá experimentar atrações como pintura em realidade virtual, impressão 3D, uma harpa formada por feixes de laser e instalações que usam inteligência artificial para criar imagens e conteúdos em tempo real.
Drones e robôs também estão na programação
A programação inclui ainda atividades de pilotagem de drones, com simuladores, circuitos e modelos usados em corridas. Na área de robótica, o público poderá controlar robôs em partidas de hóquei e acompanhar partidas de futebol disputadas por robôs autônomos desenvolvidos por equipes brasileiras.
A proposta do festival é aproximar o público dessas tecnologias por meio de experiências práticas, em vez de apenas apresentar os equipamentos e conceitos.
Serviço
O Hacktudo será realizado no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM Rio), na Avenida Infante Dom Henrique, 85, no Parque do Flamengo.
Quando: sábado (26), das 16h às 22h; domingo (27), das 14h às 20h
Entrada: gratuita
Ingressos: disponíveis no site do festival
A Prefeitura do Rio vai liberar, em dias úteis com jogos e eventos em São Januário, paradas na Estação Vasco da Gama para as linhas expressas do BRT Transbrasil, atendendo a um pedido da Comissão de Assuntos Urbanos da Câmara do Rio.
Segundo estudos apresentados pela comissão, o BRT é o transporte de alta capacidade mais próximo do estádio, já que a Estação Vasco da Gama fica a cerca de 500 metros de São Januário.
Atualmente, a estação permite o embarque e desembarque apenas de passageiros das linhas paradoras. Com isso, torcedores relatam dificuldades e atrasos tanto na chegada quanto na saída dos jogos, agravado pelo trânsito na Avenida Brasil nos horários de rush.
Linhas expressas 61 e 73 vão ficar disponíveis até às 19h30
Em ofício enviado nesta quarta-feira (24), a Mobi-Rio informou que vai liberar a parada das linhas 61 (Deodoro x Terminal Gentileza – Expresso) e 73 (Terminal Pedro Fernandes x Terminal Gentileza – Expresso) na estação em dias de jogos e eventos. Por enquanto, será mantida a grade de horários atual das duas linhas.
Na prática, a medida contempla inicialmente apenas eventos realizados em dias úteis e dentro do horário de operação das linhas: até 19h25 na linha 61 e 19h30 na linha 73.
Segundo o vereador Pedro Duarte (PSD), presidente da Comissão de Assuntos Urbanos, essa primeira etapa será tratada como um período de testes. A comissão pretende avaliar os resultados e estudar a extensão da parada para fins de semana e outros horários.
“São Januário está em alta, virou uma vitrine não só dos vascaínos, mas também orgulho de todos os moradores do estado. A comissão vai acompanhar o resultado desta primeira fase e ampliar os estudos para que a medida se estenda para os fins de semana e até para os horários após as 19h30, o que minimizaria os impactos na saída do estádio, já que muitos jogos acabam no final da noite”, afirmou Duarte.
Filha da ex-vereadora Verônica Costa, Jeniffer Costa gravou um vídeo defendendo a mãe e divulgou nas redes sociais na tarde desta sexta-feira (25). Verônica foi presa na quinta-feira (24), depois de ter sido condenada por tortura contra o ex-marido, Márcio Costa. A filha da “Mãe Loira do Funk” começou dizendo que “o abusador virou vítima”, referindo-se a Márcio. Ela pediu que as mulheres “resistam”, classificando a mãe como símbolo da luta feminina e dizendo que a mãe é inocente.
“A minha mãe não é uma bandida”, desabafou.
Verônica Costa apareceu algemada à irmã após ser transferida para o presídio de Benfica. Foto: Reprodução de TV
Risco de ser morta enquanto estava casada
Jeniffer disse ainda que Verônica corria risco de morrer enquanto estava no relacionamento.
“Eu quero falar que a minha mãe é o símbolo da resistência das mulheres. Era ela ou era ele. A minha mãe poderia estar morta, eu poderia estar fazendo esse vídeo chorando ou no enterro da minha mãe. E eu quero falar isso para todas vocês, mulheres. Resistam, resistam, porque você acabou de ver que uma mulher foi encontrada morta na mala na França. Toda hora tem uma mulher morrendo, toda hora tem um pai e uma mãe chorando, tem um filho chorando.”, disse.
Avisos da família e denúncias de violência doméstica
A filha ainda disse que Verônica foi avisada sobre não continuar no relacionamento.
“E eu sei que muitas das vezes as pessoas ouvem, não fica com essa pessoa e aconteceu com a minha mãe. A minha avó falou várias vezes, não fica com esse homem, minha filha. A minha mãe estava literalmente apanhando, ele tinha apontado uma arma para a minha mãe, ele tentou tirar a vida da minha mãe.
A minha mãe foi atrás da polícia por ajuda. Se você vir, antes de o abusador ter acusado a minha mãe, a minha mãe já tinha uma queixa contra ele, porque ele tinha uma arma atrás da minha mãe. Então, por mais que, como filha, eu não sei como eu estou fazendo esse vídeo, mas que isso seja de alerta para todas vocês, mulheres. Não fiquem com medo do que está acontecendo com a minha mãe, porque a minha mãe lutaria por todas vocês, minha mãe nunca deixou de lutar. Sempre nos vídeos, sempre fazendo prevenção da violência contra as mulheres. Eu quero que vocês olhem para si, sabe por quê? O que não tem jeito é quando a gente morre, quando a gente não está aqui. Mulheres, não desistam”.
A jovem acrescentou ainda que tem recebido apoio dos parentes neste momento difícil para a família.
“Eu quero agradecer todos os familiares que estão com a minha mãe nesse processo. A minha tia, o meu tio, o meu outro tio. Sabe por quê, gente? Porque a gente precisa da nossa família para nos defender, quando as coisas estão ruins, quando você está sofrendo e você não sabe, quando você está correndo risco de morte”.
Remédios controlados usados para dopar: ‘Ela não conseguia levantar’
Jeniffer acusou Márcio de tentar controlar Verônica administrando remédios controlados durante o tempo em que eles se relacionaram.
“Agora, eu quero falar eu como filha, né? Para vocês, são dez anos agora, mas vocês sabem quantos anos eu não tenho minha mãe? Os 10 anos que a minha mãe estava casada com o marido dela, eu quase não tenho memória da minha mãe. A minha mãe é do médico, ele dava muito remédio para a minha mãe dormir à noite. Ela tinha muitas vezes, muitas das vezes, falta no trabalho. Ela não conseguia levantar, só ficava deitada por muitos anos, todos os anos que a minha mãe ficou casada com ele. Eu acho que uma das memórias que me marcaram foi quando ela falou assim: ‘Minha filha, vou na piscina com você’. Aí eu falei assim, foi o dia mais feliz da minha vida. E eu fui com a minha mãe na piscina, quando eu era pequena. Esse homem nunca deixava a minha mãe ficar sozinha”.
Vigilância até dentro do consultório médico
A filha de Verônica disse ainda que Márcio era extremamente controlador no relacionamento:
“Para todos que o conheceram, quando ele estava com a minha mãe, ele estava sempre grudado. A minha mãe ia trabalhar, ele estava com ela. A minha mãe ia para o médico, ele tentava entrar no consultório do médico com ela. Eu nunca tive minha mãe sozinha esse tempo todo que ela estava casada com ele. Então, e para muitos de vocês, dez anos. Teve esses dez anos que eu perdi com a minha mãe quando ela estava casada com ele. E teve esses 15 anos praticamente que esse processo está acontecendo. A minha mãe está presa psicologicamente, assim como eu, meu irmão e todos que conhecem ela, os amigos. A gente perdeu muito mais do que dez anos já. A gente perdeu uns 25 anos e agora minha mãe está sendo condenada. Por me defender, eu quero que vocês, mulheres, olhem para ela. Pelo menos ela está viva. Ela está viva, gente. Ela está viva. E ela está respirando. Mulheres, lutem. Familiares, ajudem quem está precisando de ajuda. Não deixe ela sozinha. Essa minha mensagem é para falar que eu não vou desistir de lutar pela minha mãe. Eu tenho muito orgulho da minha mãe. E eu nunca vou abaixar a minha cabeça quando eu andar na rua. Ela é um exemplo para mim. É um exemplo de mulher. Quantas vezes eu estava com ela, as pessoas paravam para agradecer ela. Que ela ajudou ele a sair de um relacionamento tóxico, abusivo. Mulheres, cuidado. Cuidado. Cuidado com vocês. Gente, essa mensagem eu estou falando para vocês, porque eu sei que minha mãe sempre se preocupa muito com o próximo. Então eu estou falando para vocês nesse momento. A minha mãe não é uma bandida. A minha mãe não é uma bandida”.
Transferência para presídio algemada ao lado da irmã
Ainda nesta sexta-feira, Verônica Costa apareceu algemada à irmã, Tatiane Chaves Ribeiro, ao ser transferida da sede Polinter (Delegacia de Polícia de Capturas e Polícia Interestadual) para o Instituto Penal Oscar Stevenson, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Verônica foi presa em Petrópolis, após intensas buscas da polícia. Ela foi condenada a 10 anos e oito meses de prisão por torturar o ex-marido, Márcio Costa, sobrinho de Rômulo Costa, dono da Furacão 2000 e ex da “Mãe Loira do Funk”, a ex-vereadora teve esgotados todos os seus recursos na Justiça.
“O agressor está solto e eu estou presa. Eu não mereço estar presa. A Justiça errou comigo. Eu não sou nenhuma bandida. Nunca, vê o meu histórico, eu tenho 36 anos de vida pública”, disse Verônica.
Tatiane Chaves Ribeiro também foi presa por participação no crime. Márcio Costa denunciou, em 2011, que foi atraído a um local que se tornou seu cativeiro, amarrado com cordas e correntes e espancado por Verônica e quatro parentes. Márcio relatou que foram 20 horas de terror, tendo o corpo banhado por combustível, enquanto seus algozes ameaçavam o tempo todo colocar fogo nele. O homem também disse que inseticida foi jogado em seu rosto.
Além de Veronica, foram presos, na quinta-feira (24), Bruno Chaves Ribeiro, irmão de Verônica, Tatiane Chaves Ribeiro, irmã da empresária; e Bruno Marcelo Bahia Marques, marido de Tatiane e cunhado da funkeira. Um outro parente segue foragido.
A história de Verônica e Márcio já começou conturbada. Ela era casada com Rômulo Costa, que a acusou de tê-lo traído com Márcio em sua própria cama, no início dos anos 2000. Na época, a “Mãe Loira” negou. Tempos depois, porém, apareceu casada com o sobrinho do empresário. E depois de muito tempo deu entrevista dizendo que seduziu Márcio para se vingar de Rômulo, que a teria traído com Priscila Nocetti, na época musa da Furacão 2000.