O Ministério Público Eleitoral (MPE) deu o parecer que promete blindar o uso do sobrenome mais cobiçado da direita fluminense nestas eleições. Ao opinar contra o pedido do candidato a deputado federal Renato de Araújo Correa (PL), que pretendia ir às urnas com o nome “Renato Araújo do Bolsonaro”, o órgão deixou claro: a marca política na urna não será para qualquer um.
Baseado em jurisprudência recente do próprio Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), o MPE argumentou que a inclusão do sobrenome por quem não tem parentesco direto induz o eleitor a erro e gera “migração indevida de votos”. A regra do jogo, portanto, restringe o ativo eleitoral a quem carrega o nome na certidão.
No Rio de Janeiro, a decisão beneficia diretamente a candidatura da ex-vereadora Rogéria Bolsonaro — esta sim com o sobrenome oficial e o pedigree de ser mãe do senador Flávio e do vereador Carlos.
O PL não tem economizado cartuchos na campanha da matriarca. Rogéria vem recebendo atenção total da sigla, com direito a tempo de TV privilegiado e tratamento de prioridade garantido pelo presidente estadual do partido, Altineu Côrtes.
Tudo para alavancar sua votação rumo à Câmara dos Deputados e turbinar o desempenho de Flávio.
Campanha de Rogéria terá o reforço de Carlos Bolsonaro
A missão de articular a candidatura de Rogéria ficou com o deputado estadual Anderson Moraes (PL), escalado pessoalmente por Flávio para rodar o estado atrás de apoios de prefeitos e dobradinhas. A operação ainda conta com o reforço direto de Carlos Bolsonaro nas ruas.
Com a trava da Justiça Eleitoral sobre os “Bolsonaros de ocasião”, o espólio e o apelo do nome da família no Rio ficam concentrados e canalizados de forma oficial nas urnas. Para o PL, que aposta no desempenho de Rogéria como peça-chave do xadrez eleitoral, a jurisprudência acabou virando uma reserva de mercado perfeita.


























































