O primeiro debate entre os candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro nas eleições de 2026 foi marcado por críticas ao candidato faltante e aos grupos políticos que comandaram o estado nos últimos anos, e apresentação de propostas para áreas como segurança pública e educação.
O encontro aconteceu neste domingo (9), na Casa Firjan, em Botafogo, na Zona Sul do Rio, com transmissão ao vivo no canal do YouTube do TEMPO REAL.
Participaram do debate André Marinho (Novo), Anthony Garotinho (Republicanos), Douglas Ruas (PL) e William Siri (PSOL). O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), que havia sido confirmado inicialmente, decidiu não comparecer. A ausência do candidato foi um dos principais assuntos ao longo do encontro e acabou sendo explorada pelos adversários em diferentes momentos.
O debate foi mediado pela jornalista Adriana Araújo e dividido em três blocos. No primeiro, os candidatos responderam à uma pergunta em comum e, em seguida, houve os confrontos diretos.
No segundo, os participantes responderam a perguntas feitas por jornalistas, a partir de temas previamente contextualizados, seguido de mais uma rodada de perguntas diretas. Vale destacar que nas duas rodadas em que os candidatos se questionavam, os postulantes ao Palácio Guanabara seguiram a mesma ordem de quem pergunta a quem.
Pela ordem das perguntas entre si, a impressão foi de que os candidatos evitaram direcionar questionamentos a Garotinho, enquanto Douglas Ruas e André Marinho protagonizaram uma espécie de dobradinha, utilizando suas perguntas para abrir espaço para o outro apresentar e explicar seu plano de governo. O terceiro e último bloco foi reservado às considerações finais.
Ausência de Paes e caso Bacellar dominam primeiro bloco
Logo na primeira rodada, a ausência de Eduardo Paes dividiu espaço com as referências ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, que está preso por suspeita de vazar uma operação policial.
A primeira menção a Bacellar foi feita por William Siri (PSOL), que questionou Douglas Ruas (PL) sobre uma declaração anterior em que o candidato havia defendido que Bacellar deveria ser o próximo governador do estado. Siri perguntou se, caso a operação da Polícia Federal não tivesse levado o ex-presidente da Alerj à prisão, ele seria hoje o candidato do PL ao Palácio Guanabara e se daria continuidade à política do partido e do ex-governador Cláudio Castro (PL).
Douglas respondeu que “não é candidato de ninguém” e, na sequência, afirmou que o PSOL seria um dos grandes aliados de Bacellar. O candidato do PL também criticou os governos que passaram pelo estado nos últimos 17 anos e disse que não houve atenção suficiente às necessidades da Polícia Militar durante operações em comunidades.
A ausência de Paes voltou ao centro do debate durante uma pergunta de Ruas a André Marinho (Novo), sobre o combate ao feminicídio. Marinho aproveitou a resposta para atacar o ex-prefeito e afirmou que, diante do “homem de geleia que não esteve aqui hoje”, era preciso olhar para frente e apresentar propostas aos eleitores.
O candidato do PL também criticou Paes e citou episódios e integrantes de sua administração para questionar a atuação do ex-prefeito. Entre os nomes mencionados estavam Bernardo Fellows, da Riotur, e Pedro Paulo (PSD), ex-secretário municipal de Fazenda e Planejamento.
No fim do bloco, Bacellar voltou a ser citado em uma pergunta de Anthony Garotinho (Republicanos) a Siri. O candidato do PSOL criticou o grupo político ligado ao ex-presidente da Alerj e chamou de “corja” aliados de Bacellar, citando Cláudio Castro (PL) e o ex-deputado estadual TH Joias, investigado por suposta ligação com o Comando Vermelho.
Respostas a perguntas de jornalistas
No segundo bloco, os candidatos responderam a perguntas feitas por jornalistas. Berenice Seara, do TEMPO REAL, levou para o debate a situação da educação pública fluminense.
Na contextualização, a jornalista apresentou dados que apontam o Rio como o segundo estado mais rico do país, mas também com o segundo pior desempenho escolar entre as redes estaduais. A pergunta dirigida aos candidatos foi sobre as causas do cenário e quais seriam as três medidas mais urgentes para melhorar o ensino médio estadual.
Sorteado para responder, William Siri afirmou que os baixos salários dos profissionais da educação estão entre os principais problemas e criticou a gestão de Cláudio Castro. Segundo o candidato, o estado tinha “o pior salário de toda a federação” e o ex-governador sequer pagava o piso nacional da categoria.
Siri prometeu “revolucionar” a educação estadual com a ampliação do ensino integral, citando o modelo associado ao ex-governador Leonel Brizola.
Candidatos reforçam discursos nas considerações finais
No terceiro e último bloco, sem novos confrontos diretos, os candidatos aproveitaram as considerações finais para reforçar as principais bandeiras de suas campanhas e fazer novos ataques à ausência de Paes.
André Marinho afirmou estar “pronto, com a melhor equipe” para apresentar soluções para o estado e prometeu melhorar a qualidade de vida das famílias, com mais dinheiro no bolso e mais tempo de vida. O candidato do Novo também voltou ao discurso contra a corrupção.
William Siri adotou um discurso de mudança. Disse ser o único candidato que conhece “na pele” os problemas do Rio e afirmou não ter “rabo preso” com grupos políticos. “A vida está muito difícil, mas ela pode ser bem melhor e será”, declarou.
Douglas Ruas concentrou sua fala na necessidade de ampliar a atenção do governo para além da capital. O candidato do PL citou os 92 municípios fluminenses e afirmou que o estado foi governado durante muito tempo “como se fosse apenas alguns bairros da capital”..
Anthony Garotinho, por sua vez, direcionou a fala aos servidores públicos e voltou a atacar Paes. O ex-governador afirmou que policiais e professores sabem quem estaria disposto a valorizar as categorias.
Comments 8
Governador deveria sacudir esses comandantes de batalhão que não olham nada do que acontece nos quartéis, enquanto seus comandados matam inocentes no meio da rua. Destroem carros Okm em pouco tempo, não usam as câmeras corporais, invadem e roubam casas nas comunidades e os burocratas de farda só de olho nas necessidades dos seus padrinhos da Alerj!!
Nós Policiais Militares da reserva gostaríamos de saber do Governador atual sobre o que será feito , sobre os direitos dos Policiais Militares aposentados passarem a receber o Gram , tendo em vista que é um direito adquirido por lei .
Vamos esse governador que hj exercer o ofício, é pau mandado do governo federal e do STF. O castro é safado é sim! Mais tem bons policiais que querem trabalhar, mais a política da esquerda não deixa essa é a vdd, um bando de vagabundo que defende bandidos, tem policiais corruptos sim! Tem por causa desses políticos safados que nós temos no Brasil.
Vc só pôde tá de sacanagem, o q tem haver um desembargador, do judiciário, com o governo federal, mais um GADO SEM NOÇÃO, TEM Q MUGIR NA CADEIA
O cara tá fazendo um governo exemplar diminuindo os gastos com fantasmas e vc vem com esse papo furado de direita/esquerda. Deixa de ser cego e aprende a valorizar o que é correto.
Na SEPPEN RJ um preso de nome Flávio Marinho preso em São Gonçalo deveria está na penitenciária SEAP-JFS em Bangu homem de confiança do contraventor Roger de Andrade .
Gosto de pensar que essas exonerações e nomeações são meramente decisões técnicas e não políticas uma vez que a proposta do governador interino é melhorar a segurança pública e diminuir os gastos do Governo do Estado do Río de Janeiro -RJ.
MARCELO FERNANDES, FALANDO MAL DE POLÍCIA, PQ VC.NÃO RECLAMA NA BOCA, VC
TEM VAGABUNDO DE ESTIMAÇÃO NA SUA CASA??PMERJ TEM Q IR PRA CIMA DESSES TERRORISTAS SIM, ATÉ Q SE PROVE AO CONTRÁRIO TODOS DENTRO DE FAVELA É SUSPEITO.