Sabe a expressão “estamos a 0 dia sem crise”? A brincadeira cabe à perfeição no PT do Rio. Na segunda-feira, a notícia era a trégua, depois de meses de disputas entre grandes nomes do partido. O diretório havia decidido dividir o maior naco do tempo de TV entre os três principais candidatos a deputado federal: Lindbergh Farias, Marcelo Freixo e Diego Quaquá.
Seriam vinte inserções para cada um dos puxadores de votos, distribuídas irmamente.
Menos de 24 horas depois, porém, Lindbergh descobriu que Diego resolveu passar cinco inserções de sua cota para Freixo. Com isso, o ex-presidente da Embratur ficaria com 25 comerciais; o ex-líder do partido na Câmara, com 20; e o presidente estadual do PT, com 15.
Lá se foi a paridade.
E a paz.
Aliados de Lindbergh já preparam recurso à executiva nacional.
Alegam que a manobra foi um artifício para burlar a decisão de estabelecer igualdade de condições entre os principais candidatos do partido, distorcendo a tese que levou à divisão do tempo em cotas idênticas.
Antes, a briga foi pelo número de urna
Os três puxadores de votos protagonizaram, no início do mês, uma treta interna no diretório fluminense do PT. Lindbergh e Freixo acionaram a Executiva nacional para criticar a escolha de Diego Quaquá como o candidato com o número de urna “1313” no Rio.
Os dois chegaram a afirmar que levariam o caso à Justiça e acusaram o pai do candidato, Washington Quaquá — prefeito de Maricá e vice-presidente nacional da legenda — de transformar o partido em uma “capitania hereditária”.
A treta foi resolvida ainda no início de agosto. Uma semana após o posicionamento dos colegas de partido, Quaquá fez um vídeo para dizer que “está ‘zerado’ qualquer problema e divergência com Marcelo Freixo”.
Pelo visto, só com Marcelo Freixo.

A distribuição do tempo de TV
Foi decidido, então que o trio ficaria com os maiores tempos da campanha para a Câmara dos Deputados. A legenda também reservou espaço privilegiado na propaganda eleitoral para Anielle Franco, Tainá de Paula, Reimont, Dimas Gadelha, Fabiano Horta e Celso Pansera.
Já entre os candidatos a deputado estadual, a prioridade será promover a campanha da atual bancada do PT na Alerj, que conta com Elika Takimoto, Marina do MST, Verônica Lima, Zeidan e Renato Machado. Entre os nomes atualmente sem mandato, André Ceciliano e Adilson Pires também devem ter destaque na campanha.
Um segundo bloco da campanha televisiva para a Alerj vai priorizar lideranças regionais e deve dividir os candidatos de destaque por região, com o vereador Leonel de Esquerda e o ex-deputado Waldeck Carneiro na Região Metropolitana; o vereador Raone no Sul Fluminense; e o empresário Zé Alexandre na Região Serrana.






















































