A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra que Marcelo Crivella (Republicanos), Benedita da Silva (PT) e Waguinho (Republicanos) são os três candidatos ao Senado com as maiores taxas de rejeição entre os eleitores do Rio de Janeiro.
Crivella aparece no topo do ranking, com 65% de rejeição, seguido por Benedita, com 50%, e Waguinho, com 43%. O levantamento também mostra uma diferença importante no grau de reconhecimento dos candidatos: Crivella é lembrado por 87% dos eleitores, enquanto Benedita, por 77%, e Waguinho, por 51%.
Fonte: Quaest
O índice de conhecimento corresponde à parcela dos entrevistados que afirma reconhecer o nome do candidato durante a pesquisa. Dentro desse grupo estão tanto os eleitores que consideram votar no político quanto aqueles que rejeitam sua candidatura.
Quaest Senado — Conhecimento dos candidatos
Marcelo Crivella (Republicanos) — 87%
Benedita da Silva (PT) — 77%
Waguinho (Republicanos) — 51%
Pedro Paulo (PSD) — 42%
Monica Benicio (PSOL) — 30%
Carlos Jordy (PL) — 30%
Carlos Portinho (PL) — 24%
A pesquisa foi contratada pela Globo. A Quaest ouviu 1.302 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias sexta-feira (21) e segunda-feira (24) de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro no TSE é RJ-08748/2026.
O primeiro turno das eleições dividiu o mapa político da cidade do Rio. Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente na capital, mas Lula (PT) foi o mais votado em bairros como Copacabana, Leblon, Botafogo, Tijuca, Méier e até Madureira.
Já Flávio liderou em Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Realengo e boa parte de Jacarepaguá.
Na soma de toda a cidade, Flávio recebeu 1.662.354 votos — 47,88% do total — contra 1.524.517 de Lula — o equivalente a 43,91%. A vantagem foi de 137.837 votos, aproximadamente quatro pontos percentuais. Mas a distribuição geográfica revela diferenças consideráveis entre os bairros.
Lula teve mais votos na Zona Sul; Flávio levou nas Zonas Oeste e Sudoeste
A Zona Sul concentrou uma sequência de primeiros lugares para Lula. Em Laranjeiras, o presidente alcançou 64,7% dos votos válidos registrados nos locais de votação do bairro. Em Botafogo, teve 59,6%; em Copacabana, 53,5%; e no Leblon, 46,2%, contra 42,1% de Flávio. Também ficou à frente em Ipanema, Flamengo, Gávea, Jardim Botânico, Humaitá e Catete.
O movimento foi diferente na Zona Oeste e na Sudoeste. Flávio recebeu 58,7% em Campo Grande, 58,2% na Barra da Tijuca, 57,2% no Recreio e 56% em Bangu. Em Santa Cruz, marcou 55,4%, percentual semelhante ao de Realengo. Na Taquara, em Jacarepaguá, chegou a 53,7%.
Eleitorado da Zona Norte se dividiu
A Zona Norte apresentou resultados mais variados. Lula liderou na Tijuca, Vila Isabel, Grajaú, Maracanã, Méier, Bonsucesso e Ramos. Flávio ficou à frente em Irajá, Pavuna, Anchieta, Cascadura, Marechal Hermes e Vila da Penha.
Em Madureira, a diferença foi pequena: 46,5% para Lula e 45,6% para Flávio. Em Pilares, a situação se inverteu, com 46,1% para Flávio e 45,5% para Lula. Os números foram reunidos a partir da votação nas seções eleitorais associadas aos locais de votação de cada bairro.
Confira os percentuais por bairro:
Gráfico gerado com auxílio de ferramenta com IA
Lula foi mais votado na seção eleitoral onde Flávio vota
No levantamento que abrange 1.449 locais de votação da capital, Flávio Bolsonaro foi o candidato mais votado em 891 deles. Lula ficou em primeiro lugar em 558. A distribuição revela diferenças dentro de uma mesma região, com bairros vizinhos registrando resultados distintos.
Na Zona Norte, por exemplo, Lula ficou à frente inclusive na seção em que Flávio Bolsonaro vota: foram 146 votos para o presidente e 127 para o senador.
Apesar de liderar em bairros tradicionalmente associados ao maior poder aquisitivo, especialmente na Zona Sul, Lula também foi o mais votado em comunidades e territórios de menor renda, como Rocinha, Vidigal, Manguinhos, Cidade de Deus e Rio das Pedras.
Flávio, por sua vez, também conquistou o eleitorado de outras áreas mais valorizadas do Rio, como na Barra da Tijuca e no Recreio dos Bandeirantes. O candidato do PL também ficou à frente em bairros populares e periféricos, como Campo Grande, Bangu, Santa Cruz, Realengo e Pavuna.
Todos os dados fazem parte do balanço do primeiro turno divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Dados eleitorais por bairro organizados pelo portal Você Viu Isso?, com base nas seções e locais de votação, e levantamento complementar do HubPolítico.
O Parque Oeste Ana Gonzaga, em Inhoaíba, na Zona Oeste do Rio, teve as obras de implantação fializadas nesta segunda-feira (12), com a entrega de novos equipamentos de esporte e lazer pela Prefeitura do Rio.
Com 234 mil metros quadrados, o complexo recebeu cerca de R$ 220 milhões em investimentos desde o início do projeto e reúne estruturas esportivas, culturais e educacionais, além de áreas de convivência.
Novos equipamentos para população
Entre as novidades entregues na etapa final está uma cascata com mais de 1,1 mil metros quadrados e capacidade para 200 mil litros de água. O sistema prevê tratamento e reutilização da água.
Ao lado da estrutura, foi construído um prédio de apoio com vestiários e área de alimentação, distribuídos em dois pavimentos e 855 metros quadrados.
O parque também ganhou duas quadras poliesportivas, uma quadra de areia e uma Academia da Terceira Idade. A área infantil e de convivência, com quase 4 mil metros quadrados, reúne brinquedos, espaços de descanso e pontos de sombra. Três quiosques também foram instalados no complexo.
A piscina olímpica utilizada nos Jogos Rio 2016 integra o parque desde dezembro de 2025, como parte do legado da competição. Com 50 metros de comprimento e dimensões oficiais, a estrutura recebe aulas gratuitas de natação e hidroginástica.
Entrega conclui nova etapa do projeto
A primeira fase do Parque Oeste foi aberta ao público em setembro de 2024, com a entrega de equipamentos como a Escada das Águas Roberto Burle Marx, com 88 degraus; a Nave do Conhecimento, com ambientes multiuso e recursos tecnológicos; e uma pista de skate preparada para competições nas modalidades street, bowl e pump track.
O espaço também recebeu um campo de futebol society, um ginásio poliesportivo e o Palco Zeca do Trombone, destinado a eventos e batizado em homenagem ao instrumentista.
Outro equipamento é o Palácio Oeste, antigo casarão reformado para abrigar a sede da administração municipal na região. O prédio tem cerca de 1,5 mil metros quadrados, distribuídos em dois pavimentos, e recebeu melhorias nas instalações e na acessibilidade.
Em março de 2026, foi inaugurado um mirante de 250 metros de extensão, construído no ponto mais alto do terreno, com vista para o complexo.
Creche, escola e base da Guarda Municipal
O parque também concentra unidades de ensino. Em julho deste ano, foi inaugurado o Espaço de Desenvolvimento Infantil (EDI) Professor José Mauro da Silva, que atende 300 crianças da creche à pré-escola.
Em agosto, foi a vez do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) General Miranda Filho, com capacidade para atender 720 alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental.
O local abriga ainda uma base da Força Municipal, Divisão de Elite da Guarda Municipal, e um prédio administrativo destinado aos profissionais responsáveis pelo funcionamento do equipamento.
A promessa da Prefeitura de Petrópolis era acabar com as contratações por Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) na Educação, mas a realidade, segundo os servidores, é outra: o modelo continua presente nas escolas municipais. Dados do quadrimestre da pasta, apresentados à Câmara do município na última quinta-feira (24), mostram que 285 profissionais ainda atuavam como RPA na rede.
A manutenção dos contratos ocorre mesmo após o prefeito Hingo Hammes (PP) afirmar à Justiça que não faria novas contratações nesse modelo. A declaração foi dada em agosto de 2025, durante uma audiência em que o Ministério Público informou que uma multa diária de R$ 1 mil, prevista para o caso de descumprimento da decisão da Justiça que determinava o fim desse tipo de vínculo, já estava sendo aplicada desde 18 de junho daquele ano.
O número de contratos, porém, já foi maior. Em fevereiro, eram 354 profissionais contratados nesse modelo. Em abril, o total chegou a 423 e começou a cair nos meses seguintes.
Prefeitura chegou a informar que tinha zerado os contratos
Em janeiro deste ano, a prefeitura havia informado à Justiça que tinha encerrado os contratos na Educação em dezembro. No mês seguinte, no retorno às aulas, no entanto, 354 profissionais apareceram novamente na rede.
Em julho de 2023, a Justiça já havia dado 18 meses para Petrópolis encerrar as contratações por RPA na Educação. Mas, após a audiência de agosto de 2025, o município ganhou mais 60 dias para apresentar um plano para acabar com os contratos nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social. Foi nesse contexto que o município informou ter zerado os contratos na rede de ensino.
Justiça determinou criação de lei para barrar os RPAs
A Prefeitura de Petrópolis também havia informado que fazia uma força-tarefa para substituir os temporários por servidores aprovados em concursos.
Uma decisão da 4ª Vara Cível determinou que a Câmara de Petrópolis editasse uma lei proibindo esse tipo de contratação no município. A prefeitura chegou a enviar à Justiça uma minuta de projeto de lei, mas não informou o andamento da proposta.
O que diz a Prefeitura de Petrópolis
A Prefeitura de Petrópolis informou que vem adotando medidas para substituir as contratações por RPA na rede municipal de Educação por profissionais aprovados em concurso público. Confira a nota:
“Desde o início de 2025, mais de 1.600 professores foram convocados. As chamadas fazem parte desse processo de substituição e devem continuar até o encerramento da validade do concurso, previsto para dezembro deste ano. Vale ressaltar que, ao longo do período letivo, a rede registra desligamentos, licenças e outros afastamentos, o que gera a necessidade de recomposição do quadro para garantir o funcionamento das unidades e a continuidade das aulas.
Essas situações explicam a manutenção de vínculos por RPA em determinados momentos do ano. Outro ponto que vale destaque é que em dezembro, os contratos nessa modalidade são encerrados. Em janeiro, durante o período de férias escolares, não são realizadas novas contratações”, diz a nota.
O empresário Lírio Parisotto foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) a pagar R$ 150 mil à modelo Luiza Brunet por danos morais relacionados ao episódio de violência doméstica ocorrido em Nova York, em maio de 2016. O valor será atualizado por juros e correção monetária.
A condenação é resultado de uma ação movida por Luiza, que havia pedido R$ 1 milhão de indenização. A modelo alegou que as agressões sofridas na ocasião provocaram prejuízos à sua imagem e à carreira profissional, incluindo perda de contratos publicitários, cachês e o cancelamento de um projeto cinematográfico.
Embora tenha nascido em Itaporã, no Mato Grosso do Sul, Luiza Brunet se mudou ainda criança para o Rio de Janeiro, onde cresceu e iniciou sua trajetória profissional. A modelo se tornou um dos nomes mais conhecidos da publicidade brasileira e também ganhou destaque no Carnaval carioca, especialmente à frente da bateria da Imperatriz Leopoldinense.
O episódio que deu origem ao processo aconteceu no apartamento de Parisotto, no Plaza Residence, em Nova York. Segundo o relato apresentado por Luiza, o empresário teria se exaltado após um jantar com amigos e, ao chegarem à residência, passado a agredi-la verbal e fisicamente.
A modelo afirmou ter recebido um soco no olho e diversos chutes. As agressões teriam provocado um hematoma no rosto e a fratura de quatro costelas.
Parisotto já havia sido condenado criminalmente pelo episódio a um ano de detenção em regime aberto, além da prestação de serviços comunitários. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou o último recurso apresentado pelo empresário e manteve a condenação criminal.
Na ação por danos morais, a defesa de Parisotto argumentou que Luiza havia exposto amplamente o caso e que o empresário também teria sofrido prejuízos à imagem. A modelo, por sua vez, afirmou ter sido alvo de uma campanha difamatória supostamente articulada por terceiros a mando do ex-companheiro.
A decisão da Justiça paulista determina ainda que os juros da condenação sejam contados a partir da sentença, enquanto os juros de mora têm como marco inicial a data do episódio de violência, em 22 de maio de 2016.
A Praça Sarah Kubitschek, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, foi reaberta nesta segunda-feira (12) após obras de revitalização realizadas pela Secretaria Municipal de Conservação.
A intervenção incluiu a retirada de um muro que separava visualmente o espaço da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, além da instalação de novos equipamentos de lazer e de estruturas de acessibilidade.
Recuperação de equipamentos
Localizada entre as ruas Djalma Ulrich e Almirante Gonçalves, a praça passou por recuperação dos pisos e recebeu novos bancos, mesas de xadrez, brinquedos e rampas de acesso. Entre as novidades estão um espaço destinado a animais de estimação, uma academia para a terceira idade e um parquinho com brinquedos acessíveis a pessoas com dificuldades de locomoção.
A retirada do muro ampliou a integração da praça com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, facilitando o acesso e aumentando a visibilidade do espaço para quem circula pela região.
“Essa entrega simboliza nosso compromisso com a transformação da cidade, com investimentos que melhoram a qualidade de vida da população”, declarou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD).
Segundo o secretário municipal de Conservação, Diego Vaz, a proposta é ampliar o uso da praça por diferentes públicos. Ele afirmou que a ocupação dos espaços públicos pode contribuir para reduzir o abandono e a violência.
A intervenção, de acordo com a prefeitura, atendeu a reivindicações antigas de moradores e comerciantes de Copacabana. O projeto foi definido com a participação da comunidade, por meio de consultas e reuniões.
Com as mudanças, a praça passa a contar com estruturas voltadas ao lazer infantil, à prática de atividades físicas e à convivência entre moradores e frequentadores do bairro.
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) determinou a suspensão de uma licitação de R$ 2,81 milhões da Prefeitura de Mendes, no Sul Fluminense, para contratação de serviços destinados à estruturação e logística de eventos e festividades municipais. Entre os pontos questionados no edital está a previsão expressa de bebidas alcoólicas entre os itens da contratação.
A decisão foi tomada pela conselheira Marianna Montebello Willeman, relatora do processo, após uma representação apresentada pela empresa Global S. & Locações Ltda. O pregão tem valor estimado de R$ 2.814.090,79 e prevê serviços como locação de equipamentos e estruturas, alimentação e preparação de ambientes para eventos da prefeitura.
Entre os questionamentos estão a reserva de 54 dos 64 itens exclusivamente para microempresas, empresas de pequeno porte e MEIs, exigências relacionadas à propriedade dos equipamentos e materiais utilizados na execução dos serviços, especificações técnicas consideradas insuficientes ou contraditórias e a exigência de registros profissionais de Crea e CAU para serviços diferentes.
A empresa também questionou a inclusão expressa de bebidas alcoólicas em item custeado pela contratação pública.
Prefeitura reconheceu falhas
Depois de ser comunicada pelo TCE-RJ, a Prefeitura de Mendes informou que o pregão já estava paralisado por iniciativa própria, antes de qualquer adjudicação, homologação ou assinatura de ata ou contrato.
O município também reconheceu a existência de algumas falhas no edital e informou que adotaria medidas corretivas antes da eventual celebração da ata de registro de preços. A prefeitura ainda informou que faria a anulação parcial de um dos itens da licitação.
A área técnica do TCE-RJ chegou a recomendar o indeferimento da medida cautelar pedida pela empresa. Para os técnicos, a paralisação voluntária do pregão e as correções anunciadas pela prefeitura afastariam, naquele momento, os requisitos para a suspensão determinada pelo tribunal.
A relatora, no entanto, teve outro entendimento. Embora a prefeitura tenha informado que manteria o processo parado e faria os ajustes necessários, não houve comprovação formal da suspensão nem das correções anunciadas. A conselheira também afirmou que não encontrou essas informações no site oficial do município.
Diante disso, foi concedida a medida cautelar e determinada a suspensão imediata da licitação.
A Prefeitura de Mendes fica impedida de adjudicar o objeto, homologar o resultado ou celebrar a ata de registro de preços e os contratos decorrentes da licitação até o julgamento do mérito da representação.
O secretário municipal de Cultura e Turismo terá 10 dias úteis para apresentar ao TCE-RJ uma manifestação detalhada sobre os questionamentos feitos na representação e comprovar formalmente a suspensão do pregão.
A decisão é cautelar. O TCE-RJ ainda vai analisar o mérito da representação e, portanto, a suspensão não significa que o tribunal tenha concluído definitivamente pela existência de todas as irregularidades apontadas pela empresa.
Amarildo Henrique do Nascimento, de 59 anos, foi encontrado morto na tarde deste domingo (11), dentro de um carro capotado sob uma ponte na Rodovia Governador Mário Covas (BR-101), na divisa entre Tanguá e Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio.
O homem, que foi vereador de Tanguá entre janeiro de 2013 e dezembro de 2016, estava desaparecido desde a noite de quinta (08) para sexta-feira (09).
Carro capotado em rio
Agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) localizaram o veículo dentro d’água por volta das 16h de domingo, em um rio sob uma ponte no km 271 da rodovia, no sentido Rio Bonito. O corpo de Amarildo estava dentro do carro.
O caso foi registrado na 119ª DP (Rio Bonito). Ao jornal O Dia, o delegado Renato Perez, titular da unidade, informou que a remoção do corpo só foi realizada após as 22h de domingo, devido à dificuldade de acesso ao local. A identificação da vítima foi confirmada por volta das 10h50 desta segunda-feira (12).
O desaparecimento já era investigado pela 70ª DP (Tanguá), que dará continuidade às apurações após a localização do veículo e do corpo.
Reconhecimento na Alerj
Em junho deste ano, Amarildo foi agraciado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com o Diploma Ulysses Guimarães, pelos relevantes serviços prestados ao Estado do Rio de Janeiro.
A resolução é de autoria do deputado Vinicius Cozzolino (PSD), que destacou a trajetória política de Amarildo em Tanguá.
O Rio será palco de grandes congressos mundiais de dois diferentes setores em 2028 — um dedicado à infraestrutura e ao urbanismo e outro à área da saúde. Juntos, os eventos devem reunir cerca de 7,5 mil participantes na capital fluminense e movimentar aproximadamente US$ 14,6 milhões na economia local.
Confirmadas recentemente, as duas candidaturas colocam o Rio no mapa dos grandes eventos internacionais e devem trazer para a cidade discussões que vão da arquitetura e do urbanismo à ciência e à saúde.
Infraestrutura e urbanismo
Entre maio e junho de 2028, o Rio receberá o 5º Fórum Internacional da União Internacional dos Arquitetos (UIA). Será a primeira vez que o encontro, de caráter itinerante, será realizado nas Américas. A escolha da cidade foi confirmada durante a Assembleia Geral da entidade, realizada em Barcelona, na Espanha.
A candidatura brasileira foi conduzida pelo Instituto de Arquitetos do Brasil e pelo departamento fluminense do instituto (IAB-RJ). Com o tema “Uma cidade. Muitos mundos.”, o fórum deve reunir especialistas para discutir os desafios da arquitetura, do urbanismo e do turismo sustentável.
A realização do encontro também se soma à estratégia do Rio para conquistar o título inédito de Capital Mundial do Turismo Sustentável, uma iniciativa que conta com o apoio da Unesco e da União Internacional dos Arquitetos (UIA).
Congresso de saúde
Em junho será a vez da área da saúde. O 39º Congresso Mundial de Neuropsicofarmacologia será realizado entre os dias 21 e 24, reunindo profissionais e pesquisadores para discutir avanços e pesquisas relacionadas à área.
A candidatura do Rio foi apresentada durante a edição deste ano do congresso, em Glasgow, na Escócia. O encontro será realizado em conjunto com o Brain Congress, considerado o maior congresso de neurociências do Brasil.
Organizados pela CCM Congresses, os dois eventos terão uma edição conjunta no Rio, ampliando o alcance da programação científica. Será a primeira vez que os encontros acontecem na América Latina.
Eventos devem injetar US$ 14,6 milhões no Rio
Juntos, os congressos devem levar cerca de 7,5 mil participantes ao Rio, sendo aproximadamente 70% deles estrangeiros. A estimativa é que os dois eventos injetem cerca de US$ 14,65 milhões na economia da cidade, segundo cálculos baseados na metodologia da International Congress and Convention Association (ICCA), que considera o gasto médio diário de US$ 418,59 por turista de negócios.
Do total projetado, cerca de US$ 10,46 milhões devem vir do Fórum Internacional da UIA e outros US$ 4,19 milhões do congresso do CINP.
Mais do que colocar o Rio no calendário de grandes eventos internacionais, a movimentação reforça a importância do turismo de negócios para a cidade. Congressos e conferências ajudam a manter hotéis, restaurantes, transporte e outros serviços aquecidos mesmo fora dos períodos de maior procura turística.
A Região dos Lagos e o interior fluminense deram vitórias expressivas a Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial. Em São José do Vale do Rio Preto, na Região Serrana, o senador recebeu quase três de cada quatro votos válidos. Já Lula (PT) encontrou no interior seus melhores resultados, com destaque para Rio das Flores, no Sul Fluminense.
O senador do PL venceu em 83 dos 92 municípios fluminenses, enquanto o presidente levou a melhor nos outros nove, entre eles Niterói. No resultado estadual, a vantagem também foi do candidato da oposição: Flávio somou 4.966.844 votos (53,01% dos válidos), contra 3.693.021 (39,41%) do petista, uma diferença de 1,27 milhão de votos.
Niterói deu vitória a Lula; disputa com Flávio Bolsonaro foi apertada em Conceição de Macabu
Niterói foi um dos nove municípios fluminenses em que Lula terminou à frente de Flávio. O presidente recebeu 48,35% dos votos válidos, contra 43,71% do candidato do PL.
Já em Conceição de Macabu, no Norte Fluminense, a disputa entre os dois foi decidida por apenas 54 votos. Lula recebeu 6.013 votos e terminou à frente do adversário.
Na Região dos Lagos, Flávio teve resultados expressivos em Araruama, com 65% dos votos válidos, Saquarema, com 64,35%, e Cabo Frio, com 63,05%. Em São Francisco de Itabapoana, no Norte Fluminense, o senador alcançou 66,67%.
O deputado federal Sargento Portugal (Podemos) descobriu nas urnas que, no sistema proporcional, ter mais votos do que os adversários nem sempre é suficiente para garantir uma cadeira — ou a continuação da sua.
Com 75.270 votos, Portugal terminou a eleição com a 33ª maior votação entre os candidatos a deputado federal no Rio de Janeiro. Mesmo assim, ficou fora da lista dos 46 eleitos à Câmara dos Deputados.
O levantamento dos resultados eleitorais revela uma curiosidade: 14 candidatos conseguiram chegar a Brasília com menos votos do que Portugal. Entre eles estão Jandira Feghali (PCdoB), com 74.409 votos; Thiago Gagliasso (PL), com 67.700; Bebeto (PP), com 52.761; e Talita Galhardo (PSDB), com 46.780. Esta última conquistou o mandato com 28.490 votos a menos que o deputado do Podemos.
A explicação está na matemática eleitoral. No sistema proporcional, as cadeiras são distribuídas conforme o desempenho dos partidos e federações, e não apenas pela votação individual.
Como o Podemos não conquistou nenhuma das 46 vagas do Rio na Câmara dos Deputados, Portugal acabou sem mandato, apesar de ter recebido mais votos do que quase um terço dos eleitos pelo estado.