A Prefeitura do Rio pubicou um decreto que flexibiliza o processo de concessão e renovação da isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para imóveis de interesse histórico, cultural, ecológico, paisagístico ou de preservação ambiental no município.
A principal mudança, que altera o Decreto Municipal nº 28.247/2007, é a permissão para que o proprietário dê início ao requerimento do benefício apresentando apenas o Laudo de Aptidão do imóvel, em substituição ao Certificado de Adequação do Imóvel na fase inicial.
Principais atualizações da medida
O contribuinte que optar pelo novo procedimento poderá requerer a suspensão da exigibilidade do IPTU por até três exercícios consecutivos a contar do pedido. A suspensão temporária da cobrança poderá ser concedida uma única vez.
Para os processos deferidos na vigência da nova legislação, a primeira renovação do benefício fiscal também poderá ser iniciada mediante a apresentação do Laudo de Aptidão, dispensando entraves burocráticos anteriores.
A medida visa destravar os processos administrativos e incentivar proprietários na manutenção e preservação do acervo arquitetônico e ambiental da cidade do Rio de Janeiro.
O decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) entrou em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial.
O candidato a deputado federal André Português (Republicanos), ex-prefeito de Miguel Pereira, no Centro Sul Fluminense, teve uma evolução patrimonial de mais de 2.000%. Em 10 anos, a declaração de bens dele ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficou cerca de 28,8 vezes maior que o valor inicial.
Viciado em disputar eleições, André Português tenta ocupar cadeiras no legislativo pelo menos desde 2000, quando seu nome de urna era pura e simplesmente “Andre”. À época, a declaração de bens ainda não era divulgada pelo TSE, prática que começou nas eleições de 2004, quando o já Andre Portugues — ainda sem acento — não declarou nenhum patrimônio. Aquela foi a primeira vez que ele foi eleito em um cargo político, na ocasião, como vereador em Miguel Pereira.
Quatro anos depois, os bens subiram para R$ 28.000,00, mas na declaração havia apenas um carro VW Santana 2.0 Ano 2003/2004. A candidatura de André Português foi indeferida com recurso. Em 2012, concorrendo para prefeito, ele voltou a não declarar bem nenhum, mas novamente não foi eleito.
Em 2014, André concorreu ao cargo de deputado estadual e declarou R$ 30.004,00, sendo R$ 30 mil dinheiro em espécie. Ficou como suplente.
Em 2016, patrimônio começou a disparar
Foi a partir de 2016 que André Português começou a declarar valores maiores — e a usar a grafia atual de seu nome de urna. Naquele ano, ele voltou a concorrer como prefeito, e dessa vez foi eleito. Sua declaração de bens chegou aos R$ 153.544,26.
Em um intervalo de mais quatro anos, ele teve uma tentativa bem sucedida de reeleição em 2020 — e, aí, o patrimônio já estava em R$ 774.744,86.
Grande salto aconteceu em período sem cargos eletivos
Depois de passar dois anos sem cargo eletivo, André Português retorna às urnas em 2026, pela primeira concorrendo a deputado federal. Seu patrimônio declarado cresceu mais de R$ 3,6 milhões desde a última declaração e R$ 60.000,00 são de dinheiro em espécie.
Comparado ao VW Santana 2.0 Ano 2003/2004 que declarou em 2008, agora ele tem um automóvel que ultrapassa os R$ 400 mil.
Estagiária sob supervisão de Berenice Seara e Felipe Galeno.
A partir de agora, as Câmaras de Vereadores do Estado do Rio terão menos espaço para manobras contábeis na hora de fechar as contas. O Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) definiu como os gastos com aposentadorias e pensões de servidores do Legislativo municipal devem ser considerados nos limites constitucionais de despesas das casas.
Na prática, o recado do tribunal é simples: despesas com aposentados e pensionistas vinculados às Câmaras passam a entrar no cálculo dos limites de gastos do Legislativo municipal.
Mas há uma ressalva importante. O TCE estabeleceu que só deve ser contabilizado o valor efetivamente desembolsado pelo Tesouro Municipal para cobrir déficits previdenciários. Ou seja, quando a prefeitura precisa colocar dinheiro do caixa para complementar o pagamento de aposentadorias e pensões.
Ficam de fora da conta os benefícios pagos com recursos próprios dos regimes de previdência dos servidores, sem necessidade de aporte financeiro do município.
Outro ponto que gerava dúvidas entre prefeitos e presidentes de Câmaras também foi esclarecido. A inclusão dessas despesas não autoriza aumento do duodécimo — o repasse mensal feito pela prefeitura ao Legislativo. O valor continuará sendo aquele aprovado na Lei Orçamentária Anual.
Ainda segundo o tribunal, qualquer repasse acima ou abaixo do previsto pode configurar irregularidade e até resultar em responsabilização do gestor.
As novas regras já valem para o exercício financeiro atual. No entanto, a fiscalização prática ocorrerá em 2026, durante a análise das prestações de contas referentes ao período.
Para evitar interpretações divergentes, o TCE-RJ informou que irá orientar prefeituras e câmaras municipais sobre os procedimentos contábeis que deverão ser adotados.
A decisão tem impacto direto sobre o planejamento financeiro dos Legislativos municipais, especialmente em cidades que enfrentam déficits previdenciários e dependem de aportes do Tesouro para manter o pagamento de aposentadorias e pensões.
O candidato à Presidência da República pelo PL Flávio Bolsonaro participou de um evento de campanha em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, neste sábado (26), ao lado do candidato ao governo do Rio, Douglas Ruas (PL), e dos candidatos ao Senado Carlos Portinho e Carlos Jordy.
Durante o discurso, Flávio atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e apresentou propostas para um eventual governo.
Críticas ao adversário
Um dia após Lula publicar a medida provisória que proíbe as apostas de quota fixa, incluindo bets esportivas e jogos on-line, Flávio chamou o presidente de “pai do Tigrinho” e “pai do cassino online”.
A MP, assinada na sexta-feira (25), proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets. Os sites e aplicativos das plataformas deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.
Flávio também afirmou que Lula estaria “desesperado” e disse acreditar que vencerá a eleição no primeiro turno.
Douglas Ruas participa de caminhada em Itaboraí
Douglas Ruas (PL) e aliados durante a “Caminhada da Transformação”, em Itaboraí — Foto: Divulgação
No mesmo dia, Douglas Ruas participou de um dos maiores eventos da sua campanha, em uma caminhada em Itaboraí, na Região Metropolitana, organizada pelo deputado estadual e candidato à reeleição Guilherme Delaroli (PL).
O evento percorreu a Avenida 22 de Maio e reuniu aliados da família Delaroli, entre eles o prefeito Marcelo Delaroli e o deputado federal Altineu Côrtes (PL).
Durante o ato, Ruas destacou investimentos em infraestrutura realizados no município e pediu mobilização na reta final da campanha. “Ainda não é o bastante, precisamos pensar no futuro de muito mais prosperidade”, afirmou.
Guilherme Delaroli também discursou durante a caminhada e defendeu a continuidade do trabalho do grupo político no município.
O prefeito Marcelo Delaroli, que foi internado no início do mês por problemas cardíacos, participou do evento e pediu apoio à candidatura do irmão à Alerj.
O atual procurador-geral de Justiça, Antonio José Campos Moreira, e o promotor Pedro Borges vão disputar o comando do Ministério Público do Rio pelos próximos dois anos
O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) já divulgou os nomes dos concorrentes ao cargo de Procurador-Geral de Justiça para o biênio 2027/2029. Apenas dois integrantes da instituição registraram candidatura: o atual ocupante do cargo Antonio José Campos Moreira, que busca a reeleição; e o promotor Pedro Rubim Borges Fortes.
Pedro Borges, como o candidato é mais conhecido, é filho de Zeca Borges, fundador do Disque-Denúncia. Pouco tempo após da morte do pai, em dezembro de 2021, o promotor Pedro assumiu também a liderança e a coordenação do Disque Denúncia, para dar continuidade ao legado familiar e social do projeto.
A escolha da nova chefia segue regras bem definidas, e a votação principal está marcada para o dia 7 de dezembro de 2026.
Como funciona a escolha?
O Procurador-Geral de Justiça é a autoridade máxima do Ministério Público no estado — o órgão responsável por defender os direitos da sociedade, fiscalizar o cumprimento das leis e combater a corrupção e a criminalidade. E segue o seguinte rito:
A votação interna: No dia 7 de dezembro, entre 10h e 17h, os membros do MPRJ votam de forma eletrônica e secreta. Cada eleitor pode escolher até três nomes.
Formação da lista: Os três candidatos mais votados formam uma lista tríplice.
A palavra final: No dia 1º de janeiro de 2027, a lista é enviada ao governador do estado, a quem cabe a decisão final de escolher e nomear o novo chefe do Ministério Público para um mandato de dois anos (de janeiro de 2027 a janeiro de 2029).
Calendário da eleição
16 a 25 de setembro de 2026: Prazo para a inscrição dos candidatos.
19 de outubro de 2026: Reunião do Órgão Especial do MPRJ para analisar eventuais questionamentos e oficializar as candidaturas.
7 de dezembro de 2026: Votação eletrônica entre os membros do MPRJ e divulgação dos resultados no mesmo dia.
1º de janeiro de 2027: Envio da lista com os nomes mais votados ao Governador do Estado.
17 de janeiro de 2027: Posse solene do novo Procurador-Geral de Justiça.
Eduardo Paes (PSD), que disputa o Palácio Guanabara, fez uma maratona de agendas na Baixada Fluminense neste sábado (26) para prestigiar diferentes grupos políticos aliados na região, onde tem o apoio de nove dos 13 prefeitos.
Só em Duque de Caxias, Paes participou de duas carreatas: uma ao lado do candidato a deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade) e outra com a família Reis, responsável pela indicação da candidata a vice-governadora em sua chapa, Jane Reis (MDB).
Elogios à decisão de Lula referente às Bets
Mesmo ao lado do presidente estadual do MDB, Washington Reis, e do prefeito de Duque de Caxias, Netinho Reis — ambos apoiadores de Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência—, o ex-prefeito do Rio elogiou a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de proibir as Bets no Brasil.
“Achei a decisão positiva, virou um problema de saúde pública. O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, já tinha tomado uma medida importante contra as Bets na cidade”, afirmou.
Agenda intensificada na reta final
Paes começou o dia de campanha em Guapimirim, ao lado de integrantes de outro grupo político tradicional da região: os candidatos a deputado federal Renato Cozzolino (PP) e a deputado estadual Vinicius Cozzolino (PSD). Na ocasião, Paes prometeu reformar a frota de trens que atende os moradores da região e concluir as obras do Hospital Geral Nossa Senhora da Piedade, em Magé.
Após as duas carreatas em Caxias, o candidato do PSD seguiu para Nova Iguaçu. Na cidade, ele tem feito agendas ao lado do prefeito Dudu Reina (PP), do ex-prefeito Rogério Lisboa (PP) e do deputado federal e candidato à reeleição Juninho do Pneu (PSDB).
Dia desses, resolvi que ia me dar um cinema numa segunda-feira à noite. Como não tinha nada urgente pra fazer durante o dia, resolvi que ia pegar uma reunião na irmandade logo cedo. Caminhei os dois quilômetros habituais e, quando cheguei, estranhei a sala estar fechada. Aguardei um tempo. O secretário poderia ter tido algum contratempo, sei lá. Mas ficou mais esquisito porque nenhum outro membro apareceu.
Como não frequento regularmente aquele grupo específico, achei que poderia ter rolado algum aviso para os frequentadores de praxe. Só para esgotar as possibilidades, liguei para a linha de ajuda da irmandade. O homem que atendeu do outro lado não tinha informações. Acontece que bastaram alguns segundos de conversa para eu reconhecer a voz.
“Fulano?”, perguntei.
“Eu mesmo. Quem é?”.
“João Paulo, lá de Vila Isabel”.
Conversamos um pouco, surpresos pelo encontro telefônico inesperado. O cara simplesmente tinha sido meu quinto-passista. Ou seja, foi o sujeito que se prontificou a ouvir meu inventário pessoal, que escrevi quando fazia o quarto passo do programa, internado numa clínica.
Sem muito o que fazer, peguei um ônibus e fui para o Centro da cidade, onde sabia que começaria em breve uma reunião de outra irmandade. Como sou alcoólatra, as duas me servem muito bem.
Cheguei à reunião e, pouco antes de começar, vi que meu padrinho na irmandade estava lá. Nos encontramos sem marcar, nada. Fiquei pensando o quanto é engraçado você encontrar as pessoas da irmandade quando menos espera. E isso acontece muito. Eles parecem estar em todos os lugares. É bom demais ver isso acontecendo com frequência. A frase “a partir de agora você nunca mais estará sozinho”, que a gente ouve quando ingressa, não é só uma frase-padrão. É coisa que acontece mesmo.
As irmandades levam muito a sério esse compromisso de estarem disponíveis. Além das salas abertas com reuniões em vários horários, há linhas de ajuda, operadas por voluntários como meu camarada do início deste relato. Não bastasse isso, todos dão seus números de telefone a qualquer desconhecido que chega pedindo ajuda.
Outra coisa que acontece é que, chegado o horário do início de uma reunião, pode até não aparecer ninguém, mas o secretário mantém a sala aberta até a hora estabelecida para o fim. Um dependente químico pode surgir faltando um minuto, e ter a oportunidade de uma nova vida caso encontre a sala aberta. Isso é regra de ouro.
Eu já ouvi várias histórias de dependentes que chegaram a uma sala, e apenas o secretário estava lá. Fizeram os dois a reunião. E esses caras acabaram voltando no dia seguinte e voltando e voltando. Um deles é meu amigo. Está limpo há 16 anos. Porque um secretário ficou sozinho na sala com a porta aberta num dia de chuva.
Quando Bill Wilson, cofundador dos Alcoólicos Anônimos, viu-se numa encruzilhada no inicio de sua recuperação, estava sozinho num hotel no Ohio. Desesperadamente, começou a ligar da cabine telefônica identificando-se como um “bêbado que estava sem beber e que precisava conversar com outro bêbado”. Um padre indicou o Dr. Bob Smith. Bill procurou o médico, que disse estar além de qualquer ajuda. “Mas eu não vim ajudar você. Eu vim me ajudar”, explicou Bill.
Bob disse que Bill tinha 15 minutos. Conversaram por mais de seis horas. E juntos fundaram os Alcoólicos Anônimos, que vem salvando milhões de vidas desde 1935. Em 1965, Bill escreveu.
“Eu sou responsável. Quando qualquer um, seja onde for, estender a mão pedindo ajuda, quero que a mão de AA esteja sempre ali”.
Bill ficaria orgulhoso se visse como isso vem se repetindo, milhares, milhões de vezes, a cada 24 horas.
O ex-presidente da Embratur e candidato a deputado federal Marcelo Freixo (PT) acusa a Meta, responsável pelo Instagram, de derrubar um vídeo publicado em seu perfil na rede social em que ele critica uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Publicado na manhã deste sábado (26), o vídeo mostra Freixo comentando a decisão de Mendonça envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Nossa Senhora Aparecida.
Questionamento sobre medida do STF
A postagem em questão, feita humorista Antônio Tabet, dizia: “A família miliciana odeia tanto mulher preta que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!”
Apesar de ser uma crítica ao candidato a Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), a postagem não o citava ou a sua família nominalmente.
No vídeo de Freixo, o candidato à Câmara dos Deputados questiona: “Por que, ministro André Mendonça, você considera que, quando se fala de família miliciana, está se falando de Flávio Bolsonaro? Essa decisão é reveladora. Então, quando se fala em família miliciana, está se falando, sim, dessa prática da família Bolsonaro de ser muito próxima e sempre defender as milícias”.
Ainda no vídeo, Freixo cita supostas relações de Flávio Bolsonaro com membros da milícia do Rio de Janeiro, e diz que o ministro do STF acerta em associá-lo ao crime organizado.
A gravação foi retirada do ar momentos após ser publicada. Ao tentar acessar o conteúdo, usuários encontravam um aviso de que a plataforma estava “seguindo um pedido legal para restringir esse conteúdo”. Marcelo Freixo informou que vai notificar extrajudicialmente a Meta para pedir a reconsideração da remoção.
O ex-presidente da Embratur também pretende solicitar que a empresa apresente eventual decisão judicial que tenha determinado expressamente a retirada do vídeo.
Decisão de Mendonça
Na sexta (25), Mendonça determinou que Antônio Tabet retirasse do X uma publicação que acusava a “família miliciana” de atacar Nossa Senhora Aparecida.
A decisão também proibiu a republicação da mesma acusação, sob pena de multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A ordem ainda será submetida ao plenário do TSE.
A publicação de Tabet foi feita na quinta-feira (24), enquanto circulava nas redes sociais a informação de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
Segundo dados apresentados pela defesa de Flávio, a publicação alcançou mais de 195 mil visualizações, 2 mil compartilhamentos e 11 mil curtidas em poucas horas.
Em evento com apoiadores e correligionários no Arouca Barra Clube, na Barra da Tijuca, o candidato do PL ao governo do estado, Douglas Ruas, afirmou que, se eleito, pretende convocar os excedentes de concursos, não só da PM, mas também da polícias Civil e Penal. O candidato também prometeu divulgar um calendário de novas provas seletivas para alcançar o efetivo previsto em lei em todas as forças de segurança.
Segundo Ruas, a medida atende a uma reivindicação da deputada estadual e candidata à reeleição Índia Armelau (PL). A meta, na Polícia Militar, é chegar a 60 mil policiais (o efetivo atual gira em torno de 44 mil, enquanto a lei estadual 11.041/2025 autoriza pouco mais de 60 mil).
“Tem dinheiro para isso, sim. Governar é escolher as prioridades. E nós já escolhemos a nossa. A nossa prioridade é segurança pública”, afirmou.
Promessa de concurso animou encontro com candidatos a senador e deputados
O encontro, denominado “Arrastada final”, foi promovido por Índia e contou com a presença do senador Carlos Portinho, do deputado federal Dr. Flávio e do vereador Fernando Armelau, marido da deputada, todos do PL.
Em clima de contagem regressiva para o histórico primeiro jogo de temporada regular da NFL no Rio de Janeiro, a missão diplomática dos Estados Unidos no Brasil promoveu, nesta sexta-feira (25), uma noite de diplomacia esportiva e celebração na churrascaria Fogo de Chão de Botafogo.
A recepção reuniu autoridades, dirigentes da NFL, executivos e parceiros em torno do futebol americano como instrumento de aproximação e intercâmbio entre brasileiros e americanos.
O trio de ouro do jogo de amanhã: o comissário da NFL, Roger Goodell; a encarregada de negócios da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly; e o cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio, Ryan Rowlands – Foto: Divulgação
Entre os presentes estavam o cônsul-geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Ryan Rowlands, a encarregada de negócios da Embaixada dos EUA, Kimberly Kelly, e o comissário da NFL, Roger Goodell.
A apresentação da União da Ilha na recepção da NFL no Rio – Foto: Divulgação
A noite teve muita comida, bebida e música brasileira — e terminou em clima de carnaval, com uma apresentação surpresa da União da Ilha, que colocou os convidados para sambar.
A Netflix vai estrear agora, em outubro, uma nova série com um trama que lembra, até demais, um célebre caso das páginas policiais do Rio — uma história que mistura morte, golpe milionário e um certo flerte com o sobrenatural.
No seriado “Dom de iludir”, Marieta Severo vive a colecionadora de obras de arte Lúcia Rossetti, que tem uma relação turbulenta com a filha, Maíra (Alice Wegmann). O destino das duas se entrelaça com a misteriosa Irina (Nanda Costa), dando início a uma história de suspense. Os episódios chegam ao streaming em breve.
Alice Wegmann está no elenco da série — Foto: Divulgação
A Netflix não admite oficialmente, mas, talvez, a semelhança não seja mera coincidência entre a série e o caso de Sabine Coll Boghici, de 49 anos, que morreu após cair do quinto andar de um prédio na Zona Sul. A falecida era filha de Geneviève Boghici, de 83 anos, viúva do marchand Jean Boghici.
Sabine chegou a ser presa, acusada de ter aplicado um golpe de centenas de milhões de reais na própria mãe com a ajuda de Rosa Stanesco Nicolau, com quem se casou na prisão, no fim de 2022. O roubo envolveu obras de arte de mestres da pintura brasileira como Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.
Toda a história real teria começado quando Geneviève foi abordada por Rosa na rua e alertada sobre “uma morte a qualquer momento na família”. Rosa se apresentava como Mãe Valéria de Oxóssi. Nas redes sociais, dizia ter “mais de 20 anos de experiência espiritual”. Ela relatava ter dado mais de 180 mil consultas espirituais.
Depois de conhecer Geneviève, Rosa a levou para se consultar com outras duas parceiras no crime. Essas foram apresentadas como cartomante e mãe de santo. Ambas confirmaram a existência do “perigo iminente” a outras duas comparsas, apresentadas como uma cartomante e uma mãe de santo, que confirmaram a previsão e sugeriram que ela pagasse por “um trabalho” para salvar a filha.
Com medo, a mãe chegou em casa e contou a história para a filha, que a essa altura já sabia de todo o plano e fingiu estar com medo. Foi quando Sabine implorou que a Geneviève pagasse pelo tal “trabalho espiritual”, que no total custou R$ 5 milhões.
A partir deste momento, Sabine começou a manter a mãe distante das pessoas. Funcionários foram demitidos, prestadores de serviço foram afastados. Só que Geneviève desconfiou e parou os pagamentos, quando então passou a ser agredida pela filha.
No fim das contas, a viúva do marchand calcula ter perdido R$ 725 milhões. Um total de 16 quadros foi roubado. Mesmo destino de joias avaliadas em R$ 6 milhões. O caso foi denunciado à polícia, que inclusive achou quadros roubados com Rosa, quando ela foi presa. A história ganhou contornos ainda mais macabros quando Sabine caiu do prédio. O caso, registrado como suicídio, foi reaberto a pedido de Geneviève. Um homem, apontado como genro de Rosa, foi preso acusado de induzir a mulher a tirar a própria vida.
Sabine caiu do prédio e polícia investiga se ela foi induzida a pular — Foto: Reprodução
Voltando à série da Netflix, a especulação é que Lúcia seria Geneviève. Maíra, inspirada em Sabine. E Irina (olha o nome do Leste Europeu aí!) seria o alter ego de Rosa Stanesco. O nome da série, além da óbvia inspiração da história, também é uma citação a um sucesso de Caetano Veloso — que, inclusive, estará na trilha sonora da atração, agora na voz da cantora Liniker.
Nanda Costa vive a misteriosa Irina — Foto: Divulgação
A direção-geral é de Mauro Mendonça Filho. O elenco traz também José de Abreu, o Boris, que seria outro personagem fortemente inspirado na vida real, Felipe Camargo, Luciana Paes, Laila Garin, Rui Ricardo Diaz, Heloisa Jorge, Allan Souza Lima, Jonas Bloch, Giovanna de Jesus, José Mata, Thiago Justino, Hamilton Dias, Laura Vick, Yanna Lavigne e Rosanna Viegas.
“Dom de iludir” foi produzida pela Conspiração. A criação é de Diane Maia e Mirna Nogueira, que também aparece como roteirista-chefe, tendo como assistentes de roteiro Carol Rodrigues, Felipe Sholl, Josefina Trotta e Pedro Riguetti. A produção é de Renata Brandão e Luísa Barbosa. A produção executiva é de Diane Maia e Tania Pacheco. “Dom de iludir” tem direção-geral de Mauro Mendonça Filho e direção de Gabriela Amaral Almeida e Daniela Carvalho.