Policiais militares encontraram drogas e fuzis atrás de uma parede secreta dentro de uma casa na Vila Aliança, em Bangu, Zona Oeste do Rio, durante operação na manhã desta segunda-feira (11).
No “bunker”, foram apreendidos dois fuzis, uma pistola com kit rajada, rádios transmissores e grande quantidade de drogas.
Um esconderijo com bastante quantidade de drogas e com armamento de guerra acaba de ser localizado no interior da comunidade da Vila Aliança, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, por policiais militares do #14BPM. A ocorrência está em andamento. pic.twitter.com/ZckSb0u5aM
A operação tinha como objetivo reprimir a movimentação de criminosos e coibir roubos de automóveis e recuperar veículos roubados.
Para dificultar a passagem dos veículos brindados da PM, bandidos atearam fogo em barricadas e obrigaram motoristas a atravessar caminhões nas ruas do interior da comunidade.
Um “cachorrão” muito simpático virou uma das atrações do comício de Lula em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
No meio do ato político lotado, a figura chamou a atenção de quem estava por perto: dançava, pulava, dava a “pata”, levantava bandeira e ainda posava para fotos com uma interminável fila de admiradores.
A curiosidade era geral: afinal, quem estava por trás da fantasia de cachorro laranja? Em plena forma física, o “bichano” chegou a andar de quatro pelas ruas de Bangu, enquanto apoiadores tentavam descobrir a identidade do personagem.
Dirigente do PSD sob a fantasia
O mistério, porém, tinha um nome conhecido da política fluminense. Quem vestia a fantasia era Luiz Carlos Ramos, o “Homem do Chapéu”, um dos dirigentes do PSD no Rio e responsável pelas nominatas do partido.
Segundo Luiz Carlos, a performance foi uma forma de chamar a atenção do presidente Lula e do público para a causa animal.
“Essa é uma forma de chamar a atenção do presidente Lula e de todo o país para a causa animal. O Brasil deve priorizar o bem-estar dos animais, esses seres indefesos que não podem falar”, afirmou Luiz Carlos, que encerrou a declaração em tom bem-humorado: “Au au do Chapéu”.
Consumidores da Região Metropolitana do Rio acumulam hábitos sustentáveis, é o que revela uma pesquisa do Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ). 80% dos entrevistados pela pesquisa afirmam que seus
hábitos consideram a preservação do meio ambiente, mas apenas 63% afirmam que suas a maior parte de suas ações rotineiras estão associadas às mudanças climáticas.
Alguns hábitos populares no país se concretizam nos resultados do levantamento no Rio. Por exemplo, fechar a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça foi a atitude mais citada, por 94,2% dos participantes. Já quando o assunto é economia e consumo responsável, apagar as luzes ao sair de um recinto aparece em destaque, com 94,1% das menções.
Preço continua sendo relevante que mudanças climáticas
A disposição para pagar mais por produtos e serviços de empresas que adotam práticas socioambientais comprovadas diminuiu, quando comparada a 2025. 41,4% dos consumidores afirmaram dar preferência a essas empresas mesmo diante de um preço maior, percentual que no ano passado chegou a 48,9%.
A pesquisa aponta que apenas 22,9% dos entrevistados não associam suas escolhas cotidianas às mudanças climáticas.
Coleta de lixo ainda é preocupação
Mesmo com as campanhas de coleta seletiva e lixo e incentivo ao hábito da reciclagem, 71,4% relata que o lixo coletado nas ruas é misturado, sem separação entre recicláveis e orgânicos. Somente 18,3% afirmaram que os resíduos são separados adequadamente.
Como foi feita a pesquisa
A pesquisa é do tipo quantitativa com questionário aplicado de forma presencial a 946 moradores da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
O Maracanãzinho ficou lotado durante o lançamento da candidatura de Douglas Ruas (PL) ao governo do Rio, neste sábado (22), em um ato que contou com a presença do candidato do PL à presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Com o ginásio cheio, milhares de pessoas que chegaram para acompanhar o evento não conseguiram entrar e permaneceram do lado de fora.
Caminhada com apoiadores
Entre os “barrados” estava o deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), vice-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e candidato à reeleição.
Em vez de deixar o local, Delaroli comandou uma espécie de “micareta” do lado de fora, reunindo dezenas de correligionários ao lado do irmão, Marcelo Delaroli (PL), prefeito de Itaboraí.
“Lá dentro não está dando mais para entrar. Eu não acho justo eu entrar e deixar meu povo aqui fora. Agora nós vamos voltar e caminhar”, disse o vice-presidente da Alerj, ovacionado pela multidão.
Na sequência, os apoiadores cantaram, em ritmo de funk: “Que legal, que maneiro, Guilherme Delaroli invadiu o Rio de Janeiro”. Depois, o grupo passou a entoar: “Ah, é Douglas Ruas”.
Segundo o Partido Liberal, cerca de 4 mil pessoas ficaram do lado de fora do Maracanãzinho durante o evento deste sábado.
Os candidatos do Rio de Janeiro que buscam uma vaga no Senado concentram um patrimônio bem superior ao declarado pelos próprios titulares das chapas na eleição de 2026. Levantamento feito a partir das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral mostra que os 28 candidatos a primeiro e segundo suplentes somam R$ 137,02 milhões em patrimônio, enquanto os 14 candidatos titulares ao Senado declaram, juntos, R$ 9,07 milhões.
Em valores absolutos, portanto, o patrimônio dos suplentes é 15,1 vezes maior que o dos titulares, uma diferença de R$ 127,95 milhões. Como cada chapa possui dois suplentes para um titular, a comparação fica da seguinte forma: cada suplente declarou, em média, R$ 4,89 milhões enquanto cada candidato a senador declarou por volta R$ 647,7 mil. Se o cálculo for por pessoa, significa que o patrimônio médio dos suplentes é 7,6 vezes superior. O levantamento usa os dados de candidaturas e bens disponibilizados pelo TSE para as eleições de 2026, a plataforma DivulgaCand.
Maioria das chapas tem suplentes com rendimentos superiores aos candidatos titulares para o Senado
A diferença aparece também quando a análise é feita chapa por chapa. Em 11 das 14 candidaturas ao Senado, a soma dos patrimônios do primeiro e do segundo suplentes supera o valor declarado pelo titular. Apenas nas chapas de Marcos Dias e Michelly Xavier o titular possui patrimônio maior. Na chapa de Monica Benicio, os três integrantes não declararam bens à Justiça Eleitoral.
O caso mais extremo é o de Marcelo Crivella. O ex-prefeito declarou apenas R$ 5.084,74, enquanto seus dois suplentes somam R$ 91,16 milhões. Quase todo esse valor pertence ao segundo suplente, Francisco Eugenio, que declarou R$ 91.160.770,15, incluindo R$ 42,67 milhões em cotas de empresas, R$ 27,03 milhões em fundos e aplicações e R$ 20,80 milhões em direitos creditórios.
Outra diferença expressiva aparece na chapa de Carlos Jordy. O candidato do PL declarou R$ 35,2 mil, enquanto seus suplentes, Lucimar Ferreira e Zé Augusto Nalin, somam R$ 12,02 milhões — valor cerca de 341 vezes maior. Nalin sozinho declarou R$ 11,46 milhões.
Na chapa de Pedro Paulo, os suplentes Miro Teixeira e Savio Neves acumulam R$ 12,26 milhões, contra R$ 1,80 milhão do titular. Na de Benedita da Silva, Manoel Severino e Kleber Lucas somam R$ 9,40 milhões, ante R$ 1,30 milhão da candidata.
O resultado também não depende exclusivamente da fortuna de Francisco Eugenio. Se o segundo suplente de Crivella for retirado integralmente da conta, os outros 27 suplentes ainda somam R$ 45,86 milhões. Nesse cenário, o patrimônio médio cai para R$ 1,70 milhão por suplente, mas continua sendo 2,6 vezes o patrimônio médio dos candidatos titulares.
Os valores são os declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e refletem a base disponível em 13 de agosto de 2026. Como os pedidos de registro ainda aparecem em análise, as declarações podem ser corrigidas durante o processo eleitoral.
O presidente Lula (PT) e o candidato ao governo do estado do Rio Eduardo Paes (PSD) lançaram oficialmente suas campanhas num grande ato político neste sábado (22), no estádio de Moça Bonita, em Bangu, Zona Oeste do Rio. Diante de milhares de apoiadores, os dois reforçaram a aliança construída desde 2008 e defenderam a união entre os governos federal e estadual como caminho para recuperar o estado.
A agenda também serviu para apresentar as candidaturas ao Senado de Benedita da Silva (PT) e Pedro Paulo (PSD). O evento contou ainda com a presença do prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), além de outros candidatos e líderes políticos.
Nos discursos, marcados por críticas à atual situação do estado e pela defesa de uma maior articulação com o governo federal, Paes e Lula destacaram o combate ao crime organizado, a recuperação das políticas sociais e a necessidade da aliança entre os dois para melhorias no estado fluminense.
A expectativa era reunir até 50 mil pessoas dentro e nos arredores do estádio, onde foram montados um palanque e telões para acompanhar os discursos.
Aliança do PT e do PSD no Rio
Primeiro a falar no ato, o prefeito carioca Eduardo Cavaliere destacou a importância da união entre o presidente Lula e do ex-prefeito e candidato ao governo do estado Eduardo Paes para o estado.
Segundo ele, os dois já mostraram que, quando trabalham junto, a população do Rio que sai ganhando. Como exemplo, Cavaliere citou a inauguração do Centro Carioca de Saúde em Benfica, Zona Norte, durante o início da terceira gestão de Lula na presidência, quando Paes ainda era o prefeito da capital.
Ato reuniu uma multidão em Bangu — Foto: Reprodução/YouTube
Pedro Paulo e Benedita defendem união para tirar o Rio da crise
Subindo juntos no palco e discursando de mãos dadas, Pedro Paulo e Benedita, candidatos ao Senado, destacaram a necessidade de união entre os partidos para enfrentar os problemas do estado.
“Nós temos que estar unidos para tirar o Rio de Janeiro da maior crise da sua história”, afirmou Pedro Paulo.
O candidato do PSD também exaltou a parceria com a petista na disputa pelas duas vagas do Rio no Senado. Pedro Paulo disse ter “a maior honra” de caminhar ao lado da petista e destacou a trajetória política da candidata.
“Nós temos que ocupar o espaço do Senado. Tenho a maior honra de caminhar ao teu lado. Você é uma mulher completa, cheia de significado, que acompanha muita luta e honra na sua história”, declarou.
Benedita defendeu a candidatura de Paes ao governo do estado e afirmou que ele tem experiência para promover mudanças no estado. “Eduardo Paes foi o melhor prefeito que tivemos aqui, e temos certeza de que, como governador, ele vai fazer a diferença”, disse.
A candidata também destacou a aproximação entre PT e PSD na eleição e afirmou que a parceria com Lula e Paes pode ampliar a capacidade de investimento no estado.
“Nós nos unimos para fazer esse Brasil cada vez mais gigante, nos unimos para fazer o estado do Rio mais livre. E sabemos que nosso governador Eduardo Paes de mãos dadas com nosso presidente Lula já fizeram muita coisa e vão fazer muito mais”, declarou.
Benedita da Silva e Pedro Paulo, de mãos dadas, em discurso — Foto: Reprodução/YouTube
Paes reforça aliança com Lula e diz que ela é necessária para recuperar o Rio
Em seu discurso, Eduardo Paes destacou a aliança política construída com Lula desde 2008 e afirmou que a parceria entre os dois deixou de ser apenas eleitoral e se consolidou também no campo pessoal.
“O que nós estamos fazendo aqui não é uma aliança de iguais. Eu e Lula viramos amigos, gosto de estar com o Lula e sei que o Lula gosta de estar comigo”, disse.
Apesar da proximidade pessoal, o candidato afirmou que a parceria entre os dois é sustentada principalmente por uma visão política comum: “A gente aprendeu que ou a gente se unia, ou a gente se esforçava, ou as forças que faziam muito mal à política iam destruir aquilo que nós havíamos construído”.
Ao falar sobre as prioridades para o Rio, o ex-prefeito carioca afirmou que o estado chegou ao “fundo do poço” e colocou o combate ao crime organizado como uma das principais razões para a aliança com o presidente petista.
O candidato fez críticas à atual situação política do estado e citou a prisão do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar, a quem atribuiu ligações com o Comando Vermelho. Paes afirmou que o cenário vai além de casos tradicionais de corrupção.
Paes disse que, apesar das diferenças políticas entre PT e PSD, o grupo tem um objetivo comum: recuperar o estado. “O que nos une hoje, com nossas diferenças, é o desejo de salvar o Rio de Janeiro e a compreensão do Lula de que o Brasil não se salva se o Rio não se salvar”, declarou.
“Nós não vamos salvar o Rio de Janeiro sem ajuda do presidente do Brasil. Não vamos salvar o Rio se não tiver gente defendendo a gente no Senado Federal, para ajudar o Lula e ajudar o Rio”, afirmou.
Ao final, Paes associou a estratégia eleitoral à construção de uma base política capaz de sustentar seu eventual governo. “Por isso a gente está unido, por isso que estamos aqui fazendo campanha pelo Lula, por mim, pela Benedita e pelo Pedro Paulo”, concluiu.
Eduardo Paes durante ato em Bangu — Foto: Reprodução/YouTube
Lula diz que Paes é uma ‘necessidade’ para o Rio
Lula também dedicou boa parte do discurso à relação construída com Eduardo Paes e afirmou que a aproximação entre os dois começou em 2008, apesar das diferenças políticas que existiam naquele momento. O presidente contou que, inicialmente, os dois não tinham uma boa relação, mas acabaram se aproximando por circunstâncias políticas.
Segundo Lula, a aliança atual vai além da amizade entre os dois e tem como principal objetivo atender aos interesses do estado. “Às vezes a gente deixa de pensar no todo, só pensa no próprio umbigo. A gente não escolhe irmão, a gente não escolhe amigo. Eduardo Paes não é apenas meu amigo, ele é uma necessidade para o povo do Rio de Janeiro”, declarou.
O presidente também elogiou a atuação de Paes à frente da Prefeitura do Rio e destacou a capacidade de gestão do candidato ao governo do estado. Lula ainda citou Eduardo Cavaliere, atual prefeito da capital, e disse esperar que ele consiga superar os resultados da atual gestão.
Lula também pediu votos para Pedro Paulo e Benedita da Silva e defendeu a formação de uma bancada alinhada ao projeto político apresentado no ato. “Não está em jogo minha relação de amizade com quem quer que seja, está em jogo o que a gente quer que seja melhor para o Rio, quem é melhor para ajudar o Rio. Pedro Paulo merece toda minha confiança”, disse.
Lula discursa para apoiadores na Zona Oeste do Rio — Foto: Reprodução/YouTube
Presidente fala em tirar o Rio das páginas policiais e elogia Ricardo Couto
Ao defender a candidatura de Paes, Lula afirmou que o estado precisa mudar a imagem associada à violência e aos escândalos políticos. O presidente disse ainda que pretende se empenhar pessoalmente para ajudar Paes caso ele seja eleito governador. “Eduardo Paes, estarei empenhado de corpo e alma para que você possa dar sequência ao trabalho”, afirmou.
Lula aproveitou sua fala para fazer referência ao governador em exercício Ricardo Couto, que assumiu o comando do estado após a saída de Cláudio Castro (PL), e disse que ele iniciou um processo de “limpeza” que deverá ser continuado por Paes.
“Deus nos deu um homem chamado Ricardo Couto. Nosso governador. Um homem que jamais pensou em ser governador, nunca foi filiado a partido político. Mas quis a política e quis Deus que estava na hora do Rio de Janeiro de ter alguém que moralizasse esse estado”, disse.
Na avaliação de Lula, a próxima gestão deverá dar continuidade a esse processo e trabalhar pela recuperação do estado. “Queria dar meus parabéns a Ricardo Couto, que começou uma limpeza que você [Eduardo] vai ter que continuar quando for eleito”, afirmou. Em seguida, resumiu seu compromisso com o candidato: “Ajudar você a reconstruir o Rio de Janeiro”.
Além da eleição no Rio, Lula concentrou parte do discurso na educação e afirmou que pretende ampliar as oportunidades para pessoas que ainda não tiveram acesso a uma profissão. O presidente defendeu investimentos em escolas de tempo integral, universidades e institutos federais como forma de reduzir, no futuro, a necessidade de gastos com o sistema prisional.
Em fevereiro de 2026, a primeira instância do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) mantinha 5.264.342 processos em acervo, uma redução de 20,8% em relação ao mesmo mês de 2024. No período, o número de ações sem movimentação havia mais de 90 dias caiu ainda mais: passou de 2.230.507 para 1.214.114, recuo de 45,6%.
Os dados indicam uma melhora expressiva nos indicadores de movimentação processual do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, embora quase todo o resultado esteja concentrado nas unidades responsáveis pela cobrança judicial de dívidas públicas.
Ou seja, a Justiça anda mais, e mais rápido, para os governos — mas nem tanto para os cidadãos comuns.
O levantamento analisou 28.277 registros mensais de serventias judiciais entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2026. A série mostra uma redução expressiva tanto do acervo quanto dos processos paralisados. Mas revela também que quase toda a queda ocorreu nas unidades responsáveis por execuções de dívida ativa — ações usadas pelo poder público para cobrar judicialmente impostos, taxas, multas e outros débitos.
Nas demais varas, juizados e unidades judiciais, o volume total de processos praticamente não se alterou no período.
Queda de mais de 1 milhão de processos parados
Indicador
Fevereiro de 2024
Fevereiro de 2026
Variação
Processos em acervo
6.650.829
5.264.342
-20,8%
Paralisados há mais de 90 dias
2.230.507
1.214.114
-45,6%
Paralisados sobre o acervo
33,5%
23,1%
-10,5 pontos percentuais
A redução é relevante. Pela definição oficial do TJRJ, a estatística de processos paralisados considera feitos sem movimentação há mais de 90 dias, mas exclui, entre outros casos, processos que aguardam audiência e ações formalmente suspensas ou sobrestadas.
Nas unidades criminais, outras situações específicas também são retiradas do cálculo.
Isso significa que a ausência de movimentação registrada não decorre, em princípio, de uma suspensão judicial formal já identificada pelo sistema.
Dívida ativa responde por quase toda a melhora
A queda geral, porém, não foi distribuída de maneira uniforme. Em fevereiro de 2024, as 96 unidades identificadas na base como centrais ou núcleos de dívida ativa reuniam 3.060.187 processos. Dois anos depois, o estoque dessas unidades havia recuado para 1.757.594.
Uma redução de 1.302.593 processos, ou 42,6%.
Esse movimento representa 94% de toda a diminuição do acervo da primeira instância registrada entre os dois meses comparados.
Entre as unidades que não tratam de dívida ativa, o acervo caiu apenas *2,3%: de *3.590.642 para 3.506.748 processos.
A mesma concentração aparece na estatística de paralisação.
Nas unidades de dívida ativa, os processos sem movimentação por mais de 90 dias diminuíram de 1.729.247 para 760.667, queda de 56%. Nas demais serventias, o recuo foi bem menor: de 501.260 para 453.447 processos, ou 9,5%.
Em outras palavras, mais de 95% da redução dos processos paralisados ocorreu na área de dívida ativa.
O resultado indica que a melhora global não pode ser interpretada automaticamente como uma redução equivalente da demora em todas as áreas da Justiça estadual.
Um em cada quatro processos ainda estava parado havia mais de 90 dias no TJRJ
Apesar da melhora acumulada, 1.214.114 processos continuavam sem movimentação havia mais de três meses em fevereiro de 2026. O número correspondia a 23,1% de todo o acervo da primeira instância — quase um em cada quatro processos contabilizados pelo tribunal.
A proporção era menor do que os 33,5% registrados em fevereiro de 2024, mas ainda revela um estoque elevado de ações sem andamento recente. A concentração também permanece desigual: a dívida ativa reunia 62,7% de todos os processos paralisados, embora suas 96 unidades representassem menos de 9% das serventias registradas naquele mês.
Com o Maracanãzinho lotado e a presença do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, o PL lançou, na manhã deste sábado (22), a campanha do presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas, ao governo do estado. O partido calcula que quatro mil pessoas ficaram do lado de fora do ginásio.
Seguindo o desenho que já vinha mostrando na pré-campanha, o evento transcorreu com o foco na segurança, na mulher e em clima família. Teve direito a vídeo tipo “Arquivo Confidencial”, recheado de mensagens da pais de Douglas (ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson); da mulher, Mariana; e do filho, Miguel.
Douglas Ruas com o pai, Capitão Nélson, e o candidato à presidência, Flávio Bolsonaro – Foto: Divulgação
“Sou filho de um policial, de uma dona de casa, que cresceu num bairro humilde, com ruas esburacados. Lá aprendi uma lição, que carrego para a minha vida: quando o povo se une, muda a realidade”, disse Douglas já na abertura do seu discurso. “Nunca esqueci das ruas esburacadas. Elas fazem parte da minha história. Continuo morando na mesma rua, na mesma casa. Temos que ter um Rio seguro, pegar a mão dos nossos jovens e mostrar a eles que existe um caminho da prosperidade na vida deles.”
A pajelança foi aberta pelo presidente estadual do PL, Altineu Côrtes, e contou com os discursos dos principais candidatos do partido, como os aspirantes ao Senado Carlos Jordy e Carlos Portinho; do deputado federal Eduardo Pazuello e do presidente nacional Valdemar Costa Neto.
Momento diversão: Douglas Ruas e Flávio Bolsonao fazem dancinha no palanque – Foto: Reprodução das redes sociais
A vice de Douglas, Fernanda Louback, vereadora em Niterói e mais conhecida do lado de lá da Baía de Guanabara, se apresentou aos seguidores que lotavam o ginásio como mãe atípica e, seguindo o roteiro da campanha, enalteceu a família e as mulheres.
“Sou mãe de duas crianças autistas. Mulheres, vocês não vão ser invisíveis, pessoas com deficiência, vocês não vão ser invisíveis”, disse Fernanda.
Douglas também faz referência a Jair Bolsonaro
Repetindo a tônica da campanha de Flávio, Douglas Ruas também trouxe Jair Bolsonaro para o evento.
“Bolsonaro teve muita coragem, apostou na mudança. E eu sei da minha responsabilidade, porque o Rio de Janeiro é a casa do presidente Bolsonaro. Eu quero que ele sinta orgulho da mudança que vamos iniciar no Rio de Janeiro”, disse. “Vamos nos unir, vamos juntos entoar o lema que Bolsonaro nos ensinou: ‘Deus, pátria, famiilia e liberdade'”, conclamou Douglas. “Que deus abençoe a todos vocês!”, concluiu, em tom religioso.
Douglas Ruas discursa no evento do Maracanãzinho – Foto: Reprodução das redes sociais
Flávio Bolsonaro foca na segurança pública
Candidato à presidência, Flávio focou o seu discurso na segurança e na dobradinha Bolsonaro-Ruas.
“Na minha época de criança, eu soltava pipa. As crianças hoje estão sendo ensinadas a subir drones para jogar bomba na cabeça dos outros”, disse.
Flávio voltou a dizer que vai classificar traficantes como terroristas.
“As pessoas estão pensando em usar guarda-chuva blindado para se proteger das bombas. Com Bolsonaro e Ruas, a gente vai classificar PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. Com Bolsonaro e Ruas, ladrão de celular vai começar com oito anos de cadeia e vai ter que trabalhar, para pagar sua estadia e indenizar quem ele roubou. Não vou baixar a cabeça. As mulheres serão protegidas, e vamos aprovar castração química para estupradores. Eu vou proteger os nossos filhos de serem aliciados na porta do colégio por um traficante”.
E encerrou com uma mensagem messiânica:
“Eu tenho a convicção de que Deus está me preparando há 24 anos da minha vida para esse momento, para ser usado por Ele para resgatar o nosso Brasil. Porque esse momento exige mulheres e homens de coragem, preparados, com humildade e, acima de tudo, com fé para resgatar o nosso Brasil, para resgatar o nosso Rio de Janeiro!”, concluiu o candidato.
Flávio Bolsonaro é aplaudido durante o discurso – Foto: Reprodução das redes sociais
Bolsonaro e Lula medem público com eventos no mesmo horário
O evento aconteceu no mesmo horário do lançamento da campanha do presidente Lula (PT) à reeleição, no também lotado Estádio de Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste do Rio.
O Maracanãzinho lotado no lançamento da campanha de Douglas Ruas ao governo do estado – Foto: Divulgação
Mais uma semana chega ao fim no Rio, cheia de atrações para todas as idades como de costume. Entre sábado (22) e domingo (23), a cidade reúne uma celebração da cultura afro-brasileira ao som do samba-reggae na Pequena África, festa infantil na orla da Zona Sul e teatro de graça na Zona Norte. Do outro lado da ponte, o MAC, em Niterói, traz uma exposição por tempo limitado com obras produzidas por artistas indígenas. Bora lá!
Escola Olodum Rio celebra cultura afro-brasileira em festa de aniversário
A energia do Olodum vai tomar conta da Zona Portuária neste domingo (23), a partir das 16h. A quadra da escola de samba Vizinha Faladeira, na Rua da Gamboa, Santo Cristo, recebe uma festa gratuita para comemorar o aniversário de 1 ano da Escola Olodum Rio e, “de quebra”, homenagear os 47 anos do lendário Olodum de Salvador.
Durante a festa, serão entregues 20 bolsas de estudo gratuitas de nível superior completo, oferecidas pela UniceSumar, aos alunos da Escola Olodum Rio selecionados com base em critérios de participação, dedicação e assiduidade.
Escola Olodum Rio completa um ano — Foto: Divulgação/MUHCAB
Festa na orla do Leblon celebra Dia da Infância no domingo (23)
Para quem tem crianças pequenas em casa, a boa do domingo (23) é aproveitar a manhã ao ar livre na praia. Das 9h às 12h, a orla do Baixo Bebê, na altura do Posto 12 do Leblon, recebe uma programação infantil gratuita em comemoração ao Dia da Infância.
O evento marca também a entrega da revitalização do espaço infantil da praia, que ganhou novos brinquedos e um quebra-cabeça gigante. A programação inclui oficinas lúdicas, pintura facial e musicalização infantil com o grupo Os Fabulosos.
Parquinho na praia do Leblon recebe programação especial — Foto: Divulgação/Geneal
Shopping na Zona Norte recebe espetáculo teatral gratuito para crianças
Na Zona Norte, o sábado (22) começa com teatro de graça no Shopping Boulevard, em Vila Isabel. Às 17h, o shopping recebe o espetáculo infantil “A Missão de Alice”, montagem gratuita da Cinarte Rio com elenco inclusivo que reúne atores com e sem deficiência. A peça traz, em tom lúdico e educativo, reflexões para adultos e crianças sobre sustentabilidade, diversidade e respeito. Entrada franca.
Peça ‘A Missão de Alice’ será apresentada gratuitamente neste fim de semana – Foto: Divulgação
Mostra de arte indígena se despede do MAC, em Niterói
Atravessando a ponte, este final de semana marca a última oportunidade de visitar a exposição “Ohpeko Dihtara_Travessias da Guanabara”, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), em Niterói. Com concepção de Daiara Tukano e curadoria de Denilson Baniwa e Priscila Danny, a mostra reúne 35 obras, entre pinturas, vídeo arte e instalações têxteis, produzidas por oito artistas indígenas de quatro regiões do Brasil.
A exposição fica no Salão Principal e Varanda do museu, das 10h às 18h (com entrada até 17h30). Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia), mas são gratuitos para moradores de Niterói, estudantes da rede pública, crianças de até 7 anos e visitantes que chegarem ao museu de bicicleta. O MAC fica no Mirante da Boa Viagem.
Exposição no MAC termina neste domingo (23) — Foto: Divulgação
A disputa pelo financiamento de campanha no Rio ganhou novas movimentações neste sábado (22). O deputado federal Luiz Lima (Novo), candidato à reeleição, segue na liderança do ranking de arrecadação, com R$ 600 mil declarados.
A principal mudança no levantamento feito com base nos dados prestados ao portal do TSE DivulgaCand foi do vereador carioca Pedro Duarte (PSD), candidato a deputado estadual, que recebeu mais R$ 62,7 mil e passou de R$ 346,1 mil para R$ 408.883 em doações recebidas.
Com a nova arrecadação, ele se mantém na segunda colocação e amplia a vantagem sobre o também candidato à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) Flávio Valle (PSD), que tem R$ 302.884.
Outras movimentações em doações para as campanhas
Na sequência, aparecem a candidata a deputada federal Tatiana Roque (PSB), com R$ 168 mil, e o deputado estadual Jair Bittencourt (PL), candidato à reeleição, com R$ 120 mil referentes a recursos próprios.
Outro nome que avançou foi o ex-secretário municipal de Saúde do Rio Daniel Soranz (PSD), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Ele recebeu mais R$ 20,9 mil e passou de R$ 70,1 mil para R$ 91.113.
A lista também ganhou novos nomes entre os maiores arrecadadores. É o caso de Marina do MST (PT), candidata a deputada estadual, que já declarou R$ 67.560 em receitas.
Novos candidatos ao governo do estado apareceram com doações
Na disputa pelo Palácio Guanabara, outros dois candidatos apareceram com doações declaradas: Cyro Garcia (PSTU) e Anthony Garotinho (Republicanos).
Enquanto o primeiro declarou um recebimento de R$ 300 reais, o ex-governador do Rio, que tenta voltar ao cargo após 24 anos, recebeu R$ 2.500, também de uma doação única.
William Siri (PSOL), que já havia declarado R$ 46 mil em receitas no sistema DivulgaCand na sexta (21), segue com o mesmo valor. O montante é proveniente de transferências feitas por quatro pessoas físicas.
Os valores podem mudar nas próximas atualizações devido ao fluxo de registros na Justiça Eleitoral. Pela legislação, as campanhas têm até 72 horas para informar ao TSE cada doação recebida, o que deve provocar novas alterações no ranking de arrecadação ao longo dos próximos dias.